quarta-feira, agosto 15, 2012

Pseudo protagonismo

Hoje acordei logo cedo pensando na bandeira da Paraíba. Tanto a que é oficial depois da morte do pseudo-herói João Pessoa, ou seja, aquela com o nome "NEGO" e com um suposto preto de luto e vermelho do sangue da morte dele. Mas também, aquela antiga, utilizada ainda quando Parahyba, com listras brancas e verdes e um brasão no meio.


Em 1930, o colorido da "bandeira verde e branca" foi trocado pelo rubro-negro da "bandeira do Nego", símbolo do sangue e do luto pela morte de João Pessoa, na época Presidente da Paraíba. 

Bem, não é isso o objetivo de eu escrever aqui. Mas sim por que um certo dia ouvi uma frase de uma pessoa falando o seguinte: "Eu levei a bandeira da Paraíba para nossos encontro nacionais, enquanto vocês eram curral de estado x".

Sim, lamentável!

Primeiro que afirmação mais despolitizada e com um pseudo nacionalismo infantil, e nem nacionalismo, regionalismo estadismo sei lá o que poderia ser isso. Oportunismo?
Creio que no mínimo deve ser falta de conhecimento sobre a real história da bandeira da Paraíba, mas como não acredito em ingenuidade a partir dos 30 anos, acredito que é no mínimo reacionário mesmo. Mas como ainda procuro cultuar um pouco do que resta da minha fé na raça humana, acredito que ele não deve saber que as cores na verdade são por causa da Aliança Liberal e que não existiu nenhum NEGO.

Segundo, a reprodução desse valor provinciano em João Pessoa é bastante irritante! 


Sem mais.



sábado, agosto 11, 2012

E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos.
Agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível?

Tati Bernardi 

sexta-feira, agosto 10, 2012

PAUSA REFLEXIVA, MOMENTO DE MEDITAÇÃO


As vezes para evitar mágoas maiores precisamos um período de pausa para reflexão no que diz respeito a vida amorosa. Um momento de introspecção, de recolhimento, faz com que possamos avaliar com mais racionalidade toda a turbulência de uma fase anterior.

Olhando para dentro, a fim de que ocorra uma reflexão, ponderação e avaliação.Isso favorece para que se julgue melhor todas as circunstâncias passadas e presentes da vida sentimental. Trata-se de um momento de armazenar forças, não desperdiçando energia preciosa em atividade social intensa demais. 

Depois de passar por uma fase conflituosa temos que ter a oportunidade de se aquietar, ficar em silêncio e não sucumbir à tentação de ficar inventando coisas para fazer. Só assim para percebemos o grande valor do espaço próprio e direcionar nossa atenção para nós neste momento.




Vamos dar um tempo?
Vou procurar não forçar a barra e encarar o amor como uma dança: há momentos para se estar junto e momentos para o afastamento.



Creio que os conflitos internos que passamos com relação ao amor é inevitável. Precisamos questionar nossas insatisfações. Mas, não adianta em alguns período pensar, pensar pensar, ficar nos "talvez", nos "se" etc etc etc.
O excesso de especulação não melhora a nossa vida amorosa, e pode até torrar a paciência alheia.
No final, quando isso desaparecer e morrer e sumir, o que restará é a confiança, um dos únicos presentes e raros que a humanidade pode ter.

As pessoas que não querem sair da zona de conforto... é lamentável!  O tempo mostra e pede as contas um dia, minha mãe diz que isso da sempre em sofrimento, as vezes é pouco para diante de tanta indecisão e comodismo!!! Enquanto ficarmos presos as amarras da vida, ficamos presos nas contradições e não superamos a dialética dos processos das relações humanas.

São os desencontros da vida, coisas da dialética do amor! Uns precisam entrar no conforto, outro sair, pena que não ao mesmo tempo! Faz parte!


Longe longe, estou em outra estação
Todos fazem promessas demais
Temos muito o que aprender

domingo, julho 29, 2012

02 da manhã

Deitados numa cama de casal, num motel qualquer... conversamos sobre o Futuro, fizemos algumas previsões... se daria certo ou não.
Desfizemos tudo, num pico de emoção e racionalidade.

