sábado, março 09, 2013

A coragem de Dutra

..e eu espero que a próxima mesa compreenda que essa Comissão não é partidária, eu sou do PT mas não partidarizei essa Comissão. Demos visibilidade no Brasil e na mídia internacional porque eu conduzi essa Comissão de forma honesta. Eu sou honesto! Materialmente nunca me envolvi com corrupção, nunca peguei um tostão de empresário pra fazer campanha. Faço minhas campanhas a pé. Na última eleição eu andei 450 km a pé no Maranhão. Enfrento uma ditadura. Por isso, em nome disso, eu não posso concordar que a nossa gestão termine com a população proibida de chegar a essa Comissão. Por isso eu saio, renuncio, abro mão, não fico numa sessão onde o povo brasileiro foi excluído numa comissão que foi criada para fazer a ligação entre o Parlamento e a população brasileira! Eu me retiro nesse momento em nome do PT, me retiro! Mas não fico numa farsa, numa ditadura que foi estabelecida aqui.”

https://www.youtube.com/watch?v=A13SPIgCoBA

Domingos Dutra. Deputado Federal (PT/Rede Sustentabilidade - MA). Ex-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Pano de Fundo:

Pastor Marcos Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos.

O então presidente, Domingos Dutra, abandonou reunião em protesto contra decisão de impedir entrada de manifestantes na sala. Outros deputados o seguiram e prometeram tomar medidas na semana que vem.

Deputados votam na urna após colegas abandonarem reunião em protesto.
Mesmo sob protestos, o deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) foi eleito nesta quinta-feira (7) presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Feliciano, que é pastor evangélico, foi acusado por deputados e representantes de movimentos de direitos humanos de racismo e homofobia. O novo presidente do colegiado, no entanto, disse que vai exercer o cargo “com isenção, como um magistrado”.

As acusações referem-se a declarações feitas por Feliciano em redes sociais. O deputado negou qualquer discriminação, mas disse, após sua eleição, que é contra o casamento entre homossexuais, a adoção de crianças por casais do mesmo gênero e qualquer tipo de aborto, mesmo de feto anencéfalo. “Eu tenho minhas posições pessoais, mas mereço um voto de confiança. Sou um cristão moderado e, aqui, todos poderão ser ouvidos. O debate nunca será impedido”, garantiu.

Feliciano foi eleito com 11 votos. Apenas 12 dos 25 integrantes do colegiado votaram, sendo que um dos votos foi em branco. Seis dos 12 votantes são do partido de Feliciano (PSC) e boa parte do restante tem ligações com movimentos evangélicos.

Reunião fechada
A eleição da Comissão de Direitos Humanos havia sido marcada para ontem, mas foi suspensa após manifestações contra Feliciano e um início de reunião bastante tensa. Por decisão do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a reunião de hoje foi fechada a manifestantes, o que provocou protestos de deputados ligados às causas dos direitos humanos. “Este é um triste retrocesso, estamos revivendo os idos de 1964”, disse o ex-presidente do colegiado, deputado Domingos Dutra (PT-MA). Erika Kokay (PT-DF) concordou: “Estão tentando excluir a população do debate, o que é inédito na história desta comissão”.

Renúncia
Os parlamentares que defenderam a abertura da reunião tentaram ainda adiar a votação. Como estavam em minoria e não conseguiram o adiamento, resolveram abandonar a reunião. Domingos Dutra, então, renunciou ao cargo de presidente do colegiado e os deputados Erika Kokay, Padre Ton (PT-RO), Luiza Erundina (PSB-SP), Jean Wyllys (Psol-RJ), Janete Rocha Pietá (PT-SP) e Luiz Couto (PT-SP) também saíram do plenário.

Ao final da reunião, Marcos Feliciano disse lamentar a renúncia de Domingos Dutra. “Isso demonstra falta de equilíbrio do deputado”, disse. Com a saída de Dutra, a eleição teve de ser coordenada pelo deputado Costa Ferreira (PSC-MA).

Manifestações
A eleição foi marcada por manifestações de deputados favoráveis e contrários à eleição de Feliciano. O líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), afirmou que qualquer resistência contra Feliciano é uma discriminação. “Não podemos combater uma discriminação com outra”, ponderou. O líder do PSC, André Moura (SE), disse acreditar que houve um “julgamento precipitado e infundado” contra Feliciano. Para ele, os pontos de vista pessoais do pastor não devem interferir no trabalho do colegiado.

Essa isenção, no entanto, na opinião de Jean Wyllys, é improvável: “Eles estão acostumados com o tolhimento da liberdade de expressão, o que nós não toleramos neste colegiado”, disse. Para Luiza Erundina, a presidência do colegiado deveria ser exercida por alguém com tradição na luta pelos direitos humanos. “Neste caso, foi escolhido alguém com a postura exata oposta ao que se espera, ao que seria bom para a população”, disse.

Homofobia
Os deputados evangélicos que participaram da eleição fizeram questão de afirmar que não têm preconceitos contra homossexuais. “É meu direito de achar que a prática do homossexualismo não é correta, isso não me torna homofóbico. Amamos o ser humano, não amamos a prática. Por exemplo, se o indivíduo quer amar a vaca dele, vamos supor, não vamos deixar fazer uma avacalhação”, disse o deputado Takayama (PSC-PR). Ele completou: “Isso aqui é exatamente a ditadura daqueles que são fóbicos, talvez não sejam homofóbicos, mas sejam cristofóbicos”.

