quarta-feira, setembro 01, 2010

Pensadores, militantes . . .

Jean-Jacques Rousseau [soberania do povo]
Suiço, em 1742 foi para Paris e vinculou-se ao movimento iluminista. Publicou o Discurso sobre as ciências e as artes (1750),
rompendo com o otimismo so "século das luzes"; Discurso sobre a origem da desigualdade (1755); o contrato social (1762), em
que mostrou que os governos foram criados por vontade dis cidadãos e, portanto, estes tinham o direito de mudá-los. Preferia um governo de assembléias populares.

Graco Babeuf
De origem camponesa, concebeu uma vasto plao de reformas fiscais publicado em 1789. Dirigiu a tribuna do Povo, considerado o primeiro jornal comunista. Embora longe do sentido moderno do comunismo, pode ser considerado seu precursor.

Thomas Morus (1478-1535)
Filho de juízes, pensador humanista, sua principal obra é o livro político A utopia (1516)

Henri de Saint-Simon
Socialista utópico francês, um dos fundadores do chamado "socialismo cristão", debitou ao Estado o dever de planejar e
organizar o uso dos meios de produção.

Charles Fourier
Francês, defendeu a propriedade comunitária e o princípio de "a cada um segundo suas necessidades".

Robert Owen
Industrial inglês, organizou colônia cooperativas, em que a propriedade privada seria excluída. Apesar de grande repercussão
de suas ideias, as tentativas de concretizá-las falharam completamente.

Pierre Joseph Proudhon
Francês, defensor do socialismo pequeno-burguês, teórico do anarquismo pacífico, negava a necessidade do Estado.
Escreveu a Filosofia da miséria (1846), contra a qual Marx antepôs a Miséria da Filosofia, mostrando seu caráter anticientífico e reacionário.

Ferdinand Lassalle
Socialista alemão, fundador do reformismo, considerava que, pelo sufrágio universal, o Estado poderia passar a refletir os interesses dos trabalhadores.

Mikhail A. Bakunin
Anarquista russo, teórico da violência e do terror revolucionários. Ligou-se a Internacional, mas foi excluído por pressão de Marx e Engels, os quais julgavam seus métodos prejudiciais. Os bakunistas participaram da Comuna de Paris, na qual foram até maioria.

Louis Auguste Blanqui
Revolucionário utópico francês, via na ditadura da vanguarda revolucionário o único meio de estabelecer o regime socialista. Inspiradir da ideia do "revolucionario profissional" e da "ditadura do proletariado".

Karl Marx [abolição da propriedade privada]
Teórico e militante político alemão, cuja obra teve um grande impacto em sua época e na formação do pensamento social e político contemporâneo. Doutorou-se em Direito pela Universidade de lena (1841), com tese sobre a filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro. Ligou-se aos "jovens hegelianos de esquerda", escrevendo em jornais socialistas. Depois de um intendo período de militância política, marcado pela fundação da Liga dos Comunistas (1847) e pela redação, com Engels, do Manifesto do Partido Comunista (1848), exilou-se na Inglaterra (1849), onde viveu até sua morte. Sua contribuição abrange sobretudi is campos da História, da Ciência Política e da Economia. O pensamento de Marx desenvolve-se a partir do estudo dos economistas ingleses, como Adam Smith e David Ricardo, e da ruptura com o pensamento hegeliano e com a tradição idealista da filosofia alemã. Grande parte dos textos de Marx foi escrita com a colaboração com Engels. Suas principais obras são: crítica da filosofia do direito de hegel (1843); A sagrada família (1845), em colaboração com Engels; A ideologia alemã (1845-1846), em colaboração com Engels; Miséria da Filosofia: crítica da Filosofia da Miséria, de Peoudhon (1847); As lutas de classes na França (1850); O 18 brumário de Luís Bonaparte (1852); Contribuição à crítica da economia política (1859); O capital, 3 volumes (1867 - 1895), tendo Engels colaborado na edição desta obra.

Friedrich Engels
Teórico e militante político alemão, ligou-se aos "jovens hegelianos de esquerda". Engels foi, não só colaborador teórico de Marx, mas também seu amigo mais íntimo, tendo-o ajudado inclusive financeiramente. Em 1845, publicou com Marx A sagrada família, em que eles rompem ao mesmo tempo com o idealismo hegeliano e com o materialismo mecanicista. Considera-se, geralmente, que o materialismo dialético, especoalmente a dialética da natureza, é uma criação típica de Engels, sendo, no entanto, de grande importância e influência no desenvolvimento da filosofia marxista. Além das obras que escrever com Marx, podemos citar: A situação das classes trabalhadores na Inglaterra (1845); Do socialismo utópico ao socialismo científico (1860); Ludwig Feurbacj e o fim da filosofia clássica alemã (1866); A transformação da ciência pelo Sr. Dühring, conhecia como AntiDühring (1878); Dialética fa natureza (escrita entre 1878-1888) e A origem da família, da prapriedade privada e do Estado (1884).

