"Não gosto de Política" "Política e religião não se descute"... É muito comum ouvirmos em nosso dia-a-dia frases como essas ditas por pessoas de origens diferentes. De modo geral, elas refletem a imagem que muitos brasileiros têm da política: que se trata de algo desinteressante, inútil, fora do nosso alcance e sempre aberto à corrupção.
Será que política pode se resumir ou reduzir a isso? E nós devemos manter distância dela? Temos realmente de deixar essa atividade nas mãos de políticos profissionais?
Como fica nossa participação no processo de tomada de decisões, processo que está na essência mesma da política?
A sociedade em que vivemos é bastate diversificada e está longe de ser homogênea. Nem sempre os anseios de um grupo social coincidem com os de outros. Muitas vezes eles sao divergentes, contraditórios ou mesmo antagônicos. Como definir qual deve prevalever? Foi pensando em questões como essas que o ser humano inventou a política. Por meio delas, as pessoas ou seus representantes discutem ideias, expõe argumentos e decidem que propostas dever ser postas em práticas, prevalecendo a maioria. Nesse processo, os grupos mais articulados e coesos, ou aqueles que dispõe de mais recursos, contamvcom maiores possibilidades de fazer aprovar suas proostas.
Um exemplo atual de articulação de grupos e movimentos sociais é pela concretização do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 - PNDH 3 - sofrendo alta pressão da Igreja, dos grandes latifundiários, militares e toda a elite conservadora, os movimentos sociais se uniram, entre eles o Movimento Feminista, que luta pela legalização do aborto; O MST, que luta pela Reforma Agrária tão almejada; os torturados na Ditatura Militar e os que tem parentes desaparecidos pela a espera abertura dos documentos que depois de 46 anos são guardados a sete chaves; e o mivmento dos direitos humanos pelo respeito da mídia a todos, lutando contra o preconceito. Cada um lutando por seu direito seria mais demorado a concretização, e se chegasse a acontecer, mas todos lutado por um objetivo, ganham mais força.
Em 2 de março de 2005. Deficientes físicos em cadeiras de rodas comemoram a aprovação de projeto legalizando as pesquisas com célula-tronco, num claro exemplo de participação de grupos sociais no processo político para fazer valer seus direitos.
Os textos a seguir discutemb a questão da participação política. O primeiro é da professora de filosofia Marilena Chauí. O outro é um poema de Bertolt Brecht (1898 - 1956), um dos mais importantes escritores alemães do século XX.
APATIA SOCIAL E POLÍTICA
As pessoas que (...) não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho político e afastam-se de tudo quanto atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto que a política existente continue como é. O paradoxo, portanto, está em que, ao recusar a política, a apatia social também é uma forma de fazer política, ainda que de forma passiva.
(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 13 ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 348.)
O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe. da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões de políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgula e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menos abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e locaio das empresas nacionais e multinacionais.
(Bertolt Brecht)
Mostrando postagens com marcador De boca em boca.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador De boca em boca.... Mostrar todas as postagens
sábado, abril 10, 2010
terça-feira, fevereiro 23, 2010
O preconceito está em nós
O preconceito é uma característica presente em todos nós, pois olhamos o mundo a partir de nossos valores e crenças. Conceitos historicamente estabelecidos nos levam a esquecer que cada pessoa tem sua própria identidade, sendo difícil aceitar as diferenças, mesmo em relação as pessoas que mais amamos.
Qual a primeira coisa que passa pela cabeça de uma pai ou uma mãe quando descobre que tem um filho ou uma filha homossexual? Grande parte dos pais e mães ficam apavorados, é uma "paulada", porque o preconceito está enraizado na sociedade. Sendo este preconceito não só quanto a diversidade sexual, mas também racial, religiosa, social, econômica, tudo! Inclusive muitos homossexuais tem preconceito, unas mais e outros menos.
A Parada GLBT existe há cerca de 12 anos, e geralmente a parada tem um efeito contrário ao que a militância deseja. Muita gente acha que o que tem na Parada é safadeza, uma sem-vergonhice e que não deve nem existir.
Muitos homossexuais assumidos e "aceitos", quando falam sobre seu parceiro(a) com amigos, colegas, família, sente algo "errado", isso é nada mais que o preconceito introjetado, e se isso acontece com os "assumido" e "aceitos", imagine aos que não são!
Falar de sexualidade é reconhecer que as diferenças existem, e que não há formas melhores ou piores de vivenciá-las. Falar de sexualidade é falar de diversidade.
E em pleno século XXI, adolescentes, garotos e garotas, têm que lutar contra o preconceito da sociedade, e principalmente da própria família. E algumas pesquisas comprovam que a maioria dos pais e mães não aceitam os filhos e filhas como homossexuais, mas sim há um sentimento de conformismo.
Aqui vai a dica de alguns sites interessantes:
• Alguém para conversar, o E-Jovem, é um espaço de discussão e troca de experiências entre homossexuais, recebe mais de mil visitas diárias. ---> http://www.e-jovem.com/
• X-teens: http://www.xteens.com.br/
• Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP: http://www.paradasp.org.br/
Jvens Ativistas - Grupo JA! --> www.orkut.com/Community.aspx?cmm=902321
Qual a primeira coisa que passa pela cabeça de uma pai ou uma mãe quando descobre que tem um filho ou uma filha homossexual? Grande parte dos pais e mães ficam apavorados, é uma "paulada", porque o preconceito está enraizado na sociedade. Sendo este preconceito não só quanto a diversidade sexual, mas também racial, religiosa, social, econômica, tudo! Inclusive muitos homossexuais tem preconceito, unas mais e outros menos.
A Parada GLBT existe há cerca de 12 anos, e geralmente a parada tem um efeito contrário ao que a militância deseja. Muita gente acha que o que tem na Parada é safadeza, uma sem-vergonhice e que não deve nem existir.
Muitos homossexuais assumidos e "aceitos", quando falam sobre seu parceiro(a) com amigos, colegas, família, sente algo "errado", isso é nada mais que o preconceito introjetado, e se isso acontece com os "assumido" e "aceitos", imagine aos que não são!
Falar de sexualidade é reconhecer que as diferenças existem, e que não há formas melhores ou piores de vivenciá-las. Falar de sexualidade é falar de diversidade.
E em pleno século XXI, adolescentes, garotos e garotas, têm que lutar contra o preconceito da sociedade, e principalmente da própria família. E algumas pesquisas comprovam que a maioria dos pais e mães não aceitam os filhos e filhas como homossexuais, mas sim há um sentimento de conformismo.
Aqui vai a dica de alguns sites interessantes:
• Alguém para conversar, o E-Jovem, é um espaço de discussão e troca de experiências entre homossexuais, recebe mais de mil visitas diárias. ---> http://www.e-jovem.com/
• X-teens: http://www.xteens.com.br/
• Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP: http://www.paradasp.org.br/
Jvens Ativistas - Grupo JA! --> www.orkut.com/Community.aspx?cmm=902321
América Latina e os desafios da esquerda revolucionária
Camilo Moreno, para o Rebelión
Para nós, não se trata de reformar a propriedade privada, mas de aboli-la; não se trata
de disfarçar os antagonismos de classe, mas de abolir as classes; não se trata de
melhorar a sociedade existente, mas de estabelecer uma nova...
Nosso grito de guerra tem de ser sempre: a revolução permanente!
K. Marx. Mensagem à Liga Comunista, 1850.
“Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem
marxista, as velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um
chamado ao "realismo", ou a construir um "capitalismo nacional", abandonam na
prática o projeto estratégico da revolução a longo prazo e terminam, em última
instância, sendo funcionais à reconstrução da hegemonia capitalista.”
Introdução:
Muitos líderes e analistas de esquerda cometem um grave erro de percepção ao
supervalorizar as mudanças políticas ocorridas na América Latina nos últimos anos. Suas
explicações vão desde aquelas que percebem os triunfos eleitorais da centroesquerda como
"avanços revolucionários", até as que, menos otimistas, afirmam entretanto que a América
Latina oferece novas oportunidades para transformar profundamente as relações de
dependência e miséria privilegiando a via institucional e aproveitando "as portas que se
abriram" desde a democracia burguesa. Isso traz como consequência a subvalorização da
importância da luta extrainstitucional e antissistêmica, da mobilização e organização popular e
da criação de poder alternativo local.
O complexo e contraditório processo que vive a América Latina desde muitos anos requer, no
entanto, análises mais abrangentes para não se deixar enganar pelas ilusões que, ainda que
fazendo chamados à mobilização de massas, coloca a luta eleitoral privilegiadamente como o
único caminho possível e "sensato" para a esquerda.
A esquerda revolucionária tem como desafios aplicar estratégias capazes de construir
verdadeiras alternativas de poder e recuperar a mobilização de massas em decadência. Isto
passa por reconhecer, para além dos triunfalismos, algo que já hoje é evidente: o refluxo da
mobilização social na América Latina e o ressurgir da direita.
Crise do neoliberalismo no início do século e triunfo eleitoral de centroesquerda:
Depois da contraofensiva neoliberal dos anos 90, ao fim da década e início do século, sua
derrota no plano econômico desacreditou a direita tradicional, criou comoções sociais e
produziu uma crise que derrocou vários governos da região por via da mobilização popular: a
revolta derrubou três presidentes no Equador, vários na Argentina e dois na Bolívia. Os
movimentos sociais foram os grandes protagonistas das jornadas rebeldes que deixaram
dezenas de mortos como saldo e puseram temporariamente em xeque a institucionalização
dominante. Indígenas, camponeses, cocaleros, trabalhadores mineiros, piqueteros e massas
urbanas empobrecidas desenvolveram jornadas de protesto social demonstrando em certos
países grande capacidade de ação e vontade de sacrifício.
As revoltas desataram uma crise de institucionalidade que, no entanto, não conseguiu ser
capitalizada pelos movimentos sociais para criar verdadeiras alternativas de poder.
Ainda que de maneira desigual, a crise e os protestos permitiram em certos casos a chegada
ao governo de candidatos de centroesquerda que capitalizaram a revolta social para substituir
a direita tradicional (Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Equador). Em outros casos surgiram
líderes dos próprios movimentos sociais (Bolívia), e um militar bolivariano que obteve
popularidade por encabeçar um golpe fracassado a um governo corrupto de direita (Venezuela).
Apesar dos matizes (não é o mesmo Venezuela, Bolívia e Equador que o resto da região do cone sul) nenhum dos governos de centroesquerda na região conseguiu desenvolver ou consolidar mudanças estruturais profundas, nem apresentar alternativas reais ao projeto neoliberal. Venezuela é uma notável exceção neste caso, cujo processo revolucionário ainda tem imensos desafios pela frente, e onde seguramente a ação decidida das organizações de base classistas será um fator decisivo no aprofundamento dos avanços.
Os governos de centroesquerda encaminharam a rebeldia popular por vias institucionais,
fizeram um chamado ao "comedimento" e não aproveitaram a capacidade de mobilização
para desenvolver poder alternativo real. Com discurso progressista, estes governos, na
maioria dos casos, desmobilizaram os movimentos sociais, apagaram vários de seus líderes
minando a autonomia e capacidade de resposta destes, ao mesmo tempo em que nomearam
para postos chaves dos ministérios neoliberais ortodoxos para conseguir um equilíbrio de poder e garantir assim a governabilidade.
Política exterior e distanciamento dos EUA: Máscara antiimperialista, fundo neoliberal
Muitas análises de esquerda se concentram na oposição que os novos governos de
centroesquerda fazem à hegemonia Estadunidense: o rechaço à ALCA principalmente é tido
como uma mostra do caráter antiimperialista dos mesmos. Excluindo Cuba e Venezuela, e
ainda que em alguns casos, o rechaço ao estabelecimento ou continuidade das bases
estadunidenses seja uma mostra de dignidade nacional, o distanciamento das políticas
estadunidenses responde melhor a um contexto interno e externo que vale a pena analisar (sobretudo nos países do cone sul): Neste plano externo a diversificação dos mercados internacionais e a alta nos preços das matérias primas no início do século permitiram certa flexibilidade e capacidade de manobra dos governos e subtraíram importância às políticas do FMI e do Banco Mundial; isto criou as condições no plano interno para o surgimento de uma classe agromineradora exportadora local e estrangeira que aproveitou os altos preços das matérias primas para buscar maiores vantagens em outros mercados. Esta classe domina as finanças, exerce pressão sobre os estados, e exige, ao mesmo tempo, junto aos gabinetes de governo, maior liberalização do mercado estadunidense (oposição à ALCA). Na maioria dos casos não se explica, em última análise, uma oposição ao neoliberalismo, mas melhores relações de mercado, mais competitivas e menos unilaterais por parte dos EUA.
Isto evidentemente debilita a política estadunidense acostumada ao saque incondicional e a
ter clientes totalmente submissos aos seus desígnios. Estes governos buscam e firmam
tratados de livre comércio com outras nações mais favoráveis à entrada de seus produtos
(União Européia, países Asiáticos e comércio local e regional). No entanto, ao mesmo tempo
se avança pouco em um projeto verdadeiro de integração solidária (ALBA) e desenvolvimento endógeno.
Fortalecimento da direita, debilitação dos movimentos sociais
Na maioria dos países onde triunfou eleitoralmente a centroesquerda, esta teve que buscar
alianças para conseguir governabilidade. A reprimarização da economia levou estes governos
a basearem sua política econômica na consolidação do setor agrominerador do qual
obtinham grandes dividendos e que lhes permitiam levar a cabo programas sociais tendentesa superar a crise social do início do século. O equilíbrio de poder constituído pela
centroesquerda baseado em suas alianças com os grandes produtores e exportadores
agromineradores e setores financeiros por um lado, e a base eleitoral composta pela classe
trabalhadora urbana e rural de classe média e baixa pelo outro, terminou por deslocar a
correlação de forças rumo à direita agromineradora com muita influência na economia.
A incapacidade para adiantar mudanças estruturais profundas, para modificar as relações de
propriedade da terra, para organizar efetivamente o movimento popular como motor
estratégico de mudança, trouxe como resultado uma debilitação da centroesquerda e um
fortalecimento crescente da direita, agora na ofensiva. Os movimentos sociais se debilitaram,
perderam influência e em alguns casos militantes.
Em resumo, os governos de centroesquerda, por falta de vontade ou incapacidade,
adiantaram uma "revolução passiva" funcional à sobrevivência do sistema capitalista cuja
crise orgânica no início do século era evidente. Isto é, com consignas progressistas
ressignificadas (mudando algo, para que nada mude), administraram a crise neoliberal,
aceitaram as engrenagens do sistema, e devolveram a legitimidade às instituições. Em última
instância, conscientes ou não, reconstruíram a hegemonia dominante e abriram espaço para
o ressurgimento de direitas.
A direita retoma a ofensiva
Ao contrário da esquerda tradicional que somente se mobiliza em tempos de campanha
eleitoral e privilegia a luta parlamentar, a direita em mudança, com seus grandes recursos,
utiliza todos os meios ao seu alcance para recuperar sua hegemonia. Em todos os países
controla os grandes meios de comunicação que desenvolvem fenômenos midiáticos pró
fascistas (Colômbia), campanhas de descrédito multimilionários (Venezuela, Equador); tem
desenvolvido projetos separatistas (Bolívia) onde a oligarquia agromineradora controla várias
províncias ricas em recursos; tem promovido iguais projetos no estado de Zulia (Venezuela),
com a infiltração crescente de grupos paramilitares colombianos, e em Guayaquil (Equador).
No Brasil, a oligarquia agroexportadora, os imensos investimentos estrangeiros em
megaprojetos de agrocombustíveis e exportação agrícola, com a cumplicidade do governo,
têm forçado o êxodo de milhares de camponeses, debilitado e perseguido aos Sem Terra
(MST) e desmatado milhões de hectares. Na Argentina, a oligarquia agrária tem mobilizado
milhares de pessoas em uma paralisação que buscava concessões sobre os impostos de
exportação governamentais.
Mesmo assim, a direita tem conseguido constituir uma base social forte em vários países e
tem combinado a luta parlamentar com a mobilização das ruas de maneira efetiva. Tem
utilizado a mobilização massiva para consolidar projetos de ultradireita (Colômbia), avançar
sobre campanhas contra as políticas progressistas (referendo na Venezuela), bloquear
estradas e parar a economia (Argentina) e consolidar projetos separatistas (Bolívia).
Na maioria dos países a embaixada estadunidense e agências como a National Endowment
for Democracy (NED, Fundação Nacional para a Democracia em português) têm gastado
milhares de dólares para financiar partidos de oposição, dar assessoria sobre propaganda
eleitoral, promover candidatos de direita e desestabilizar governos adversários de seus
interesses, ao mesmo tempo em que reativam a IV Frota e dão milhões de dólares em ajuda
militar a governos terroristas como o colombiano.