Jean Wyllys protestou: “As coisas estão passando dos limites. Esse tipo de desonestidade intelectual é muito comum aqui senhor presidente, de jogar para a gente uma pecha de que estamos perseguindo os cristãos. Isso não é verdade. Já que estamos falando em prática, nós também amamos os cristãos, mas detestamos a exploração comercial descarada e imoral da fé”, afirmou.

Comissão paralela
Os parlamentares contrários à eleição de Feliciano vão realizar uma reunião na próxima terça-feira para decidir que medidas tomarão sobre o caso. Eles cogitam formar uma comissão paralela de Direitos Humanos. O Psol também anunciou que vai lançar a Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos, em protesto contra a eleição de Marco Feliciano.

A deputada Luiza Erundina garantiu que o grupo deve continuar atuante na área. “Escolhemos como projeto de vida a luta pelos diretos humanos, sociais e pelos diretos de cidadania, luta essa que nos custou um preço alto na época da ditadura e da repressão”, disse. “Se imaginam que isso nos tira o alento, o ânimo, estão enganados porque nós somos revolucionários”, completou.

Fonte:http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/437055-PASTOR-MARCOS-FELICIANO-E-ELEITO-PRESIDENTE-DA-COMISSAO-DE-DIREITOS-HUMANOS.html

DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Hoje vi algo interessante, jovens skatistas e do movimento cultural (aparentemente)
faziam um protesto em frente a TV Correio com um cartaz que dizia assim:

'EMERSON MACHADO NÃO É REPÓRTER, MAS É PALHAÇO!"

Achei FANTÁSTICO! Sabe o que tá pro de trás disso? Um grupo que diz, de maneira velada, ser contra esse tipo de mídia vigente, sensacionalista e que explora as mortes alheias e a falta de segurança para criminalizar a juventude e principalmente negra, agindo e querendo ser a lei.

Isso mostra que temos espaço para crescer e avançar na luta pela Democratização das Comunicações e uma maior Regulação da Mídia!

Existe, de modo geral, uma insatisfação da sociedade com a mídia, apesar do alto poder de alienação e de formação de opinião da mesma.

Não me resta dúvidas, que nesse ano de 2013, essa luta bate a nossa porta para de uma vez por toda acabarmos com essa mídia que monopoliza as informações e não responde aos anseios da classe trabalhadora.


No mais, chamar ele de jornalista ou palhaço, é uma ofensa para ambos.

08 DE MARÇO, DIA DE LUTA!



“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.
Rosa Luxemburgo

Em 08 de março de 1910, foi proclamado pela Segunda Conferência de Mulheres Socialistas, o Dia Internacional da Mulher. Esse dia é simbólico para reforçarmos a nossa luta cotidiana contra o machismo e patriarcalismo.

Historicamente, nós mulheres, somos vítimas de violência e oprimidas pela sociedade machista, assim como sofremos preconceito e discriminação, principalmente por parte da ideologia dominante. O preconceito contra nós mulheres estão em todos os lugares, nas piadas, na mídia, na linguagem, provérbios populares, na moral tradicional, nos antigos costumes, na música e de diversas outras formas.

Em 2010, mais de 41 mil mulheres declararam já terem sido vítimas de violência, e vemos também como ainda são elevados os números de mulheres jovens vítimas do Tráfico Internacional de Pessoas. No Brasil, as jovens mulheres e, em particular as jovens negras, constituem a maioria das brasileiras traficadas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimou, em 2005, que o Tráfico Internacional de Pessoas movimenta anualmente US$ 32 bilhões, sendo a terceira atividade ilícita mais lucrativa. 

Cabe-nos, nesse dia, reforçar a nossa luta por igualdade e tornar mais intensa a luta feminista, de reafirmar a importância e necessidade da igualdade entre mulheres e homens. A luta pela autonomia e autodeterminação das nossas vidas se torna cada vez mais urgente diante das atrocidades e violências da sociedade machista. A transformação do dia 08 de março em apenas uma data comercial simbolizada por flores, doces e presentes nos coloca um enorme desafio: o de mostrar a sociedade que não queremos flores! Queremos direitos! O dia 08 de março é um marco da luta histórica das mulheres do mundo inteiro em busca da legalização, legitimação e garantia de seus direitos.

Não podemos aceitar que as mulheres ainda recebam salários inferiores, sofra violência doméstica, sexual, psicológica, física, jornada tripla, exploração do trabalho doméstico e exigido a docilidade e padrão de beleza. E ainda que o corpo da mulher seja utilizado como objeto e mercadoria.

Queremos direitos! Direito a saúde, a assistência social, ao trabalho, ao de se vestir livremente, a segurança, da liberdade de orientação sexual, o direito de decidir sobre os nossos corpos e as nossas vidas.