LENIN - Vladimir Ilitch Ulianov
Advogado, educador, militante e dirigente revolucionário, um dos principais líderes da Revolução de Outubro de 1917 e governante do Estado Soviético até sua morte em 1924. Desenvolveu, a partir de Marx e Engels, o marxismo-lenismo como uma forma aplicada da teoria marxista em um dado momento histórico na União Soviética, tranformando-o depois em doutrina oficial do Partido Comunista. O marxismo-lenismo enfatiza o papel revolucionário do indivíduo nos processos de transformação social contra o determninismo histórico de certas interpretações do materialismo dialético. Lenin tinha como preocupação central em seu pensamento a relação entre teoria e prática, a questão da luta pelo poder e da conquista do Estado pelo proletariado. Daí sua afirmação de que "não há revolução sem teoria do processo revolucionário". tem uma imensa contribuição teórica. Seus escritos estão reunidos em 56 volumes.

Karl Kautski
Legatário de Engels, organizador do IV volume de O capital, foi o principal dirigente da Segunda Internacional. lenin fez-lhe a autópcia ideológica em A Revolução Proletária e o renegado Kautski, pela sua posição revisionista do marxismo. É autor da obra clássica do marxismo, A questão agrária.

Piotr A. Kropotkin
Russo, foi um dos principais dirigentes e teóricos do Anarquismo, aderiu à Primeira Internacional, proscrito na França, voltou à Rússia em 1917.

Josef Stalin
Sua atuação política levou-o a uma vida de 18 anos de clandestinidade, até o triunfo da Revolução Russa de 1917. Foi eleito, em 1922, secretário do Partido Comunista Russo, cargo que conservou até sua morte. Após a morte de Lenin, lutou com Trotski pelo poder, afastando-o e governando com "mão de ferro", buscando dotar o país da força necessária para se fazer respeitar internacionalmente. Para tanto, não vacilou em eliminar fisicamente seus opositores, quando achou necessário.

Leon Trotski
Teórico marxsta e dirigente revolucionário russo. Integrou o primeiro governo soviético, como ministeo do Exterior, cabendo-lhe negociar a paz, em Brest Litovski. Criou o Exército Vermelho. Seus choques constantes com a burocracia política e os líderes conduziram-no ao exílio, à expulsão e à perda a cidadania soviética. Escreveu, entre outras obras, História da revolução Russa, sobre a insurreição soviética de 1917. Fundou a IV Internacional. Na URSS, os trotskistas foram eliminados, fisicamente, acusados de servir à Gestapo, à Ovra e ao Micado e, por fim, o próprio Trotski caiu assassinado pela GPU estalinista, no México.

Simon Bolívar (1783 - 1830)
O mais famoso nome da independência hispanico-americana, tambem chamado "O Libertador", Bolívar nasceu em Caracas, Venezuela. Inicia suas atividades revolucionárias em 1807. A partir de 1816, Bolívar começa a ação militar decisiva, estabelecenso-se em Angostura (hoje Cidade Bolívar). Três anos depois, obtêm a independência da Colômbia ba batalha de Boyacá. A esse triunfo segue-se a de Carabobo (1821), que libertou a Venezuela do domínio espanhol. Em 1822, seu lugar-tenente, Sucre, promoveu a separação do Equador com a vitória de Pichincha.

Edgard Leuenroth
Natural de Mogi Mirim (SP), tipográfo, fundador do Centro Tipográfico de São Paulo. Nos primeiros anos do século XX, organizou diversas agremiações de trabalhadores, principalmente ligados à imprensa. Militante na imprensa operária e anarquista, lutou pelos ideias libertários e colaborou para a preservação da memória dos movimentos populares no Brasil.

Antônio Evaristo de Moraes
Carioca, advogado, professor, escritor, um dos fundadores da Associação Brasileira de Imprensa, do Partido Operário (1890) e do Partido Socialista (1920). Defensor do grupo liderado pelo marinheiro João Cândido - Revolta da Chibata.

Astrojildo Pereira Duarte Silva
Nasceu em Rio de Janeiro (RJ). Anarquista na juventude, foi um dos promotores, em 1913, do II Congresso Operário Brasileiro.

