Mostrando postagens com marcador Gramsci. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gramsci. Mostrar todas as postagens

domingo, janeiro 11, 2015

Carlos Nelson Coutinho | A dualidade de Poderes

SOBRE O AUTOR

Carlos Nelson Coutinho foi um importante intelectual e ensaísta brasileiro. O mesmo nasceu na Bahia, no ano de 1943. O mesmo concluiu o curso de bacharelado em filosofia pela Universidade Federal da Bahia esse tornou depois professor de livre-docência na Universidade Federal do Rio de Janeiro, estado e se, que ganhou o coração do baiano. Ministrou ao longo de sua carreira cursos de Teoria Política e Formação Social do Brasil, principal no programa de pós-graduação em Serviço Social da UFRJ.

O marxista polêmico, se consagrou através de seus pertinentes ensaios, principalmente através dos estudos do italiano e comunista Antônio Gramsci, sendo um de seus principais tradutores e interpretes no Brasil.

Carlos Nelson, ao sempre trazer uma forma inovadora e crítica do marxismo (sem deixar de ser segundo ele ortodoxo) inovou o pensamento marxista brasileiro, ao lado de diversos outros intelectuais. A sua prioridade era pois, a discussão do marxismo e da política. Pois, segundo o mesmo, trata essa de uma esfera importante da luta de classes, inclusive por sua relativa autonomia.

Além de trazer a forma crítica, propositiva e inovadora do marxismo-gramsciano ao Brasil, sempre aliando esses estudos a proposta luckácsiana, abriu novos caminhos para o pensamento e a teoria social de Marx, assim como, o que ele sempre lembrava, a necessária compreensão do método em sua ortodoxia, mesmo compreendendo o marxismo como uma obra em aberto, e daí, sua atualidade. E o ainda, com pitadas de Poulantzas, além de Marx e Engels, claro.

E não pouco, Carlos Nelson Coutinho trouxe para o marxismo brasileiro a importante tarefa de discutir enfaticamente o que ele chamava de “questão democrática”, no qual ele lucidamente considerava a democracia como valor historicamente universal. Um tema polêmico, e até hoje deixado a revelia por parte da intelectualidade marxista, talvez, por erros metodológicos, e ora, por erros políticos.

Entre suas notáveis obras, destaca-se Gramsci. Um estudo sobre seu pensamento político (1989), Cultura e sociedade no Brasil (1990), Democracia e socialismo: questões de princípios & contexto brasileiro (1992), Estruturalismo e a miséria da razão e Marxismo e politica, em que sem encontra o ensaio aqui estudado, a dualidade de poderes.

No ensaio referido no título, Carlos Nelson traz importantes categorias de análise para a sua necessária renovação (sendo, nas palavras do autor, indissoluvelmente conservação, eliminação e renovação), o que, segundo o autor, Hegel buscou definir pela expressão Aufhebung. Entre elas, nesse ensaio, destaca-se Estado e Revolução, e seus principais conceitos, e a articulação com a questão da transição.

No mais, perdemos esse grande interlocutor, no recente ano de 2012. Segundo Gramsci, vale a pena viver quando se é comunista. Para Carlos Nelson valeu, deixou o seu melhor, um legado e uma história. As ideias nunca morrem, não por acaso, permanece o legado da “hegemonia como contrato”, um projeto, que Jaldes Meneses (2012) entre outros chamaram de “audacioso”, e, não há como negar tal fato. Viva a audácia, ela não nos permite o esquecimento.


SÍNTESE DO ENSAIO

A centralidade do ensaio "A dualidade de poderes" é realizar um “Estado da Arte” sobre a dualidade dos poderes, desde Marx e Engels, passando por Lenin e Trotski, até Gramsci, Togliati e Poulantzas, passando também pelo marxismo austríaco (austro-marxismo).

O objetivo do autor é demostrar como concretamente o Estado se ampliou, e assim as concepções também devem se ampliar, sendo na concepção do mesmo a escola gramsciana e mais precisamente as contribuições de Nicos Poulantzas fundamentais para essa compreensão de Estado, e assim, em consequência de uma estratégia revolucionária condizente com essa ampliação concreta de Estado.

Conforme Poulantzas:


O Estado […] não deve ser considerado uma entidade em si, mas - do mesmo modo como, de resto, deve ser feito com o 'capital' – como uma relação; mais exatamente, como a condensação material de uma correlação de forças entre classes e frações de classe, tal como essa se expressa, sempre de modo específico, no seio do Estado. (Poulantzas, 1978 apud Coutinho, 2008, p. 65)

Assim, em resumo o mesmo coloca a problemática da conservação x renovação na transição, ou seja, do papel da dualidade de poderes. Para isso, o autor coloca as duas principais concepções de Estado e Revolução no pensamento marxista. Assim, a forma de conceber o Estado teria em suma concepções mais “restritas” ou “amplas”, e disso partiria a elaboração de diferentes paradigmas de revolução socialista, respectivamente “explosiva” e “processual”.