Queremos que os agressores de mulheres sejam punidos pelos crimes cometidos!
Lutamos pelo fim da sociedade capitalista, patriarcal, machista e heteronormativa!
Pela vida das mulheres! 
JAE/PT

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Democratização dos meios de comunicação

Não me resta dúvidas, toda vez que assisto os jornais, que o Brasil precisa urgentemente de uma Reforma nos meios de Comunicação, uma ampla e irrestrita democratização.

A mídia hoje não passa de uma formadora de opinião para a direita, apesar de suas contradições, induz um conteúdo superficial e de senso-comum que dão bases políticas ao conservadorismo, a criminalização da pobreza, negros e mulheres.

Cabe ao PT, a Juventude, aos partidos de esquerda e movimentos sociais que são diretamente atingidos por uma mídia sensacionalista pautar essa reforma.
Que trará sem dúvidas resposta aos anseios libertários e democráticos da nossa sociedade.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Diário de uma motociclista

Desde que sofri o acidente de moto, no qual lesionei o joelho e estou sem andar normalmente desde então venho tendo picos de tristeza e alegria, como se eu tivesse adquirido uma bipolaridade bem trágica, uma tendência a depressão e a superação que nunca experimentei ao mesmo tempo.

A minha história não termina bonita como a do médico revolucionário Che Guevara.

Me sinto parada no tempo, mas a vida continua, só que para mim ela está cheia de limitações.
É como se eu tivesse agora medo do mundo lá fora, que na verdade é medo de uma possível cirurgia e de encarar longos meses de recuperação.

Talvez seja egoísmo meu, ou não.
É que é tão díficil a gente encontrar um pouco de felicidade, que quando a gente vacila, a vida nos pega de surpresa.

O meu 2012 foi um ano muito tenso, tinha muitas apostas para 2013, e que apontava para se concretizar, mas agora vejo como se tudo desabasse aos meus pés, literalmente.

Egoísmo meu por achar que esse tipo de coisa não pode acontecer comigo... porque não né?

Parece que vou ser sempre infeliz, é como se os doces que a vida me dão fosse tipo o algodão doce, se desmancha tão fácil... é que esquecemos que a felicidade, alegrias e doçuras são apenas momentos, e os momentos difíceis são sempre mais longos, dolorosos e bem amargos.

Para mim que gosto de atividade, de ir além dos muros, além de 04 paredes, estar limitada e meio que impossibilitada é meio que um carma. 

É como se fosse o fim do mundo, mas o meu fim de mundo particular, só meu. 
Porque o mundo continua ai, a vida continua, mas para mim ela tá lenta, limitada e meio inerte.

O mundo vai, continua andando
e eu aqui,
sozinha, parada, não no tempo, mas, na vida?

É egoísmo meu querer que o mundo me espere só um pouquinho?

terça-feira, janeiro 22, 2013

MANIFESTO RESOLUÇÃO UNE

Proposta de resolução apresentada pelo campo popular ao 14º CONEB da UNE. Assinada por: Reconquistar a UNE, Levante Popular da Juventude, Quilombo, Mudança, Juventude Revolução e Militância Socialista:

A juventude brasileira está desde sempre na luta pela transformação da realidade de nosso país, e o movimento estudantil tem um papel importante nessa ação. A história do país revela que, nos momentos decisivos, os e as estudantes estavam em movimento, articulados prioritariamente pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

Nos último anos a ampliação do acesso ao ensino superior mudou a cara das universidades brasileiras. O PROUNI e o REUNI trazem novas demandas para o movimento estudantil. As ações afirmativas, sobretudo a lei de cotas raciais e sociais, também transformam fundamentalmente essa realidade. Somente respondendo essas demandas poderemos construir uma entidade representativa e forte.

O ano de 2012 foi marcante para o movimento estudantil brasileiro. A conquista, mesmo que parcial, dos 10% do PIB e 100% dos royalties do pré-sal para a educação é uma das maiores vitórias do movimento social nos últimos anos, e um avanço concreto e estrutural para educação brasileira. A greve estudantil nas universidades federais, em 2012, foi parte dessa luta. Além disso, a greve das federais obteve conquistas locais e nacionais, como o aumento de verbas para a assistência estudantil e um grupo de trabalho de avaliação da expansão do ensino superior federal, no qual a UNE tem assento. Um ano também marcado pela visibilidade dada à luta pelo direito à verdade, memória e justiça, com a realização de escrachos de torturadores e com a construção de diversas Comissões da Verdade, tanto por universidades quanto pela própria UNE, fortalecendo o resgate da história do povo brasileiro.

Vivemos uma oportunidade histórica de intensificar as lutas sociais. Compreender essas transformações sociais e políticas, suas contradições e o papel da UNE nesse cenário é o que nos possibilita construir uma agenda de lutas que, ao mesmo tempo dialoguem com a realidade das e dos estudantes e transformem o sistema educacional brasileiro profundamente.

O papel da UNE nas lutas do último ano foi insuficiente. A atuação da direção majoritária da UNE na greve das federais mostra que a luta não foi sempre a opção feita. Em que pese o fato da intervenção da UNE ter contribuído para as conquistas nacionais, ela não conseguiu cumprir seu papel de direção política e de entidade nacional do movimento estudantil universitário brasileiro.