Da mesma forma, a direita tem promovido a violência das ruas e o terrorismo em vários
países. Tem criado grupos de choque para fustigar simpatizantes do governo central na
Bolívia e Venezuela, grupos armados privados para retirar de seus lugares camponeses no
Brasil e Colômbia, e consolidar assim megaprojetos agromineradores e energéticos.
O mito do reformismo: Novas roupagens, velhas ilusões
Ao contrário do que sucedeu com a socialdemocracia européia de finais do século XIX e das
primeiras seis décadas do século XX, em países beneficiados por um desenvolvimento
econômico, político e social capitalista baseado na exploração colonial e neocolonial, que lhes
permitiu acumular excedentes e redistribuir uma parte deles entre os grupos sociais
subalternos, na América Latina a transnacionalização e desregularização das economias, sua
crescente dependência no que diz respeito ao capital financeiro internacional, e à Nova
Ordem Mundial imposta, criou um mecanismo de segurança que restringia ainda mais aos
governantes a tomada de decisões de maneira autônoma ou o desenvolvimento de projetos
de reforma progressista. Assim mesmo, depois da pacificação e a derrota política sofrida pela
esquerda nas décadas anteriores, onde se instauraram ditaduras de "segurança nacional" e o
imperialismo usou a intervenção direta e a luta contrainsurgente para destruir os movimentos
revolucionários dos anos sessenta, setenta, abriu-se nos noventa um cenário onde o
imperialismo reconstruiu a hegemonia burguesa, instaurando a "democracia neoliberal" como
forma única de governo na região.
Desta maneira, o imperialismo pode "tolerar" certos governos de centroesquerda, sempre e
quando respeitem as regras do jogo, posto que pode garantir que, ainda que nas urnas se
vote por um candidato de esquerda, a economia sempre estará sujeita às políticas de
mercado. Isto restringe enormemente as possibilidades de levar a cabo reformas
progressistas na região. Os governos de centroesquerda têm enorme dificuldade para
implementar mudanças de fundo, redistribuição de terras e em poucos casos
renacionalização de empresas. As elites agromineradoras se negam a compartilhar ou
redistribuir seus enormes dividendos obtidos dos altos preços das matérias primas e
pressionam os governos para desregulamentar a economia e aprofundar o neoliberalismo. Ao
mesmo tempo, o imperialismo segue desenvolvendo uma política contrainsurgente na
Colômbia e ameaçando com uma intervenção na Venezuela, onde a recuperação da empresa
estatal petroleira tem permitido ao governo levar a cabo projetos alternativos "intoleráveis"
para os poderosos.
Em resumo, nem hoje, nem nunca, existiram as condições para adiantar na América Latina
um projeto reformista equiparável ao da socialdemocracia européia (nem sequer na etapa
desenvolvimentista da metade do século passado). Mais ainda, reformas progressistas
básicas de hoje se chocam com o obstáculo da hegemonia neoliberal.
Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem marxista, as
velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um chamado ao "realismo", ou
a construir um "capitalismo nacional", abandonam na prática o projeto estratégico da
revolução a longo prazo e terminam, em última instância, sendo funcionais à reconstrução da
hegemonia capitalista.
Os desafios da esquerda revolucionária: construção de poder alternativo, luta pela hegemonia socialista
A relação entre a estratégia e a tática políticas tem sido sempre um problema queem gerado
debates na esquerda através da história. No entanto, a história mesmo tem demonstrado que
os movimentos políticos de esquerda exitosos têm conseguido perceber os momentos táticos
em sua relação dialética com o objetivo estratégico (sem nunca perdê-lo de vista); têm
presente sempre a categoria de totalidade na hora de analisar as tarefas políticas imediatas;
têm percebido, para além dos fenômenos superficiais do momento, os aspectos gerais de
tendência de uma época, e têm se preocupado em todos os casos em incentivar a iniciativa
política direta do campo popular como motor de transformação revolucionária.
Na prática, no entanto, muitos movimentos políticos se perdem nas tarefas do dia a dia, caem
na rotina, tendem a desligar-se dos movimentos sociais, e pouco a pouco se deixam arrastar
pela chantagem institucional.
Se a esquerda revolucionária se caracteriza por difundir o socialismo como a alternativa
política a ser conquistada pelo campo popular, por apresentar a luta pelo poder como o
objetivo estratégico a alcançar, na maioria dos casos, entretanto, essa estratégia prática se
dilui de fato. Por exemplo, se um objetivo primordial para avançar sobre o projeto
revolucionário é conseguir uma abertura democrática nacional, a esquerda se perde nas
tarefas mais ou menos imediatas da luta eleitoral-parlamentar ou nas coalizões eleitorais; não
as percebe na prática como um momento tático, ainda que importante em certos casos,
sempre dependente de uma totalidade mais abrangente da luta social: descuida ou abandona
a criação de poder alternativo extrainstitucional, a organização e mobilização popular, e em
última análise, a luta antissistêmica e a organização revolucionária.
Desde a institucionalidade burguesa é impossível construir uma contra-hegemonia socialista.
Ainda que, tal como o percebia Gramsci, os espaços da democracia burguesa sejam um
campo de batalha que podem permitir ganhar certas posições ("guerra de posições"), a
criação e consolidação de uma hegemonia socialista se desenvolvem principalmente a partir
da organização e da luta social.
A educação e organização política de base, o impulso e reconstrução dos movimentos
sociais, a articulação das lutas parciais rumo aos objetivos comuns, a luta pela hegemonia, o
desenvolvimento de poder dual (poder local alternativo que dispute o poder com a burguesia)
e a relação indissolúvel entre dirigentes e movimentos sociais serão fatores decisivos que
permitirão sacudir a correlação de forças a favor do campo popular e consolidar projetos
alternativos duradouros.
Na atualidade, os crescentes custos no nível de vida da população, a crise alimentar produto
dos nefastos projetos de agrocombustíveis, a crise mundial capitalista e o crescente
descontentamento popular são condições que possibilitam retomar a ofensiva, sempre e
quando a esquerda revolucionária seja capaz de organizar o campo popular, para além da
luta eleitoral, e de impulsionar a rebeldia rumo à luta pelo socialismo.
(Traduzido por Roberta Moratori)
Para nós, não se trata de reformar a propriedade privada, mas de aboli-la; não se trata
de disfarçar os antagonismos de classe, mas de abolir as classes; não se trata de
melhorar a sociedade existente, mas de estabelecer uma nova...
Nosso grito de guerra tem de ser sempre: a revolução permanente!
K. Marx. Mensagem à Liga Comunista, 1850.
“Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem
marxista, as velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um
chamado ao "realismo", ou a construir um "capitalismo nacional", abandonam na
prática o projeto estratégico da revolução a longo prazo e terminam, em última
instância, sendo funcionais à reconstrução da hegemonia capitalista.”
Introdução:
Muitos líderes e analistas de esquerda cometem um grave erro de percepção ao
supervalorizar as mudanças políticas ocorridas na América Latina nos últimos anos. Suas
explicações vão desde aquelas que percebem os triunfos eleitorais da centroesquerda como
"avanços revolucionários", até as que, menos otimistas, afirmam entretanto que a América
Latina oferece novas oportunidades para transformar profundamente as relações de
dependência e miséria privilegiando a via institucional e aproveitando "as portas que se
abriram" desde a democracia burguesa. Isso traz como consequência a subvalorização da
importância da luta extrainstitucional e antissistêmica, da mobilização e organização popular e
da criação de poder alternativo local.
O complexo e contraditório processo que vive a América Latina desde muitos anos requer, no
entanto, análises mais abrangentes para não se deixar enganar pelas ilusões que, ainda que
fazendo chamados à mobilização de massas, coloca a luta eleitoral privilegiadamente como o
único caminho possível e "sensato" para a esquerda.
A esquerda revolucionária tem como desafios aplicar estratégias capazes de construir
verdadeiras alternativas de poder e recuperar a mobilização de massas em decadência. Isto
passa por reconhecer, para além dos triunfalismos, algo que já hoje é evidente: o refluxo da
mobilização social na América Latina e o ressurgir da direita.
Crise do neoliberalismo no início do século e triunfo eleitoral de centroesquerda:
Depois da contraofensiva neoliberal dos anos 90, ao fim da década e início do século, sua
derrota no plano econômico desacreditou a direita tradicional, criou comoções sociais e
produziu uma crise que derrocou vários governos da região por via da mobilização popular: a
revolta derrubou três presidentes no Equador, vários na Argentina e dois na Bolívia. Os
movimentos sociais foram os grandes protagonistas das jornadas rebeldes que deixaram
dezenas de mortos como saldo e puseram temporariamente em xeque a institucionalização
dominante. Indígenas, camponeses, cocaleros, trabalhadores mineiros, piqueteros e massas
urbanas empobrecidas desenvolveram jornadas de protesto social demonstrando em certos
países grande capacidade de ação e vontade de sacrifício.
As revoltas desataram uma crise de institucionalidade que, no entanto, não conseguiu ser
capitalizada pelos movimentos sociais para criar verdadeiras alternativas de poder.
Ainda que de maneira desigual, a crise e os protestos permitiram em certos casos a chegada
ao governo de candidatos de centroesquerda que capitalizaram a revolta social para substituir
a direita tradicional (Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Equador). Em outros casos surgiram
líderes dos próprios movimentos sociais (Bolívia), e um militar bolivariano que obteve
popularidade por encabeçar um golpe fracassado a um governo corrupto de direita (Venezuela).
Apesar dos matizes (não é o mesmo Venezuela, Bolívia e Equador que o resto da região do cone sul) nenhum dos governos de centroesquerda na região conseguiu desenvolver ou consolidar mudanças estruturais profundas, nem apresentar alternativas reais ao projeto neoliberal. Venezuela é uma notável exceção neste caso, cujo processo revolucionário ainda tem imensos desafios pela frente, e onde seguramente a ação decidida das organizações de base classistas será um fator decisivo no aprofundamento dos avanços.
Os governos de centroesquerda encaminharam a rebeldia popular por vias institucionais,
fizeram um chamado ao "comedimento" e não aproveitaram a capacidade de mobilização
para desenvolver poder alternativo real. Com discurso progressista, estes governos, na
maioria dos casos, desmobilizaram os movimentos sociais, apagaram vários de seus líderes
minando a autonomia e capacidade de resposta destes, ao mesmo tempo em que nomearam
para postos chaves dos ministérios neoliberais ortodoxos para conseguir um equilíbrio de poder e garantir assim a governabilidade.
Política exterior e distanciamento dos EUA: Máscara antiimperialista, fundo neoliberal
Muitas análises de esquerda se concentram na oposição que os novos governos de
centroesquerda fazem à hegemonia Estadunidense: o rechaço à ALCA principalmente é tido
como uma mostra do caráter antiimperialista dos mesmos. Excluindo Cuba e Venezuela, e
ainda que em alguns casos, o rechaço ao estabelecimento ou continuidade das bases
estadunidenses seja uma mostra de dignidade nacional, o distanciamento das políticas
estadunidenses responde melhor a um contexto interno e externo que vale a pena analisar (sobretudo nos países do cone sul): Neste plano externo a diversificação dos mercados internacionais e a alta nos preços das matérias primas no início do século permitiram certa flexibilidade e capacidade de manobra dos governos e subtraíram importância às políticas do FMI e do Banco Mundial; isto criou as condições no plano interno para o surgimento de uma classe agromineradora exportadora local e estrangeira que aproveitou os altos preços das matérias primas para buscar maiores vantagens em outros mercados. Esta classe domina as finanças, exerce pressão sobre os estados, e exige, ao mesmo tempo, junto aos gabinetes de governo, maior liberalização do mercado estadunidense (oposição à ALCA). Na maioria dos casos não se explica, em última análise, uma oposição ao neoliberalismo, mas melhores relações de mercado, mais competitivas e menos unilaterais por parte dos EUA.
Isto evidentemente debilita a política estadunidense acostumada ao saque incondicional e a
ter clientes totalmente submissos aos seus desígnios. Estes governos buscam e firmam
tratados de livre comércio com outras nações mais favoráveis à entrada de seus produtos
(União Européia, países Asiáticos e comércio local e regional). No entanto, ao mesmo tempo
se avança pouco em um projeto verdadeiro de integração solidária (ALBA) e desenvolvimento endógeno.
Fortalecimento da direita, debilitação dos movimentos sociais
Na maioria dos países onde triunfou eleitoralmente a centroesquerda, esta teve que buscar
alianças para conseguir governabilidade. A reprimarização da economia levou estes governos
a basearem sua política econômica na consolidação do setor agrominerador do qual
obtinham grandes dividendos e que lhes permitiam levar a cabo programas sociais tendentesa superar a crise social do início do século. O equilíbrio de poder constituído pela
centroesquerda baseado em suas alianças com os grandes produtores e exportadores
agromineradores e setores financeiros por um lado, e a base eleitoral composta pela classe
trabalhadora urbana e rural de classe média e baixa pelo outro, terminou por deslocar a
correlação de forças rumo à direita agromineradora com muita influência na economia.
A incapacidade para adiantar mudanças estruturais profundas, para modificar as relações de
propriedade da terra, para organizar efetivamente o movimento popular como motor
estratégico de mudança, trouxe como resultado uma debilitação da centroesquerda e um
fortalecimento crescente da direita, agora na ofensiva. Os movimentos sociais se debilitaram,
perderam influência e em alguns casos militantes.
Em resumo, os governos de centroesquerda, por falta de vontade ou incapacidade,
adiantaram uma "revolução passiva" funcional à sobrevivência do sistema capitalista cuja
crise orgânica no início do século era evidente. Isto é, com consignas progressistas
ressignificadas (mudando algo, para que nada mude), administraram a crise neoliberal,
aceitaram as engrenagens do sistema, e devolveram a legitimidade às instituições. Em última
instância, conscientes ou não, reconstruíram a hegemonia dominante e abriram espaço para
o ressurgimento de direitas.
A direita retoma a ofensiva
Ao contrário da esquerda tradicional que somente se mobiliza em tempos de campanha
eleitoral e privilegia a luta parlamentar, a direita em mudança, com seus grandes recursos,
utiliza todos os meios ao seu alcance para recuperar sua hegemonia. Em todos os países
controla os grandes meios de comunicação que desenvolvem fenômenos midiáticos pró
fascistas (Colômbia), campanhas de descrédito multimilionários (Venezuela, Equador); tem
desenvolvido projetos separatistas (Bolívia) onde a oligarquia agromineradora controla várias
províncias ricas em recursos; tem promovido iguais projetos no estado de Zulia (Venezuela),
com a infiltração crescente de grupos paramilitares colombianos, e em Guayaquil (Equador).
No Brasil, a oligarquia agroexportadora, os imensos investimentos estrangeiros em
megaprojetos de agrocombustíveis e exportação agrícola, com a cumplicidade do governo,
têm forçado o êxodo de milhares de camponeses, debilitado e perseguido aos Sem Terra
(MST) e desmatado milhões de hectares. Na Argentina, a oligarquia agrária tem mobilizado
milhares de pessoas em uma paralisação que buscava concessões sobre os impostos de
exportação governamentais.
Mesmo assim, a direita tem conseguido constituir uma base social forte em vários países e
tem combinado a luta parlamentar com a mobilização das ruas de maneira efetiva. Tem
utilizado a mobilização massiva para consolidar projetos de ultradireita (Colômbia), avançar
sobre campanhas contra as políticas progressistas (referendo na Venezuela), bloquear
estradas e parar a economia (Argentina) e consolidar projetos separatistas (Bolívia).
Na maioria dos países a embaixada estadunidense e agências como a National Endowment
for Democracy (NED, Fundação Nacional para a Democracia em português) têm gastado
milhares de dólares para financiar partidos de oposição, dar assessoria sobre propaganda
eleitoral, promover candidatos de direita e desestabilizar governos adversários de seus
interesses, ao mesmo tempo em que reativam a IV Frota e dão milhões de dólares em ajuda
militar a governos terroristas como o colombiano.
Da mesma forma, a direita tem promovido a violência das ruas e o terrorismo em vários
países. Tem criado grupos de choque para fustigar simpatizantes do governo central na
Bolívia e Venezuela, grupos armados privados para retirar de seus lugares camponeses no
Brasil e Colômbia, e consolidar assim megaprojetos agromineradores e energéticos.
