domingo, junho 26, 2011

Você sabe o que é Educação Popular?



Olá professor/a.
O Serviço Social por essência é educação popular, é educação do povo e para o povo, é autonomia e emancipação do sujeito. Fazendo um recorte para o Serviço Social na academia, ou seja, para os estudantes de Serviço Social, nós Assistentes Sociais em processo de formação queremos te fazer um convite!
A Educação Popular faz a diferença no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, não um processo de “conscientização” onde você professor/a despeja seu conhecimento nas tabulas rasas dos estudantes, nós só queremos saber o que é real, mas não está claro.
Nós temos conhecimento, queremos falar em sala de aula, nos dê espaço, temos vivências no cotidiano que podem ser riquíssimas, podem muitas vezes partir do “senso-comum”, mas uma das funções do Educador é fazer a ponte com a “ciência”.
Os estudantes precisam saber mais sobre a práxis revolucionária, saber a aliar teoria e prática, o nosso curso historicamente tem compromisso com a classe trabalhadora e com os movimentos sociais, mas os estudantes (por um processo de crise de modo geral) estão apáticos, e criminalizando os movimentos (isso obviamente não é culpa do professor, mas vocês podem dar uma ajuda), digam a verdade em sala, que o movimento social é essencial para nossa prática profissional, e é princípio no nosso projeto ético-político.
Algumas dicas para facilitar o processo ensino-aprendizagem:
• Coloque as carteiras da sala em círculos, isso facilita as intervenções dos mais tímidos e da um “pé de igualdade” entre professor/a e estudante, isso também quebra com uma lógica disciplinar e militar (de preferenciar os “queridinhos” que sentam na frente e estigmatizar os “vagabundos/as” do fundão. E diminui a conversa dos grupinhos. Teste, e verá diferença!
• Dê espaço para o estudante falar, afinal temos que exercitar as falas em público e perder a timidez, pois a academia é o espaço para isso, estimule eles a isso, por exemplo pontuando participação, infelizmente é necessário, até que se sintam a vontade livremente pra expor o que pensam! Deixe claro no início da semestre/disciplina que o estudante tem vez e voz para falar o que achar necessário.
• As avaliações devem provocar os/as estudantes a pensarem e refletirem! O processo “toma lá dá cá”(questões objetivas) são importantes para concursos, mas as subjetivas são essenciais para exercitamos o processo de dissertação e colocar no papel o que pensamos. Mas atenção, as questões são subjetivas, e não devem ser analisadas do lado ideológico que se encontra você professor ou o autor do texto base, limites aí hein?! Pratique outros modelos de avaliação, seminários geralmente são falhos! FICA A DICA. (Pelo menos como são praticados atualmente).
• Sobre a metodologia fica uma dica que o Slide é um meio e não um fim, o que é central é explicar o conteúdo, principalmente com outras fontes, por que o texto já foi lido, traga algo novo! FAÇA A DIFERENÇA!

Atenciosamente.

PS: Essa carta em breve será colocada nos escaninhos dos/as professores/as do Deprtamento de Serviço Social d UFPB, se eu reprovar, já sabem.

Serviço Social na Defensoria Pública


Autoras: Iocoama Dantas e Shellen Galdino


INTRODUÇÃO

Este trabalho foi baseado de acordo com as informações obtidas a partir da entrevista com a Assistente Social responsável pelo Serviço Social da instituição, Y. L. P. em relação á Defensoria Pública, e de acordo com o que estudamos na disciplina de Fundamentos da Analise Institucional, analisar em qual corrente institucionalista se encaixa tal instituição apresentada nesse trabalho. Este trabalho conterá e relatará dados de entrevista com a mesma, perfil da instituição e relatório com observação das autoras.



CONTEXTUALIZAÇÃO


A Defensoria Pública em nível nacional, foi instituída pela Constituição Federal de 1988, enquanto um órgão prestador de serviços no âmbito da assistência jurídica integral e gratuita a todos os cidadãos que comprovem não dispor de recursos financeiros para o pagamento de honorários advocatícios, bem como custos processuais, garantindo assim, o exercício da cidadania. Seu surgimento se deu a partir das reivindicações da sociedade civil organizada, o que constitui um marco de lutas por direitos sociais e a ampliação do acesso a justiça. A Constituição de 1988, no Art. 134, considera a Defensoria Pública, ao lado do Ministério Público e da Advocacia Pública, como função essencial à Justiça:

Art. 134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988).