Olhando nos seus olhos, você nos meus, penso estupidamente, "será essa ilusão um grande amor"? Será que é isso? Uma coisa ilusória, concretamente pensada e ou abstrata?

Ou apenas um monte de expectativas infundadas? Será apenas excesso de confiança que se transforma num sublime sentimento de vontade e desejo? Será apenas intimidade? Sentimentos à flor da pele?

sexta-feira, julho 13, 2012

Maldita caixa

Você coloca a bagaça numa caixinha em cima do armário, guarda e esquece, fica só na lembrança. Mas ai você vai mexer no que tava quieto, e bagunça tudo, as mesmas contradições de antes voltam, por mais que você esteja mais "preparado", no final, é mais do mesmo, só muda os sujeitos e a conjuntura.

É como o vento que vem e teima em bagunçar seu cabelo, só que ele é mais cruel e balança sua vida. A caixa ta lá em cima, você não quer mexer, mas vem aquela poeira e você precisa limpar, pensa que não vai se sujar? Vai nessa acreditando!

Guardar o amor numa caixinha, subir no banquinho, colocar bem alto no armário,
fechar a porta. Mesmo assim, de vez em quando despenca tudo.

domingo, junho 24, 2012

Eu já sabia

É tão ruim quando atitudes não te supreendem. Nada pior do que repetir a frase para nós mesmos "eu já sabia", é como se a dialética tivesse morrido e o processo teimasse em dizer que a partir de agora, tudo se repete, primeiro como farsa, depois como tragédia.

Mas, talvez, o "eu já sabia", no fundo, expressa a própria movimentação das coisas, por que  se não nos surpreende não significa dizer que é algo que você já sabia, mas que os movimentos apontam para isso, e a aparência não mostrava.

Pobre daqueles que acreditam na aparência da atitude humana, com certeza, frustação será pouco. Teimamos em dar o bendito beneficio da dúvida, mas a história nos mostra que no final era aquilo que pensamos...

Sei lá, talvez essa porra chamada decepção foi feita para que a gente sofra mesmo. E nem o mais sublime movimento faça com isso não exista. Sofrer menos, sofrer mais, no fim a dor e a cicatriz existem, não tem como negar.

Ah, vamos deixar fluir, como o rio que flui, o rio flui por que é natureza, e natureza não possui ação teleológica e consciente, logo, não poderá refletir e repensar e avaliar seus atos, ou mesmo sofrer consequências disso.

Ah, vamos ser o movimento, bla bla bla.. na boa, essa parada da dialética eu aprendi na academia, ser e não ser o mesmo homem que banha e não se banha no mesmo rio que não é o mesmo. Mas, eu não sou um rio. Logo não fluo como um, mas posso tentar como ser humano em movimento que na verdade é o movimento e não o ser humano.

Felicidade, linas palavras, mas que na verdade não chegarão, infelizmente é uma realidade. Talvez isso seja que nem Deus, uma grande mentira patética para nos enganar e nos dar o que chamam de "conforto" emocional e espiritual.

Na hora é tudo muito bom, é que nos deixamos levar pro emoções mesquinhas que se podem comprar em qualquer esquina, mas só disso vivemos?

Vamos tirar as mascarás e nos despir da arrogância e da hipocrisia.

"Talvez eu não seja um bom lugar pra ficar, mas certemante sou muito bom de passagem. É só você passar por aqui todo dia, que a gente faz, agente faz um jeito novo de monotonia. Onde repetir se torna fantasia e toda despedida se vai com um "boa viagem", boa viagem..."

sábado, junho 09, 2012

Apartidarismo e o movimento estudantil

"Apartidarismo" com certeza é um dos mitos mais escutados ao redor da militância em prol da educação, o movimento estudantil [uma parte] repete e repete isso, muitas vezes sem nem saber o que diz. As vezes pode ser equívoco, outras vezes ingenuidade, quem somos nós para julgar???

A questão é que essa falsa polêmica atravessa discussões e debates que o movimeno estudantil não pode se dar ao luxo de perder tempo. Esse purismo exagerado, mal sabem eles, é uma jogada genial da direita e do capitalismo.