O mito do reformismo: Novas roupagens, velhas ilusões
Ao contrário do que sucedeu com a socialdemocracia européia de finais do século XIX e das
primeiras seis décadas do século XX, em países beneficiados por um desenvolvimento
econômico, político e social capitalista baseado na exploração colonial e neocolonial, que lhes
permitiu acumular excedentes e redistribuir uma parte deles entre os grupos sociais
subalternos, na América Latina a transnacionalização e desregularização das economias, sua
crescente dependência no que diz respeito ao capital financeiro internacional, e à Nova
Ordem Mundial imposta, criou um mecanismo de segurança que restringia ainda mais aos
governantes a tomada de decisões de maneira autônoma ou o desenvolvimento de projetos
de reforma progressista. Assim mesmo, depois da pacificação e a derrota política sofrida pela
esquerda nas décadas anteriores, onde se instauraram ditaduras de "segurança nacional" e o
imperialismo usou a intervenção direta e a luta contrainsurgente para destruir os movimentos
revolucionários dos anos sessenta, setenta, abriu-se nos noventa um cenário onde o
imperialismo reconstruiu a hegemonia burguesa, instaurando a "democracia neoliberal" como
forma única de governo na região.
Desta maneira, o imperialismo pode "tolerar" certos governos de centroesquerda, sempre e
quando respeitem as regras do jogo, posto que pode garantir que, ainda que nas urnas se
vote por um candidato de esquerda, a economia sempre estará sujeita às políticas de
mercado. Isto restringe enormemente as possibilidades de levar a cabo reformas
progressistas na região. Os governos de centroesquerda têm enorme dificuldade para
implementar mudanças de fundo, redistribuição de terras e em poucos casos
renacionalização de empresas. As elites agromineradoras se negam a compartilhar ou
redistribuir seus enormes dividendos obtidos dos altos preços das matérias primas e
pressionam os governos para desregulamentar a economia e aprofundar o neoliberalismo. Ao
mesmo tempo, o imperialismo segue desenvolvendo uma política contrainsurgente na
Colômbia e ameaçando com uma intervenção na Venezuela, onde a recuperação da empresa
estatal petroleira tem permitido ao governo levar a cabo projetos alternativos "intoleráveis"
para os poderosos.
Em resumo, nem hoje, nem nunca, existiram as condições para adiantar na América Latina
um projeto reformista equiparável ao da socialdemocracia européia (nem sequer na etapa
desenvolvimentista da metade do século passado). Mais ainda, reformas progressistas
básicas de hoje se chocam com o obstáculo da hegemonia neoliberal.
Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem marxista, as
velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um chamado ao "realismo", ou
a construir um "capitalismo nacional", abandonam na prática o projeto estratégico da
revolução a longo prazo e terminam, em última instância, sendo funcionais à reconstrução da
hegemonia capitalista.
Os desafios da esquerda revolucionária: construção de poder alternativo, luta pela hegemonia socialista
A relação entre a estratégia e a tática políticas tem sido sempre um problema queem gerado
debates na esquerda através da história. No entanto, a história mesmo tem demonstrado que
os movimentos políticos de esquerda exitosos têm conseguido perceber os momentos táticos
em sua relação dialética com o objetivo estratégico (sem nunca perdê-lo de vista); têm
presente sempre a categoria de totalidade na hora de analisar as tarefas políticas imediatas;
têm percebido, para além dos fenômenos superficiais do momento, os aspectos gerais de
tendência de uma época, e têm se preocupado em todos os casos em incentivar a iniciativa
política direta do campo popular como motor de transformação revolucionária.
Na prática, no entanto, muitos movimentos políticos se perdem nas tarefas do dia a dia, caem
na rotina, tendem a desligar-se dos movimentos sociais, e pouco a pouco se deixam arrastar
pela chantagem institucional.
Se a esquerda revolucionária se caracteriza por difundir o socialismo como a alternativa
política a ser conquistada pelo campo popular, por apresentar a luta pelo poder como o
objetivo estratégico a alcançar, na maioria dos casos, entretanto, essa estratégia prática se
dilui de fato. Por exemplo, se um objetivo primordial para avançar sobre o projeto
revolucionário é conseguir uma abertura democrática nacional, a esquerda se perde nas
tarefas mais ou menos imediatas da luta eleitoral-parlamentar ou nas coalizões eleitorais; não
as percebe na prática como um momento tático, ainda que importante em certos casos,
sempre dependente de uma totalidade mais abrangente da luta social: descuida ou abandona
a criação de poder alternativo extrainstitucional, a organização e mobilização popular, e em
última análise, a luta antissistêmica e a organização revolucionária.
Desde a institucionalidade burguesa é impossível construir uma contra-hegemonia socialista.
Ainda que, tal como o percebia Gramsci, os espaços da democracia burguesa sejam um
campo de batalha que podem permitir ganhar certas posições ("guerra de posições"), a
criação e consolidação de uma hegemonia socialista se desenvolvem principalmente a partir
da organização e da luta social.
A educação e organização política de base, o impulso e reconstrução dos movimentos
sociais, a articulação das lutas parciais rumo aos objetivos comuns, a luta pela hegemonia, o
desenvolvimento de poder dual (poder local alternativo que dispute o poder com a burguesia)
e a relação indissolúvel entre dirigentes e movimentos sociais serão fatores decisivos que
permitirão sacudir a correlação de forças a favor do campo popular e consolidar projetos
alternativos duradouros.
Na atualidade, os crescentes custos no nível de vida da população, a crise alimentar produto
dos nefastos projetos de agrocombustíveis, a crise mundial capitalista e o crescente
descontentamento popular são condições que possibilitam retomar a ofensiva, sempre e
quando a esquerda revolucionária seja capaz de organizar o campo popular, para além da
luta eleitoral, e de impulsionar a rebeldia rumo à luta pelo socialismo.
(Traduzido por Roberta Moratori)
domingo, fevereiro 14, 2010
Conversa entre três amigos com mais de 50 anos, já aposentados:
- O que você tá fazendo na vida, Toninho? (ex-executivo da Pirelli)
- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.
- E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
- E você Marcos? (ex-funcionário do Congresso Nacional)
- Eu montei um puteiro...
- Um puteiro???
- ÉÉÉÉÉÉ!!! Um puteiro!!! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas já tá dando lucro!!!
- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.
- E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
- E você Marcos? (ex-funcionário do Congresso Nacional)
- Eu montei um puteiro...
- Um puteiro???
- ÉÉÉÉÉÉ!!! Um puteiro!!! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas já tá dando lucro!!!
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Formspring, O site de 2010
Ninguém pode duvidar que o Formspring está bombando aqui no Brasil desde o fim do ano de 2009, e a cada dia que passa ta ganhando mais popularidade em 2010.
No ano de 2009, o site que mais ganhou popularidade foi o Twitter, que embora exista a muito tempo, teve seu 'boom' no ano de 2009, e nesse ano de 2010 o Formspring já conquistou milhões de fãs, principalmente aqui no Brasil, onde o número de internutas ativos é enorme.
Além de ser um site de fácil utilização, e público, o Formspring.me permite conexões com outras redes sociais, como Facebook, Twitter e Blogger, o que permite que seja divulgada amplamente e rapidamente, claro.
Nesse ano, a cada dia fica mais claro que as pessoas estão mais adeptas ao Formpring, pois além de ser um site onde você pode fazer perguntas e responder, torna mais fácil a comunicação, e um jeito menos timido de se comunicar, diferente do Twitter, onde o contato é mais restrito, e que na minha opinião, só serve pra gente famosa :B
É bem legal, você recebe perguntas que nunca pode nem imaginar e nunca te perguntariam pessoalmente, é legal e não é fútil, enfim é a nova modinha da Web.
Se você não tem um, faça logo, tai o link --> http://www.formspring.me/account/setup e o mais legal, é que você tem Facebook, você pode logar com endereço dele.
Me pergunta rs?
http://www.formspring.me/shellen
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Esse cara quebrou a cara
É, e não foi em um relacionamento não, ele quebrou a cara literalmente, ele foi inventar de dar um pulo pra se divertir com os amigos, o primeiro deu sorte, mas o segundo não pegou impulso suficiente e... bateu com a cara numa espécie de calçada, quando os amigos veem a tragédia o mar ou rio sei lá fica em volta dele vermelho, o pior já era esperado quando o resgate chega e vê que o cara não morreu, porém seu rosto abriu no meio, eu juro que quando vi a esse video pela primeira vez me deu vontade de sair correndo, ele fica vivo com o seu rosto aberto ao meio, pois é , mas ele não morreu não, mas quebrou a cara, ninguém mandou ele pular né? Pois fica um recado de amiga, não pulem que nem esse cara, se pularem usem um capacete, você podem não ter mesma sorte, eu vou procurar uma foto de como ele ficou depois, hmmm, deve ter ficado legal kkkkk
Assistam o vídeo e confiram:
http://www.youtube.com/watch?v=lhAojrFoNqA
Assistam o vídeo e confiram:
http://www.youtube.com/watch?v=lhAojrFoNqA
quinta-feira, janeiro 28, 2010
O carnaval carioca
O carnaval do Rio de Janeiro, com seu desfile de escolas de samba, é a festa brasileira mais conhecida em todo o mundo. Turistas de todos os países vão ao Sambódromo, na avenida Marquês de Sapucaí, acompanhar a passagem de tradicionais escolas, como Mangueira, Grande Rio, Portela, Salgueiro, Beija-flor e outra.
A ideia de se fazer esse desfile nasceu nas redações do jornal Mundo Esportivo, pertencente ao jornalista Mário Filho, irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues. O primeiro desfile, realizado em 1932 na Praça Onze, contou com a presença de dezenove escolas e foi vencido pela Mangueira.
Apesar do sucesso, o evento foi acompanhado primordialmente pelas camadas populares. A elite preferia divetir-se nos bailes em clubes fechados ou nos desfiles do corsos pelas ruas do Rio de Janeiro.
Diorama projetado por Hans Nobauer para o carnaval de 1933 no Rio de Janeiro. A revolução de 1930 trouxe mudanças na relação entre o governo e as manifestações culturais, como a musica popular e o carnaval. Sob a República Velha, as escolas de samba eram perseguidas pela policia carioca. Essa situação mudou a partir de 1930. Assim, em 1932 o prefeito interventor do Rio de Janeiro, o tenentista civil era Pedro Ernesto, contemplou com dois contos de réis diversas escolas de samba e blocos carnavalescos. Naquele ano, a escola de samba Deixa Falar desfilou com o enredo “A primavera e a Revolução de Outubro” (de 1930).
Hoje o carnaval carioca é o símbolo do Brasil e do mundo também, com sua alegria e desfile de brilho e beleza, e lógico muita mulheres maravilhosas, cada uma mais gostosa que a outra. Um bom marketing usado pelas escolas é o convite de celebridades, principalmente da Rede Globo, para desfile tanto nos carros como para madrinhas da bateria e capricham na sensualidade e gostosura.
Marquês de Sapucaí
Juliana Paes
Entrada
Grazzi
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Coisas pra fazer antes dos 30 anos
beber uma garrafa de tequila
transar com um dos seus melhores amigos
encontrar com alguem da net
fazer uma tatoo
subir em um palco e dançar loucamente
fugir de casa
pular de bumg jump
matar aula pra ir no buteco
passear sem calcinha (cueca)
agarrar seu amor platonico
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe
ficar com alguem 10 anos mais velho que vc
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha
dormir com a roupa que saiu dps de um porre
ir a praia de nudismo
ficar com seu professor
roubar o namorado de alguem
ir pra escola bebada
se apaixonar a 1ª vista
usar a melhor roupa pra ir ao mercado
sair com o melhor amigo do seu ex
pintar o cabelo de uma cor absurda
chorar vendo um desenho
ir parar na delegacia
beber ate ter amnesia alcoolica
aprender a tocar algum instrumento
ter um diário secreto
beijar um passante
ir numa formatura de short e chinelo
assaltar uma loja
pegar carona com desconhecido
ir pra balada de onibus
dormir na rua...
transar com um dos seus melhores amigos
encontrar com alguem da net
fazer uma tatoo
subir em um palco e dançar loucamente
fugir de casa
pular de bumg jump
matar aula pra ir no buteco
passear sem calcinha (cueca)
agarrar seu amor platonico
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe
ficar com alguem 10 anos mais velho que vc
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha
dormir com a roupa que saiu dps de um porre
ir a praia de nudismo
ficar com seu professor
roubar o namorado de alguem
ir pra escola bebada
se apaixonar a 1ª vista
usar a melhor roupa pra ir ao mercado
sair com o melhor amigo do seu ex
pintar o cabelo de uma cor absurda
chorar vendo um desenho
ir parar na delegacia
beber ate ter amnesia alcoolica
aprender a tocar algum instrumento
ter um diário secreto
beijar um passante
ir numa formatura de short e chinelo
assaltar uma loja
pegar carona com desconhecido
ir pra balada de onibus
dormir na rua...
terça-feira, janeiro 26, 2010
Direitos civis
Enquanto na África do Sul a população negra era vítima do apartheid, nos Estados Unidos os afrodescendetnes também sofriam as cosequências das leis segregacionistas criadas ainda na segunda metade do século XIX. Assim, os negros norte-americanos não podiam freqüentar as mesmas escolas, hospitais e outros lugares públicos reservados aos brancos; seu direito de voto era restrito e muitos deles sofriam constrangimentos, ou eram vítimas de agressões e assassinatos por extremistas brancos.
A partir dos anos 1950 intensificaram-se os movimentos negros reivindicando igualdade de direitos civis entre brancos e afrodescendentes. Um dos líderes dessa luta foi Martin Luther King Jr. (1929 - 1968), que em 1963 organizou um protesto reunido 300 mil pessoas em Washington. Também ganharam destaque o ativista muçulmano Malcom X (1952 - 1965) e o grupo Panteras Negras, surgido em 1966.
Em meados de 1963 o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei dos Direitos Civis proposta pelo presidente Jonh Kennedy (1929 - 1963). A lei estendia aos negros os mesmos direitos concedidos aos brancos. Apesar dusso, ainda negros e brancos norte-amerucanos continuam separados por profundas diferenças sociais.
A partir dos anos 1950 intensificaram-se os movimentos negros reivindicando igualdade de direitos civis entre brancos e afrodescendentes. Um dos líderes dessa luta foi Martin Luther King Jr. (1929 - 1968), que em 1963 organizou um protesto reunido 300 mil pessoas em Washington. Também ganharam destaque o ativista muçulmano Malcom X (1952 - 1965) e o grupo Panteras Negras, surgido em 1966.
Em meados de 1963 o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei dos Direitos Civis proposta pelo presidente Jonh Kennedy (1929 - 1963). A lei estendia aos negros os mesmos direitos concedidos aos brancos. Apesar dusso, ainda negros e brancos norte-amerucanos continuam separados por profundas diferenças sociais.
Multidão de partidário da luta pelos direitos civis dos negros reúne-se na Marcha sobre Washignton por Trabalho e Liberdade. O homem que se destaca no primeiro plano é Martin Luther King. Nessa manifestação, ele pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho", no qual revela esperança em um futuro de igualdade e respeito mútuo entre negros e brancos. Por ironia, Luther King seria assassinado por um extremista branco cinco anos depois d marcha. Washington, Estados Unidos, março de 1963.
Dicas de filmes:
O Sol é para todos, de Robert Mulligan, 1962
Malcolm X, de Spike Lee, 1992.
EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.
Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
domingo, janeiro 24, 2010
Texto de Arnaldo Jabor
"As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua
reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é
o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o
que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem
quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído
em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna
você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à
sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus."
Arnaldo Jabor
reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é
o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o
que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem
quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído
em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna
você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à
sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus."
Arnaldo Jabor
sexta-feira, janeiro 22, 2010
A inveja é o símbolo da incapacidade, por Arnaldo Jabor
| " A inveja é o simbolo da Incapacidade. " - Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. .. Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária. - Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo. - Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. - Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. - 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas. - O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense ! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né?? ? Grande coisa... O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce! Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim? |
sábado, janeiro 16, 2010
Frases
"O oposto do amor não é ódio, mas sim a indiferença" (Érico Verissímo)
"Nada acontece sem intenção consciente, sem meta desejada" (Marx-Engels)
"Nada acontece sem intenção consciente, sem meta desejada" (Marx-Engels)
"O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano". (Isaac Newton)
“Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor” (Albert Einstein)
“Conhecer o outro e conhecer a si mesmo; em cem batalhas nenhum perigo. Não conhecer o outro e conhecer a si mesmo; uma vitória para uma perda.Não conhecer o outro e não conhecer a si mesmo, em cada batalha, derrota certa.” Sun Tzu (A arte da guerra)
“Tudo o que sei é que nada sei.” Sócrates – Filósofo Grego
“Mente é igual pára-quedas. Funciona melhor aberta.” Mario Sergio Cortella
“Para melhorar a qualidade de vida, melhore a qualidade de seus pensamentos.” Brian Tracy
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... (Clarice Lispector)
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra" (W. Skakespeare)
"Quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém" Vinicius de Moraes
Tornaste-te que tu és. (Friedrich Nietzsche)
''E eu que reclamava de não ter sapatos, aí eu encontrei um sujeito que não tinha nem pés...'' (proverbio chinês)
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios... Por isso, cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada momento de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos..." Charles Chaplin
"Conhece-te a ti mesmo". (Sócrates)
"Antes de explicarmos o que é o mundo e qual sua origem, nós devemos desvendar quem somos nós".