A Defensoria Pública do Estado da Paraíba, em João Pessoa, têm sede no Parque Sólon Lucena, nº 300 – Centro. Contudo os atendimentos não estão sendo realizados na sede, mas num anexo na Av. Dom Pedro II, nº 506 – Centro.
            Foi instituída através da Lei nº 2.067/59, de 30 de abril de 1959, a qual estabelecia a assistência jurídica no Estado. A partir da Constituição do Estado, promulgada em 1989, através do Art. 24, a instituição passou a ser chamada Procuradoria Geral da Defensoria Pública.
            Dados históricos confirmam que de 1959 a 1990 a Defensoria do Estado não dispunha de atendimento em todas as especialidades, pois o número de defensores era reduzido e, assistentes sociais, bem como psicólogos não compunham o quadro funcional da instituição.
            Atualmente a Defensoria Pública do Estado da Paraíba conta com 77 Comarcas em todo o território estadual; 320 defensores públicos, aproximadamente. Destes, 09 requereram aposentadoria, 02 estão afastados, segundo os dados da Relação de Defensores Públicos do Estado da Paraíba por Comarcas e Nomes, atualizada em 05 de janeiro de 2010, dando um total de 309 profissionais em exercício. Na Comarca da cidade de João Pessoa trabalham 121 defensores públicos e 04 assessores jurídicos, 02 assistentes sociais e 02 psicólogos.
De acordo com as informações obtidas a partir da entrevista com a Assistente Social Yara Leite Pereira, responsável pelo Serviço Social na instituição da Defensoria Pública do Estado da Paraíba, os atores da instituição são: defensores públicos, assistentes sociais, psicólogos, técnicos administrativos, agentes de limpeza e segurança. Ainda segundo a assistente social a relação entre eles se dá de maneira respeitosa, cada um no seu devido espaço. Mas como atuam por vara, a equipe do atendimento psicossocial, por exemplo, se relaciona melhor em trabalhos como visita em loco. Segundo a Assistente Social, as estagiárias fazem tudo o que o Assistente Social faz menos assumir a frente.
Os maiores desafios encontrados na atuação é a imparcialidade, já que ela não pode demonstrar de qual lado ela está. Os desafios interprofissionais são os de saber respeitar à subjetividade e limitações de cada um, já que nem todos são iguais.
Os desafios na interação com os usuários são de passar segurança e seriedade, fazer com que as partes em conflito se respeitem para que não ocorram agressões, e mediadas pelo serviço social, haja uma conciliação amigável. É preciso passar segurança para que acreditem na postura do Serviço Social.
As possíveis saídas para vencer os impasses são o diálogo, a paciência, conversação e conciliação, para que tudo seja resolvido ainda lá e não precise ir diretamente para o judiciário.
O tipo de ações desenvolvidas e instrumentos técnicos operativos do Serviço Social são o aconselhamento na parte preliminar, conciliação, visita domiciliar, convite para que a outra parte vá até a defensoria, mas esse convite não é uma intimação, entrevista, laudo social, parecer social, ficha de atendimento (avaliação). Se a conciliação não der certo, encaminha pra justiça.
A assistente social entrevistada afirmou “adorar desafios”, foi trabalhar na Instituição por vários fatores, tanto pela questão financeira, pelo desafio da área da defensoria pública, e visto também que ela queria algo novo, pois já trabalhava a 27 anos na área da saúde. A mesma trabalha a menos de um ano na defensoria pública e por isso, ainda não cogita a possibilidade de sair desta, que contribuir mais e não pensa em se aposentar.
A assistente social na entrevista estava descontraída, a Defensoria Pública estava praticamente vazia, quando entramos tinha acabado de sair um usuário, que ficou receoso ao saber que o convite da defensoria seria entregue por ele próprio ou outrem, e não pela polícia, pois o convite da defensoria pública não é uma intimação. Ela citou na segunda questão sobre os desafios, questões de perseguição e cita muito o instrumento de conciliação. Que sempre tenta a conciliação, mas todo conflito com os direitos humanos são conciliáveis? Ela cita que os casos mais frequentes são divórcios, brigas no âmbito familiar e pensão. Quando os usuários iniciam o atendimento é preenchida uma ficha de avaliação, porém a mesma não concorda com o nome, quer mudar para ficha de atendimento, mas como ainda é recém chegada na instituição não quer gerar um maior conflito, segundo ela mesma, não por enquanto.

A mesma fala das atribuições dos estagiários na Instituição, ela diz que “os estagiários fazem tudo que o nós fazemos, tudo mesmo, só se aprende na prática, mas eles não tomam a frente”. Segundo o Código de Ética do Assistente Social de 1993:

Art. 4º É vedado ao/à assistente social: d- compactuar com o exercício ilegal da Profissão, inclusive nos casos de estagiários/as que exerçam atribuições específicas, em substituição aos/às profissionais. (CÓDIGO DE ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL, 1993)



CONCLUSÃO

Com esse trabalho e a entrevista feita a uma das Assistentes Sociais da Defensoria Pública da Paraíba, concluímos que a instituição melhor se encaixa na corrente institucionalista, Sociologia Institucionalista, que foi o que podemos perceber com a entrevista, pelo trabalho apresentado pela assistente social da instituição, não há uma preocupação com a mudança social, sua investigação se focaliza somente no que acontece dentro da instituição, não se faz uma análise de seus antecedentes.