Quando feita a opção de ir às ruas, a construção dos atos teve dificuldade de mobilizar para além daqueles e daquelas que já estavam atuando. O método utilizado não dava conta de responder às necessidades colocadas pela nova realidade.

Isso é reflexo da própria estrutura organizacional da UNE. Nos últimos anos, o país mudou, a Universidade mudou, o perfil dos universitários brasileiros mudou e, hoje, o movimento estudantil enfrenta novos dilemas. A UNE deve ser coerente com essas transformações, e buscar novas formas de se organizar, pois só assim poderá contribuir para a transformação da educação brasileira.

O fundamental é que as entidades, sobretudo a UNE, se reorganizem de modo a favorecer uma maior e mais qualificada participação estudantil. Para isso, o primeiro ponto fundamental é reforçar a autonomia do movimento frente a partidos, reitorias e governos; o que significa principalmente não tornar a atuação do movimento simplesmente reativa. O movimento deve ter capacidade de formular e propor um projeto político que responda às demandas e tarefas que a conjuntura apresenta.

Além disso, a UNE precisa ser democratizada. Por exemplo, precisamos reformular a estrutura centralizadora da entidade, inclusive mudando a forma de condução dos encontros. Precisamos regulamentar os espaços, com um Conselho Editorial, um Portal da Transparência e, em especial, reavaliar os métodos de tiragem de delegado e todos os processos decisórios da entidade.

Um dos maiores desafios da UNE é se reaproximar diretamente das e dos estudantes. Embora a construção de uma rede das entidades do movimento seja fundamental, devemos construir mais: o diálogo cotidiano entre todos os e as estudantes. Articulando uma política de comunicação que fortaleça as lutas concretas e a disputa da sociedade.

O movimento estudantil deve se desafiar a construir um projeto político próprio para a educação, articulado a um projeto de sociedade, dialogando com os movimentos sociais, populares e de trabalhadores. Esse projeto político deve ser assumido pela UNE, em defesa de uma educação pública, gratuita, emancipadora, de qualidade socialmente referenciada e popular, que tenha como horizonte estratégico a construção do socialismo.

A UNE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ!

Levando estes temas em consideração, o 14º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE resolve:
-Que se abra um espaço para debater uma Reforma Estatutária, para avançarmos numa forma horizontal, plural, democrática e paritária de organização da entidade;

-Que a UNE criará Grupos de Trabalho Temáticos com entidades e coletivos do ME;

-Que a realização do Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), a cada dois anos, seja desvinculada da Bienal de Arte e Cultura;

-Que se implante o Conselho Editorial da UNE, um jornal periódico de circulação nacional e democratizando e melhorando o sítio e as redes sociais da UNE, tornando-as mais interativo e com espaço para debates;

-Que se implante um Portal da Transparência que divulgue em tempo real toda a movimentação financeira da entidade;

-A construção da Escola Nacional de Formação Política Honestino Guimarães.

-Que se constitua um Grupo de Trabalho amplo, democrático e representativo, que repense o modo de organização de todos os fóruns da entidade e apresente uma proposta de reformulação.

-Que a UNE construa seus próprios meios de comunicação, que tenham alcance nacional e de massa, para fazer frente ao monopólio da comunicação, inclusive por uma concessão de canal de televisão.

-Que a UNE realize caravanas periódicas que apresentem a entidade e coloquem os/as estudantes em contato com ela.

-Criação do Orçamento Participativo da UNE.

-Que a UNE combata qualquer concepção mercadológica de confecção de carteiras de meia-entrada, inclusive adotando o método da contribuição voluntária.

-Que a UNE estabeleça um método de funcionamento da sua Comissão da Verdade orientado pelo fortalecimento da luta por memória, verdade e justiça.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

"Dois pesos, duas medidas?"



Aprendemos que quando nos propomos a transformar a sociedade em que vivemos, além de analisá-la, devemos manter os nossos valores e princípios coletivos acima de demandas pessoais e individuais, pois só assim para se manter o mínimo do que resta da chamada coerência política.

Infelizmente vivemos uma cultura política que atropela processos, onde o nepotismo, clientelismo e jeitinho está acima das pautas coletivas. Constatar isso, não é novidade... agora, constatar esse tipo de prática perto de nós é muito duro, é viver a mais puta contradição, para não dizer antagonismo.

As contradições existem, e por um lado isso é bom, mas, o que fazemos com elas?

As contradições existem para serem superadas, cabe a nós militantes de esquerda criar e subsidiar as condições possíveis para tais superações, se não fazemos nada, concordamos e ficamos no puro comodismo, e o que tanto criticamos se torna a nossa prática.

Precisamos, principalmente a Juventude, pautar uma nova cultura política, que use a democracia como valor central, que proporcione pluralismo e liberdade de discussão de prioridade e escolha. Que acredite na potencialidade das pessoas independente de ser seu amiguinh@, espos@, noiv@, namorad@, parente etc etc etc.

