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sexta-feira, janeiro 09, 2015

A tese do sincretismo | Resenha crítica da obra Capitalismo Monopolista e Serviço Social - José Paulo Netto

A tese do sincretismo

NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 2009. 5 ed.


Esse livro trata-se uma obra-prima obrigatória aos estudiosos das ciências humanas, do marxismo, e principalmente do Serviço Social. O consagrado José Paulo Netto neste livro que trata-se de parte da sua tese de doutorado (a outra parte está em Ditadura e Serviço Social) eleva a produção do conhecimento sobre o Serviço Social assim como avança em ideias fundamentais: o sincretismo (na prática, na ideologia e na "ciência"), do papel do Estado, do Capitalismo Monopolista, das políticas sociais e a sua relação com o Serviço Social, assim, trata-se de uma notável contribuição da tradição marxista que extrapola o próprio Serviço Social.


Na primeira parte do livro o autor faz críticas densas e radicais ao Estado e o capitalismo monopolista (Estado, capital interno e capital estrangeiro) que se desenvolve no mundo e no Brasil. Sem dúvidas, com as contribuições de Marx, Engels, Lenin e Lukács (este último do qual é um grande conhecedor, assim como Marx) a crítica ao Estado se torna uma ferramenta fundamental para compreender os marcos da sancionada atuação do Serviço Social na chamada "questão social" e dos próprios limites históricos e sociais da intervenção e de seu "tratamento".


A meu ver, como pertencente ao campo da economia política, a crítica ao Estado se torna um pouco parcial, embora verídica. Nesse sentido, acredito que as funções políticas e a relativa autonomia do Estado e seu impacto na vida concreta do ser social deveria ter sido explorado mais as contradições, principalmente se tivesse ocorrido mais mediações com o capitalismo brasileiro. 


Nesse sentido, destaco a contribuição de Gramsci (a partir das categorias revolução passiva, transformismo etc) e de Carlos Nelson Coutinho no seu polêmico artigo consagrado "A dualidade dos poderes", no qual problematiza algumas análises sobre o Estado, a partir do sue próprio desenvolvimento e ampliação no século XX, e assim no nosso caso, no século XXI. 

Nesse sentido, a contribuição de Nicos Poulantzas é a meu ver bem sintética e problematiza a questão, em que afirma que o Estado é comitê executivo da burguesia, mas não só isso, é também condensação material das forças em presença, assim em relação e “mais exatamente como a condensação material de uma relação de forças entre classes e frações de classe, tal como ele expressa, de maneira sempre específica, no seio do Estado” (1980: 47).

Na segunda parte, José Paulo Netto inicia a sua análise sobre o Serviço Social, a partir da sua tese central da estrutura sincrética dessa profissão. Sem dúvidas, assim como a primeira parte, se trata de uma parte bem densa do livro, no qual é preciso muito cuidado e atenção, inclusive nas diversas notas de roda pé.


A estrutura sincrética para o autor estaria assim em vários âmbitos da profissão, principalmente na prática indiferenciada e se expressaria também como sincretismo ideológico e sincretismo científico.Entre diversas problematizações, é notável a contribuição do autor no que tange a ligação do sincretismo com o ecletismo teórico.


Netto também traça a constituição do Serviço Social no âmbito da modernidade (positivismo e suas reticências) e mesmo da críticas anti-moderna de um dos pilares fundamentais na protoforma dessa instituição: a Igreja Católica. O autor assim analisa os fundamentos do Serviço Social norte-americano (personalismo) e do Serviço Social europeu (caldo restaurador e catolicismo social). Embora em ambas tenha particularidade fulcrais, é notório que em ambos, é perpassado pelo pensamento conservador, e não por acaso, ocorre, guardadas as proporções, amálgamas e simbioses.