Luiz Carlos Prestes, gaúcho de Porto Alegre (RS), participou da primeira revolta dos tenentes, que contribuiu para a "revolução" de 1930. Após seu desligamento do exército, liderou o movimento em Santo Angelo (RS), com 300 soldados. Surge daí a "Coluna Gaúcha", que tinha dois objetivos: enfraquecer política e milirtamente Artur Bernardes, visando derrubá-lo; e denunciar as injustiças e buscar a integração do país. A Coluna Gaúcha comandada por prestes se junta a paulista de Miguel Costa, e inicia-se a coluna Miguel Costa - Prestes, que percorreu 25 mil quilômetros em dois anos de combate. Prestes foi para a Argentina e lá estudou o marxismo. A Internacional Comunista, através do PCB, convidou-o a ir para Moscou, lá ficou até dezembro de 1934. Em Moscou aprofundou seus estudos sobre o marxismo e casou-se com Olga Benário, comunista alemã que trabalhava na União Soviética. Voltou ao país com olga, clandestinamente, em 1935. O casal é preso, e Olga é entregue ao governo nazista alemão, que a assassina. Prestes fica preso por nove anos.

Aristides Lobo (1905 - 1968)
Jornalista, escritor, tradutor, membro da juventude comunista do Rio de Janeiro. Expulso do PC em 1931 por suas posições trotskistas, foi um dos fundadores da Liga Comunista Internacionalista, seu secretário-geral e um dos seus mais ativos militantes.

Mário Pedrosa (1900 - 1981)
Pernambucano de Timbaúba, escritor, crítico de arte, filiou-se ao PCB em 1927. Influenciado pelos trotskistas, rompe com o PCB e trabalha em jornais, divulgando as ideias de Marx, Lênin e trotski; participou da fundação da Liga Comunista Internacionalista. Foi também um dos fundadores do Partido Operário Lenista (POL), cisão da Liga. Em 1979, assinou a ficha número 1 da filiação ao Partido dos Trabalhadores.

Caio Prado Jr. (1907 - 1990)
mais importante historiador marxista brasileiro, o paulista Caio Prado filiou-se, em 1931, ao PCB. Intelectual militante, dedicou sua vida a entender a hstória brasileira. Entre suas obras, destaca-se História econômica do Brasil. Poucos livros contribuíram de mandeira tão decisiva para a compreensão, em profundidade, das grandes questões nacionais quanto este. Produto de um esforço percursor da interpretação da história brasileira sob um ponto de vista marxista, ele inaugurou uma nova etapa da vida intelectual do país.

Graciliano Ramos (1892 - 1953)
Escritor, foi preso político na Ditadura Vargas. Os dois anos de cadeia renderam para Memória de Cárcere, em que denuncia as condições a que foram submetidos os opositores do "Estado Novo".

João Amazonas (1912 - 2002)
Nasceu em belém, Pará, militante de bases operárias, ingressou no PC em 1935 e integrou sua direção nacional a partir de 1943. Responsável pelo trabalho sindical e de massas, foi um dos organizadores e um dos principais dirigentes do Movimento Unificador dos Trabalhadores (MUT), em 1945. Em reunião extraordinária, em conjunto com outras lideranças, em 18 de fevereiro de 1962 foi decidida a reorganização do partido, mantendo seu nome tradicional (Partido Comunista do Brasil) e adotando a silga PCdoB, em resposta às ações de uma corrente reformista que pretendia liquidar o partido enquanto organização revolucionária. Foi um acontecimento de alcance histórico e internacional: o PC do Brasil foi o primeiro partido fora do poder a romper com a linha política reformista imposta pela direção do PCUS. Entre 1968 e 1972, Amazonas participou ativamente da organização da guerrilha do Araguaia, o principal movimento de contestação armada ao regime militar. O legado de Amazonas é a luta pela democracia, pela soberania nacional e a defesa do proletariado e socialismo. Ele foi o ideólogoe construtor do Partido Comunista do Brasil.

Herbert José de Souza (1935 - 1997)
"Betinho", nasceu em Minas Gerais. A militância nos movimentos estudantis, as campanhas contra a fome e pela reforma agrária, a luta contra os regimes militantes latino-americanos e o exílio colocaram-no sempre abrindo caminhos, contra diversas formas de medo e autoritarismo. Tornou-se um dos símbolos da campanha pela anistia. Em 1981 funsou o Instituo Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Desempenhou um papel decisivo na Campanha Nacional pela Reforma Agrária, em 1983; em 1986, funsou a Associação Brasileira Interdisciplinas de Aids (Abia); organizou em 1990, o movimento "Terra e Democracia". Em 1992, assumiu uma das lideranças do Movimento pela Ética na Política, que cuminou com o "impeachment" do então presidente Fernando Collor de Mello. Lutou pela "Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida", campanha contra a fome que ganhou as ruas em 1993.