As palavras estão cheias de falsidade ou de arte; o olhar é a linguagem do coração.
William Shakespeare
Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.
William Shakespeare
O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
William Shakespeare
"Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia"
(William Sheakespeare em sua notável peça Hamlet)
"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas." (Nietszche)
"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida." ( Platão )
"Brincar é condição fundamental para ser sério". ( Arquimedes )
"Uma vida não questionada não merece ser vivida". ( Platão )
... ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria
(Renato Russo)
"Deus está morto."
Friedrich Nietzsche
"Friedrich Nietzsche está morto."
Deus. rs
"Quem atinge o seu ideal, ultrapassa-o precisamente por isso."
Friedrich Nietzsche
"O homem só pode ser ele próprio quando está sozinho; se não gosta de solidão, não gosta de liberdade." SCHOPENHAUER
Aristótoles
“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”
Só conheço o mundo como ele me aparece, como ele se apresenta aos meus sentidos e dentro das formas da minha consciência, com uma palavra como eu o REPRESENTO: o mundo é minha REPRESENTAÇÃO.
( Arthur Schoopenhauer)
26/10/05
"Viver é sofrer es que a supressão da dor vem da contemplacão artística nos levando a conhecer nossos desejos e vontade e, para sua libertacão, o homem precisaria renunciar aomundo, de modo radical".
Arthur Schopenhauer
Aristóteles
“O homem, quando ético, é o melhor dos animais, mas separado da lei da justiça, é o pior de todos”.
O Homem está condenado a ser eternamente livre - Sartre
Tudo que é solido dissolve-se no ar -Marx
Proletarios do mundo uni-vos - Marx e Engels
Não existe livros morais nem imorais. Só bem ou mal escritos. - Oscar Wilde
Ser ou não ser? Eis a questão! - Shakespeare
Albert Einstein
Nunca pensono futuro ,ele chega depressa demais.
William Shakespeare...
"Depois de algum tempo você aprende que só porque alguém não o ama como você gostaria não significa que ela não te ame com tudo o que pode..."
Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.
Pitágoras
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Friedrich Nietzsche
Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
Friedrich Nietzsche
O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções. (Karl Marx)
Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo. (Karl Marx)
A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo. (Karl Marx)
O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,.o que mais me preocupa é o silêncio dos bons" (Luter King)
terça-feira, dezembro 22, 2009
Charlie Chaplin, O último discurso de "O Grande Ditador"
...Gostaria de ajudar a todos se possível, judeus, o gentio, negros...brancos.
Todos nós de sejamos ajudar uns aos outros! Os seres humanos são assim. Desejamos viver para o felicidade do próximo.e não seu infortúnio. Nós não queremos odiar ou despresar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza Porém nós nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralahas do ódio, e tem nos feito caminhar a passos de ganço para a miséria e os mortícinios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz em abundância tem nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos.Nossa inteligência, empedernidos e cruéis, nós pensamos em demasia e sentimos tão pouco. Mas do que as máquinas, precisamos de humanidade. Mas do que inteligência precisamos de afeição e doçura, sem essas duas virtudes a vida será violenta e tudo será perdido. A aviação e o rádio nos trouxeram mais próximos, a próxima natureza dessa coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo a fraternidade universal, a união de todos nós...Não desespereis, a desgraça que tem caído sobre nós, não é mais do que o produto da cobiça em agônia, da amargura de homens que temem o progresso humano. O ódio desses homens desaparecerá e ditadores morrerão e o poder que eles tomaram do povo, irá retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens a liberdade nunca perecerá... Aqueles que te dizem o que pensar e o que sentir... não se deêm as esses desumanos! Homens-máquinas, com mentes-máquinas e corações-máquinas! Vocês não são máquinas! Vocês são humanos! Vocês têm o amor em seus corações. Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar e os desumanos. No cap.17 do evangelho de Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro de homem, não em um homem, nem em um grupo de homens, mas em todos os homens, está em vós, o poder de criar felicidades. Vós tens o poder de criar uma vida livre e bela, de faze-la uma aventura maravilhosa. Unamo-nos todos nós! Vamos lutar por um novo mundo, um mundo decente, que dê um futuro aos jovens e segurança à velhice, dar fim a ganâcia e a intolerância. Lutemos por um mundo de razão. Um mundo em que a ciência e o progresso nos guiem à felicidade de todos os homens ....
Todos nós de sejamos ajudar uns aos outros! Os seres humanos são assim. Desejamos viver para o felicidade do próximo.e não seu infortúnio. Nós não queremos odiar ou despresar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza Porém nós nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralahas do ódio, e tem nos feito caminhar a passos de ganço para a miséria e os mortícinios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz em abundância tem nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos.Nossa inteligência, empedernidos e cruéis, nós pensamos em demasia e sentimos tão pouco. Mas do que as máquinas, precisamos de humanidade. Mas do que inteligência precisamos de afeição e doçura, sem essas duas virtudes a vida será violenta e tudo será perdido. A aviação e o rádio nos trouxeram mais próximos, a próxima natureza dessa coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo a fraternidade universal, a união de todos nós...Não desespereis, a desgraça que tem caído sobre nós, não é mais do que o produto da cobiça em agônia, da amargura de homens que temem o progresso humano. O ódio desses homens desaparecerá e ditadores morrerão e o poder que eles tomaram do povo, irá retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens a liberdade nunca perecerá... Aqueles que te dizem o que pensar e o que sentir... não se deêm as esses desumanos! Homens-máquinas, com mentes-máquinas e corações-máquinas! Vocês não são máquinas! Vocês são humanos! Vocês têm o amor em seus corações. Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar e os desumanos. No cap.17 do evangelho de Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro de homem, não em um homem, nem em um grupo de homens, mas em todos os homens, está em vós, o poder de criar felicidades. Vós tens o poder de criar uma vida livre e bela, de faze-la uma aventura maravilhosa. Unamo-nos todos nós! Vamos lutar por um novo mundo, um mundo decente, que dê um futuro aos jovens e segurança à velhice, dar fim a ganâcia e a intolerância. Lutemos por um mundo de razão. Um mundo em que a ciência e o progresso nos guiem à felicidade de todos os homens ....
sábado, dezembro 12, 2009
"Alguns homens tolos declaram que o Criador fez o mundo.
A doutrina que diz que o mundo foi criado é erronea e deve ser rejeitada]
Se Deus criou o mundo onde estava Ele antes da criaçao?
Se voce argumenta q Ele era entao transcedente, e que portanto nao precisava de suporte fisico, onde está Ele agora?
Nunhum ser ter a habilidade de fazer este mundo-
Pois como pode um ser imaterial criar algo imaterial?
Como pôde Deus criar o mundo sem nunhum material básico?
Se voce argumeta q Ele criou o material antes, e depois o mundo, voce entrara num processo de regressao infinita.
Se voce declarar q esse material apareceu espontanematente, vc entrara em outra falácia,
Pois nesse caso o Universo como um todo poderia ser seu proprio criador.
Se Deus criou o mundo como um ato de seu proprio desejo, sem nenhum material,
entao tudo vem de Seu proprio capricho e nada mais -- e quem vai acreditar numa bobagem dessas?
Se Ele é perfeito e completo, como Ele pode ter o desejo de criar algo?
Se, por acaso Deus não é perfeito, Ele jamais poderia criar um Universo melhor do q um simples artesão.
[...]
Se Ele é perfeito qual a vantagem que Ele teria em criar o Universo?
Sevc argumenta q Ele criou sem motivo, por que essa é a sua natureza, entao Deus não tem objetivos.
[...]
Se Ele criou o Universo como forma de diversão, entao isso é uma brincadeira de crianças tolas, que em geral acaba mal.
[...]
Portanto, a doutrina que diz que Deus criou o mundo não faz sentido nehum
Homens de bem devem combater os que crêem na divina criaçao, enlouquecidos por essa doutrina maléfica.
Saiba que o mundo, assim como o tempo, nao foi criado, nao tendo proncipio nem fim,
E é baseado nos Principios: vida e Natureza.
Eterno e Indestrutivel, o Universo sobrevive sob a compulsao de sua propria natureza. "
A doutrina que diz que o mundo foi criado é erronea e deve ser rejeitada]
Se Deus criou o mundo onde estava Ele antes da criaçao?
Se voce argumenta q Ele era entao transcedente, e que portanto nao precisava de suporte fisico, onde está Ele agora?
Nunhum ser ter a habilidade de fazer este mundo-
Pois como pode um ser imaterial criar algo imaterial?
Como pôde Deus criar o mundo sem nunhum material básico?
Se voce argumeta q Ele criou o material antes, e depois o mundo, voce entrara num processo de regressao infinita.
Se voce declarar q esse material apareceu espontanematente, vc entrara em outra falácia,
Pois nesse caso o Universo como um todo poderia ser seu proprio criador.
Se Deus criou o mundo como um ato de seu proprio desejo, sem nenhum material,
entao tudo vem de Seu proprio capricho e nada mais -- e quem vai acreditar numa bobagem dessas?
Se Ele é perfeito e completo, como Ele pode ter o desejo de criar algo?
Se, por acaso Deus não é perfeito, Ele jamais poderia criar um Universo melhor do q um simples artesão.
[...]
Se Ele é perfeito qual a vantagem que Ele teria em criar o Universo?
Sevc argumenta q Ele criou sem motivo, por que essa é a sua natureza, entao Deus não tem objetivos.
[...]
Se Ele criou o Universo como forma de diversão, entao isso é uma brincadeira de crianças tolas, que em geral acaba mal.
[...]
Portanto, a doutrina que diz que Deus criou o mundo não faz sentido nehum
Homens de bem devem combater os que crêem na divina criaçao, enlouquecidos por essa doutrina maléfica.
Saiba que o mundo, assim como o tempo, nao foi criado, nao tendo proncipio nem fim,
E é baseado nos Principios: vida e Natureza.
Eterno e Indestrutivel, o Universo sobrevive sob a compulsao de sua propria natureza. "
terça-feira, dezembro 01, 2009
Festival Internacional de Cinema e Religião
A Mostra de Cinema e Religião entra na sua sétima edição com o tema Mídia e Religião: tecnologia e arte. De 6 a 20 de dezembro, a cidade de São Paulo recebe filmes que contam histórias religiosas - documentários e ficção - dos quatro cantos do mundo
A Mostra de Cinema e Religião entra na sua sétima edição tendo como tema Mídia e Religião: tecnologia e arte. São as novas possibilidades que as ferramentas tecnológicas trazem também para o universo religioso. Além de uma maior divulgação, uma parceria inédita com a ONG Viração possibilitou, através de uma seleção, sete vídeos de 3 minutos sobre a pergunta "Como você conversa com o Divino?", para difusão no celular e internet, feitos por jovens de comunidades periféricas de todo o Brasil.
Dentro da tradição ecumênica e de diálogo inter-religioso da Mostra de Cinema e Religião, este ano o Centro Cultural da Juventude, a PUC SP e a sala de cinema da Galeria Olido recebem cerca de 30 produções cinematográficas.
Dos filmes inéditos que fazem parte da programação, o filme israelense Gevald traz ao Brasil, seu diretor Ron Ofer. Gevald, que quer dizer vergonha em hebraico justapõe as experiências dos dois líderes da comunidade judaica de Jerusalém. Um representa um grupo ultra-ortodoxo, radicalmente contrário à existência do Estado de Israel, e o outro é um político veterano do parlamento Israelense. Ambos mostram suas visões sobre as eleições nacionais de Israel.
Nesta edição da VII Mostra de Cinema e Religião - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte,o Blog Olhares sobre o Sagrado (www.cinemaereligiao.com/wordpress ) já está "no ar" com "posts" sobre assuntos cinematográficos e religiosos. E apesar de todas as dificuldades financeiras que o ano de 2009 viveu, a VII Mostra Cinema e Religião amplia seu público através da realização de sessões cinematográficas gratuitas em novos espaços, sem deixar de refletir sobre o tema através de debates com especialistas e realizadores.
Para o curador da VII Mostra de Cinema e Religião - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte, César Sartorelli, "a Mostra propõe mostrar as múltiplas facetas da religiosidade brasileira e mundial, para contrapor os estereótipos de que todo muçulmano é terrorista, de que existem religiões "primitivas" e "evoluídas". Quanto mais entendemos outras religiões melhor podemos dialogar pela paz entre elas."
Histórico
A Mostra Cinema e Religião "Olhares sobre o Sagrado" foi criada em 2003 no Centro Cultural São Paulo. Os temas das Mostras Cinema e Religião já trataram de Religião e Natureza: magia e cultura - 2004, Religião e Sexualidade: o erotismo e o sagrado - 2005, Mitologia e Religião: o sagrado no profano - 2006, Ritos de Passagem: nascer, viver e morrer - 2007, Milagres e Curas - 2008. Este ano o tema Mídia e Religião: tecnologia e arte tratará das modificações que as novas tecnologias trazem na difusão das religiões quanto da mídia como meio de criação. Para César Sartorelli, a Mostra de Cinema e Religião tem uma tradição de selecionar filmes abordando todas as manifestações religiosas, sem preconceito ou restrições, " isso ajuda a reconhecer o papel que essas religiões têm como senso de pertencimento, criador de paradigmas, idéias, crenças e valores morais que influenciam atitudes e ações que estão para muito além do mundo estritamente religioso."
Já foram parceiros da Mostra Cinema e Religião instituições como Cinemateca Brasileira, Cinemateca da Embaixada Francesa do Rio de Janeiro, Instituto Goethe, Consulado Japonês e Fundação Japão. Nesta edição, a VII Mostra de Cinema e Religião - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte conta com o co-patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e o apoio da Embaixada de Israel, ONG Vídeo nas Aldeias, ONG Viração, do Programa de Pós Graduação em Ciências da Religião - PUCSP, GO2 Filmes, Films Religion Today e do Insigth Film Festival. A produção é da Mamute Filmes.
Serviço:
Festival Internacional de Cinema e Religião - VII Mostra de Cinema e Religião
Olhares sobre o Sagrado - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte
De 6 a 20 de dezembro
Centro Cultural da Juventude Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo - SP
Tel: (11) 3984-2466
Galeria Olido - Avenida São João, 473 - Centro - São Paulo - SP
Tel: (11) 3331-8399 ou 3397-0171
PUC SP Campus Monte Alegre - Rua Monte Alegre, 984 - Perdizes - São Paulo - SP
Fone: (11) 3670-8000
Entrada Gratuita
Mais informações no site oficial da VII Mostra de Cinema e Religião
http://cinemaereligiao.com/mostra/
Assinar:
Postagens
(
Atom
)
Mostrando postagens com marcador De boca em boca.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador De boca em boca.... Mostrar todas as postagens
sábado, abril 10, 2010
Participação Política
"Não gosto de Política" "Política e religião não se descute"... É muito comum ouvirmos em nosso dia-a-dia frases como essas ditas por pessoas de origens diferentes. De modo geral, elas refletem a imagem que muitos brasileiros têm da política: que se trata de algo desinteressante, inútil, fora do nosso alcance e sempre aberto à corrupção.
Será que política pode se resumir ou reduzir a isso? E nós devemos manter distância dela? Temos realmente de deixar essa atividade nas mãos de políticos profissionais?
Como fica nossa participação no processo de tomada de decisões, processo que está na essência mesma da política?
A sociedade em que vivemos é bastate diversificada e está longe de ser homogênea. Nem sempre os anseios de um grupo social coincidem com os de outros. Muitas vezes eles sao divergentes, contraditórios ou mesmo antagônicos. Como definir qual deve prevalever? Foi pensando em questões como essas que o ser humano inventou a política. Por meio delas, as pessoas ou seus representantes discutem ideias, expõe argumentos e decidem que propostas dever ser postas em práticas, prevalecendo a maioria. Nesse processo, os grupos mais articulados e coesos, ou aqueles que dispõe de mais recursos, contamvcom maiores possibilidades de fazer aprovar suas proostas.