Precisamos unir nossa ação com a nossa palavra, a teoria com a nossa prática, e usar nossos valores como arma contra os desvios que essa sociedade nos condiciona

Como diria o grande Che, "O dever de um revolucionário é fazer a revolução"

Não esperemos o dia D para transformar as nossas vidas, vamos fazer nossa própria história.

sábado, março 09, 2013

A coragem de Dutra

..e eu espero que a próxima mesa compreenda que essa Comissão não é partidária, eu sou do PT mas não partidarizei essa Comissão. Demos visibilidade no Brasil e na mídia internacional porque eu conduzi essa Comissão de forma honesta. Eu sou honesto! Materialmente nunca me envolvi com corrupção, nunca peguei um tostão de empresário pra fazer campanha. Faço minhas campanhas a pé. Na última eleição eu andei 450 km a pé no Maranhão. Enfrento uma ditadura. Por isso, em nome disso, eu não posso concordar que a nossa gestão termine com a população proibida de chegar a essa Comissão. Por isso eu saio, renuncio, abro mão, não fico numa sessão onde o povo brasileiro foi excluído numa comissão que foi criada para fazer a ligação entre o Parlamento e a população brasileira! Eu me retiro nesse momento em nome do PT, me retiro! Mas não fico numa farsa, numa ditadura que foi estabelecida aqui.”

https://www.youtube.com/watch?v=A13SPIgCoBA

Domingos Dutra. Deputado Federal (PT/Rede Sustentabilidade - MA). Ex-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Pano de Fundo:

Pastor Marcos Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos.

O então presidente, Domingos Dutra, abandonou reunião em protesto contra decisão de impedir entrada de manifestantes na sala. Outros deputados o seguiram e prometeram tomar medidas na semana que vem.

Deputados votam na urna após colegas abandonarem reunião em protesto.
Mesmo sob protestos, o deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) foi eleito nesta quinta-feira (7) presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Feliciano, que é pastor evangélico, foi acusado por deputados e representantes de movimentos de direitos humanos de racismo e homofobia. O novo presidente do colegiado, no entanto, disse que vai exercer o cargo “com isenção, como um magistrado”.

As acusações referem-se a declarações feitas por Feliciano em redes sociais. O deputado negou qualquer discriminação, mas disse, após sua eleição, que é contra o casamento entre homossexuais, a adoção de crianças por casais do mesmo gênero e qualquer tipo de aborto, mesmo de feto anencéfalo. “Eu tenho minhas posições pessoais, mas mereço um voto de confiança. Sou um cristão moderado e, aqui, todos poderão ser ouvidos. O debate nunca será impedido”, garantiu.

Feliciano foi eleito com 11 votos. Apenas 12 dos 25 integrantes do colegiado votaram, sendo que um dos votos foi em branco. Seis dos 12 votantes são do partido de Feliciano (PSC) e boa parte do restante tem ligações com movimentos evangélicos.

Reunião fechada
A eleição da Comissão de Direitos Humanos havia sido marcada para ontem, mas foi suspensa após manifestações contra Feliciano e um início de reunião bastante tensa. Por decisão do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a reunião de hoje foi fechada a manifestantes, o que provocou protestos de deputados ligados às causas dos direitos humanos. “Este é um triste retrocesso, estamos revivendo os idos de 1964”, disse o ex-presidente do colegiado, deputado Domingos Dutra (PT-MA). Erika Kokay (PT-DF) concordou: “Estão tentando excluir a população do debate, o que é inédito na história desta comissão”.

Renúncia
Os parlamentares que defenderam a abertura da reunião tentaram ainda adiar a votação. Como estavam em minoria e não conseguiram o adiamento, resolveram abandonar a reunião. Domingos Dutra, então, renunciou ao cargo de presidente do colegiado e os deputados Erika Kokay, Padre Ton (PT-RO), Luiza Erundina (PSB-SP), Jean Wyllys (Psol-RJ), Janete Rocha Pietá (PT-SP) e Luiz Couto (PT-SP) também saíram do plenário.

Ao final da reunião, Marcos Feliciano disse lamentar a renúncia de Domingos Dutra. “Isso demonstra falta de equilíbrio do deputado”, disse. Com a saída de Dutra, a eleição teve de ser coordenada pelo deputado Costa Ferreira (PSC-MA).

Manifestações
A eleição foi marcada por manifestações de deputados favoráveis e contrários à eleição de Feliciano. O líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), afirmou que qualquer resistência contra Feliciano é uma discriminação. “Não podemos combater uma discriminação com outra”, ponderou. O líder do PSC, André Moura (SE), disse acreditar que houve um “julgamento precipitado e infundado” contra Feliciano. Para ele, os pontos de vista pessoais do pastor não devem interferir no trabalho do colegiado.

Essa isenção, no entanto, na opinião de Jean Wyllys, é improvável: “Eles estão acostumados com o tolhimento da liberdade de expressão, o que nós não toleramos neste colegiado”, disse. Para Luiza Erundina, a presidência do colegiado deveria ser exercida por alguém com tradição na luta pelos direitos humanos. “Neste caso, foi escolhido alguém com a postura exata oposta ao que se espera, ao que seria bom para a população”, disse.

Homofobia
Os deputados evangélicos que participaram da eleição fizeram questão de afirmar que não têm preconceitos contra homossexuais. “É meu direito de achar que a prática do homossexualismo não é correta, isso não me torna homofóbico. Amamos o ser humano, não amamos a prática. Por exemplo, se o indivíduo quer amar a vaca dele, vamos supor, não vamos deixar fazer uma avacalhação”, disse o deputado Takayama (PSC-PR). Ele completou: “Isso aqui é exatamente a ditadura daqueles que são fóbicos, talvez não sejam homofóbicos, mas sejam cristofóbicos”.