Está também na questão do debate o papel da democracia na construção do socialismo, desde que se analise e tenha como central a ortodoxia do método em Marx e os próprios limites do liberalismo, e esse movimento deve ser constante de superações dialéticas.

Assim, podemos dizer que a concepção de Carlos Nelson Coutinho, é de que existe a possibilidade de “Dualidade de Poderes”, essa entendida como um misto de democracia representativa e democracia direta, para chegada ao socialismo, tendo em vista a ampliação do Estado e uma concepção processual da Revolução.

O debate central das possibilidades da Dualidade de Poderes em sociedade do tipo “ocidental”, também sustenta a tese do autor de Democracia como valor historicamente universal. E, de uma hipótese, de hegemonia como contrato.1

Assim, o polêmico intelectual brasileiro, dá uma enorme e polêmica contribuição para superação dialética marxiana de análise da realidade, principalmente na análise no que se refere à realidade brasileira, principalmente a partir do legado gramsciano, com outras categorias como revolução passiva, transformismo, bloco histórico, guerra de posição, entre outros.

Entre outros conceitos chaves para Gramsci, destaca-se a questão da hegemonia, e isso envolve relações de força e consenso, entre a sociedade civil e o Estado coerção, que são mais uma separação didática do que concreta na realidade.


As duas funções estatais, de hegemonia ou consenso e de dominação ou coerção, existem em qualquer forma de Estado moderno, mas o fato de que um Estado seja menos coercitivo e mais consensual (ou que se imponha menos pela dominação e mais pela hegemonia) ou vice-versa, isso irá depender sobretudo do grau de autonomia relativa das esferas, bem como da predominância no Estado em questão dos aparelhos pertencentes a uma ou a outra. E essa predominância, por sua vez, depende não apenas do grau de socialização da política alcançado pela sociedade em tela, mas também da correlação de forças entre as classes que disputam a “supremacia” (Coutinho, 2008, p. 57)

De todo modo, se o Estado se ampliou no século XX e XXI, poderíamos permanecer com as mesmas análises do século XIX? Metodologicamente, seria um equívoco. Politicamente, uma derrota. Creio, que essa foi a mensagem principal desse ensaio para o marxismo, principalmente o “marxismo-leninismo”.

Concluindo com uma citação polêmica:

Se as condições mudaram na guerra entre povos, não mudaram menos para a luta de classe. Passou o tempo dos golpes de surpresa, das revoluções executadas por pequenas minorias conscientes à frente das massas inconscientes. Onde quer que se trate de transformar completamente a organização da sociedade, cumpre que as próprias massas nisso cooperem, que já tenham elas próprias compreendido de que se trata, o motivo pelo qual dão seu sangue e sua vida. Mas para que as massas compreendam o que é necessário fazer é preciso um trabalho longo e perseverante (Engels apud Coutinho, p. 26)




1 Ver: Meneses, Jaldes. Carlos Nelson Coutinho: hegemonia como contrato. Serv. Soc. Soc.[online]. 2013, n.116, pp. 675-699. ISSN 0101-6628.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-66282013000400006. 


Cite esta resenha:

GALDINO, S. B. Carlos Nelson Coutinho: a dualidade de poderes (resenha crítica). Disponível em: < http://plaggiado.blogspot.com.br/2015/01/carlos-nelson-coutinho-dualidade-de.html >. Acesso em xdia x mês x ano.

domingo, fevereiro 23, 2014

Catarse, política e Gramsci

“O termo “catarse”. Pode-se empregar a expressão “catarse” para indicar a passagem do momento meramente econômico (ou egoístico -passional) ao momento ético-político, isto é, elaboração superior da estrutura em superestrutura na consciência dos homens. Isto significa, também, a passagem do “objetivo ao subjetivo” e da “necessidade à liberdade”. A estrutura, de força exterior que esmaga o homem, assimilando-o e o tornando passivo, transforma-se em meio de liberdade, em instrumento para criar uma nova forma ético-política, em origem de novas iniciativas. A fixação do momento “catártico” torna-se assim, parece-me, o ponto de partida de toda a filosofia da práxis; o processo catártico coincide com a cadeia de sínteses que resultam do desenvolvimento dialético. (Recordar os dois pontos entre os quais oscila este processo: que nenhuma sociedade se coloca tarefas para cuja solução já não existam, ou estejam em vias de aparecimento, as condições necessárias e suficientes; - e que nenhuma sociedade deixa de existir antes de haver expressado todo o seu conteúdo potencial.).”


GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v.1,p.314-5. Civilização Brasileira, 4ª edição, Rio de Janeiro, 2006
Mostrando postagens com marcador Gramsci. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gramsci. Mostrar todas as postagens

domingo, janeiro 11, 2015

Carlos Nelson Coutinho | A dualidade de Poderes

SOBRE O AUTOR

Carlos Nelson Coutinho foi um importante intelectual e ensaísta brasileiro. O mesmo nasceu na Bahia, no ano de 1943. O mesmo concluiu o curso de bacharelado em filosofia pela Universidade Federal da Bahia esse tornou depois professor de livre-docência na Universidade Federal do Rio de Janeiro, estado e se, que ganhou o coração do baiano. Ministrou ao longo de sua carreira cursos de Teoria Política e Formação Social do Brasil, principal no programa de pós-graduação em Serviço Social da UFRJ.

O marxista polêmico, se consagrou através de seus pertinentes ensaios, principalmente através dos estudos do italiano e comunista Antônio Gramsci, sendo um de seus principais tradutores e interpretes no Brasil.

Carlos Nelson, ao sempre trazer uma forma inovadora e crítica do marxismo (sem deixar de ser segundo ele ortodoxo) inovou o pensamento marxista brasileiro, ao lado de diversos outros intelectuais. A sua prioridade era pois, a discussão do marxismo e da política. Pois, segundo o mesmo, trata essa de uma esfera importante da luta de classes, inclusive por sua relativa autonomia.

Além de trazer a forma crítica, propositiva e inovadora do marxismo-gramsciano ao Brasil, sempre aliando esses estudos a proposta luckácsiana, abriu novos caminhos para o pensamento e a teoria social de Marx, assim como, o que ele sempre lembrava, a necessária compreensão do método em sua ortodoxia, mesmo compreendendo o marxismo como uma obra em aberto, e daí, sua atualidade. E o ainda, com pitadas de Poulantzas, além de Marx e Engels, claro.

E não pouco, Carlos Nelson Coutinho trouxe para o marxismo brasileiro a importante tarefa de discutir enfaticamente o que ele chamava de “questão democrática”, no qual ele lucidamente considerava a democracia como valor historicamente universal. Um tema polêmico, e até hoje deixado a revelia por parte da intelectualidade marxista, talvez, por erros metodológicos, e ora, por erros políticos.

Entre suas notáveis obras, destaca-se Gramsci. Um estudo sobre seu pensamento político (1989), Cultura e sociedade no Brasil (1990), Democracia e socialismo: questões de princípios & contexto brasileiro (1992), Estruturalismo e a miséria da razão e Marxismo e politica, em que sem encontra o ensaio aqui estudado, a dualidade de poderes.

No ensaio referido no título, Carlos Nelson traz importantes categorias de análise para a sua necessária renovação (sendo, nas palavras do autor, indissoluvelmente conservação, eliminação e renovação), o que, segundo o autor, Hegel buscou definir pela expressão Aufhebung. Entre elas, nesse ensaio, destaca-se Estado e Revolução, e seus principais conceitos, e a articulação com a questão da transição.

No mais, perdemos esse grande interlocutor, no recente ano de 2012. Segundo Gramsci, vale a pena viver quando se é comunista. Para Carlos Nelson valeu, deixou o seu melhor, um legado e uma história. As ideias nunca morrem, não por acaso, permanece o legado da “hegemonia como contrato”, um projeto, que Jaldes Meneses (2012) entre outros chamaram de “audacioso”, e, não há como negar tal fato. Viva a audácia, ela não nos permite o esquecimento.


SÍNTESE DO ENSAIO

A centralidade do ensaio "A dualidade de poderes" é realizar um “Estado da Arte” sobre a dualidade dos poderes, desde Marx e Engels, passando por Lenin e Trotski, até Gramsci, Togliati e Poulantzas, passando também pelo marxismo austríaco (austro-marxismo).

O objetivo do autor é demostrar como concretamente o Estado se ampliou, e assim as concepções também devem se ampliar, sendo na concepção do mesmo a escola gramsciana e mais precisamente as contribuições de Nicos Poulantzas fundamentais para essa compreensão de Estado, e assim, em consequência de uma estratégia revolucionária condizente com essa ampliação concreta de Estado.

Conforme Poulantzas:


O Estado […] não deve ser considerado uma entidade em si, mas - do mesmo modo como, de resto, deve ser feito com o 'capital' – como uma relação; mais exatamente, como a condensação material de uma correlação de forças entre classes e frações de classe, tal como essa se expressa, sempre de modo específico, no seio do Estado. (Poulantzas, 1978 apud Coutinho, 2008, p. 65)

Assim, em resumo o mesmo coloca a problemática da conservação x renovação na transição, ou seja, do papel da dualidade de poderes. Para isso, o autor coloca as duas principais concepções de Estado e Revolução no pensamento marxista. Assim, a forma de conceber o Estado teria em suma concepções mais “restritas” ou “amplas”, e disso partiria a elaboração de diferentes paradigmas de revolução socialista, respectivamente “explosiva” e “processual”.