Um exemplo atual de articulação de grupos e movimentos sociais é pela concretização do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 - PNDH 3 - sofrendo alta pressão da Igreja, dos grandes latifundiários, militares e toda a elite conservadora, os movimentos sociais se uniram, entre eles o Movimento Feminista, que luta pela legalização do aborto; O MST, que luta pela Reforma Agrária tão almejada; os torturados na Ditatura Militar e os que tem parentes desaparecidos pela a espera abertura dos documentos que depois de 46 anos são guardados a sete chaves; e o mivmento dos direitos humanos pelo respeito da mídia a todos, lutando contra o preconceito. Cada um lutando por seu direito seria mais demorado a concretização, e se chegasse a acontecer, mas todos lutado por um objetivo, ganham mais força.
Em 2 de março de 2005. Deficientes físicos em cadeiras de rodas comemoram a aprovação de projeto legalizando as pesquisas com célula-tronco, num claro exemplo de participação de grupos sociais no processo político para fazer valer seus direitos.
Os textos a seguir discutemb a questão da participação política. O primeiro é da professora de filosofia Marilena Chauí. O outro é um poema de Bertolt Brecht (1898 - 1956), um dos mais importantes escritores alemães do século XX.
APATIA SOCIAL E POLÍTICA
As pessoas que (...) não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho político e afastam-se de tudo quanto atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto que a política existente continue como é. O paradoxo, portanto, está em que, ao recusar a política, a apatia social também é uma forma de fazer política, ainda que de forma passiva.
(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 13 ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 348.)
O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe. da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões de políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgula e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menos abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e locaio das empresas nacionais e multinacionais.
(Bertolt Brecht)
Será que política pode se resumir ou reduzir a isso? E nós devemos manter distância dela? Temos realmente de deixar essa atividade nas mãos de políticos profissionais?
Como fica nossa participação no processo de tomada de decisões, processo que está na essência mesma da política?
A sociedade em que vivemos é bastate diversificada e está longe de ser homogênea. Nem sempre os anseios de um grupo social coincidem com os de outros. Muitas vezes eles sao divergentes, contraditórios ou mesmo antagônicos. Como definir qual deve prevalever? Foi pensando em questões como essas que o ser humano inventou a política. Por meio delas, as pessoas ou seus representantes discutem ideias, expõe argumentos e decidem que propostas dever ser postas em práticas, prevalecendo a maioria. Nesse processo, os grupos mais articulados e coesos, ou aqueles que dispõe de mais recursos, contamvcom maiores possibilidades de fazer aprovar suas proostas.
Um exemplo atual de articulação de grupos e movimentos sociais é pela concretização do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 - PNDH 3 - sofrendo alta pressão da Igreja, dos grandes latifundiários, militares e toda a elite conservadora, os movimentos sociais se uniram, entre eles o Movimento Feminista, que luta pela legalização do aborto; O MST, que luta pela Reforma Agrária tão almejada; os torturados na Ditatura Militar e os que tem parentes desaparecidos pela a espera abertura dos documentos que depois de 46 anos são guardados a sete chaves; e o mivmento dos direitos humanos pelo respeito da mídia a todos, lutando contra o preconceito. Cada um lutando por seu direito seria mais demorado a concretização, e se chegasse a acontecer, mas todos lutado por um objetivo, ganham mais força.
Em 2 de março de 2005. Deficientes físicos em cadeiras de rodas comemoram a aprovação de projeto legalizando as pesquisas com célula-tronco, num claro exemplo de participação de grupos sociais no processo político para fazer valer seus direitos.
Os textos a seguir discutemb a questão da participação política. O primeiro é da professora de filosofia Marilena Chauí. O outro é um poema de Bertolt Brecht (1898 - 1956), um dos mais importantes escritores alemães do século XX.
APATIA SOCIAL E POLÍTICA
As pessoas que (...) não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho político e afastam-se de tudo quanto atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto que a política existente continue como é. O paradoxo, portanto, está em que, ao recusar a política, a apatia social também é uma forma de fazer política, ainda que de forma passiva.
(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 13 ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 348.)
O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe. da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões de políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgula e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menos abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e locaio das empresas nacionais e multinacionais.
(Bertolt Brecht)
terça-feira, fevereiro 23, 2010
O preconceito está em nós
O preconceito é uma característica presente em todos nós, pois olhamos o mundo a partir de nossos valores e crenças. Conceitos historicamente estabelecidos nos levam a esquecer que cada pessoa tem sua própria identidade, sendo difícil aceitar as diferenças, mesmo em relação as pessoas que mais amamos.
Qual a primeira coisa que passa pela cabeça de uma pai ou uma mãe quando descobre que tem um filho ou uma filha homossexual? Grande parte dos pais e mães ficam apavorados, é uma "paulada", porque o preconceito está enraizado na sociedade. Sendo este preconceito não só quanto a diversidade sexual, mas também racial, religiosa, social, econômica, tudo! Inclusive muitos homossexuais tem preconceito, unas mais e outros menos.
A Parada GLBT existe há cerca de 12 anos, e geralmente a parada tem um efeito contrário ao que a militância deseja. Muita gente acha que o que tem na Parada é safadeza, uma sem-vergonhice e que não deve nem existir.
Muitos homossexuais assumidos e "aceitos", quando falam sobre seu parceiro(a) com amigos, colegas, família, sente algo "errado", isso é nada mais que o preconceito introjetado, e se isso acontece com os "assumido" e "aceitos", imagine aos que não são!
Falar de sexualidade é reconhecer que as diferenças existem, e que não há formas melhores ou piores de vivenciá-las. Falar de sexualidade é falar de diversidade.
E em pleno século XXI, adolescentes, garotos e garotas, têm que lutar contra o preconceito da sociedade, e principalmente da própria família. E algumas pesquisas comprovam que a maioria dos pais e mães não aceitam os filhos e filhas como homossexuais, mas sim há um sentimento de conformismo.
Aqui vai a dica de alguns sites interessantes:
• Alguém para conversar, o E-Jovem, é um espaço de discussão e troca de experiências entre homossexuais, recebe mais de mil visitas diárias. ---> http://www.e-jovem.com/
• X-teens: http://www.xteens.com.br/
• Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP: http://www.paradasp.org.br/
Jvens Ativistas - Grupo JA! --> www.orkut.com/Community.aspx?cmm=902321
Qual a primeira coisa que passa pela cabeça de uma pai ou uma mãe quando descobre que tem um filho ou uma filha homossexual? Grande parte dos pais e mães ficam apavorados, é uma "paulada", porque o preconceito está enraizado na sociedade. Sendo este preconceito não só quanto a diversidade sexual, mas também racial, religiosa, social, econômica, tudo! Inclusive muitos homossexuais tem preconceito, unas mais e outros menos.
A Parada GLBT existe há cerca de 12 anos, e geralmente a parada tem um efeito contrário ao que a militância deseja. Muita gente acha que o que tem na Parada é safadeza, uma sem-vergonhice e que não deve nem existir.
Muitos homossexuais assumidos e "aceitos", quando falam sobre seu parceiro(a) com amigos, colegas, família, sente algo "errado", isso é nada mais que o preconceito introjetado, e se isso acontece com os "assumido" e "aceitos", imagine aos que não são!
Falar de sexualidade é reconhecer que as diferenças existem, e que não há formas melhores ou piores de vivenciá-las. Falar de sexualidade é falar de diversidade.
E em pleno século XXI, adolescentes, garotos e garotas, têm que lutar contra o preconceito da sociedade, e principalmente da própria família. E algumas pesquisas comprovam que a maioria dos pais e mães não aceitam os filhos e filhas como homossexuais, mas sim há um sentimento de conformismo.
Aqui vai a dica de alguns sites interessantes:
• Alguém para conversar, o E-Jovem, é um espaço de discussão e troca de experiências entre homossexuais, recebe mais de mil visitas diárias. ---> http://www.e-jovem.com/
• X-teens: http://www.xteens.com.br/
• Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP: http://www.paradasp.org.br/
Jvens Ativistas - Grupo JA! --> www.orkut.com/Community.aspx?cmm=902321
América Latina e os desafios da esquerda revolucionária
Camilo Moreno, para o Rebelión
Para nós, não se trata de reformar a propriedade privada, mas de aboli-la; não se trata
de disfarçar os antagonismos de classe, mas de abolir as classes; não se trata de
melhorar a sociedade existente, mas de estabelecer uma nova...
Nosso grito de guerra tem de ser sempre: a revolução permanente!
K. Marx. Mensagem à Liga Comunista, 1850.
“Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem
marxista, as velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um
chamado ao "realismo", ou a construir um "capitalismo nacional", abandonam na
prática o projeto estratégico da revolução a longo prazo e terminam, em última
instância, sendo funcionais à reconstrução da hegemonia capitalista.”
Introdução:
Muitos líderes e analistas de esquerda cometem um grave erro de percepção ao
supervalorizar as mudanças políticas ocorridas na América Latina nos últimos anos. Suas
explicações vão desde aquelas que percebem os triunfos eleitorais da centroesquerda como
"avanços revolucionários", até as que, menos otimistas, afirmam entretanto que a América
Latina oferece novas oportunidades para transformar profundamente as relações de
dependência e miséria privilegiando a via institucional e aproveitando "as portas que se
abriram" desde a democracia burguesa. Isso traz como consequência a subvalorização da
importância da luta extrainstitucional e antissistêmica, da mobilização e organização popular e
da criação de poder alternativo local.
O complexo e contraditório processo que vive a América Latina desde muitos anos requer, no
entanto, análises mais abrangentes para não se deixar enganar pelas ilusões que, ainda que
fazendo chamados à mobilização de massas, coloca a luta eleitoral privilegiadamente como o
único caminho possível e "sensato" para a esquerda.
A esquerda revolucionária tem como desafios aplicar estratégias capazes de construir
verdadeiras alternativas de poder e recuperar a mobilização de massas em decadência. Isto
passa por reconhecer, para além dos triunfalismos, algo que já hoje é evidente: o refluxo da
mobilização social na América Latina e o ressurgir da direita.
Crise do neoliberalismo no início do século e triunfo eleitoral de centroesquerda:
Depois da contraofensiva neoliberal dos anos 90, ao fim da década e início do século, sua
derrota no plano econômico desacreditou a direita tradicional, criou comoções sociais e
produziu uma crise que derrocou vários governos da região por via da mobilização popular: a
revolta derrubou três presidentes no Equador, vários na Argentina e dois na Bolívia. Os
movimentos sociais foram os grandes protagonistas das jornadas rebeldes que deixaram
dezenas de mortos como saldo e puseram temporariamente em xeque a institucionalização
dominante. Indígenas, camponeses, cocaleros, trabalhadores mineiros, piqueteros e massas
urbanas empobrecidas desenvolveram jornadas de protesto social demonstrando em certos
países grande capacidade de ação e vontade de sacrifício.
As revoltas desataram uma crise de institucionalidade que, no entanto, não conseguiu ser
capitalizada pelos movimentos sociais para criar verdadeiras alternativas de poder.
Ainda que de maneira desigual, a crise e os protestos permitiram em certos casos a chegada
ao governo de candidatos de centroesquerda que capitalizaram a revolta social para substituir
a direita tradicional (Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Equador). Em outros casos surgiram
líderes dos próprios movimentos sociais (Bolívia), e um militar bolivariano que obteve
popularidade por encabeçar um golpe fracassado a um governo corrupto de direita (Venezuela).
Apesar dos matizes (não é o mesmo Venezuela, Bolívia e Equador que o resto da região do cone sul) nenhum dos governos de centroesquerda na região conseguiu desenvolver ou consolidar mudanças estruturais profundas, nem apresentar alternativas reais ao projeto neoliberal. Venezuela é uma notável exceção neste caso, cujo processo revolucionário ainda tem imensos desafios pela frente, e onde seguramente a ação decidida das organizações de base classistas será um fator decisivo no aprofundamento dos avanços.
Os governos de centroesquerda encaminharam a rebeldia popular por vias institucionais,
fizeram um chamado ao "comedimento" e não aproveitaram a capacidade de mobilização
para desenvolver poder alternativo real. Com discurso progressista, estes governos, na
maioria dos casos, desmobilizaram os movimentos sociais, apagaram vários de seus líderes
minando a autonomia e capacidade de resposta destes, ao mesmo tempo em que nomearam
para postos chaves dos ministérios neoliberais ortodoxos para conseguir um equilíbrio de poder e garantir assim a governabilidade.
Política exterior e distanciamento dos EUA: Máscara antiimperialista, fundo neoliberal
Muitas análises de esquerda se concentram na oposição que os novos governos de
centroesquerda fazem à hegemonia Estadunidense: o rechaço à ALCA principalmente é tido
como uma mostra do caráter antiimperialista dos mesmos. Excluindo Cuba e Venezuela, e
ainda que em alguns casos, o rechaço ao estabelecimento ou continuidade das bases
estadunidenses seja uma mostra de dignidade nacional, o distanciamento das políticas
estadunidenses responde melhor a um contexto interno e externo que vale a pena analisar (sobretudo nos países do cone sul): Neste plano externo a diversificação dos mercados internacionais e a alta nos preços das matérias primas no início do século permitiram certa flexibilidade e capacidade de manobra dos governos e subtraíram importância às políticas do FMI e do Banco Mundial; isto criou as condições no plano interno para o surgimento de uma classe agromineradora exportadora local e estrangeira que aproveitou os altos preços das matérias primas para buscar maiores vantagens em outros mercados. Esta classe domina as finanças, exerce pressão sobre os estados, e exige, ao mesmo tempo, junto aos gabinetes de governo, maior liberalização do mercado estadunidense (oposição à ALCA). Na maioria dos casos não se explica, em última análise, uma oposição ao neoliberalismo, mas melhores relações de mercado, mais competitivas e menos unilaterais por parte dos EUA.
Isto evidentemente debilita a política estadunidense acostumada ao saque incondicional e a
ter clientes totalmente submissos aos seus desígnios. Estes governos buscam e firmam
tratados de livre comércio com outras nações mais favoráveis à entrada de seus produtos
(União Européia, países Asiáticos e comércio local e regional). No entanto, ao mesmo tempo
se avança pouco em um projeto verdadeiro de integração solidária (ALBA) e desenvolvimento endógeno.
Fortalecimento da direita, debilitação dos movimentos sociais
Na maioria dos países onde triunfou eleitoralmente a centroesquerda, esta teve que buscar
alianças para conseguir governabilidade. A reprimarização da economia levou estes governos
a basearem sua política econômica na consolidação do setor agrominerador do qual
obtinham grandes dividendos e que lhes permitiam levar a cabo programas sociais tendentesa superar a crise social do início do século. O equilíbrio de poder constituído pela
centroesquerda baseado em suas alianças com os grandes produtores e exportadores
agromineradores e setores financeiros por um lado, e a base eleitoral composta pela classe
trabalhadora urbana e rural de classe média e baixa pelo outro, terminou por deslocar a
correlação de forças rumo à direita agromineradora com muita influência na economia.
A incapacidade para adiantar mudanças estruturais profundas, para modificar as relações de
propriedade da terra, para organizar efetivamente o movimento popular como motor
estratégico de mudança, trouxe como resultado uma debilitação da centroesquerda e um
fortalecimento crescente da direita, agora na ofensiva. Os movimentos sociais se debilitaram,
perderam influência e em alguns casos militantes.
Em resumo, os governos de centroesquerda, por falta de vontade ou incapacidade,
adiantaram uma "revolução passiva" funcional à sobrevivência do sistema capitalista cuja
crise orgânica no início do século era evidente. Isto é, com consignas progressistas
ressignificadas (mudando algo, para que nada mude), administraram a crise neoliberal,
aceitaram as engrenagens do sistema, e devolveram a legitimidade às instituições. Em última
instância, conscientes ou não, reconstruíram a hegemonia dominante e abriram espaço para
o ressurgimento de direitas.
A direita retoma a ofensiva
Ao contrário da esquerda tradicional que somente se mobiliza em tempos de campanha
eleitoral e privilegia a luta parlamentar, a direita em mudança, com seus grandes recursos,
utiliza todos os meios ao seu alcance para recuperar sua hegemonia. Em todos os países
controla os grandes meios de comunicação que desenvolvem fenômenos midiáticos pró
fascistas (Colômbia), campanhas de descrédito multimilionários (Venezuela, Equador); tem
desenvolvido projetos separatistas (Bolívia) onde a oligarquia agromineradora controla várias
províncias ricas em recursos; tem promovido iguais projetos no estado de Zulia (Venezuela),
com a infiltração crescente de grupos paramilitares colombianos, e em Guayaquil (Equador).