Bem, primeiro por que o movimento estudantil [por suas carcterísticas fundamentais como ciclicidade e heterogeinidade] não consegue nos dias atuais [não como antigamente, e isso sem nostalgia] formular e refletir sobre suas formas de organização e ação, e assim, não conhecem sua história [o que é fundamental na análise dita marxista].

Se soubessem da história, saberiam duas coisas:

Primeiro, que os partidos historicamnete deram enormes contribuições para a luta educacional de diversas maneiras, desde da dmeocratização do país até a reforma sanitária [vide pro exemplo a inserção de partidos nas executivas da saúde]. Os tempos que o movimento estudantil foi mais atuante, tanto nas suas lutas específicas, como a das sociedade, tinha vários e diversos partidos, coincidência? Bem, óbvio que esse não é apenas o único fator, mas deve ser levado em conta.

Segundo, que os partidos são instrumentos históricos de luta e organização da classe trabalhadora, maneiras essencialmente coletivas de organização e de unificação de bandeiras para toda a sociedade, coisa que os movimentos sociais tem grandes limites, o partidos conseguem massficiar e dar unidade a diversas bandeiras, e transformar numa bandeira somente! òbvio que a burguesia, como sempre, tomou essa forma de organização para si, e hoje utiliza esse meio, mas, o que a burguesia não faz para manter seus interesses e seu poder? isso é o de menos! Mas, pro essencia, como nos disse Vladimir Lenin, apartidarismo é um conceito pequeno-burguês.

terceiro, saberiam o que é uma instituição, o que é grupo, por exempl oo caso da UNE, muito debatido hoje, mas em breve falo sobre isso.

Bem, isso é algo que deve ser aprofundado, mas não é meu objetivo aqui camaradas.

Não se pode confundir "apartidarismo" como "autonomia", são conceitos diferentes, por exemplo, uma pessoa apartidária pode não ter autonomia, como um partidário pode ter autonomia, mas o que seria autonomia, hein? Só para provocar, pois não vou responder!!!

De fato, os partidos ultimamente não tem conseguido cumprir seu papel com maestria no movimento estudantil, assim como nos movimentos sociais e na luta de classes [para ousar um pouquinho].

O papel e função social dos partidos tem deixado a desejar, mas, por quê? Por que os partidos são instituições más? Tem pacto com a coisa ruim? Bem, iso é o que a elite quer que a genet pense, não acham? Afinal, não é legal para eles ter um partido forte e organziado aliado a classe trabalhadora [não atoa tentam destruir esses partidos atrvés dos diversos meios nso diais atuais, basta ligar a TV umas horas e isso é confirmado].

Bem, vale ressaltar que nessas duas últimas décadas foram bem peculiares no Brasil, começaram a repercutir os ares da democracia [conquista árdua da sociedade no período de ditadura], porém, ao mesmo tempo, temos a tão falada ofensiva neolibral, que aliada uma séria de mecanismo, atuam na reengenharia da produção e reprodução social e consequentemente atua no papel do estado, tão logo no processo, reconfigura-se o papel da sociedade civil. Com isso, podemos resumir [porém não simplificando] no que chamamos de ofensiva neoliberal [fortalecimento do capital], e refluxo da luta de classes [defensiva das ideias socialistas]. Com isso, a esquerda passou a mais se defender do que atacar, e os partidos de esquerda acabam sofrendo esse imapcto, assim como os movimentos sociais, e óbvio, o movimento estudantil. Bem, não querendo aprofundar sobre isso, mas vale resaltar que essa década é fulcral para a organização e reorganização da classe trabalhadora, afetando assim toda a dinâmica social.

Pois bem, indo direot ao ponto:
Apartidarismo é um conceito falso [como ele é usado hegemonicamente], pois é um conceito que segue a ideia de que os partidos são organizações que nada contribuem para a luta de classes, e que algo muito maior e superior e iluminado será a redenção da classe. Já nos disse Gramsci, que não tomar partido, é ser indiferente, isso é ser radical, o useja, ir a raíz.

Porém, não podemso negar que algumas práticas [inclusive da esquerda] reproduzem e facilitam nesse ideario de "demonização" de partidos, tanto no que s erefere as práticas golpistas, como a de aparelhamento. Ai sim, o aparelhamento, é algo que devemos discutir.

Acho que por hoje é só...