Criança e Adolescente

A história da criança e do adolescente sempre foi marcada pela marginalidade educacional, social, cultural, econômica e política, e hoje apesar da declaração da criança e do adolescente como sujeitos de direito e cidadãos, estes ainda carregam marcas da história de exclusão e discriminação que sofreram ao longo da história.
Historicamente a proteção social a população infanto-juvenil surgiu de práticas filantrópicas e assistencialistas, por parte tanto da sociedade, quanto do Estado. As ações tinham caráter assistencialista, repressiva, discriminatória e estigmatizante. O processo de industrialização urbana no Brasil, e consequentemente o surgimento da classe trabalhadora e do aprofundamento da questão social, forjou uma conjuntura instável para as famílias pobres, que passaram a ser foco dos programas assistencialistas, principalmente a população infanto-juvenil.
O Código de Menores de 1927 tinha como objetivo higienizar, vigiar e punir as crianças e os adolescentes, que eram tratados como “caso de polícia” e não com políticas públicas efetivas. Com o Estado Novo (1937-1945) foi consolidado a política assistencialista com caráter repressivo, e em 1941 surgiu o Serviço de Assistência os Menores (SAM), que era marcado por práticas autoritárias, de disciplina e violência, coerção, corrupção etc. O SAM foi extinto em 1964, por pressão da Igreja Católica e da sociedade de modo geral, e no mesmo ano foi criada a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM), que tinha como uma das funções orientar e fiscalizar as Fundações Estaduais de Bem-Estar ao Menor (FEBEMs).
Em 1979 foi aprovado o novo Código de Menores (Lei N° 6.697/79), porém inalterando as práticas assistencialistas e repressivas. A sociedade começou a discutir mais sobre o assunto, e a partir de uma luta conjunta dos movimentos sociais e juristas passou a reconhecer as crianças e os adolescentes como sujeitos de direitos. Dessa mobilização foi criada, em 1987, a Comissão Nacional Criança e Constituinte. Em 1988, a Constituição Federal afirmou os direitos da criança e do adolescente, reconhecendo-os como pessoa humana, cidadã e detentora de direitos, pautando-se na proteção integral, priorizando o poder público, a família e a sociedade, como mostra o Art. 227
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (BRASIL, 1988)
Foi aprovado, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei Federal n° 8.069, de 13/07/1990), regulamentado nos artigos 227 e 228 da Constituição Federal. O ECA marca o início de uma ruptura com a visão clientelista e repressora até então predominante. No Art. 2° conceitua as crianças até os 12 anos e os adolescentes dos 12 aos 18 anos de idade. No Art.4° coloca como responsáveis pelas crianças e pelos adolescentes a família, a comunidade, a sociedade em geral e o poder público.
O ECA institui a política de atendimento das crianças e dos adolescentes por um conjunto articulado de ações governamentais e não governamentais da União, Estados, Distrito Federal e municípios.
Essas ações têm como linhas de ação (arts. 86 e 87):
- políticas sociais básicas;
- políticas e programas de assistência social, em caráter supletivo, para aqueles que delas necessitam.
- serviços de proteção integral, como atendimento médico e psicossocial ás vítimas de negligência, mus tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão;
- serviço de identificação e localização dos pais, responsável, crianças e adolescentes desaparecidos;
- proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente;

Fundando no princípio de descentralização e municipalização, e numa nova prática de gestão social pública – democrática e participativa – estabelece instâncias de co-gestão a criação dos Conselhos Tutelares. Em 1990 foi criado para substituir a FUNABEM, a Fundação Centro Brasileiro para a Infância e a Adolescência (FCBIA). Porém, em 1995 o governo de FHC em seu projeto e ofensiva neoliberal, provocou o desmonte das políticas sociais, extinguindo a FCBIA, a LBA e o Ministério do Bem-Estar Social.
O avanço político do ECA é inegável, porém na realidade vive grandes impasses para a consolidação e materialização das políticas e ações propostas. Com mais de 20 anos, tem muito  ser consolidado dos seus 267 artigos. As políticas voltadas à criança e ao adolescente, como as políticas de modo geral, vêm passando por um processo doloroso de privatização, descentralização, focalização e seletividade. E o Binômio da política pública, que é marcada tanto por conquista da sociedade civil, tanto por concessão do Estado, não faz valer o sentido clássico da palavra conquista, pelo refluxo das lutas sociais e naturalização das relações sociais, abrindo espaço para a “alternativa eficaz” do terceiro setor, que Yazbek (1993 e 2000) denomina refilantropização das políticas sociais.

Panoptismo

Disciplina: tornar o diferente igual
Panoptismo como poder disciplinar de vigiar e punir



A formação da sociedade disciplinar está ligada a um certo número de amplos processos históricos no interior dos quais ela tem lugar: econômicos, jurídico-políticos científicos, enfim.

1)      De maneira geral as disciplinas são técnicas para assegurar a ordenação das multiplicidades humanas, que tem três objetivos: tornar o exercício do poder o menos custoso possível (tanto economicamente como politicamente) ; fazer com que os efeitos do poder social sejam levados a seu máximo de intensidade e entendidos tão longes quanto possível, sem fracasso nem lacuna  e fazer crescer a docilidade e a utilidade de todos os elementos do sistema.
Na disciplina o que importa é controlar ou manipular, ela deve estar e dominar em todos os lugares e todas as forças, desde o exército ao atendimento em saúde. E sendo fixa ela imobiliza ou regulamenta mais profundamente os movimentos.
É importante a disciplina utilizar processo de separação e verticalização, com redes hierárquicas precisa.
Deve neutralizar os efeitos de contrapoder que dela nascem e que formam resistência o poder que quer dominá-lo: agitações, revoltas, organizações espontâneas.. por que quebra a ordem lógica, natural e padronizada dos fatos.

A disciplina deve extrair dos corpos o máximo de tempo e forças, e com métodos em conjunto como: horários, treinamentos coletivos, exercícios, vigilância. Pra ajustamento recíproco dos corpos, gestos e ritmos, com uma padronização. De maneira mais discreta possível.