No Brasil, a oligarquia agroexportadora, os imensos investimentos estrangeiros em
megaprojetos de agrocombustíveis e exportação agrícola, com a cumplicidade do governo,
têm forçado o êxodo de milhares de camponeses, debilitado e perseguido aos Sem Terra
(MST) e desmatado milhões de hectares. Na Argentina, a oligarquia agrária tem mobilizado
milhares de pessoas em uma paralisação que buscava concessões sobre os impostos de
exportação governamentais.
Mesmo assim, a direita tem conseguido constituir uma base social forte em vários países e
tem combinado a luta parlamentar com a mobilização das ruas de maneira efetiva. Tem
utilizado a mobilização massiva para consolidar projetos de ultradireita (Colômbia), avançar
sobre campanhas contra as políticas progressistas (referendo na Venezuela), bloquear
estradas e parar a economia (Argentina) e consolidar projetos separatistas (Bolívia).
Na maioria dos países a embaixada estadunidense e agências como a National Endowment
for Democracy (NED, Fundação Nacional para a Democracia em português) têm gastado
milhares de dólares para financiar partidos de oposição, dar assessoria sobre propaganda
eleitoral, promover candidatos de direita e desestabilizar governos adversários de seus
interesses, ao mesmo tempo em que reativam a IV Frota e dão milhões de dólares em ajuda
militar a governos terroristas como o colombiano.
Da mesma forma, a direita tem promovido a violência das ruas e o terrorismo em vários
países. Tem criado grupos de choque para fustigar simpatizantes do governo central na
Bolívia e Venezuela, grupos armados privados para retirar de seus lugares camponeses no
Brasil e Colômbia, e consolidar assim megaprojetos agromineradores e energéticos.
O mito do reformismo: Novas roupagens, velhas ilusões
Ao contrário do que sucedeu com a socialdemocracia européia de finais do século XIX e das
primeiras seis décadas do século XX, em países beneficiados por um desenvolvimento
econômico, político e social capitalista baseado na exploração colonial e neocolonial, que lhes
permitiu acumular excedentes e redistribuir uma parte deles entre os grupos sociais
subalternos, na América Latina a transnacionalização e desregularização das economias, sua
crescente dependência no que diz respeito ao capital financeiro internacional, e à Nova
Ordem Mundial imposta, criou um mecanismo de segurança que restringia ainda mais aos
governantes a tomada de decisões de maneira autônoma ou o desenvolvimento de projetos
de reforma progressista. Assim mesmo, depois da pacificação e a derrota política sofrida pela
esquerda nas décadas anteriores, onde se instauraram ditaduras de "segurança nacional" e o
imperialismo usou a intervenção direta e a luta contrainsurgente para destruir os movimentos
revolucionários dos anos sessenta, setenta, abriu-se nos noventa um cenário onde o
imperialismo reconstruiu a hegemonia burguesa, instaurando a "democracia neoliberal" como
forma única de governo na região.
Desta maneira, o imperialismo pode "tolerar" certos governos de centroesquerda, sempre e
quando respeitem as regras do jogo, posto que pode garantir que, ainda que nas urnas se
vote por um candidato de esquerda, a economia sempre estará sujeita às políticas de
mercado. Isto restringe enormemente as possibilidades de levar a cabo reformas
progressistas na região. Os governos de centroesquerda têm enorme dificuldade para
implementar mudanças de fundo, redistribuição de terras e em poucos casos
renacionalização de empresas. As elites agromineradoras se negam a compartilhar ou
redistribuir seus enormes dividendos obtidos dos altos preços das matérias primas e
pressionam os governos para desregulamentar a economia e aprofundar o neoliberalismo. Ao
mesmo tempo, o imperialismo segue desenvolvendo uma política contrainsurgente na
Colômbia e ameaçando com uma intervenção na Venezuela, onde a recuperação da empresa
estatal petroleira tem permitido ao governo levar a cabo projetos alternativos "intoleráveis"
para os poderosos.
Em resumo, nem hoje, nem nunca, existiram as condições para adiantar na América Latina
um projeto reformista equiparável ao da socialdemocracia européia (nem sequer na etapa
desenvolvimentista da metade do século passado). Mais ainda, reformas progressistas
básicas de hoje se chocam com o obstáculo da hegemonia neoliberal.
Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem marxista, as
velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um chamado ao "realismo", ou
a construir um "capitalismo nacional", abandonam na prática o projeto estratégico da
revolução a longo prazo e terminam, em última instância, sendo funcionais à reconstrução da
hegemonia capitalista.
Os desafios da esquerda revolucionária: construção de poder alternativo, luta pela hegemonia socialista
A relação entre a estratégia e a tática políticas tem sido sempre um problema queem gerado
debates na esquerda através da história. No entanto, a história mesmo tem demonstrado que
os movimentos políticos de esquerda exitosos têm conseguido perceber os momentos táticos
em sua relação dialética com o objetivo estratégico (sem nunca perdê-lo de vista); têm
presente sempre a categoria de totalidade na hora de analisar as tarefas políticas imediatas;
têm percebido, para além dos fenômenos superficiais do momento, os aspectos gerais de
tendência de uma época, e têm se preocupado em todos os casos em incentivar a iniciativa
política direta do campo popular como motor de transformação revolucionária.
Na prática, no entanto, muitos movimentos políticos se perdem nas tarefas do dia a dia, caem
na rotina, tendem a desligar-se dos movimentos sociais, e pouco a pouco se deixam arrastar
pela chantagem institucional.
Se a esquerda revolucionária se caracteriza por difundir o socialismo como a alternativa
política a ser conquistada pelo campo popular, por apresentar a luta pelo poder como o
objetivo estratégico a alcançar, na maioria dos casos, entretanto, essa estratégia prática se
dilui de fato. Por exemplo, se um objetivo primordial para avançar sobre o projeto
revolucionário é conseguir uma abertura democrática nacional, a esquerda se perde nas
tarefas mais ou menos imediatas da luta eleitoral-parlamentar ou nas coalizões eleitorais; não
as percebe na prática como um momento tático, ainda que importante em certos casos,
sempre dependente de uma totalidade mais abrangente da luta social: descuida ou abandona
a criação de poder alternativo extrainstitucional, a organização e mobilização popular, e em
última análise, a luta antissistêmica e a organização revolucionária.
Desde a institucionalidade burguesa é impossível construir uma contra-hegemonia socialista.
Ainda que, tal como o percebia Gramsci, os espaços da democracia burguesa sejam um
campo de batalha que podem permitir ganhar certas posições ("guerra de posições"), a
criação e consolidação de uma hegemonia socialista se desenvolvem principalmente a partir
da organização e da luta social.
A educação e organização política de base, o impulso e reconstrução dos movimentos
sociais, a articulação das lutas parciais rumo aos objetivos comuns, a luta pela hegemonia, o
desenvolvimento de poder dual (poder local alternativo que dispute o poder com a burguesia)
e a relação indissolúvel entre dirigentes e movimentos sociais serão fatores decisivos que
permitirão sacudir a correlação de forças a favor do campo popular e consolidar projetos
alternativos duradouros.
Na atualidade, os crescentes custos no nível de vida da população, a crise alimentar produto
dos nefastos projetos de agrocombustíveis, a crise mundial capitalista e o crescente
descontentamento popular são condições que possibilitam retomar a ofensiva, sempre e
quando a esquerda revolucionária seja capaz de organizar o campo popular, para além da
luta eleitoral, e de impulsionar a rebeldia rumo à luta pelo socialismo.
(Traduzido por Roberta Moratori)
Para nós, não se trata de reformar a propriedade privada, mas de aboli-la; não se trata
de disfarçar os antagonismos de classe, mas de abolir as classes; não se trata de
melhorar a sociedade existente, mas de estabelecer uma nova...
Nosso grito de guerra tem de ser sempre: a revolução permanente!
K. Marx. Mensagem à Liga Comunista, 1850.
“Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem
marxista, as velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um
chamado ao "realismo", ou a construir um "capitalismo nacional", abandonam na
prática o projeto estratégico da revolução a longo prazo e terminam, em última
instância, sendo funcionais à reconstrução da hegemonia capitalista.”
Introdução:
Muitos líderes e analistas de esquerda cometem um grave erro de percepção ao
supervalorizar as mudanças políticas ocorridas na América Latina nos últimos anos. Suas
explicações vão desde aquelas que percebem os triunfos eleitorais da centroesquerda como
"avanços revolucionários", até as que, menos otimistas, afirmam entretanto que a América
Latina oferece novas oportunidades para transformar profundamente as relações de
dependência e miséria privilegiando a via institucional e aproveitando "as portas que se
abriram" desde a democracia burguesa. Isso traz como consequência a subvalorização da
importância da luta extrainstitucional e antissistêmica, da mobilização e organização popular e
da criação de poder alternativo local.
O complexo e contraditório processo que vive a América Latina desde muitos anos requer, no
entanto, análises mais abrangentes para não se deixar enganar pelas ilusões que, ainda que
fazendo chamados à mobilização de massas, coloca a luta eleitoral privilegiadamente como o
único caminho possível e "sensato" para a esquerda.
A esquerda revolucionária tem como desafios aplicar estratégias capazes de construir
verdadeiras alternativas de poder e recuperar a mobilização de massas em decadência. Isto
passa por reconhecer, para além dos triunfalismos, algo que já hoje é evidente: o refluxo da
mobilização social na América Latina e o ressurgir da direita.
Crise do neoliberalismo no início do século e triunfo eleitoral de centroesquerda:
Depois da contraofensiva neoliberal dos anos 90, ao fim da década e início do século, sua
derrota no plano econômico desacreditou a direita tradicional, criou comoções sociais e
produziu uma crise que derrocou vários governos da região por via da mobilização popular: a
revolta derrubou três presidentes no Equador, vários na Argentina e dois na Bolívia. Os
movimentos sociais foram os grandes protagonistas das jornadas rebeldes que deixaram
dezenas de mortos como saldo e puseram temporariamente em xeque a institucionalização
dominante. Indígenas, camponeses, cocaleros, trabalhadores mineiros, piqueteros e massas
urbanas empobrecidas desenvolveram jornadas de protesto social demonstrando em certos
países grande capacidade de ação e vontade de sacrifício.
As revoltas desataram uma crise de institucionalidade que, no entanto, não conseguiu ser
capitalizada pelos movimentos sociais para criar verdadeiras alternativas de poder.
Ainda que de maneira desigual, a crise e os protestos permitiram em certos casos a chegada
ao governo de candidatos de centroesquerda que capitalizaram a revolta social para substituir
a direita tradicional (Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Equador). Em outros casos surgiram
líderes dos próprios movimentos sociais (Bolívia), e um militar bolivariano que obteve
popularidade por encabeçar um golpe fracassado a um governo corrupto de direita (Venezuela).
Apesar dos matizes (não é o mesmo Venezuela, Bolívia e Equador que o resto da região do cone sul) nenhum dos governos de centroesquerda na região conseguiu desenvolver ou consolidar mudanças estruturais profundas, nem apresentar alternativas reais ao projeto neoliberal. Venezuela é uma notável exceção neste caso, cujo processo revolucionário ainda tem imensos desafios pela frente, e onde seguramente a ação decidida das organizações de base classistas será um fator decisivo no aprofundamento dos avanços.
Os governos de centroesquerda encaminharam a rebeldia popular por vias institucionais,
fizeram um chamado ao "comedimento" e não aproveitaram a capacidade de mobilização
para desenvolver poder alternativo real. Com discurso progressista, estes governos, na
maioria dos casos, desmobilizaram os movimentos sociais, apagaram vários de seus líderes
minando a autonomia e capacidade de resposta destes, ao mesmo tempo em que nomearam
para postos chaves dos ministérios neoliberais ortodoxos para conseguir um equilíbrio de poder e garantir assim a governabilidade.
Política exterior e distanciamento dos EUA: Máscara antiimperialista, fundo neoliberal
Muitas análises de esquerda se concentram na oposição que os novos governos de
centroesquerda fazem à hegemonia Estadunidense: o rechaço à ALCA principalmente é tido
como uma mostra do caráter antiimperialista dos mesmos. Excluindo Cuba e Venezuela, e
ainda que em alguns casos, o rechaço ao estabelecimento ou continuidade das bases
estadunidenses seja uma mostra de dignidade nacional, o distanciamento das políticas
estadunidenses responde melhor a um contexto interno e externo que vale a pena analisar (sobretudo nos países do cone sul): Neste plano externo a diversificação dos mercados internacionais e a alta nos preços das matérias primas no início do século permitiram certa flexibilidade e capacidade de manobra dos governos e subtraíram importância às políticas do FMI e do Banco Mundial; isto criou as condições no plano interno para o surgimento de uma classe agromineradora exportadora local e estrangeira que aproveitou os altos preços das matérias primas para buscar maiores vantagens em outros mercados. Esta classe domina as finanças, exerce pressão sobre os estados, e exige, ao mesmo tempo, junto aos gabinetes de governo, maior liberalização do mercado estadunidense (oposição à ALCA). Na maioria dos casos não se explica, em última análise, uma oposição ao neoliberalismo, mas melhores relações de mercado, mais competitivas e menos unilaterais por parte dos EUA.
Isto evidentemente debilita a política estadunidense acostumada ao saque incondicional e a
ter clientes totalmente submissos aos seus desígnios. Estes governos buscam e firmam
tratados de livre comércio com outras nações mais favoráveis à entrada de seus produtos
(União Européia, países Asiáticos e comércio local e regional). No entanto, ao mesmo tempo
se avança pouco em um projeto verdadeiro de integração solidária (ALBA) e desenvolvimento endógeno.
Fortalecimento da direita, debilitação dos movimentos sociais
Na maioria dos países onde triunfou eleitoralmente a centroesquerda, esta teve que buscar
alianças para conseguir governabilidade. A reprimarização da economia levou estes governos
a basearem sua política econômica na consolidação do setor agrominerador do qual
obtinham grandes dividendos e que lhes permitiam levar a cabo programas sociais tendentesa superar a crise social do início do século. O equilíbrio de poder constituído pela
centroesquerda baseado em suas alianças com os grandes produtores e exportadores
agromineradores e setores financeiros por um lado, e a base eleitoral composta pela classe
trabalhadora urbana e rural de classe média e baixa pelo outro, terminou por deslocar a
correlação de forças rumo à direita agromineradora com muita influência na economia.
A incapacidade para adiantar mudanças estruturais profundas, para modificar as relações de
propriedade da terra, para organizar efetivamente o movimento popular como motor
estratégico de mudança, trouxe como resultado uma debilitação da centroesquerda e um
fortalecimento crescente da direita, agora na ofensiva. Os movimentos sociais se debilitaram,
perderam influência e em alguns casos militantes.
Em resumo, os governos de centroesquerda, por falta de vontade ou incapacidade,
adiantaram uma "revolução passiva" funcional à sobrevivência do sistema capitalista cuja
crise orgânica no início do século era evidente. Isto é, com consignas progressistas
ressignificadas (mudando algo, para que nada mude), administraram a crise neoliberal,
aceitaram as engrenagens do sistema, e devolveram a legitimidade às instituições. Em última
instância, conscientes ou não, reconstruíram a hegemonia dominante e abriram espaço para
o ressurgimento de direitas.
A direita retoma a ofensiva
Ao contrário da esquerda tradicional que somente se mobiliza em tempos de campanha
eleitoral e privilegia a luta parlamentar, a direita em mudança, com seus grandes recursos,
utiliza todos os meios ao seu alcance para recuperar sua hegemonia. Em todos os países
controla os grandes meios de comunicação que desenvolvem fenômenos midiáticos pró
fascistas (Colômbia), campanhas de descrédito multimilionários (Venezuela, Equador); tem
desenvolvido projetos separatistas (Bolívia) onde a oligarquia agromineradora controla várias
províncias ricas em recursos; tem promovido iguais projetos no estado de Zulia (Venezuela),
com a infiltração crescente de grupos paramilitares colombianos, e em Guayaquil (Equador).
No Brasil, a oligarquia agroexportadora, os imensos investimentos estrangeiros em
megaprojetos de agrocombustíveis e exportação agrícola, com a cumplicidade do governo,
têm forçado o êxodo de milhares de camponeses, debilitado e perseguido aos Sem Terra
(MST) e desmatado milhões de hectares. Na Argentina, a oligarquia agrária tem mobilizado
milhares de pessoas em uma paralisação que buscava concessões sobre os impostos de
exportação governamentais.