PS: texto sem revisão e falta concluir

quarta-feira, agosto 15, 2012

Pseudo protagonismo

Hoje acordei logo cedo pensando na bandeira da Paraíba. Tanto a que é oficial depois da morte do pseudo-herói João Pessoa, ou seja, aquela com o nome "NEGO" e com um suposto preto de luto e vermelho do sangue da morte dele. Mas também, aquela antiga, utilizada ainda quando Parahyba, com listras brancas e verdes e um brasão no meio.


Em 1930, o colorido da "bandeira verde e branca" foi trocado pelo rubro-negro da "bandeira do Nego", símbolo do sangue e do luto pela morte de João Pessoa, na época Presidente da Paraíba. 

Bem, não é isso o objetivo de eu escrever aqui. Mas sim por que um certo dia ouvi uma frase de uma pessoa falando o seguinte: "Eu levei a bandeira da Paraíba para nossos encontro nacionais, enquanto vocês eram curral de estado x".

Sim, lamentável!

Primeiro que afirmação mais despolitizada e com um pseudo nacionalismo infantil, e nem nacionalismo, regionalismo estadismo sei lá o que poderia ser isso. Oportunismo?
Creio que no mínimo deve ser falta de conhecimento sobre a real história da bandeira da Paraíba, mas como não acredito em ingenuidade a partir dos 30 anos, acredito que é no mínimo reacionário mesmo. Mas como ainda procuro cultuar um pouco do que resta da minha fé na raça humana, acredito que ele não deve saber que as cores na verdade são por causa da Aliança Liberal e que não existiu nenhum NEGO.

Segundo, a reprodução desse valor provinciano em João Pessoa é bastante irritante! 


Sem mais.



sábado, agosto 11, 2012

E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos.
Agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível?

Tati Bernardi 

sexta-feira, agosto 10, 2012

PAUSA REFLEXIVA, MOMENTO DE MEDITAÇÃO


As vezes para evitar mágoas maiores precisamos um período de pausa para reflexão no que diz respeito a vida amorosa. Um momento de introspecção, de recolhimento, faz com que possamos avaliar com mais racionalidade toda a turbulência de uma fase anterior.

Olhando para dentro, a fim de que ocorra uma reflexão, ponderação e avaliação.Isso favorece para que se julgue melhor todas as circunstâncias passadas e presentes da vida sentimental. Trata-se de um momento de armazenar forças, não desperdiçando energia preciosa em atividade social intensa demais. 

Depois de passar por uma fase conflituosa temos que ter a oportunidade de se aquietar, ficar em silêncio e não sucumbir à tentação de ficar inventando coisas para fazer. Só assim para percebemos o grande valor do espaço próprio e direcionar nossa atenção para nós neste momento.




Vamos dar um tempo?
Vou procurar não forçar a barra e encarar o amor como uma dança: há momentos para se estar junto e momentos para o afastamento.



Creio que os conflitos internos que passamos com relação ao amor é inevitável. Precisamos questionar nossas insatisfações. Mas, não adianta em alguns período pensar, pensar pensar, ficar nos "talvez", nos "se" etc etc etc.
O excesso de especulação não melhora a nossa vida amorosa, e pode até torrar a paciência alheia.
No final, quando isso desaparecer e morrer e sumir, o que restará é a confiança, um dos únicos presentes e raros que a humanidade pode ter.

As pessoas que não querem sair da zona de conforto... é lamentável!  O tempo mostra e pede as contas um dia, minha mãe diz que isso da sempre em sofrimento, as vezes é pouco para diante de tanta indecisão e comodismo!!! Enquanto ficarmos presos as amarras da vida, ficamos presos nas contradições e não superamos a dialética dos processos das relações humanas.

São os desencontros da vida, coisas da dialética do amor! Uns precisam entrar no conforto, outro sair, pena que não ao mesmo tempo! Faz parte!


Longe longe, estou em outra estação
Todos fazem promessas demais
Temos muito o que aprender

domingo, julho 29, 2012

02 da manhã

Deitados numa cama de casal, num motel qualquer... conversamos sobre o Futuro, fizemos algumas previsões... se daria certo ou não.
Desfizemos tudo, num pico de emoção e racionalidade.