2)      Modalidade panóptica do poder
As disciplinas dão na base, garantia da submissão das forças e dos corpos. As disciplinas reis e corporais constituíram o subsolo das liberdades formais e jurídicas.
Panoptismo: mais coerção e controle.
As disciplinas caracterizam, classificam, especializam, hierarquizam os indivíduos. Normaliza e normatiza.

Hoje o panoptismo está difundido, em todas as partes. Com poder disciplinar de vigiar e punir.

O panoptismo no processo histórico encontra-se na mesma época do nascimento da agronomia, industria, economia, em meio a isso o panoptismo foi pouco celebrado, só se reconhece nele uma utopia estranha, o sonho de um maldade. Um pouco como se Bentham tivesse sido Fourier de uma sociedade policial, cujo falanstério houvesse tido a forma de panoptico.

MEDIR, AVALIAR, DIAGNOSTICAR, CURAR, TRANSFORMAR OS INDIVIDUOS



Devemos ainda nos admirar que a prisão se pareça com as fábricas, com as escolas, com os quartéis, com os hospitais, e todos se pareçam com as prisões?

Vale a pena ver esses vídeos:



http://www.youtube.com/watch?v=Zg4UB-amR_0

Esse fichamento foi realizado com base no livro Vigiar e Punir e Michel Focault.

O que é a realidade?

Vejam o enunciado, não perguntei o que é realidade e nem pedi exemplos de realidade, mas sim o que é A REALIDADE em si mesma.
Isso sim é que é uma pergunta pós-moderna!
Só pós-moderno se preocupa com isso! É um revivamento da metafísica e da filosofia implícita. Você vai atravessar uma rua, vem um caminhão, isso é real! Se jogam uma pedra na sua cabeça, isso é real.
Não podemos cair nessa arapucas intelectuais. É coisa de matrix. Quem quer estudar filosofia da mente pode se dar ao luxo de ficar se perguntando o que o real.

XI tese de Marx sobre Feaurbach:
os filósofosos adoram tentar compreender o mundo. Mas, o que é preciso, é transformar o mundo. Não se transforma sem compreender. Mas, ficar só compreendendo sem ação transformadora.

Vamos aliar a teoria a prática, fazer da nossa práxis a revolução.








PS: Isso foi fruto de uma conversa com o companheiro David.



sábado, junho 25, 2011

ANONYMOUS: "O PLANO" 1 FASE: INICIADA GUERRA CONTRA O SISTEMA

Pessoas queridas, vejam este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=8c1ua7szp1U

E logo depois vejam também essa reportagem: http://www.fibra.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2179:hackers-do-grupo-anonymous-presos-pela-policia-turca&catid=35:internet&Itemid=59


E logo depois vejam esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KqjOVw05EuA&feature=related

Vamos divulgar


ANONYMOUS: "O PLANO" 1 FASE: INICIADA GUERRA CONTRA O SISTEMA




Poste no twitter: ‎#EuApoioAnonymous #EuApoioAnonymous #EuApoioAnonymous #EuApoioAnonymous #EuApoioAnonymous #EuApoioAnonymous

No es Grecia. Es el capitalismo, ¡estúpido


No es Grecia. Es el capitalismo, ¡estúpido!