De todo modo, principalmente no Brasil, o Serviço Social e a sua aproximação da teoria social de Marx podem significar, nesse época, uma possível ruptura com essa herança. Assim, o autor mesmo deixa claro, essa teoria difere das ciências sociais em si mesmas, recorrendo a Lukács na sua crítica a "decadência ideológica". 


Em suma, uma tese que mobiliza até os dias de hoje a reflexão sobre o Serviço Social mundial e brasileiro, e que de extrema importância para compreensão da realidade. De todo modo, é válido a contribuição crítica de Marilda Iamamoto sobre parte dessa tese em seu livro "Serviço Social em tempos de capital fetiche", no qual além de problematizar a tese de Netto, problematiza outras teses no âmbito do Serviço Social.


Acrescenta-se que a partir da terceira edição, o livro conta com um apêndice fantástico sobre a questão social, com 5 notas sintéticas e de grande riqueza de categorias.


Não copie esse artigo, plagiar é ilegal e é crime, além de pegar super mal, não é? Coloque a fonte, caso utilize:

GALDINO, S. B. A tese do sincretismo: resenha crítica da obra Capitalismo Monopolista e Serviço Social - José Paulo Netto. Disponível em: < http://plaggiado.blogspot.com.br/2015/01/a-tese-do-sincretismo-resenha-critica.html >  Acesso em: xdia  xmês e xano.

sábado, julho 24, 2010

Resumo sobre Capitalismo Monopolista e Serviço Social

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL





SERVIÇO SOCIAL E O CAPITALISMO DOS MONOPÓLIOS




ALINE CRISTINA LUCENA DOS SANTOS
MARIANNE LIMA PEREIRA
SHELLEN BATISTA GALDINO





João Pessoa/PB
JUN/2010




Trabalho apresentado à disciplina Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social II, sob orientação da Professora Nívia Cristiane Pereira, para obtenção de nota no curso de graduação de Serviço Social.

  


"Pensar o Serviço Social na contemporaneidade requer os olhos abertos para o mundo contemporâneo para decifrá-lo e participar da sua criação. Um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano. Nós assistentes sociais temos ousado sonhar, lutar, resistir e apostar na história, construindo o futuro no presente".
Marilda Vilela Iamamoto (1997)

SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO MONOPOLISTA


O Capitalismo dos Monopólios é a fase que sucede a fase do capitalismo concorrencial, nesta fase é necessária uma “exportação dos capitais”. Neste, ocorre a centralização e concentração ainda maior do capital. Aumentando a exploração, alienação, o “exército industrial de reserva”, a desigualdade e exclusão social. Esta época é a de agudizamento de todas as contradições inerentes ao sistema: contradições entre a relação Capital e o Trabalho, agravando e agudizando assim as expressões da “questão social”.
As reflexões do Capitalismo Monopolista nas relações sociais são pífias, levando a sociedade e o mundo à barbárie, como por exemplo: 1ª e 2ª guerra mundial, a crise econômica, exploração de países periféricos, guerra do Vietnam, holocausto, nazismo, fascismo etc. O Estado tem como função na era Imperialista, ser apenas um “comitê executivo” da burguesia, atendendo e favorecendo sempre a esta. Nas suas contradições e dinâmicas a classe dominante captura o Estado, esse passa a ser seu (da burguesia) e busca através do jogo democrático, a falsa democracia para se legitimar politicamente e ideologicamente. Em suma podemos dizer que nesta sociedade, o Estado opera para dar condições necessárias à acumulação e à valorização do capital monopolista.         Conforme a ordem monopólica vai invadindo o universo dos indivíduos e da sociedade como um todo, surgem propostas para redefinições de características pessoais e como estratégias e terapias de ajustamento, partindo desse processo, o Serviço Social vai emergindo, e para atender as demandas daquela conjuntura, tinha uma atividade bastante funcionalista de “ajustar” o indivíduo ao meio.
O Serviço Social como profissão, está atrelado ao surgimento da “questão social”, orientado com condutas assistencialistas e filantrópicas, com um “alicerce” da doutrina social da Igreja Católica, ou seja, surge como resposta ao acirramento das contradições capitalistas em sua fase monopolista, para o “controle” da classe trabalhadora e a legitimação dos setores dominantes e do Estado. O serviço Social surge e se consolida com a ordem monopólica, estando relacionado também com as mazelas próprias à ordem burguesa. Sendo assim, esta profissão só  se torna compreensível e histórica no âmbito da sociedade burguesa, á altura do capitalismo monopolista.
A Política Social, um dos principais meios de intervenção nas expressões da “questão social”, sendo fruto da capacidade de mobilização e organização da classe operária e do conjunto de trabalhadores, que o Estado atende a demanda como estratégia também para reproduzir e manter o sistema atual, preservando e controlando a mercadoria mais preciosa para o modo de produção capitalista, que é a força de trabalho. É como se desse "com uma mão, para tirar com a outra". A Política Social pode ser entendida também como um acordo entre a burguesia e a classe operária, por que ao mesmo tempo em que atende necessidades imediatas da classe operária, ela fragmenta e fragiliza a organização da classe operária e legitima o Estado Burguês. E com a ideologia neoliberal, que só fortalece o sistema capitalista, a perspectiva de cupabilização do sujeito é cada vez mais utilizada, descartando a conjuntura e fragilidade do próprio sistema, que em sua contradição, produz riqueza excedente, porém esta fica concentrada e centralizada nas mãos de poucos, enquanto muitos ficam “as margens” do sistema.


REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Bernadete de Lourdes Figueiredo de. A Emersão e o Trato da “Questão Social”: do âmbito do privado a sua estatização. João Pessoa/PB: UFPB/ CCHLA/ DSS, 2007 (versão revisada)
MANDEL, Ernest. Introdução ao Marxismo. Tradução de Mariano Soares. Porto Alegre: Editora Movimento, 1982
NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.
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sexta-feira, janeiro 09, 2015

A tese do sincretismo | Resenha crítica da obra Capitalismo Monopolista e Serviço Social - José Paulo Netto

A tese do sincretismo

NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 2009. 5 ed.


Esse livro trata-se uma obra-prima obrigatória aos estudiosos das ciências humanas, do marxismo, e principalmente do Serviço Social. O consagrado José Paulo Netto neste livro que trata-se de parte da sua tese de doutorado (a outra parte está em Ditadura e Serviço Social) eleva a produção do conhecimento sobre o Serviço Social assim como avança em ideias fundamentais: o sincretismo (na prática, na ideologia e na "ciência"), do papel do Estado, do Capitalismo Monopolista, das políticas sociais e a sua relação com o Serviço Social, assim, trata-se de uma notável contribuição da tradição marxista que extrapola o próprio Serviço Social.


Na primeira parte do livro o autor faz críticas densas e radicais ao Estado e o capitalismo monopolista (Estado, capital interno e capital estrangeiro) que se desenvolve no mundo e no Brasil. Sem dúvidas, com as contribuições de Marx, Engels, Lenin e Lukács (este último do qual é um grande conhecedor, assim como Marx) a crítica ao Estado se torna uma ferramenta fundamental para compreender os marcos da sancionada atuação do Serviço Social na chamada "questão social" e dos próprios limites históricos e sociais da intervenção e de seu "tratamento".


A meu ver, como pertencente ao campo da economia política, a crítica ao Estado se torna um pouco parcial, embora verídica. Nesse sentido, acredito que as funções políticas e a relativa autonomia do Estado e seu impacto na vida concreta do ser social deveria ter sido explorado mais as contradições, principalmente se tivesse ocorrido mais mediações com o capitalismo brasileiro. 