Paulo Freire (1921 - 1997)
Nasceu em Recife (PE) de família de claase média, empobreceu na crise de 1929. Perdeu o pai aos treze anos e experimentou a pobreza. Sua carreira começou no Serviço Social da Indústria - Sesi e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife, quando aplicou, na cidade de Angicos (RN), um plano-piloto de alfabetização. Seu método de alfabetização, apresentado no Rio de Janeiro em 1958,consiste em que a consciência política e o aprendizado da escrita se integravam na mesma moldura. Em 1963, foi conduzido à direção do Plano Nacional de Educação, que aplicava seu meétodo de alfabetização a 16 milhões de adultos em 4 anos. Preso após o golpe de 1964, ficou no exílio durante 15 anos. Morou no Chile, onde escreveu sua obra Pedagogia do Oprimido. Ensinou na Universidade de Havard. Com a anistia, voltou ao Brasil em 1979 e começou a lecionar na PUC-SP. Na mesma época, tornou-se um dos fundadores do PT. Com cerca de 1.500 trabalhos publicados em todo o mundo, recebeu 28 títulos de doutor "honoris causa", sendo o brasileiro com o maior número desses títulos.

Francisco Julião (1917 - 1999)
Pernambucano, um dos organizadores das Ligas Camponesas, que se espalharam por vários Estdados da federação, inclusive na Paraíba, com sua bandeira de luta: "Reforma Agrária na lei ou na marra". Após o golpe de 1954, foi preso e exilou-se.

Apolônio De Carvalho (1912 - 2005)
Figura ímpar no cenário da vida política brasileira. Poucos como ele viveram com tanta intensidade a «paixão libertária» que o impeliu, desde os seus anos de cadete da Escola Militar de Realengo, a engajar-se na luta pelos ideais socialistas e contra os regimes de opressão, com uma coerência que se manifestou em todos os episódios vividos: da militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e na ANL (Aliança Nacional Libertadora) à participação na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa contra o fascismo; da luta clandestina contra a ditadura militar no Brasil, como membro do PCBR, à militância no PT, desde o momento da fundação do partido até sua morte.


Carlos Marighella (1911 - 1969)
Filho mais velho de uma família humilde, nasceu em salvadoro, Bahia. Augusto, o pai, era mecânico e simpatizante do Anarquismo. Foi preso pela primeira vez em 1932, por participar da manifestações estudantis. Tranfere-se para o Rio de janeiro, passando a trabalhar na reorganização do Partido Comunista, esfacelado pela repressão. Novamente preso, em 1°/05/1936, barbaramente torturado. Solto, vai para a cladestinidade. Novamente preso, é condenado e enviado às prisõs de Fernando de Noronha por cerca de seis anos. Foi nesse período que Marighella organizou um curso de formação política para os presos. Em dezembro de 1945, foi eleito deputado federal constituinte pela Bahia, Seu registro do PCB é casso em 1947 e volta a clandestinidade, que duraria um perído de mais de uma década. A partir de 1966, articulam-se várias organizações clandestinidades de combate à ditadura militar. Entre elas, a Ação Libertadora Nacional (ALN), fundada por Marighella. Foi assassinado, em São Paulo, pelo delegado e torturador Sérgio Paranhos Fleury.

Florestan Fernandes (1920 - 1995)
Nasceu em São Paulo. Fez curso primário incompleto devido a dificuldades financeiras, diplomando-se em 1940. Em 1941 iniciou o curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), onde, em 1945, tornou-se assistente da cadeira de Sociologia II. No início do decêncio de 1960, foi um dos líderes mais ativos da campanha em defesa da escola pública. Em 1969 foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional n° 5, instrumento repressor da ditadura militar. Lecionou na Universidade de Toronto e na Universidade de Yale. Reconhecido com um dos maiores sociólogos de seu tempo, foi galardoado com dois importantes títulos estrangeiros de Doutor Honoris Causa. Ingressou no Partido dos Trabalhadores de 1986. Faleceu na cidade de São Paulo.

3 comentários :

  1. um monte de lixos, esses que vc citou mataram mais de 100 milhões de pessoas nos últimos 100 anos.

    Se inventarem uma máquina do tempo, deve ser prioridade matar esses animais enquanto filhotes!!

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  2. Imagina se eu tivesse citado Obama, Bush, Hitler, FHC, Lula, Floriano? Vai ler mais e pra de acreditr no que você vê na rede globo rsrsrsrs

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  3. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

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quarta-feira, setembro 01, 2010

Pensadores, militantes . . .