Olhando nos seus olhos, você nos meus, penso estupidamente, "será essa ilusão um grande amor"? Será que é isso? Uma coisa ilusória, concretamente pensada e ou abstrata?

Ou apenas um monte de expectativas infundadas? Será apenas excesso de confiança que se transforma num sublime sentimento de vontade e desejo? Será apenas intimidade? Sentimentos à flor da pele?

sexta-feira, julho 13, 2012

Maldita caixa

Você coloca a bagaça numa caixinha em cima do armário, guarda e esquece, fica só na lembrança. Mas ai você vai mexer no que tava quieto, e bagunça tudo, as mesmas contradições de antes voltam, por mais que você esteja mais "preparado", no final, é mais do mesmo, só muda os sujeitos e a conjuntura.

É como o vento que vem e teima em bagunçar seu cabelo, só que ele é mais cruel e balança sua vida. A caixa ta lá em cima, você não quer mexer, mas vem aquela poeira e você precisa limpar, pensa que não vai se sujar? Vai nessa acreditando!

Guardar o amor numa caixinha, subir no banquinho, colocar bem alto no armário,
fechar a porta. Mesmo assim, de vez em quando despenca tudo.

domingo, junho 24, 2012

Eu já sabia

É tão ruim quando atitudes não te supreendem. Nada pior do que repetir a frase para nós mesmos "eu já sabia", é como se a dialética tivesse morrido e o processo teimasse em dizer que a partir de agora, tudo se repete, primeiro como farsa, depois como tragédia.

Mas, talvez, o "eu já sabia", no fundo, expressa a própria movimentação das coisas, por que  se não nos surpreende não significa dizer que é algo que você já sabia, mas que os movimentos apontam para isso, e a aparência não mostrava.

Pobre daqueles que acreditam na aparência da atitude humana, com certeza, frustação será pouco. Teimamos em dar o bendito beneficio da dúvida, mas a história nos mostra que no final era aquilo que pensamos...

Sei lá, talvez essa porra chamada decepção foi feita para que a gente sofra mesmo. E nem o mais sublime movimento faça com isso não exista. Sofrer menos, sofrer mais, no fim a dor e a cicatriz existem, não tem como negar.

Ah, vamos deixar fluir, como o rio que flui, o rio flui por que é natureza, e natureza não possui ação teleológica e consciente, logo, não poderá refletir e repensar e avaliar seus atos, ou mesmo sofrer consequências disso.

Ah, vamos ser o movimento, bla bla bla.. na boa, essa parada da dialética eu aprendi na academia, ser e não ser o mesmo homem que banha e não se banha no mesmo rio que não é o mesmo. Mas, eu não sou um rio. Logo não fluo como um, mas posso tentar como ser humano em movimento que na verdade é o movimento e não o ser humano.

Felicidade, linas palavras, mas que na verdade não chegarão, infelizmente é uma realidade. Talvez isso seja que nem Deus, uma grande mentira patética para nos enganar e nos dar o que chamam de "conforto" emocional e espiritual.

Na hora é tudo muito bom, é que nos deixamos levar pro emoções mesquinhas que se podem comprar em qualquer esquina, mas só disso vivemos?

Vamos tirar as mascarás e nos despir da arrogância e da hipocrisia.

"Talvez eu não seja um bom lugar pra ficar, mas certemante sou muito bom de passagem. É só você passar por aqui todo dia, que a gente faz, agente faz um jeito novo de monotonia. Onde repetir se torna fantasia e toda despedida se vai com um "boa viagem", boa viagem..."

sábado, junho 09, 2012

Apartidarismo e o movimento estudantil

"Apartidarismo" com certeza é um dos mitos mais escutados ao redor da militância em prol da educação, o movimento estudantil [uma parte] repete e repete isso, muitas vezes sem nem saber o que diz. As vezes pode ser equívoco, outras vezes ingenuidade, quem somos nós para julgar???

A questão é que essa falsa polêmica atravessa discussões e debates que o movimeno estudantil não pode se dar ao luxo de perder tempo. Esse purismo exagerado, mal sabem eles, é uma jogada genial da direita e do capitalismo.