Nesse sentido, destaco a contribuição de Gramsci (a partir das categorias revolução passiva, transformismo etc) e de Carlos Nelson Coutinho no seu polêmico artigo consagrado "A dualidade dos poderes", no qual problematiza algumas análises sobre o Estado, a partir do sue próprio desenvolvimento e ampliação no século XX, e assim no nosso caso, no século XXI. 

Nesse sentido, a contribuição de Nicos Poulantzas é a meu ver bem sintética e problematiza a questão, em que afirma que o Estado é comitê executivo da burguesia, mas não só isso, é também condensação material das forças em presença, assim em relação e “mais exatamente como a condensação material de uma relação de forças entre classes e frações de classe, tal como ele expressa, de maneira sempre específica, no seio do Estado” (1980: 47).

Na segunda parte, José Paulo Netto inicia a sua análise sobre o Serviço Social, a partir da sua tese central da estrutura sincrética dessa profissão. Sem dúvidas, assim como a primeira parte, se trata de uma parte bem densa do livro, no qual é preciso muito cuidado e atenção, inclusive nas diversas notas de roda pé.


A estrutura sincrética para o autor estaria assim em vários âmbitos da profissão, principalmente na prática indiferenciada e se expressaria também como sincretismo ideológico e sincretismo científico.Entre diversas problematizações, é notável a contribuição do autor no que tange a ligação do sincretismo com o ecletismo teórico.


Netto também traça a constituição do Serviço Social no âmbito da modernidade (positivismo e suas reticências) e mesmo da críticas anti-moderna de um dos pilares fundamentais na protoforma dessa instituição: a Igreja Católica. O autor assim analisa os fundamentos do Serviço Social norte-americano (personalismo) e do Serviço Social europeu (caldo restaurador e catolicismo social). Embora em ambas tenha particularidade fulcrais, é notório que em ambos, é perpassado pelo pensamento conservador, e não por acaso, ocorre, guardadas as proporções, amálgamas e simbioses.


De todo modo, principalmente no Brasil, o Serviço Social e a sua aproximação da teoria social de Marx podem significar, nesse época, uma possível ruptura com essa herança. Assim, o autor mesmo deixa claro, essa teoria difere das ciências sociais em si mesmas, recorrendo a Lukács na sua crítica a "decadência ideológica". 


Em suma, uma tese que mobiliza até os dias de hoje a reflexão sobre o Serviço Social mundial e brasileiro, e que de extrema importância para compreensão da realidade. De todo modo, é válido a contribuição crítica de Marilda Iamamoto sobre parte dessa tese em seu livro "Serviço Social em tempos de capital fetiche", no qual além de problematizar a tese de Netto, problematiza outras teses no âmbito do Serviço Social.


Acrescenta-se que a partir da terceira edição, o livro conta com um apêndice fantástico sobre a questão social, com 5 notas sintéticas e de grande riqueza de categorias.


Não copie esse artigo, plagiar é ilegal e é crime, além de pegar super mal, não é? Coloque a fonte, caso utilize:

GALDINO, S. B. A tese do sincretismo: resenha crítica da obra Capitalismo Monopolista e Serviço Social - José Paulo Netto. Disponível em: < http://plaggiado.blogspot.com.br/2015/01/a-tese-do-sincretismo-resenha-critica.html >  Acesso em: xdia  xmês e xano.

sábado, julho 24, 2010

Resumo sobre Capitalismo Monopolista e Serviço Social

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL





SERVIÇO SOCIAL E O CAPITALISMO DOS MONOPÓLIOS




ALINE CRISTINA LUCENA DOS SANTOS
MARIANNE LIMA PEREIRA
SHELLEN BATISTA GALDINO





João Pessoa/PB
JUN/2010




Trabalho apresentado à disciplina Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do Serviço Social II, sob orientação da Professora Nívia Cristiane Pereira, para obtenção de nota no curso de graduação de Serviço Social.