Jean-Jacques Rousseau [soberania do povo]
Suiço, em 1742 foi para Paris e vinculou-se ao movimento iluminista. Publicou o Discurso sobre as ciências e as artes (1750),
rompendo com o otimismo so "século das luzes"; Discurso sobre a origem da desigualdade (1755); o contrato social (1762), em
que mostrou que os governos foram criados por vontade dis cidadãos e, portanto, estes tinham o direito de mudá-los. Preferia um governo de assembléias populares.

Graco Babeuf
De origem camponesa, concebeu uma vasto plao de reformas fiscais publicado em 1789. Dirigiu a tribuna do Povo, considerado o primeiro jornal comunista. Embora longe do sentido moderno do comunismo, pode ser considerado seu precursor.

Thomas Morus (1478-1535)
Filho de juízes, pensador humanista, sua principal obra é o livro político A utopia (1516)

Henri de Saint-Simon
Socialista utópico francês, um dos fundadores do chamado "socialismo cristão", debitou ao Estado o dever de planejar e
organizar o uso dos meios de produção.

Charles Fourier
Francês, defendeu a propriedade comunitária e o princípio de "a cada um segundo suas necessidades".

Robert Owen
Industrial inglês, organizou colônia cooperativas, em que a propriedade privada seria excluída. Apesar de grande repercussão
de suas ideias, as tentativas de concretizá-las falharam completamente.

Pierre Joseph Proudhon
Francês, defensor do socialismo pequeno-burguês, teórico do anarquismo pacífico, negava a necessidade do Estado.
Escreveu a Filosofia da miséria (1846), contra a qual Marx antepôs a Miséria da Filosofia, mostrando seu caráter anticientífico e reacionário.

Ferdinand Lassalle
Socialista alemão, fundador do reformismo, considerava que, pelo sufrágio universal, o Estado poderia passar a refletir os interesses dos trabalhadores.

Mikhail A. Bakunin
Anarquista russo, teórico da violência e do terror revolucionários. Ligou-se a Internacional, mas foi excluído por pressão de Marx e Engels, os quais julgavam seus métodos prejudiciais. Os bakunistas participaram da Comuna de Paris, na qual foram até maioria.

Louis Auguste Blanqui
Revolucionário utópico francês, via na ditadura da vanguarda revolucionário o único meio de estabelecer o regime socialista. Inspiradir da ideia do "revolucionario profissional" e da "ditadura do proletariado".

Karl Marx [abolição da propriedade privada]
Teórico e militante político alemão, cuja obra teve um grande impacto em sua época e na formação do pensamento social e político contemporâneo. Doutorou-se em Direito pela Universidade de lena (1841), com tese sobre a filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro. Ligou-se aos "jovens hegelianos de esquerda", escrevendo em jornais socialistas. Depois de um intendo período de militância política, marcado pela fundação da Liga dos Comunistas (1847) e pela redação, com Engels, do Manifesto do Partido Comunista (1848), exilou-se na Inglaterra (1849), onde viveu até sua morte. Sua contribuição abrange sobretudi is campos da História, da Ciência Política e da Economia. O pensamento de Marx desenvolve-se a partir do estudo dos economistas ingleses, como Adam Smith e David Ricardo, e da ruptura com o pensamento hegeliano e com a tradição idealista da filosofia alemã. Grande parte dos textos de Marx foi escrita com a colaboração com Engels. Suas principais obras são: crítica da filosofia do direito de hegel (1843); A sagrada família (1845), em colaboração com Engels; A ideologia alemã (1845-1846), em colaboração com Engels; Miséria da Filosofia: crítica da Filosofia da Miséria, de Peoudhon (1847); As lutas de classes na França (1850); O 18 brumário de Luís Bonaparte (1852); Contribuição à crítica da economia política (1859); O capital, 3 volumes (1867 - 1895), tendo Engels colaborado na edição desta obra.

Friedrich Engels
Teórico e militante político alemão, ligou-se aos "jovens hegelianos de esquerda". Engels foi, não só colaborador teórico de Marx, mas também seu amigo mais íntimo, tendo-o ajudado inclusive financeiramente. Em 1845, publicou com Marx A sagrada família, em que eles rompem ao mesmo tempo com o idealismo hegeliano e com o materialismo mecanicista. Considera-se, geralmente, que o materialismo dialético, especoalmente a dialética da natureza, é uma criação típica de Engels, sendo, no entanto, de grande importância e influência no desenvolvimento da filosofia marxista. Além das obras que escrever com Marx, podemos citar: A situação das classes trabalhadores na Inglaterra (1845); Do socialismo utópico ao socialismo científico (1860); Ludwig Feurbacj e o fim da filosofia clássica alemã (1866); A transformação da ciência pelo Sr. Dühring, conhecia como AntiDühring (1878); Dialética fa natureza (escrita entre 1878-1888) e A origem da família, da prapriedade privada e do Estado (1884).