Mesmo assim, a direita tem conseguido constituir uma base social forte em vários países e
tem combinado a luta parlamentar com a mobilização das ruas de maneira efetiva. Tem
utilizado a mobilização massiva para consolidar projetos de ultradireita (Colômbia), avançar
sobre campanhas contra as políticas progressistas (referendo na Venezuela), bloquear
estradas e parar a economia (Argentina) e consolidar projetos separatistas (Bolívia).
Na maioria dos países a embaixada estadunidense e agências como a National Endowment
for Democracy (NED, Fundação Nacional para a Democracia em português) têm gastado
milhares de dólares para financiar partidos de oposição, dar assessoria sobre propaganda
eleitoral, promover candidatos de direita e desestabilizar governos adversários de seus
interesses, ao mesmo tempo em que reativam a IV Frota e dão milhões de dólares em ajuda
militar a governos terroristas como o colombiano.
Da mesma forma, a direita tem promovido a violência das ruas e o terrorismo em vários
países. Tem criado grupos de choque para fustigar simpatizantes do governo central na
Bolívia e Venezuela, grupos armados privados para retirar de seus lugares camponeses no
Brasil e Colômbia, e consolidar assim megaprojetos agromineradores e energéticos.
O mito do reformismo: Novas roupagens, velhas ilusões
Ao contrário do que sucedeu com a socialdemocracia européia de finais do século XIX e das
primeiras seis décadas do século XX, em países beneficiados por um desenvolvimento
econômico, político e social capitalista baseado na exploração colonial e neocolonial, que lhes
permitiu acumular excedentes e redistribuir uma parte deles entre os grupos sociais
subalternos, na América Latina a transnacionalização e desregularização das economias, sua
crescente dependência no que diz respeito ao capital financeiro internacional, e à Nova
Ordem Mundial imposta, criou um mecanismo de segurança que restringia ainda mais aos
governantes a tomada de decisões de maneira autônoma ou o desenvolvimento de projetos
de reforma progressista. Assim mesmo, depois da pacificação e a derrota política sofrida pela
esquerda nas décadas anteriores, onde se instauraram ditaduras de "segurança nacional" e o
imperialismo usou a intervenção direta e a luta contrainsurgente para destruir os movimentos
revolucionários dos anos sessenta, setenta, abriu-se nos noventa um cenário onde o
imperialismo reconstruiu a hegemonia burguesa, instaurando a "democracia neoliberal" como
forma única de governo na região.
Desta maneira, o imperialismo pode "tolerar" certos governos de centroesquerda, sempre e
quando respeitem as regras do jogo, posto que pode garantir que, ainda que nas urnas se
vote por um candidato de esquerda, a economia sempre estará sujeita às políticas de
mercado. Isto restringe enormemente as possibilidades de levar a cabo reformas
progressistas na região. Os governos de centroesquerda têm enorme dificuldade para
implementar mudanças de fundo, redistribuição de terras e em poucos casos
renacionalização de empresas. As elites agromineradoras se negam a compartilhar ou
redistribuir seus enormes dividendos obtidos dos altos preços das matérias primas e
pressionam os governos para desregulamentar a economia e aprofundar o neoliberalismo. Ao
mesmo tempo, o imperialismo segue desenvolvendo uma política contrainsurgente na
Colômbia e ameaçando com uma intervenção na Venezuela, onde a recuperação da empresa
estatal petroleira tem permitido ao governo levar a cabo projetos alternativos "intoleráveis"
para os poderosos.
Em resumo, nem hoje, nem nunca, existiram as condições para adiantar na América Latina
um projeto reformista equiparável ao da socialdemocracia européia (nem sequer na etapa
desenvolvimentista da metade do século passado). Mais ainda, reformas progressistas
básicas de hoje se chocam com o obstáculo da hegemonia neoliberal.
Os setores de esquerda que pretendem reeditar hoje, inclusive com linguagem marxista, as
velhas ilusões reformistas do passado, ou aqueles que fazem um chamado ao "realismo", ou
a construir um "capitalismo nacional", abandonam na prática o projeto estratégico da
revolução a longo prazo e terminam, em última instância, sendo funcionais à reconstrução da
hegemonia capitalista.
Os desafios da esquerda revolucionária: construção de poder alternativo, luta pela hegemonia socialista
A relação entre a estratégia e a tática políticas tem sido sempre um problema queem gerado
debates na esquerda através da história. No entanto, a história mesmo tem demonstrado que
os movimentos políticos de esquerda exitosos têm conseguido perceber os momentos táticos
em sua relação dialética com o objetivo estratégico (sem nunca perdê-lo de vista); têm
presente sempre a categoria de totalidade na hora de analisar as tarefas políticas imediatas;
têm percebido, para além dos fenômenos superficiais do momento, os aspectos gerais de
tendência de uma época, e têm se preocupado em todos os casos em incentivar a iniciativa
política direta do campo popular como motor de transformação revolucionária.
Na prática, no entanto, muitos movimentos políticos se perdem nas tarefas do dia a dia, caem
na rotina, tendem a desligar-se dos movimentos sociais, e pouco a pouco se deixam arrastar
pela chantagem institucional.
Se a esquerda revolucionária se caracteriza por difundir o socialismo como a alternativa
política a ser conquistada pelo campo popular, por apresentar a luta pelo poder como o
objetivo estratégico a alcançar, na maioria dos casos, entretanto, essa estratégia prática se
dilui de fato. Por exemplo, se um objetivo primordial para avançar sobre o projeto
revolucionário é conseguir uma abertura democrática nacional, a esquerda se perde nas
tarefas mais ou menos imediatas da luta eleitoral-parlamentar ou nas coalizões eleitorais; não
as percebe na prática como um momento tático, ainda que importante em certos casos,
sempre dependente de uma totalidade mais abrangente da luta social: descuida ou abandona
a criação de poder alternativo extrainstitucional, a organização e mobilização popular, e em
última análise, a luta antissistêmica e a organização revolucionária.
Desde a institucionalidade burguesa é impossível construir uma contra-hegemonia socialista.
Ainda que, tal como o percebia Gramsci, os espaços da democracia burguesa sejam um
campo de batalha que podem permitir ganhar certas posições ("guerra de posições"), a
criação e consolidação de uma hegemonia socialista se desenvolvem principalmente a partir
da organização e da luta social.
A educação e organização política de base, o impulso e reconstrução dos movimentos
sociais, a articulação das lutas parciais rumo aos objetivos comuns, a luta pela hegemonia, o
desenvolvimento de poder dual (poder local alternativo que dispute o poder com a burguesia)
e a relação indissolúvel entre dirigentes e movimentos sociais serão fatores decisivos que
permitirão sacudir a correlação de forças a favor do campo popular e consolidar projetos
alternativos duradouros.
Na atualidade, os crescentes custos no nível de vida da população, a crise alimentar produto
dos nefastos projetos de agrocombustíveis, a crise mundial capitalista e o crescente
descontentamento popular são condições que possibilitam retomar a ofensiva, sempre e
quando a esquerda revolucionária seja capaz de organizar o campo popular, para além da
luta eleitoral, e de impulsionar a rebeldia rumo à luta pelo socialismo.
(Traduzido por Roberta Moratori)
domingo, fevereiro 14, 2010
Conversa entre três amigos com mais de 50 anos, já aposentados:
- O que você tá fazendo na vida, Toninho? (ex-executivo da Pirelli)
- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.
- E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
- E você Marcos? (ex-funcionário do Congresso Nacional)
- Eu montei um puteiro...
- Um puteiro???
- ÉÉÉÉÉÉ!!! Um puteiro!!! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas já tá dando lucro!!!
- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.
- E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
- E você Marcos? (ex-funcionário do Congresso Nacional)
- Eu montei um puteiro...
- Um puteiro???
- ÉÉÉÉÉÉ!!! Um puteiro!!! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas já tá dando lucro!!!
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Formspring, O site de 2010
Ninguém pode duvidar que o Formspring está bombando aqui no Brasil desde o fim do ano de 2009, e a cada dia que passa ta ganhando mais popularidade em 2010.
No ano de 2009, o site que mais ganhou popularidade foi o Twitter, que embora exista a muito tempo, teve seu 'boom' no ano de 2009, e nesse ano de 2010 o Formspring já conquistou milhões de fãs, principalmente aqui no Brasil, onde o número de internutas ativos é enorme.
Além de ser um site de fácil utilização, e público, o Formspring.me permite conexões com outras redes sociais, como Facebook, Twitter e Blogger, o que permite que seja divulgada amplamente e rapidamente, claro.
Nesse ano, a cada dia fica mais claro que as pessoas estão mais adeptas ao Formpring, pois além de ser um site onde você pode fazer perguntas e responder, torna mais fácil a comunicação, e um jeito menos timido de se comunicar, diferente do Twitter, onde o contato é mais restrito, e que na minha opinião, só serve pra gente famosa :B
É bem legal, você recebe perguntas que nunca pode nem imaginar e nunca te perguntariam pessoalmente, é legal e não é fútil, enfim é a nova modinha da Web.
Se você não tem um, faça logo, tai o link --> http://www.formspring.me/account/setup e o mais legal, é que você tem Facebook, você pode logar com endereço dele.
Me pergunta rs?
http://www.formspring.me/shellen
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Esse cara quebrou a cara
É, e não foi em um relacionamento não, ele quebrou a cara literalmente, ele foi inventar de dar um pulo pra se divertir com os amigos, o primeiro deu sorte, mas o segundo não pegou impulso suficiente e... bateu com a cara numa espécie de calçada, quando os amigos veem a tragédia o mar ou rio sei lá fica em volta dele vermelho, o pior já era esperado quando o resgate chega e vê que o cara não morreu, porém seu rosto abriu no meio, eu juro que quando vi a esse video pela primeira vez me deu vontade de sair correndo, ele fica vivo com o seu rosto aberto ao meio, pois é , mas ele não morreu não, mas quebrou a cara, ninguém mandou ele pular né? Pois fica um recado de amiga, não pulem que nem esse cara, se pularem usem um capacete, você podem não ter mesma sorte, eu vou procurar uma foto de como ele ficou depois, hmmm, deve ter ficado legal kkkkk
Assistam o vídeo e confiram:
http://www.youtube.com/watch?v=lhAojrFoNqA
Assistam o vídeo e confiram:
http://www.youtube.com/watch?v=lhAojrFoNqA
quinta-feira, janeiro 28, 2010
O carnaval carioca
O carnaval do Rio de Janeiro, com seu desfile de escolas de samba, é a festa brasileira mais conhecida em todo o mundo. Turistas de todos os países vão ao Sambódromo, na avenida Marquês de Sapucaí, acompanhar a passagem de tradicionais escolas, como Mangueira, Grande Rio, Portela, Salgueiro, Beija-flor e outra.
A ideia de se fazer esse desfile nasceu nas redações do jornal Mundo Esportivo, pertencente ao jornalista Mário Filho, irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues. O primeiro desfile, realizado em 1932 na Praça Onze, contou com a presença de dezenove escolas e foi vencido pela Mangueira.
Apesar do sucesso, o evento foi acompanhado primordialmente pelas camadas populares. A elite preferia divetir-se nos bailes em clubes fechados ou nos desfiles do corsos pelas ruas do Rio de Janeiro.
Diorama projetado por Hans Nobauer para o carnaval de 1933 no Rio de Janeiro. A revolução de 1930 trouxe mudanças na relação entre o governo e as manifestações culturais, como a musica popular e o carnaval. Sob a República Velha, as escolas de samba eram perseguidas pela policia carioca. Essa situação mudou a partir de 1930. Assim, em 1932 o prefeito interventor do Rio de Janeiro, o tenentista civil era Pedro Ernesto, contemplou com dois contos de réis diversas escolas de samba e blocos carnavalescos. Naquele ano, a escola de samba Deixa Falar desfilou com o enredo “A primavera e a Revolução de Outubro” (de 1930).
Hoje o carnaval carioca é o símbolo do Brasil e do mundo também, com sua alegria e desfile de brilho e beleza, e lógico muita mulheres maravilhosas, cada uma mais gostosa que a outra. Um bom marketing usado pelas escolas é o convite de celebridades, principalmente da Rede Globo, para desfile tanto nos carros como para madrinhas da bateria e capricham na sensualidade e gostosura.
Marquês de Sapucaí
Juliana Paes
Entrada
Grazzi
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Coisas pra fazer antes dos 30 anos
beber uma garrafa de tequila
transar com um dos seus melhores amigos
encontrar com alguem da net
fazer uma tatoo
subir em um palco e dançar loucamente
fugir de casa
pular de bumg jump
matar aula pra ir no buteco
passear sem calcinha (cueca)
agarrar seu amor platonico
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe
ficar com alguem 10 anos mais velho que vc
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha
dormir com a roupa que saiu dps de um porre
ir a praia de nudismo
ficar com seu professor
roubar o namorado de alguem
ir pra escola bebada
se apaixonar a 1ª vista
usar a melhor roupa pra ir ao mercado
sair com o melhor amigo do seu ex
pintar o cabelo de uma cor absurda
chorar vendo um desenho
ir parar na delegacia
beber ate ter amnesia alcoolica
aprender a tocar algum instrumento
ter um diário secreto
beijar um passante
ir numa formatura de short e chinelo
assaltar uma loja
pegar carona com desconhecido
ir pra balada de onibus
dormir na rua...
transar com um dos seus melhores amigos
encontrar com alguem da net
fazer uma tatoo
subir em um palco e dançar loucamente
fugir de casa
pular de bumg jump
matar aula pra ir no buteco
passear sem calcinha (cueca)
agarrar seu amor platonico
fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe
ficar com alguem 10 anos mais velho que vc
sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha
dormir com a roupa que saiu dps de um porre
ir a praia de nudismo
ficar com seu professor
roubar o namorado de alguem
ir pra escola bebada
se apaixonar a 1ª vista
usar a melhor roupa pra ir ao mercado
sair com o melhor amigo do seu ex
pintar o cabelo de uma cor absurda
chorar vendo um desenho
ir parar na delegacia
beber ate ter amnesia alcoolica
aprender a tocar algum instrumento
ter um diário secreto
beijar um passante
ir numa formatura de short e chinelo
assaltar uma loja
pegar carona com desconhecido
ir pra balada de onibus
dormir na rua...
terça-feira, janeiro 26, 2010
Direitos civis
Enquanto na África do Sul a população negra era vítima do apartheid, nos Estados Unidos os afrodescendetnes também sofriam as cosequências das leis segregacionistas criadas ainda na segunda metade do século XIX. Assim, os negros norte-americanos não podiam freqüentar as mesmas escolas, hospitais e outros lugares públicos reservados aos brancos; seu direito de voto era restrito e muitos deles sofriam constrangimentos, ou eram vítimas de agressões e assassinatos por extremistas brancos.
A partir dos anos 1950 intensificaram-se os movimentos negros reivindicando igualdade de direitos civis entre brancos e afrodescendentes. Um dos líderes dessa luta foi Martin Luther King Jr. (1929 - 1968), que em 1963 organizou um protesto reunido 300 mil pessoas em Washington. Também ganharam destaque o ativista muçulmano Malcom X (1952 - 1965) e o grupo Panteras Negras, surgido em 1966.
Em meados de 1963 o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei dos Direitos Civis proposta pelo presidente Jonh Kennedy (1929 - 1963). A lei estendia aos negros os mesmos direitos concedidos aos brancos. Apesar dusso, ainda negros e brancos norte-amerucanos continuam separados por profundas diferenças sociais.
A partir dos anos 1950 intensificaram-se os movimentos negros reivindicando igualdade de direitos civis entre brancos e afrodescendentes. Um dos líderes dessa luta foi Martin Luther King Jr. (1929 - 1968), que em 1963 organizou um protesto reunido 300 mil pessoas em Washington. Também ganharam destaque o ativista muçulmano Malcom X (1952 - 1965) e o grupo Panteras Negras, surgido em 1966.
Em meados de 1963 o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei dos Direitos Civis proposta pelo presidente Jonh Kennedy (1929 - 1963). A lei estendia aos negros os mesmos direitos concedidos aos brancos. Apesar dusso, ainda negros e brancos norte-amerucanos continuam separados por profundas diferenças sociais.
Multidão de partidário da luta pelos direitos civis dos negros reúne-se na Marcha sobre Washignton por Trabalho e Liberdade. O homem que se destaca no primeiro plano é Martin Luther King. Nessa manifestação, ele pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho", no qual revela esperança em um futuro de igualdade e respeito mútuo entre negros e brancos. Por ironia, Luther King seria assassinado por um extremista branco cinco anos depois d marcha. Washington, Estados Unidos, março de 1963.
Dicas de filmes:
O Sol é para todos, de Robert Mulligan, 1962
Malcolm X, de Spike Lee, 1992.
EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.
Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
domingo, janeiro 24, 2010
Texto de Arnaldo Jabor
"As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua
reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é
o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o
que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem
quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído
em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna
você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à
sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus."
Arnaldo Jabor
reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é
o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o
que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem
quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído
em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna
você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à
sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus."
Arnaldo Jabor
sexta-feira, janeiro 22, 2010
A inveja é o símbolo da incapacidade, por Arnaldo Jabor
| " A inveja é o simbolo da Incapacidade. " - Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. .. Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária. - Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo. - Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. - Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. - 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas. - O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense ! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né?? ? Grande coisa... O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce! Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim? |
sábado, janeiro 16, 2010
Frases
"O oposto do amor não é ódio, mas sim a indiferença" (Érico Verissímo)
"Nada acontece sem intenção consciente, sem meta desejada" (Marx-Engels)
"Nada acontece sem intenção consciente, sem meta desejada" (Marx-Engels)
"O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano". (Isaac Newton)
“Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor” (Albert Einstein)
“Conhecer o outro e conhecer a si mesmo; em cem batalhas nenhum perigo. Não conhecer o outro e conhecer a si mesmo; uma vitória para uma perda.Não conhecer o outro e não conhecer a si mesmo, em cada batalha, derrota certa.” Sun Tzu (A arte da guerra)
“Tudo o que sei é que nada sei.” Sócrates – Filósofo Grego
“Mente é igual pára-quedas. Funciona melhor aberta.” Mario Sergio Cortella
“Para melhorar a qualidade de vida, melhore a qualidade de seus pensamentos.” Brian Tracy
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... (Clarice Lispector)
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra" (W. Skakespeare)
"Quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém" Vinicius de Moraes
Tornaste-te que tu és. (Friedrich Nietzsche)
''E eu que reclamava de não ter sapatos, aí eu encontrei um sujeito que não tinha nem pés...'' (proverbio chinês)
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios... Por isso, cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada momento de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos..." Charles Chaplin
"Conhece-te a ti mesmo". (Sócrates)
"Antes de explicarmos o que é o mundo e qual sua origem, nós devemos desvendar quem somos nós".
As palavras estão cheias de falsidade ou de arte; o olhar é a linguagem do coração.
William Shakespeare
Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.
William Shakespeare
O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
William Shakespeare
"Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia"
(William Sheakespeare em sua notável peça Hamlet)
"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas." (Nietszche)
"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida." ( Platão )
"Brincar é condição fundamental para ser sério". ( Arquimedes )
"Uma vida não questionada não merece ser vivida". ( Platão )
... ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria
(Renato Russo)
"Deus está morto."
Friedrich Nietzsche
"Friedrich Nietzsche está morto."
Deus. rs
"Quem atinge o seu ideal, ultrapassa-o precisamente por isso."
Friedrich Nietzsche
"O homem só pode ser ele próprio quando está sozinho; se não gosta de solidão, não gosta de liberdade." SCHOPENHAUER
Aristótoles
“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”
Só conheço o mundo como ele me aparece, como ele se apresenta aos meus sentidos e dentro das formas da minha consciência, com uma palavra como eu o REPRESENTO: o mundo é minha REPRESENTAÇÃO.
( Arthur Schoopenhauer)
26/10/05
"Viver é sofrer es que a supressão da dor vem da contemplacão artística nos levando a conhecer nossos desejos e vontade e, para sua libertacão, o homem precisaria renunciar aomundo, de modo radical".
Arthur Schopenhauer
Aristóteles
“O homem, quando ético, é o melhor dos animais, mas separado da lei da justiça, é o pior de todos”.
O Homem está condenado a ser eternamente livre - Sartre
Tudo que é solido dissolve-se no ar -Marx
Proletarios do mundo uni-vos - Marx e Engels
Não existe livros morais nem imorais. Só bem ou mal escritos. - Oscar Wilde
Ser ou não ser? Eis a questão! - Shakespeare
Albert Einstein
Nunca pensono futuro ,ele chega depressa demais.
William Shakespeare...
"Depois de algum tempo você aprende que só porque alguém não o ama como você gostaria não significa que ela não te ame com tudo o que pode..."
Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.
Pitágoras
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Friedrich Nietzsche
Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
Friedrich Nietzsche
O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções. (Karl Marx)
Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo. (Karl Marx)
A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo. (Karl Marx)
O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,.o que mais me preocupa é o silêncio dos bons" (Luter King)
terça-feira, dezembro 22, 2009
Charlie Chaplin, O último discurso de "O Grande Ditador"
...Gostaria de ajudar a todos se possível, judeus, o gentio, negros...brancos.
Todos nós de sejamos ajudar uns aos outros! Os seres humanos são assim. Desejamos viver para o felicidade do próximo.e não seu infortúnio. Nós não queremos odiar ou despresar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza Porém nós nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralahas do ódio, e tem nos feito caminhar a passos de ganço para a miséria e os mortícinios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz em abundância tem nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos.Nossa inteligência, empedernidos e cruéis, nós pensamos em demasia e sentimos tão pouco. Mas do que as máquinas, precisamos de humanidade. Mas do que inteligência precisamos de afeição e doçura, sem essas duas virtudes a vida será violenta e tudo será perdido. A aviação e o rádio nos trouxeram mais próximos, a próxima natureza dessa coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo a fraternidade universal, a união de todos nós...Não desespereis, a desgraça que tem caído sobre nós, não é mais do que o produto da cobiça em agônia, da amargura de homens que temem o progresso humano. O ódio desses homens desaparecerá e ditadores morrerão e o poder que eles tomaram do povo, irá retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens a liberdade nunca perecerá... Aqueles que te dizem o que pensar e o que sentir... não se deêm as esses desumanos! Homens-máquinas, com mentes-máquinas e corações-máquinas! Vocês não são máquinas! Vocês são humanos! Vocês têm o amor em seus corações. Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar e os desumanos. No cap.17 do evangelho de Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro de homem, não em um homem, nem em um grupo de homens, mas em todos os homens, está em vós, o poder de criar felicidades. Vós tens o poder de criar uma vida livre e bela, de faze-la uma aventura maravilhosa. Unamo-nos todos nós! Vamos lutar por um novo mundo, um mundo decente, que dê um futuro aos jovens e segurança à velhice, dar fim a ganâcia e a intolerância. Lutemos por um mundo de razão. Um mundo em que a ciência e o progresso nos guiem à felicidade de todos os homens ....
Todos nós de sejamos ajudar uns aos outros! Os seres humanos são assim. Desejamos viver para o felicidade do próximo.e não seu infortúnio. Nós não queremos odiar ou despresar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza Porém nós nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralahas do ódio, e tem nos feito caminhar a passos de ganço para a miséria e os mortícinios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz em abundância tem nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos.Nossa inteligência, empedernidos e cruéis, nós pensamos em demasia e sentimos tão pouco. Mas do que as máquinas, precisamos de humanidade. Mas do que inteligência precisamos de afeição e doçura, sem essas duas virtudes a vida será violenta e tudo será perdido. A aviação e o rádio nos trouxeram mais próximos, a próxima natureza dessa coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo a fraternidade universal, a união de todos nós...Não desespereis, a desgraça que tem caído sobre nós, não é mais do que o produto da cobiça em agônia, da amargura de homens que temem o progresso humano. O ódio desses homens desaparecerá e ditadores morrerão e o poder que eles tomaram do povo, irá retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens a liberdade nunca perecerá... Aqueles que te dizem o que pensar e o que sentir... não se deêm as esses desumanos! Homens-máquinas, com mentes-máquinas e corações-máquinas! Vocês não são máquinas! Vocês são humanos! Vocês têm o amor em seus corações. Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar e os desumanos. No cap.17 do evangelho de Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro de homem, não em um homem, nem em um grupo de homens, mas em todos os homens, está em vós, o poder de criar felicidades. Vós tens o poder de criar uma vida livre e bela, de faze-la uma aventura maravilhosa. Unamo-nos todos nós! Vamos lutar por um novo mundo, um mundo decente, que dê um futuro aos jovens e segurança à velhice, dar fim a ganâcia e a intolerância. Lutemos por um mundo de razão. Um mundo em que a ciência e o progresso nos guiem à felicidade de todos os homens ....
sábado, dezembro 12, 2009
"Alguns homens tolos declaram que o Criador fez o mundo.
A doutrina que diz que o mundo foi criado é erronea e deve ser rejeitada]
Se Deus criou o mundo onde estava Ele antes da criaçao?
Se voce argumenta q Ele era entao transcedente, e que portanto nao precisava de suporte fisico, onde está Ele agora?
Nunhum ser ter a habilidade de fazer este mundo-
Pois como pode um ser imaterial criar algo imaterial?
Como pôde Deus criar o mundo sem nunhum material básico?
Se voce argumeta q Ele criou o material antes, e depois o mundo, voce entrara num processo de regressao infinita.
Se voce declarar q esse material apareceu espontanematente, vc entrara em outra falácia,
Pois nesse caso o Universo como um todo poderia ser seu proprio criador.
Se Deus criou o mundo como um ato de seu proprio desejo, sem nenhum material,
entao tudo vem de Seu proprio capricho e nada mais -- e quem vai acreditar numa bobagem dessas?
Se Ele é perfeito e completo, como Ele pode ter o desejo de criar algo?
Se, por acaso Deus não é perfeito, Ele jamais poderia criar um Universo melhor do q um simples artesão.
[...]
Se Ele é perfeito qual a vantagem que Ele teria em criar o Universo?
Sevc argumenta q Ele criou sem motivo, por que essa é a sua natureza, entao Deus não tem objetivos.
[...]
Se Ele criou o Universo como forma de diversão, entao isso é uma brincadeira de crianças tolas, que em geral acaba mal.
[...]
Portanto, a doutrina que diz que Deus criou o mundo não faz sentido nehum
Homens de bem devem combater os que crêem na divina criaçao, enlouquecidos por essa doutrina maléfica.
Saiba que o mundo, assim como o tempo, nao foi criado, nao tendo proncipio nem fim,
E é baseado nos Principios: vida e Natureza.
Eterno e Indestrutivel, o Universo sobrevive sob a compulsao de sua propria natureza. "
A doutrina que diz que o mundo foi criado é erronea e deve ser rejeitada]
Se Deus criou o mundo onde estava Ele antes da criaçao?
Se voce argumenta q Ele era entao transcedente, e que portanto nao precisava de suporte fisico, onde está Ele agora?
Nunhum ser ter a habilidade de fazer este mundo-
Pois como pode um ser imaterial criar algo imaterial?
Como pôde Deus criar o mundo sem nunhum material básico?
Se voce argumeta q Ele criou o material antes, e depois o mundo, voce entrara num processo de regressao infinita.
Se voce declarar q esse material apareceu espontanematente, vc entrara em outra falácia,
Pois nesse caso o Universo como um todo poderia ser seu proprio criador.
Se Deus criou o mundo como um ato de seu proprio desejo, sem nenhum material,
entao tudo vem de Seu proprio capricho e nada mais -- e quem vai acreditar numa bobagem dessas?
Se Ele é perfeito e completo, como Ele pode ter o desejo de criar algo?
Se, por acaso Deus não é perfeito, Ele jamais poderia criar um Universo melhor do q um simples artesão.
[...]
Se Ele é perfeito qual a vantagem que Ele teria em criar o Universo?
Sevc argumenta q Ele criou sem motivo, por que essa é a sua natureza, entao Deus não tem objetivos.
[...]
Se Ele criou o Universo como forma de diversão, entao isso é uma brincadeira de crianças tolas, que em geral acaba mal.
[...]
Portanto, a doutrina que diz que Deus criou o mundo não faz sentido nehum
Homens de bem devem combater os que crêem na divina criaçao, enlouquecidos por essa doutrina maléfica.
Saiba que o mundo, assim como o tempo, nao foi criado, nao tendo proncipio nem fim,
E é baseado nos Principios: vida e Natureza.
Eterno e Indestrutivel, o Universo sobrevive sob a compulsao de sua propria natureza. "
terça-feira, dezembro 01, 2009
Festival Internacional de Cinema e Religião
A Mostra de Cinema e Religião entra na sua sétima edição com o tema Mídia e Religião: tecnologia e arte. De 6 a 20 de dezembro, a cidade de São Paulo recebe filmes que contam histórias religiosas - documentários e ficção - dos quatro cantos do mundo
A Mostra de Cinema e Religião entra na sua sétima edição tendo como tema Mídia e Religião: tecnologia e arte. São as novas possibilidades que as ferramentas tecnológicas trazem também para o universo religioso. Além de uma maior divulgação, uma parceria inédita com a ONG Viração possibilitou, através de uma seleção, sete vídeos de 3 minutos sobre a pergunta "Como você conversa com o Divino?", para difusão no celular e internet, feitos por jovens de comunidades periféricas de todo o Brasil.
Dentro da tradição ecumênica e de diálogo inter-religioso da Mostra de Cinema e Religião, este ano o Centro Cultural da Juventude, a PUC SP e a sala de cinema da Galeria Olido recebem cerca de 30 produções cinematográficas.
Dos filmes inéditos que fazem parte da programação, o filme israelense Gevald traz ao Brasil, seu diretor Ron Ofer. Gevald, que quer dizer vergonha em hebraico justapõe as experiências dos dois líderes da comunidade judaica de Jerusalém. Um representa um grupo ultra-ortodoxo, radicalmente contrário à existência do Estado de Israel, e o outro é um político veterano do parlamento Israelense. Ambos mostram suas visões sobre as eleições nacionais de Israel.
Nesta edição da VII Mostra de Cinema e Religião - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte,o Blog Olhares sobre o Sagrado (www.cinemaereligiao.com/wordpress ) já está "no ar" com "posts" sobre assuntos cinematográficos e religiosos. E apesar de todas as dificuldades financeiras que o ano de 2009 viveu, a VII Mostra Cinema e Religião amplia seu público através da realização de sessões cinematográficas gratuitas em novos espaços, sem deixar de refletir sobre o tema através de debates com especialistas e realizadores.
Para o curador da VII Mostra de Cinema e Religião - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte, César Sartorelli, "a Mostra propõe mostrar as múltiplas facetas da religiosidade brasileira e mundial, para contrapor os estereótipos de que todo muçulmano é terrorista, de que existem religiões "primitivas" e "evoluídas". Quanto mais entendemos outras religiões melhor podemos dialogar pela paz entre elas."
Histórico
A Mostra Cinema e Religião "Olhares sobre o Sagrado" foi criada em 2003 no Centro Cultural São Paulo. Os temas das Mostras Cinema e Religião já trataram de Religião e Natureza: magia e cultura - 2004, Religião e Sexualidade: o erotismo e o sagrado - 2005, Mitologia e Religião: o sagrado no profano - 2006, Ritos de Passagem: nascer, viver e morrer - 2007, Milagres e Curas - 2008. Este ano o tema Mídia e Religião: tecnologia e arte tratará das modificações que as novas tecnologias trazem na difusão das religiões quanto da mídia como meio de criação. Para César Sartorelli, a Mostra de Cinema e Religião tem uma tradição de selecionar filmes abordando todas as manifestações religiosas, sem preconceito ou restrições, " isso ajuda a reconhecer o papel que essas religiões têm como senso de pertencimento, criador de paradigmas, idéias, crenças e valores morais que influenciam atitudes e ações que estão para muito além do mundo estritamente religioso."
Já foram parceiros da Mostra Cinema e Religião instituições como Cinemateca Brasileira, Cinemateca da Embaixada Francesa do Rio de Janeiro, Instituto Goethe, Consulado Japonês e Fundação Japão. Nesta edição, a VII Mostra de Cinema e Religião - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte conta com o co-patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e o apoio da Embaixada de Israel, ONG Vídeo nas Aldeias, ONG Viração, do Programa de Pós Graduação em Ciências da Religião - PUCSP, GO2 Filmes, Films Religion Today e do Insigth Film Festival. A produção é da Mamute Filmes.
Serviço:
Festival Internacional de Cinema e Religião - VII Mostra de Cinema e Religião
Olhares sobre o Sagrado - Mídia e Religião: Tecnologia e Arte
De 6 a 20 de dezembro
Centro Cultural da Juventude Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo - SP
Tel: (11) 3984-2466
Galeria Olido - Avenida São João, 473 - Centro - São Paulo - SP
Tel: (11) 3331-8399 ou 3397-0171
PUC SP Campus Monte Alegre - Rua Monte Alegre, 984 - Perdizes - São Paulo - SP
Fone: (11) 3670-8000
Entrada Gratuita
Mais informações no site oficial da VII Mostra de Cinema e Religião
http://cinemaereligiao.com/mostra/
Assinar:
Postagens
(
Atom
)