Por Atilio A. Boron


Los medios, las consultoras, los economistas, los bancos de inversión, los presidentes de los bancos centrales, los ministros de hacienda, los gobernantes no hacen otra cosa que hablar de “la crisis griega”. Ante tanta vocinglería mal intencionada es oportuno parafrasear aquella frase de campaña de Bill Clinton para decir e insistir que la crisis es del capitalismo, no de Grecia. Que este país es uno de los eslabones más débiles de la cadena imperialista y que es a causa de ello que por allí hacen eclosión las contradicciones que lo están carcomiendo irremisiblemente.
La alarma de los capitalistas, justificada sin dudas, es que el derrumbe de Grecia puede arrastrar a otros países como España, Irlanda, Portugal y comprometer muy seriamente la estabilidad económica y política de las principales potencias de la Unión Europea. Según informa la prensa financiera internacional, representativa de los intereses de la “comunidad de negocios” (léase: los gigantescos oligopolios que controlan la economía mundial) la resistencia popular a las brutales medidas de austeridad propuestas por el ex presidente de la Internacional Socialista y actual primer ministro griego, Georgios Andreas Papandreu, amenazan con arrojar por la borda todos los estériles esfuerzos hasta ahora realizados para paliar la crisis.
La zozobra cunde en el patronato ante las dificultades con que tropieza Atenas para imponer las brutales políticas exigidas por sus supuestos salvadores. Con toda razón y justicia los trabajadores no quieren hacerse cargo de una crisis provocada por los tahúres de las finanzas, y la amenaza de un enorme estallido social, que podría reverberar por toda Europa, tiene paralizada a las dirigencias griega y europea.
La inyección de fondos otorgada por el Banco Central Europeo, el FMI y los principales países de la zona euro no han hecho sino agravar la crisis y fomentar los movimientos especulativos del capital financiero. El resultado más visible ha sido acrecentar la exposición de los bancos europeos ante lo que ya aparece como un inevitable default griego. Las conocidas recetas del FMI, el BM y el Banco Central Europeo: reducción de sueldos y jubilaciones, despidos masivos de empleados públicos, remate de empresas estatales y desregulación de los mercados para atraer inversiones han surtido los mismos efectos padecidos por varios países de América Latina, notablemente la Argentina.
Parecería que el curso de los acontecimientos en Grecia se encamina hacia un estrepitoso derrumbe como el que conocieran los argentinos en diciembre del 2001. Dejando de lado algunas obvias diferencias hay demasiadas semejanzas que abonan este pronóstico. El proyecto económico es el mismo, el neoliberalismo y sus políticas de shock ; los actores principales son los mismos: el FMI y los perros guardianes del imperialismo a escala global; los ganadores son los mismos: el capital concentrado y muy especialmente la banca y las finanzas; los perdedores son también los mismos: los asalariados, los trabajadores y los sectores populares; y la resistencia social a esas políticas tiene la misma fuerza que supo tener en la Argentina. Es difícil imaginar un soft landing, un aterrizaje suave, de esta crisis. Lo previsible y lo más probable es precisamente lo contrario, tal como ocurrió en el país sudamericano.
Claro que a diferencia de la crisis argentina, la griega está destinada a tener un impacto global incomparablemente mayor. Por eso el mundo de los negocios contempla con horror el posible “contagio” de la crisis y sus devastadores efectos entre los países del capitalismo metropolitano. Se estima que la deuda pública griega asciende a 486.000 millones de dólares y que representa un 165 % del PIB de ese país. Pero tal cosa ocurre en una región, la “eurozona” en donde el endeudamiento ya asciende al 120 % del PIB de los países del euro, con casos como Alemania con un 143 %, Francia, 188 % y Gran Bretaña con el 398 %.
No debe olvidarse, además, que la deuda pública de Estados Unidos ya asciende al cien por ciento de su PBI. En una palabra: el corazón del capitalismo global está gravemente enfermo. Por contraposición la deuda pública china en relación a su gigantesco PBI es de apenas el 7 %, la de Corea del Sur 25 % y la de Vietnam 34 %. Hay un momento en que la economía, que siempre es política, se transforma en matemática y los números cantan. Y la melodía que entonan dicen que aquellos países están al borde de un abismo y que su situación es insostenible.
La deuda griega -exitosamente disimulada en su gestación y desarrollo gracias a colusión criminal de intereses entre el gobierno conservador griego de Kostas Karamanlis y el banco de inversión favorito de la Casa Blanca, Goldman Sachs- fue financiada por muchos bancos, principalmente en Alemania y, en menor medida, Francia. Ahora son acreedores de papeles de una deuda que la calificadora de riesgo Standard & Poor’s (S&P) calificó con la peor nota del mundo: CCC, es decir, tienen acreencias sobre un deudor insolvente y que no tiene condiciones de pagar.
En igual o peor posición se encuentra el ultraneoliberal Banco Central Europeo, razón por la cual un default griego tendría consecuencias cataclísmicas para este verdadero ministro de finanzas de la Unión Europea, situado al margen de cualquier control democrático. Las pérdidas que originaría la bancarrota griega no sólo comprometería a los bancos expuestos sino también a los países en problemas, como España, Irlanda, Italia y Portugal, que tendrían que afrontar el pago de intereses mucho más elevados que los actuales para equilibrar sus deterioradas finanzas. No hace falta mucho esfuerzo para imaginar lo que sucedería si se produjese, como se teme, una cesación unilateral de pagos griega, cuyo primer impacto daría en la línea de flotación de la locomotora europea, Alemania.
Los problemas de la crisis griega (y europea) son de origen estructural. No se deben a errores o a percances inesperados sino que expresan la clase de resultados previsibles y esperables cuando la especulación y el parasitismo rentístico asumen el puesto de comando del proceso de acumulación de capital. Por algo en el fragor de la Gran Depresión de los años treintas John Maynard Keynes recomendaba, en su célebre Teoría General de la Ocupación, el Interés y el Dinero, practicar la eutanasia del rentista como condición indispensable para garantizar el crecimiento económico y reducir las fluctuaciones cíclicas endémicas en el capitalismo.
Su consejo fue desoído y hoy son aquellos sectores los que detentan la hegemonía capitalista, con las consecuencias por todos conocidas. Comentando sobre esta crisis el Istvan Meszaros decía hace pocos días que “una crisis estructural requiere soluciones estructurales”, algo que quienes están administrando la crisis rechazan terminantemente. Pretenden curar a un enfermo en gravísimo estado con aspirinas.
Es el capitalismo el que está en crisis y para salir de ella se torna imprescindible salir del capitalismo, superar cuanto antes un sistema perverso que conduce a la humanidad al holocausto en medio de enormes sufrimientos y una depredación medioambiental sin precedentes. Por eso la mal llamada “crisis griega” no es tal; es, en cambio, el síntoma más agudo de la crisis general del capitalismo, esa que los medios de comunicación de la burguesía y el imperialismo aseguran desde hace tres años que ya está en vías de superación, pese a que las cosas están cada vez peor.
El pueblo griego, con su firme resistencia, demuestra estar dispuesto a acabar con un sistema que ya es inviable no en el largo sino en el mediano plazo. Habrá que acompañarlo en su lucha y organizar la solidaridad internacional para tratar de evitar la feroz represión de que es objeto, método predilecto del capital para solucionar los problemas que crea su desorbitada voracidad. Tal vez Grecia, que hace más de dos mil quinientos años inventó la filosofía, la democracia, el teatro, la tragedia y tantas otras cosas, pueda volver sobre sus fueros e inventar la revolución anticapitalista del siglo veintiuno. La humanidad le estaría profundamente agradecida.

domingo, junho 26, 2011

Você sabe o que é Educação Popular?