LENIN - Vladimir Ilitch Ulianov
Advogado, educador, militante e dirigente revolucionário, um dos principais líderes da Revolução de Outubro de 1917 e governante do Estado Soviético até sua morte em 1924. Desenvolveu, a partir de Marx e Engels, o marxismo-lenismo como uma forma aplicada da teoria marxista em um dado momento histórico na União Soviética, tranformando-o depois em doutrina oficial do Partido Comunista. O marxismo-lenismo enfatiza o papel revolucionário do indivíduo nos processos de transformação social contra o determninismo histórico de certas interpretações do materialismo dialético. Lenin tinha como preocupação central em seu pensamento a relação entre teoria e prática, a questão da luta pelo poder e da conquista do Estado pelo proletariado. Daí sua afirmação de que "não há revolução sem teoria do processo revolucionário". tem uma imensa contribuição teórica. Seus escritos estão reunidos em 56 volumes.

Karl Kautski
Legatário de Engels, organizador do IV volume de O capital, foi o principal dirigente da Segunda Internacional. lenin fez-lhe a autópcia ideológica em A Revolução Proletária e o renegado Kautski, pela sua posição revisionista do marxismo. É autor da obra clássica do marxismo, A questão agrária.

Piotr A. Kropotkin
Russo, foi um dos principais dirigentes e teóricos do Anarquismo, aderiu à Primeira Internacional, proscrito na França, voltou à Rússia em 1917.

Josef Stalin
Sua atuação política levou-o a uma vida de 18 anos de clandestinidade, até o triunfo da Revolução Russa de 1917. Foi eleito, em 1922, secretário do Partido Comunista Russo, cargo que conservou até sua morte. Após a morte de Lenin, lutou com Trotski pelo poder, afastando-o e governando com "mão de ferro", buscando dotar o país da força necessária para se fazer respeitar internacionalmente. Para tanto, não vacilou em eliminar fisicamente seus opositores, quando achou necessário.

Leon Trotski
Teórico marxsta e dirigente revolucionário russo. Integrou o primeiro governo soviético, como ministeo do Exterior, cabendo-lhe negociar a paz, em Brest Litovski. Criou o Exército Vermelho. Seus choques constantes com a burocracia política e os líderes conduziram-no ao exílio, à expulsão e à perda a cidadania soviética. Escreveu, entre outras obras, História da revolução Russa, sobre a insurreição soviética de 1917. Fundou a IV Internacional. Na URSS, os trotskistas foram eliminados, fisicamente, acusados de servir à Gestapo, à Ovra e ao Micado e, por fim, o próprio Trotski caiu assassinado pela GPU estalinista, no México.

Simon Bolívar (1783 - 1830)
O mais famoso nome da independência hispanico-americana, tambem chamado "O Libertador", Bolívar nasceu em Caracas, Venezuela. Inicia suas atividades revolucionárias em 1807. A partir de 1816, Bolívar começa a ação militar decisiva, estabelecenso-se em Angostura (hoje Cidade Bolívar). Três anos depois, obtêm a independência da Colômbia ba batalha de Boyacá. A esse triunfo segue-se a de Carabobo (1821), que libertou a Venezuela do domínio espanhol. Em 1822, seu lugar-tenente, Sucre, promoveu a separação do Equador com a vitória de Pichincha.

Edgard Leuenroth
Natural de Mogi Mirim (SP), tipográfo, fundador do Centro Tipográfico de São Paulo. Nos primeiros anos do século XX, organizou diversas agremiações de trabalhadores, principalmente ligados à imprensa. Militante na imprensa operária e anarquista, lutou pelos ideias libertários e colaborou para a preservação da memória dos movimentos populares no Brasil.

Antônio Evaristo de Moraes
Carioca, advogado, professor, escritor, um dos fundadores da Associação Brasileira de Imprensa, do Partido Operário (1890) e do Partido Socialista (1920). Defensor do grupo liderado pelo marinheiro João Cândido - Revolta da Chibata.

Astrojildo Pereira Duarte Silva
Nasceu em Rio de Janeiro (RJ). Anarquista na juventude, foi um dos promotores, em 1913, do II Congresso Operário Brasileiro.