Jean Wyllys protestou: “As coisas estão passando dos limites. Esse tipo de desonestidade intelectual é muito comum aqui senhor presidente, de jogar para a gente uma pecha de que estamos perseguindo os cristãos. Isso não é verdade. Já que estamos falando em prática, nós também amamos os cristãos, mas detestamos a exploração comercial descarada e imoral da fé”, afirmou.

Comissão paralela
Os parlamentares contrários à eleição de Feliciano vão realizar uma reunião na próxima terça-feira para decidir que medidas tomarão sobre o caso. Eles cogitam formar uma comissão paralela de Direitos Humanos. O Psol também anunciou que vai lançar a Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos, em protesto contra a eleição de Marco Feliciano.

A deputada Luiza Erundina garantiu que o grupo deve continuar atuante na área. “Escolhemos como projeto de vida a luta pelos diretos humanos, sociais e pelos diretos de cidadania, luta essa que nos custou um preço alto na época da ditadura e da repressão”, disse. “Se imaginam que isso nos tira o alento, o ânimo, estão enganados porque nós somos revolucionários”, completou.

Fonte:http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/437055-PASTOR-MARCOS-FELICIANO-E-ELEITO-PRESIDENTE-DA-COMISSAO-DE-DIREITOS-HUMANOS.html

DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Hoje vi algo interessante, jovens skatistas e do movimento cultural (aparentemente)
faziam um protesto em frente a TV Correio com um cartaz que dizia assim:

'EMERSON MACHADO NÃO É REPÓRTER, MAS É PALHAÇO!"

Achei FANTÁSTICO! Sabe o que tá pro de trás disso? Um grupo que diz, de maneira velada, ser contra esse tipo de mídia vigente, sensacionalista e que explora as mortes alheias e a falta de segurança para criminalizar a juventude e principalmente negra, agindo e querendo ser a lei.

Isso mostra que temos espaço para crescer e avançar na luta pela Democratização das Comunicações e uma maior Regulação da Mídia!

Existe, de modo geral, uma insatisfação da sociedade com a mídia, apesar do alto poder de alienação e de formação de opinião da mesma.

Não me resta dúvidas, que nesse ano de 2013, essa luta bate a nossa porta para de uma vez por toda acabarmos com essa mídia que monopoliza as informações e não responde aos anseios da classe trabalhadora.


No mais, chamar ele de jornalista ou palhaço, é uma ofensa para ambos.

08 DE MARÇO, DIA DE LUTA!



“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.
Rosa Luxemburgo

Em 08 de março de 1910, foi proclamado pela Segunda Conferência de Mulheres Socialistas, o Dia Internacional da Mulher. Esse dia é simbólico para reforçarmos a nossa luta cotidiana contra o machismo e patriarcalismo.

Historicamente, nós mulheres, somos vítimas de violência e oprimidas pela sociedade machista, assim como sofremos preconceito e discriminação, principalmente por parte da ideologia dominante. O preconceito contra nós mulheres estão em todos os lugares, nas piadas, na mídia, na linguagem, provérbios populares, na moral tradicional, nos antigos costumes, na música e de diversas outras formas.

Em 2010, mais de 41 mil mulheres declararam já terem sido vítimas de violência, e vemos também como ainda são elevados os números de mulheres jovens vítimas do Tráfico Internacional de Pessoas. No Brasil, as jovens mulheres e, em particular as jovens negras, constituem a maioria das brasileiras traficadas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimou, em 2005, que o Tráfico Internacional de Pessoas movimenta anualmente US$ 32 bilhões, sendo a terceira atividade ilícita mais lucrativa. 

Cabe-nos, nesse dia, reforçar a nossa luta por igualdade e tornar mais intensa a luta feminista, de reafirmar a importância e necessidade da igualdade entre mulheres e homens. A luta pela autonomia e autodeterminação das nossas vidas se torna cada vez mais urgente diante das atrocidades e violências da sociedade machista. A transformação do dia 08 de março em apenas uma data comercial simbolizada por flores, doces e presentes nos coloca um enorme desafio: o de mostrar a sociedade que não queremos flores! Queremos direitos! O dia 08 de março é um marco da luta histórica das mulheres do mundo inteiro em busca da legalização, legitimação e garantia de seus direitos.

Não podemos aceitar que as mulheres ainda recebam salários inferiores, sofra violência doméstica, sexual, psicológica, física, jornada tripla, exploração do trabalho doméstico e exigido a docilidade e padrão de beleza. E ainda que o corpo da mulher seja utilizado como objeto e mercadoria.

Queremos direitos! Direito a saúde, a assistência social, ao trabalho, ao de se vestir livremente, a segurança, da liberdade de orientação sexual, o direito de decidir sobre os nossos corpos e as nossas vidas.