Olá professor/a.
O Serviço Social por essência é educação popular, é educação do povo e para o povo, é autonomia e emancipação do sujeito. Fazendo um recorte para o Serviço Social na academia, ou seja, para os estudantes de Serviço Social, nós Assistentes Sociais em processo de formação queremos te fazer um convite!
A Educação Popular faz a diferença no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, não um processo de “conscientização” onde você professor/a despeja seu conhecimento nas tabulas rasas dos estudantes, nós só queremos saber o que é real, mas não está claro.
Nós temos conhecimento, queremos falar em sala de aula, nos dê espaço, temos vivências no cotidiano que podem ser riquíssimas, podem muitas vezes partir do “senso-comum”, mas uma das funções do Educador é fazer a ponte com a “ciência”.
Os estudantes precisam saber mais sobre a práxis revolucionária, saber a aliar teoria e prática, o nosso curso historicamente tem compromisso com a classe trabalhadora e com os movimentos sociais, mas os estudantes (por um processo de crise de modo geral) estão apáticos, e criminalizando os movimentos (isso obviamente não é culpa do professor, mas vocês podem dar uma ajuda), digam a verdade em sala, que o movimento social é essencial para nossa prática profissional, e é princípio no nosso projeto ético-político.
Algumas dicas para facilitar o processo ensino-aprendizagem:
• Coloque as carteiras da sala em círculos, isso facilita as intervenções dos mais tímidos e da um “pé de igualdade” entre professor/a e estudante, isso também quebra com uma lógica disciplinar e militar (de preferenciar os “queridinhos” que sentam na frente e estigmatizar os “vagabundos/as” do fundão. E diminui a conversa dos grupinhos. Teste, e verá diferença!
• Dê espaço para o estudante falar, afinal temos que exercitar as falas em público e perder a timidez, pois a academia é o espaço para isso, estimule eles a isso, por exemplo pontuando participação, infelizmente é necessário, até que se sintam a vontade livremente pra expor o que pensam! Deixe claro no início da semestre/disciplina que o estudante tem vez e voz para falar o que achar necessário.
• As avaliações devem provocar os/as estudantes a pensarem e refletirem! O processo “toma lá dá cá”(questões objetivas) são importantes para concursos, mas as subjetivas são essenciais para exercitamos o processo de dissertação e colocar no papel o que pensamos. Mas atenção, as questões são subjetivas, e não devem ser analisadas do lado ideológico que se encontra você professor ou o autor do texto base, limites aí hein?! Pratique outros modelos de avaliação, seminários geralmente são falhos! FICA A DICA. (Pelo menos como são praticados atualmente).
• Sobre a metodologia fica uma dica que o Slide é um meio e não um fim, o que é central é explicar o conteúdo, principalmente com outras fontes, por que o texto já foi lido, traga algo novo! FAÇA A DIFERENÇA!

Atenciosamente.

PS: Essa carta em breve será colocada nos escaninhos dos/as professores/as do Deprtamento de Serviço Social d UFPB, se eu reprovar, já sabem.

Serviço Social na Defensoria Pública


Autoras: Iocoama Dantas e Shellen Galdino


INTRODUÇÃO

Este trabalho foi baseado de acordo com as informações obtidas a partir da entrevista com a Assistente Social responsável pelo Serviço Social da instituição, Y. L. P. em relação á Defensoria Pública, e de acordo com o que estudamos na disciplina de Fundamentos da Analise Institucional, analisar em qual corrente institucionalista se encaixa tal instituição apresentada nesse trabalho. Este trabalho conterá e relatará dados de entrevista com a mesma, perfil da instituição e relatório com observação das autoras.



CONTEXTUALIZAÇÃO


A Defensoria Pública em nível nacional, foi instituída pela Constituição Federal de 1988, enquanto um órgão prestador de serviços no âmbito da assistência jurídica integral e gratuita a todos os cidadãos que comprovem não dispor de recursos financeiros para o pagamento de honorários advocatícios, bem como custos processuais, garantindo assim, o exercício da cidadania. Seu surgimento se deu a partir das reivindicações da sociedade civil organizada, o que constitui um marco de lutas por direitos sociais e a ampliação do acesso a justiça. A Constituição de 1988, no Art. 134, considera a Defensoria Pública, ao lado do Ministério Público e da Advocacia Pública, como função essencial à Justiça:

Art. 134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988).