Luiz Carlos Prestes, gaúcho de Porto Alegre (RS), participou da primeira revolta dos tenentes, que contribuiu para a "revolução" de 1930. Após seu desligamento do exército, liderou o movimento em Santo Angelo (RS), com 300 soldados. Surge daí a "Coluna Gaúcha", que tinha dois objetivos: enfraquecer política e milirtamente Artur Bernardes, visando derrubá-lo; e denunciar as injustiças e buscar a integração do país. A Coluna Gaúcha comandada por prestes se junta a paulista de Miguel Costa, e inicia-se a coluna Miguel Costa - Prestes, que percorreu 25 mil quilômetros em dois anos de combate. Prestes foi para a Argentina e lá estudou o marxismo. A Internacional Comunista, através do PCB, convidou-o a ir para Moscou, lá ficou até dezembro de 1934. Em Moscou aprofundou seus estudos sobre o marxismo e casou-se com Olga Benário, comunista alemã que trabalhava na União Soviética. Voltou ao país com olga, clandestinamente, em 1935. O casal é preso, e Olga é entregue ao governo nazista alemão, que a assassina. Prestes fica preso por nove anos.

Aristides Lobo (1905 - 1968)
Jornalista, escritor, tradutor, membro da juventude comunista do Rio de Janeiro. Expulso do PC em 1931 por suas posições trotskistas, foi um dos fundadores da Liga Comunista Internacionalista, seu secretário-geral e um dos seus mais ativos militantes.

Mário Pedrosa (1900 - 1981)
Pernambucano de Timbaúba, escritor, crítico de arte, filiou-se ao PCB em 1927. Influenciado pelos trotskistas, rompe com o PCB e trabalha em jornais, divulgando as ideias de Marx, Lênin e trotski; participou da fundação da Liga Comunista Internacionalista. Foi também um dos fundadores do Partido Operário Lenista (POL), cisão da Liga. Em 1979, assinou a ficha número 1 da filiação ao Partido dos Trabalhadores.

Caio Prado Jr. (1907 - 1990)
mais importante historiador marxista brasileiro, o paulista Caio Prado filiou-se, em 1931, ao PCB. Intelectual militante, dedicou sua vida a entender a hstória brasileira. Entre suas obras, destaca-se História econômica do Brasil. Poucos livros contribuíram de mandeira tão decisiva para a compreensão, em profundidade, das grandes questões nacionais quanto este. Produto de um esforço percursor da interpretação da história brasileira sob um ponto de vista marxista, ele inaugurou uma nova etapa da vida intelectual do país.

Graciliano Ramos (1892 - 1953)
Escritor, foi preso político na Ditadura Vargas. Os dois anos de cadeia renderam para Memória de Cárcere, em que denuncia as condições a que foram submetidos os opositores do "Estado Novo".

João Amazonas (1912 - 2002)
Nasceu em belém, Pará, militante de bases operárias, ingressou no PC em 1935 e integrou sua direção nacional a partir de 1943. Responsável pelo trabalho sindical e de massas, foi um dos organizadores e um dos principais dirigentes do Movimento Unificador dos Trabalhadores (MUT), em 1945. Em reunião extraordinária, em conjunto com outras lideranças, em 18 de fevereiro de 1962 foi decidida a reorganização do partido, mantendo seu nome tradicional (Partido Comunista do Brasil) e adotando a silga PCdoB, em resposta às ações de uma corrente reformista que pretendia liquidar o partido enquanto organização revolucionária. Foi um acontecimento de alcance histórico e internacional: o PC do Brasil foi o primeiro partido fora do poder a romper com a linha política reformista imposta pela direção do PCUS. Entre 1968 e 1972, Amazonas participou ativamente da organização da guerrilha do Araguaia, o principal movimento de contestação armada ao regime militar. O legado de Amazonas é a luta pela democracia, pela soberania nacional e a defesa do proletariado e socialismo. Ele foi o ideólogoe construtor do Partido Comunista do Brasil.

Herbert José de Souza (1935 - 1997)
"Betinho", nasceu em Minas Gerais. A militância nos movimentos estudantis, as campanhas contra a fome e pela reforma agrária, a luta contra os regimes militantes latino-americanos e o exílio colocaram-no sempre abrindo caminhos, contra diversas formas de medo e autoritarismo. Tornou-se um dos símbolos da campanha pela anistia. Em 1981 funsou o Instituo Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Desempenhou um papel decisivo na Campanha Nacional pela Reforma Agrária, em 1983; em 1986, funsou a Associação Brasileira Interdisciplinas de Aids (Abia); organizou em 1990, o movimento "Terra e Democracia". Em 1992, assumiu uma das lideranças do Movimento pela Ética na Política, que cuminou com o "impeachment" do então presidente Fernando Collor de Mello. Lutou pela "Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida", campanha contra a fome que ganhou as ruas em 1993.