  


"Pensar o Serviço Social na contemporaneidade requer os olhos abertos para o mundo contemporâneo para decifrá-lo e participar da sua criação. Um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano. Nós assistentes sociais temos ousado sonhar, lutar, resistir e apostar na história, construindo o futuro no presente".
Marilda Vilela Iamamoto (1997)

SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO MONOPOLISTA


O Capitalismo dos Monopólios é a fase que sucede a fase do capitalismo concorrencial, nesta fase é necessária uma “exportação dos capitais”. Neste, ocorre a centralização e concentração ainda maior do capital. Aumentando a exploração, alienação, o “exército industrial de reserva”, a desigualdade e exclusão social. Esta época é a de agudizamento de todas as contradições inerentes ao sistema: contradições entre a relação Capital e o Trabalho, agravando e agudizando assim as expressões da “questão social”.
As reflexões do Capitalismo Monopolista nas relações sociais são pífias, levando a sociedade e o mundo à barbárie, como por exemplo: 1ª e 2ª guerra mundial, a crise econômica, exploração de países periféricos, guerra do Vietnam, holocausto, nazismo, fascismo etc. O Estado tem como função na era Imperialista, ser apenas um “comitê executivo” da burguesia, atendendo e favorecendo sempre a esta. Nas suas contradições e dinâmicas a classe dominante captura o Estado, esse passa a ser seu (da burguesia) e busca através do jogo democrático, a falsa democracia para se legitimar politicamente e ideologicamente. Em suma podemos dizer que nesta sociedade, o Estado opera para dar condições necessárias à acumulação e à valorização do capital monopolista.         Conforme a ordem monopólica vai invadindo o universo dos indivíduos e da sociedade como um todo, surgem propostas para redefinições de características pessoais e como estratégias e terapias de ajustamento, partindo desse processo, o Serviço Social vai emergindo, e para atender as demandas daquela conjuntura, tinha uma atividade bastante funcionalista de “ajustar” o indivíduo ao meio.
O Serviço Social como profissão, está atrelado ao surgimento da “questão social”, orientado com condutas assistencialistas e filantrópicas, com um “alicerce” da doutrina social da Igreja Católica, ou seja, surge como resposta ao acirramento das contradições capitalistas em sua fase monopolista, para o “controle” da classe trabalhadora e a legitimação dos setores dominantes e do Estado. O serviço Social surge e se consolida com a ordem monopólica, estando relacionado também com as mazelas próprias à ordem burguesa. Sendo assim, esta profissão só  se torna compreensível e histórica no âmbito da sociedade burguesa, á altura do capitalismo monopolista.
A Política Social, um dos principais meios de intervenção nas expressões da “questão social”, sendo fruto da capacidade de mobilização e organização da classe operária e do conjunto de trabalhadores, que o Estado atende a demanda como estratégia também para reproduzir e manter o sistema atual, preservando e controlando a mercadoria mais preciosa para o modo de produção capitalista, que é a força de trabalho. É como se desse "com uma mão, para tirar com a outra". A Política Social pode ser entendida também como um acordo entre a burguesia e a classe operária, por que ao mesmo tempo em que atende necessidades imediatas da classe operária, ela fragmenta e fragiliza a organização da classe operária e legitima o Estado Burguês. E com a ideologia neoliberal, que só fortalece o sistema capitalista, a perspectiva de cupabilização do sujeito é cada vez mais utilizada, descartando a conjuntura e fragilidade do próprio sistema, que em sua contradição, produz riqueza excedente, porém esta fica concentrada e centralizada nas mãos de poucos, enquanto muitos ficam “as margens” do sistema.


REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Bernadete de Lourdes Figueiredo de. A Emersão e o Trato da “Questão Social”: do âmbito do privado a sua estatização. João Pessoa/PB: UFPB/ CCHLA/ DSS, 2007 (versão revisada)
MANDEL, Ernest. Introdução ao Marxismo. Tradução de Mariano Soares. Porto Alegre: Editora Movimento, 1982
NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.