A Defensoria Pública do Estado da Paraíba, em João Pessoa, têm sede no Parque Sólon Lucena, nº 300 – Centro. Contudo os atendimentos não estão sendo realizados na sede, mas num anexo na Av. Dom Pedro II, nº 506 – Centro.
            Foi instituída através da Lei nº 2.067/59, de 30 de abril de 1959, a qual estabelecia a assistência jurídica no Estado. A partir da Constituição do Estado, promulgada em 1989, através do Art. 24, a instituição passou a ser chamada Procuradoria Geral da Defensoria Pública.
            Dados históricos confirmam que de 1959 a 1990 a Defensoria do Estado não dispunha de atendimento em todas as especialidades, pois o número de defensores era reduzido e, assistentes sociais, bem como psicólogos não compunham o quadro funcional da instituição.
            Atualmente a Defensoria Pública do Estado da Paraíba conta com 77 Comarcas em todo o território estadual; 320 defensores públicos, aproximadamente. Destes, 09 requereram aposentadoria, 02 estão afastados, segundo os dados da Relação de Defensores Públicos do Estado da Paraíba por Comarcas e Nomes, atualizada em 05 de janeiro de 2010, dando um total de 309 profissionais em exercício. Na Comarca da cidade de João Pessoa trabalham 121 defensores públicos e 04 assessores jurídicos, 02 assistentes sociais e 02 psicólogos.
De acordo com as informações obtidas a partir da entrevista com a Assistente Social Yara Leite Pereira, responsável pelo Serviço Social na instituição da Defensoria Pública do Estado da Paraíba, os atores da instituição são: defensores públicos, assistentes sociais, psicólogos, técnicos administrativos, agentes de limpeza e segurança. Ainda segundo a assistente social a relação entre eles se dá de maneira respeitosa, cada um no seu devido espaço. Mas como atuam por vara, a equipe do atendimento psicossocial, por exemplo, se relaciona melhor em trabalhos como visita em loco. Segundo a Assistente Social, as estagiárias fazem tudo o que o Assistente Social faz menos assumir a frente.
Os maiores desafios encontrados na atuação é a imparcialidade, já que ela não pode demonstrar de qual lado ela está. Os desafios interprofissionais são os de saber respeitar à subjetividade e limitações de cada um, já que nem todos são iguais.
Os desafios na interação com os usuários são de passar segurança e seriedade, fazer com que as partes em conflito se respeitem para que não ocorram agressões, e mediadas pelo serviço social, haja uma conciliação amigável. É preciso passar segurança para que acreditem na postura do Serviço Social.
As possíveis saídas para vencer os impasses são o diálogo, a paciência, conversação e conciliação, para que tudo seja resolvido ainda lá e não precise ir diretamente para o judiciário.
O tipo de ações desenvolvidas e instrumentos técnicos operativos do Serviço Social são o aconselhamento na parte preliminar, conciliação, visita domiciliar, convite para que a outra parte vá até a defensoria, mas esse convite não é uma intimação, entrevista, laudo social, parecer social, ficha de atendimento (avaliação). Se a conciliação não der certo, encaminha pra justiça.
A assistente social entrevistada afirmou “adorar desafios”, foi trabalhar na Instituição por vários fatores, tanto pela questão financeira, pelo desafio da área da defensoria pública, e visto também que ela queria algo novo, pois já trabalhava a 27 anos na área da saúde. A mesma trabalha a menos de um ano na defensoria pública e por isso, ainda não cogita a possibilidade de sair desta, que contribuir mais e não pensa em se aposentar.
A assistente social na entrevista estava descontraída, a Defensoria Pública estava praticamente vazia, quando entramos tinha acabado de sair um usuário, que ficou receoso ao saber que o convite da defensoria seria entregue por ele próprio ou outrem, e não pela polícia, pois o convite da defensoria pública não é uma intimação. Ela citou na segunda questão sobre os desafios, questões de perseguição e cita muito o instrumento de conciliação. Que sempre tenta a conciliação, mas todo conflito com os direitos humanos são conciliáveis? Ela cita que os casos mais frequentes são divórcios, brigas no âmbito familiar e pensão. Quando os usuários iniciam o atendimento é preenchida uma ficha de avaliação, porém a mesma não concorda com o nome, quer mudar para ficha de atendimento, mas como ainda é recém chegada na instituição não quer gerar um maior conflito, segundo ela mesma, não por enquanto.

A mesma fala das atribuições dos estagiários na Instituição, ela diz que “os estagiários fazem tudo que o nós fazemos, tudo mesmo, só se aprende na prática, mas eles não tomam a frente”. Segundo o Código de Ética do Assistente Social de 1993:

Art. 4º É vedado ao/à assistente social: d- compactuar com o exercício ilegal da Profissão, inclusive nos casos de estagiários/as que exerçam atribuições específicas, em substituição aos/às profissionais. (CÓDIGO DE ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL, 1993)



CONCLUSÃO

Com esse trabalho e a entrevista feita a uma das Assistentes Sociais da Defensoria Pública da Paraíba, concluímos que a instituição melhor se encaixa na corrente institucionalista, Sociologia Institucionalista, que foi o que podemos perceber com a entrevista, pelo trabalho apresentado pela assistente social da instituição, não há uma preocupação com a mudança social, sua investigação se focaliza somente no que acontece dentro da instituição, não se faz uma análise de seus antecedentes.