Está também na questão do debate o papel da democracia na construção do socialismo, desde que se analise e tenha como central a ortodoxia do método em Marx e os próprios limites do liberalismo, e esse movimento deve ser constante de superações dialéticas.

Assim, podemos dizer que a concepção de Carlos Nelson Coutinho, é de que existe a possibilidade de “Dualidade de Poderes”, essa entendida como um misto de democracia representativa e democracia direta, para chegada ao socialismo, tendo em vista a ampliação do Estado e uma concepção processual da Revolução.

O debate central das possibilidades da Dualidade de Poderes em sociedade do tipo “ocidental”, também sustenta a tese do autor de Democracia como valor historicamente universal. E, de uma hipótese, de hegemonia como contrato.1

Assim, o polêmico intelectual brasileiro, dá uma enorme e polêmica contribuição para superação dialética marxiana de análise da realidade, principalmente na análise no que se refere à realidade brasileira, principalmente a partir do legado gramsciano, com outras categorias como revolução passiva, transformismo, bloco histórico, guerra de posição, entre outros.

Entre outros conceitos chaves para Gramsci, destaca-se a questão da hegemonia, e isso envolve relações de força e consenso, entre a sociedade civil e o Estado coerção, que são mais uma separação didática do que concreta na realidade.


As duas funções estatais, de hegemonia ou consenso e de dominação ou coerção, existem em qualquer forma de Estado moderno, mas o fato de que um Estado seja menos coercitivo e mais consensual (ou que se imponha menos pela dominação e mais pela hegemonia) ou vice-versa, isso irá depender sobretudo do grau de autonomia relativa das esferas, bem como da predominância no Estado em questão dos aparelhos pertencentes a uma ou a outra. E essa predominância, por sua vez, depende não apenas do grau de socialização da política alcançado pela sociedade em tela, mas também da correlação de forças entre as classes que disputam a “supremacia” (Coutinho, 2008, p. 57)

De todo modo, se o Estado se ampliou no século XX e XXI, poderíamos permanecer com as mesmas análises do século XIX? Metodologicamente, seria um equívoco. Politicamente, uma derrota. Creio, que essa foi a mensagem principal desse ensaio para o marxismo, principalmente o “marxismo-leninismo”.

Concluindo com uma citação polêmica:

Se as condições mudaram na guerra entre povos, não mudaram menos para a luta de classe. Passou o tempo dos golpes de surpresa, das revoluções executadas por pequenas minorias conscientes à frente das massas inconscientes. Onde quer que se trate de transformar completamente a organização da sociedade, cumpre que as próprias massas nisso cooperem, que já tenham elas próprias compreendido de que se trata, o motivo pelo qual dão seu sangue e sua vida. Mas para que as massas compreendam o que é necessário fazer é preciso um trabalho longo e perseverante (Engels apud Coutinho, p. 26)




1 Ver: Meneses, Jaldes. Carlos Nelson Coutinho: hegemonia como contrato. Serv. Soc. Soc.[online]. 2013, n.116, pp. 675-699. ISSN 0101-6628.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-66282013000400006. 


Cite esta resenha:

GALDINO, S. B. Carlos Nelson Coutinho: a dualidade de poderes (resenha crítica). Disponível em: < http://plaggiado.blogspot.com.br/2015/01/carlos-nelson-coutinho-dualidade-de.html >. Acesso em xdia x mês x ano.

domingo, fevereiro 23, 2014

Catarse, política e Gramsci

“O termo “catarse”. Pode-se empregar a expressão “catarse” para indicar a passagem do momento meramente econômico (ou egoístico -passional) ao momento ético-político, isto é, elaboração superior da estrutura em superestrutura na consciência dos homens. Isto significa, também, a passagem do “objetivo ao subjetivo” e da “necessidade à liberdade”. A estrutura, de força exterior que esmaga o homem, assimilando-o e o tornando passivo, transforma-se em meio de liberdade, em instrumento para criar uma nova forma ético-política, em origem de novas iniciativas. A fixação do momento “catártico” torna-se assim, parece-me, o ponto de partida de toda a filosofia da práxis; o processo catártico coincide com a cadeia de sínteses que resultam do desenvolvimento dialético. (Recordar os dois pontos entre os quais oscila este processo: que nenhuma sociedade se coloca tarefas para cuja solução já não existam, ou estejam em vias de aparecimento, as condições necessárias e suficientes; - e que nenhuma sociedade deixa de existir antes de haver expressado todo o seu conteúdo potencial.).”


GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v.1,p.314-5. Civilização Brasileira, 4ª edição, Rio de Janeiro, 2006