Queremos que os agressores de mulheres sejam punidos pelos crimes cometidos!
Lutamos pelo fim da sociedade capitalista, patriarcal, machista e heteronormativa!
Pela vida das mulheres! 
JAE/PT

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Democratização dos meios de comunicação

Não me resta dúvidas, toda vez que assisto os jornais, que o Brasil precisa urgentemente de uma Reforma nos meios de Comunicação, uma ampla e irrestrita democratização.

A mídia hoje não passa de uma formadora de opinião para a direita, apesar de suas contradições, induz um conteúdo superficial e de senso-comum que dão bases políticas ao conservadorismo, a criminalização da pobreza, negros e mulheres.

Cabe ao PT, a Juventude, aos partidos de esquerda e movimentos sociais que são diretamente atingidos por uma mídia sensacionalista pautar essa reforma.
Que trará sem dúvidas resposta aos anseios libertários e democráticos da nossa sociedade.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Diário de uma motociclista

Desde que sofri o acidente de moto, no qual lesionei o joelho e estou sem andar normalmente desde então venho tendo picos de tristeza e alegria, como se eu tivesse adquirido uma bipolaridade bem trágica, uma tendência a depressão e a superação que nunca experimentei ao mesmo tempo.

A minha história não termina bonita como a do médico revolucionário Che Guevara.

Me sinto parada no tempo, mas a vida continua, só que para mim ela está cheia de limitações.
É como se eu tivesse agora medo do mundo lá fora, que na verdade é medo de uma possível cirurgia e de encarar longos meses de recuperação.

Talvez seja egoísmo meu, ou não.
É que é tão díficil a gente encontrar um pouco de felicidade, que quando a gente vacila, a vida nos pega de surpresa.

O meu 2012 foi um ano muito tenso, tinha muitas apostas para 2013, e que apontava para se concretizar, mas agora vejo como se tudo desabasse aos meus pés, literalmente.

Egoísmo meu por achar que esse tipo de coisa não pode acontecer comigo... porque não né?

Parece que vou ser sempre infeliz, é como se os doces que a vida me dão fosse tipo o algodão doce, se desmancha tão fácil... é que esquecemos que a felicidade, alegrias e doçuras são apenas momentos, e os momentos difíceis são sempre mais longos, dolorosos e bem amargos.

Para mim que gosto de atividade, de ir além dos muros, além de 04 paredes, estar limitada e meio que impossibilitada é meio que um carma. 

É como se fosse o fim do mundo, mas o meu fim de mundo particular, só meu. 
Porque o mundo continua ai, a vida continua, mas para mim ela tá lenta, limitada e meio inerte.

O mundo vai, continua andando
e eu aqui,
sozinha, parada, não no tempo, mas, na vida?

É egoísmo meu querer que o mundo me espere só um pouquinho?

terça-feira, janeiro 22, 2013

MANIFESTO RESOLUÇÃO UNE

Proposta de resolução apresentada pelo campo popular ao 14º CONEB da UNE. Assinada por: Reconquistar a UNE, Levante Popular da Juventude, Quilombo, Mudança, Juventude Revolução e Militância Socialista:

A juventude brasileira está desde sempre na luta pela transformação da realidade de nosso país, e o movimento estudantil tem um papel importante nessa ação. A história do país revela que, nos momentos decisivos, os e as estudantes estavam em movimento, articulados prioritariamente pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

Nos último anos a ampliação do acesso ao ensino superior mudou a cara das universidades brasileiras. O PROUNI e o REUNI trazem novas demandas para o movimento estudantil. As ações afirmativas, sobretudo a lei de cotas raciais e sociais, também transformam fundamentalmente essa realidade. Somente respondendo essas demandas poderemos construir uma entidade representativa e forte.

O ano de 2012 foi marcante para o movimento estudantil brasileiro. A conquista, mesmo que parcial, dos 10% do PIB e 100% dos royalties do pré-sal para a educação é uma das maiores vitórias do movimento social nos últimos anos, e um avanço concreto e estrutural para educação brasileira. A greve estudantil nas universidades federais, em 2012, foi parte dessa luta. Além disso, a greve das federais obteve conquistas locais e nacionais, como o aumento de verbas para a assistência estudantil e um grupo de trabalho de avaliação da expansão do ensino superior federal, no qual a UNE tem assento. Um ano também marcado pela visibilidade dada à luta pelo direito à verdade, memória e justiça, com a realização de escrachos de torturadores e com a construção de diversas Comissões da Verdade, tanto por universidades quanto pela própria UNE, fortalecendo o resgate da história do povo brasileiro.

Vivemos uma oportunidade histórica de intensificar as lutas sociais. Compreender essas transformações sociais e políticas, suas contradições e o papel da UNE nesse cenário é o que nos possibilita construir uma agenda de lutas que, ao mesmo tempo dialoguem com a realidade das e dos estudantes e transformem o sistema educacional brasileiro profundamente.

O papel da UNE nas lutas do último ano foi insuficiente. A atuação da direção majoritária da UNE na greve das federais mostra que a luta não foi sempre a opção feita. Em que pese o fato da intervenção da UNE ter contribuído para as conquistas nacionais, ela não conseguiu cumprir seu papel de direção política e de entidade nacional do movimento estudantil universitário brasileiro.