Paulo Freire (1921 - 1997)
Nasceu em Recife (PE) de família de claase média, empobreceu na crise de 1929. Perdeu o pai aos treze anos e experimentou a pobreza. Sua carreira começou no Serviço Social da Indústria - Sesi e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife, quando aplicou, na cidade de Angicos (RN), um plano-piloto de alfabetização. Seu método de alfabetização, apresentado no Rio de Janeiro em 1958,consiste em que a consciência política e o aprendizado da escrita se integravam na mesma moldura. Em 1963, foi conduzido à direção do Plano Nacional de Educação, que aplicava seu meétodo de alfabetização a 16 milhões de adultos em 4 anos. Preso após o golpe de 1964, ficou no exílio durante 15 anos. Morou no Chile, onde escreveu sua obra Pedagogia do Oprimido. Ensinou na Universidade de Havard. Com a anistia, voltou ao Brasil em 1979 e começou a lecionar na PUC-SP. Na mesma época, tornou-se um dos fundadores do PT. Com cerca de 1.500 trabalhos publicados em todo o mundo, recebeu 28 títulos de doutor "honoris causa", sendo o brasileiro com o maior número desses títulos.

Francisco Julião (1917 - 1999)
Pernambucano, um dos organizadores das Ligas Camponesas, que se espalharam por vários Estdados da federação, inclusive na Paraíba, com sua bandeira de luta: "Reforma Agrária na lei ou na marra". Após o golpe de 1954, foi preso e exilou-se.

Apolônio De Carvalho (1912 - 2005)
Figura ímpar no cenário da vida política brasileira. Poucos como ele viveram com tanta intensidade a «paixão libertária» que o impeliu, desde os seus anos de cadete da Escola Militar de Realengo, a engajar-se na luta pelos ideais socialistas e contra os regimes de opressão, com uma coerência que se manifestou em todos os episódios vividos: da militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e na ANL (Aliança Nacional Libertadora) à participação na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa contra o fascismo; da luta clandestina contra a ditadura militar no Brasil, como membro do PCBR, à militância no PT, desde o momento da fundação do partido até sua morte.


Carlos Marighella (1911 - 1969)
Filho mais velho de uma família humilde, nasceu em salvadoro, Bahia. Augusto, o pai, era mecânico e simpatizante do Anarquismo. Foi preso pela primeira vez em 1932, por participar da manifestações estudantis. Tranfere-se para o Rio de janeiro, passando a trabalhar na reorganização do Partido Comunista, esfacelado pela repressão. Novamente preso, em 1°/05/1936, barbaramente torturado. Solto, vai para a cladestinidade. Novamente preso, é condenado e enviado às prisõs de Fernando de Noronha por cerca de seis anos. Foi nesse período que Marighella organizou um curso de formação política para os presos. Em dezembro de 1945, foi eleito deputado federal constituinte pela Bahia, Seu registro do PCB é casso em 1947 e volta a clandestinidade, que duraria um perído de mais de uma década. A partir de 1966, articulam-se várias organizações clandestinidades de combate à ditadura militar. Entre elas, a Ação Libertadora Nacional (ALN), fundada por Marighella. Foi assassinado, em São Paulo, pelo delegado e torturador Sérgio Paranhos Fleury.

Florestan Fernandes (1920 - 1995)
Nasceu em São Paulo. Fez curso primário incompleto devido a dificuldades financeiras, diplomando-se em 1940. Em 1941 iniciou o curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), onde, em 1945, tornou-se assistente da cadeira de Sociologia II. No início do decêncio de 1960, foi um dos líderes mais ativos da campanha em defesa da escola pública. Em 1969 foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional n° 5, instrumento repressor da ditadura militar. Lecionou na Universidade de Toronto e na Universidade de Yale. Reconhecido com um dos maiores sociólogos de seu tempo, foi galardoado com dois importantes títulos estrangeiros de Doutor Honoris Causa. Ingressou no Partido dos Trabalhadores de 1986. Faleceu na cidade de São Paulo.

3 comentários :

  1. um monte de lixos, esses que vc citou mataram mais de 100 milhões de pessoas nos últimos 100 anos.

    Se inventarem uma máquina do tempo, deve ser prioridade matar esses animais enquanto filhotes!!

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  2. Imagina se eu tivesse citado Obama, Bush, Hitler, FHC, Lula, Floriano? Vai ler mais e pra de acreditr no que você vê na rede globo rsrsrsrs

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  3. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

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