Bem, primeiro por que o movimento estudantil [por suas carcterísticas fundamentais como ciclicidade e heterogeinidade] não consegue nos dias atuais [não como antigamente, e isso sem nostalgia] formular e refletir sobre suas formas de organização e ação, e assim, não conhecem sua história [o que é fundamental na análise dita marxista].

Se soubessem da história, saberiam duas coisas:

Primeiro, que os partidos historicamnete deram enormes contribuições para a luta educacional de diversas maneiras, desde da dmeocratização do país até a reforma sanitária [vide pro exemplo a inserção de partidos nas executivas da saúde]. Os tempos que o movimento estudantil foi mais atuante, tanto nas suas lutas específicas, como a das sociedade, tinha vários e diversos partidos, coincidência? Bem, óbvio que esse não é apenas o único fator, mas deve ser levado em conta.

Segundo, que os partidos são instrumentos históricos de luta e organização da classe trabalhadora, maneiras essencialmente coletivas de organização e de unificação de bandeiras para toda a sociedade, coisa que os movimentos sociais tem grandes limites, o partidos conseguem massficiar e dar unidade a diversas bandeiras, e transformar numa bandeira somente! òbvio que a burguesia, como sempre, tomou essa forma de organização para si, e hoje utiliza esse meio, mas, o que a burguesia não faz para manter seus interesses e seu poder? isso é o de menos! Mas, pro essencia, como nos disse Vladimir Lenin, apartidarismo é um conceito pequeno-burguês.

terceiro, saberiam o que é uma instituição, o que é grupo, por exempl oo caso da UNE, muito debatido hoje, mas em breve falo sobre isso.

Bem, isso é algo que deve ser aprofundado, mas não é meu objetivo aqui camaradas.

Não se pode confundir "apartidarismo" como "autonomia", são conceitos diferentes, por exemplo, uma pessoa apartidária pode não ter autonomia, como um partidário pode ter autonomia, mas o que seria autonomia, hein? Só para provocar, pois não vou responder!!!

De fato, os partidos ultimamente não tem conseguido cumprir seu papel com maestria no movimento estudantil, assim como nos movimentos sociais e na luta de classes [para ousar um pouquinho].

O papel e função social dos partidos tem deixado a desejar, mas, por quê? Por que os partidos são instituições más? Tem pacto com a coisa ruim? Bem, iso é o que a elite quer que a genet pense, não acham? Afinal, não é legal para eles ter um partido forte e organziado aliado a classe trabalhadora [não atoa tentam destruir esses partidos atrvés dos diversos meios nso diais atuais, basta ligar a TV umas horas e isso é confirmado].

Bem, vale ressaltar que nessas duas últimas décadas foram bem peculiares no Brasil, começaram a repercutir os ares da democracia [conquista árdua da sociedade no período de ditadura], porém, ao mesmo tempo, temos a tão falada ofensiva neolibral, que aliada uma séria de mecanismo, atuam na reengenharia da produção e reprodução social e consequentemente atua no papel do estado, tão logo no processo, reconfigura-se o papel da sociedade civil. Com isso, podemos resumir [porém não simplificando] no que chamamos de ofensiva neoliberal [fortalecimento do capital], e refluxo da luta de classes [defensiva das ideias socialistas]. Com isso, a esquerda passou a mais se defender do que atacar, e os partidos de esquerda acabam sofrendo esse imapcto, assim como os movimentos sociais, e óbvio, o movimento estudantil. Bem, não querendo aprofundar sobre isso, mas vale resaltar que essa década é fulcral para a organização e reorganização da classe trabalhadora, afetando assim toda a dinâmica social.

Pois bem, indo direot ao ponto:
Apartidarismo é um conceito falso [como ele é usado hegemonicamente], pois é um conceito que segue a ideia de que os partidos são organizações que nada contribuem para a luta de classes, e que algo muito maior e superior e iluminado será a redenção da classe. Já nos disse Gramsci, que não tomar partido, é ser indiferente, isso é ser radical, o useja, ir a raíz.

Porém, não podemso negar que algumas práticas [inclusive da esquerda] reproduzem e facilitam nesse ideario de "demonização" de partidos, tanto no que s erefere as práticas golpistas, como a de aparelhamento. Ai sim, o aparelhamento, é algo que devemos discutir.

Acho que por hoje é só...

PS: texto sem revisão e falta concluir