Quando feita a opção de ir às ruas, a construção dos atos teve dificuldade de mobilizar para além daqueles e daquelas que já estavam atuando. O método utilizado não dava conta de responder às necessidades colocadas pela nova realidade.

Isso é reflexo da própria estrutura organizacional da UNE. Nos últimos anos, o país mudou, a Universidade mudou, o perfil dos universitários brasileiros mudou e, hoje, o movimento estudantil enfrenta novos dilemas. A UNE deve ser coerente com essas transformações, e buscar novas formas de se organizar, pois só assim poderá contribuir para a transformação da educação brasileira.

O fundamental é que as entidades, sobretudo a UNE, se reorganizem de modo a favorecer uma maior e mais qualificada participação estudantil. Para isso, o primeiro ponto fundamental é reforçar a autonomia do movimento frente a partidos, reitorias e governos; o que significa principalmente não tornar a atuação do movimento simplesmente reativa. O movimento deve ter capacidade de formular e propor um projeto político que responda às demandas e tarefas que a conjuntura apresenta.

Além disso, a UNE precisa ser democratizada. Por exemplo, precisamos reformular a estrutura centralizadora da entidade, inclusive mudando a forma de condução dos encontros. Precisamos regulamentar os espaços, com um Conselho Editorial, um Portal da Transparência e, em especial, reavaliar os métodos de tiragem de delegado e todos os processos decisórios da entidade.

Um dos maiores desafios da UNE é se reaproximar diretamente das e dos estudantes. Embora a construção de uma rede das entidades do movimento seja fundamental, devemos construir mais: o diálogo cotidiano entre todos os e as estudantes. Articulando uma política de comunicação que fortaleça as lutas concretas e a disputa da sociedade.

O movimento estudantil deve se desafiar a construir um projeto político próprio para a educação, articulado a um projeto de sociedade, dialogando com os movimentos sociais, populares e de trabalhadores. Esse projeto político deve ser assumido pela UNE, em defesa de uma educação pública, gratuita, emancipadora, de qualidade socialmente referenciada e popular, que tenha como horizonte estratégico a construção do socialismo.

A UNE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ!

Levando estes temas em consideração, o 14º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE resolve:
-Que se abra um espaço para debater uma Reforma Estatutária, para avançarmos numa forma horizontal, plural, democrática e paritária de organização da entidade;

-Que a UNE criará Grupos de Trabalho Temáticos com entidades e coletivos do ME;

-Que a realização do Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), a cada dois anos, seja desvinculada da Bienal de Arte e Cultura;

-Que se implante o Conselho Editorial da UNE, um jornal periódico de circulação nacional e democratizando e melhorando o sítio e as redes sociais da UNE, tornando-as mais interativo e com espaço para debates;

-Que se implante um Portal da Transparência que divulgue em tempo real toda a movimentação financeira da entidade;

-A construção da Escola Nacional de Formação Política Honestino Guimarães.

-Que se constitua um Grupo de Trabalho amplo, democrático e representativo, que repense o modo de organização de todos os fóruns da entidade e apresente uma proposta de reformulação.

-Que a UNE construa seus próprios meios de comunicação, que tenham alcance nacional e de massa, para fazer frente ao monopólio da comunicação, inclusive por uma concessão de canal de televisão.

-Que a UNE realize caravanas periódicas que apresentem a entidade e coloquem os/as estudantes em contato com ela.

-Criação do Orçamento Participativo da UNE.

-Que a UNE combata qualquer concepção mercadológica de confecção de carteiras de meia-entrada, inclusive adotando o método da contribuição voluntária.

-Que a UNE estabeleça um método de funcionamento da sua Comissão da Verdade orientado pelo fortalecimento da luta por memória, verdade e justiça.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

"Dois pesos, duas medidas?"



Aprendemos que quando nos propomos a transformar a sociedade em que vivemos, além de analisá-la, devemos manter os nossos valores e princípios coletivos acima de demandas pessoais e individuais, pois só assim para se manter o mínimo do que resta da chamada coerência política.

Infelizmente vivemos uma cultura política que atropela processos, onde o nepotismo, clientelismo e jeitinho está acima das pautas coletivas. Constatar isso, não é novidade... agora, constatar esse tipo de prática perto de nós é muito duro, é viver a mais puta contradição, para não dizer antagonismo.

As contradições existem, e por um lado isso é bom, mas, o que fazemos com elas?

As contradições existem para serem superadas, cabe a nós militantes de esquerda criar e subsidiar as condições possíveis para tais superações, se não fazemos nada, concordamos e ficamos no puro comodismo, e o que tanto criticamos se torna a nossa prática.

Precisamos, principalmente a Juventude, pautar uma nova cultura política, que use a democracia como valor central, que proporcione pluralismo e liberdade de discussão de prioridade e escolha. Que acredite na potencialidade das pessoas independente de ser seu amiguinh@, espos@, noiv@, namorad@, parente etc etc etc.

Precisamos unir nossa ação com a nossa palavra, a teoria com a nossa prática, e usar nossos valores como arma contra os desvios que essa sociedade nos condiciona

Como diria o grande Che, "O dever de um revolucionário é fazer a revolução"

Não esperemos o dia D para transformar as nossas vidas, vamos fazer nossa própria história.