Criança e Adolescente

A história da criança e do adolescente sempre foi marcada pela marginalidade educacional, social, cultural, econômica e política, e hoje apesar da declaração da criança e do adolescente como sujeitos de direito e cidadãos, estes ainda carregam marcas da história de exclusão e discriminação que sofreram ao longo da história.
Historicamente a proteção social a população infanto-juvenil surgiu de práticas filantrópicas e assistencialistas, por parte tanto da sociedade, quanto do Estado. As ações tinham caráter assistencialista, repressiva, discriminatória e estigmatizante. O processo de industrialização urbana no Brasil, e consequentemente o surgimento da classe trabalhadora e do aprofundamento da questão social, forjou uma conjuntura instável para as famílias pobres, que passaram a ser foco dos programas assistencialistas, principalmente a população infanto-juvenil.
O Código de Menores de 1927 tinha como objetivo higienizar, vigiar e punir as crianças e os adolescentes, que eram tratados como “caso de polícia” e não com políticas públicas efetivas. Com o Estado Novo (1937-1945) foi consolidado a política assistencialista com caráter repressivo, e em 1941 surgiu o Serviço de Assistência os Menores (SAM), que era marcado por práticas autoritárias, de disciplina e violência, coerção, corrupção etc. O SAM foi extinto em 1964, por pressão da Igreja Católica e da sociedade de modo geral, e no mesmo ano foi criada a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM), que tinha como uma das funções orientar e fiscalizar as Fundações Estaduais de Bem-Estar ao Menor (FEBEMs).
Em 1979 foi aprovado o novo Código de Menores (Lei N° 6.697/79), porém inalterando as práticas assistencialistas e repressivas. A sociedade começou a discutir mais sobre o assunto, e a partir de uma luta conjunta dos movimentos sociais e juristas passou a reconhecer as crianças e os adolescentes como sujeitos de direitos. Dessa mobilização foi criada, em 1987, a Comissão Nacional Criança e Constituinte. Em 1988, a Constituição Federal afirmou os direitos da criança e do adolescente, reconhecendo-os como pessoa humana, cidadã e detentora de direitos, pautando-se na proteção integral, priorizando o poder público, a família e a sociedade, como mostra o Art. 227
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (BRASIL, 1988)
Foi aprovado, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei Federal n° 8.069, de 13/07/1990), regulamentado nos artigos 227 e 228 da Constituição Federal. O ECA marca o início de uma ruptura com a visão clientelista e repressora até então predominante. No Art. 2° conceitua as crianças até os 12 anos e os adolescentes dos 12 aos 18 anos de idade. No Art.4° coloca como responsáveis pelas crianças e pelos adolescentes a família, a comunidade, a sociedade em geral e o poder público.
O ECA institui a política de atendimento das crianças e dos adolescentes por um conjunto articulado de ações governamentais e não governamentais da União, Estados, Distrito Federal e municípios.
Essas ações têm como linhas de ação (arts. 86 e 87):
- políticas sociais básicas;
- políticas e programas de assistência social, em caráter supletivo, para aqueles que delas necessitam.
- serviços de proteção integral, como atendimento médico e psicossocial ás vítimas de negligência, mus tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão;
- serviço de identificação e localização dos pais, responsável, crianças e adolescentes desaparecidos;
- proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente;

Fundando no princípio de descentralização e municipalização, e numa nova prática de gestão social pública – democrática e participativa – estabelece instâncias de co-gestão a criação dos Conselhos Tutelares. Em 1990 foi criado para substituir a FUNABEM, a Fundação Centro Brasileiro para a Infância e a Adolescência (FCBIA). Porém, em 1995 o governo de FHC em seu projeto e ofensiva neoliberal, provocou o desmonte das políticas sociais, extinguindo a FCBIA, a LBA e o Ministério do Bem-Estar Social.
O avanço político do ECA é inegável, porém na realidade vive grandes impasses para a consolidação e materialização das políticas e ações propostas. Com mais de 20 anos, tem muito  ser consolidado dos seus 267 artigos. As políticas voltadas à criança e ao adolescente, como as políticas de modo geral, vêm passando por um processo doloroso de privatização, descentralização, focalização e seletividade. E o Binômio da política pública, que é marcada tanto por conquista da sociedade civil, tanto por concessão do Estado, não faz valer o sentido clássico da palavra conquista, pelo refluxo das lutas sociais e naturalização das relações sociais, abrindo espaço para a “alternativa eficaz” do terceiro setor, que Yazbek (1993 e 2000) denomina refilantropização das políticas sociais.

Panoptismo

Disciplina: tornar o diferente igual
Panoptismo como poder disciplinar de vigiar e punir



A formação da sociedade disciplinar está ligada a um certo número de amplos processos históricos no interior dos quais ela tem lugar: econômicos, jurídico-políticos científicos, enfim.

1)      De maneira geral as disciplinas são técnicas para assegurar a ordenação das multiplicidades humanas, que tem três objetivos: tornar o exercício do poder o menos custoso possível (tanto economicamente como politicamente) ; fazer com que os efeitos do poder social sejam levados a seu máximo de intensidade e entendidos tão longes quanto possível, sem fracasso nem lacuna  e fazer crescer a docilidade e a utilidade de todos os elementos do sistema.
Na disciplina o que importa é controlar ou manipular, ela deve estar e dominar em todos os lugares e todas as forças, desde o exército ao atendimento em saúde. E sendo fixa ela imobiliza ou regulamenta mais profundamente os movimentos.
É importante a disciplina utilizar processo de separação e verticalização, com redes hierárquicas precisa.
Deve neutralizar os efeitos de contrapoder que dela nascem e que formam resistência o poder que quer dominá-lo: agitações, revoltas, organizações espontâneas.. por que quebra a ordem lógica, natural e padronizada dos fatos.

A disciplina deve extrair dos corpos o máximo de tempo e forças, e com métodos em conjunto como: horários, treinamentos coletivos, exercícios, vigilância. Pra ajustamento recíproco dos corpos, gestos e ritmos, com uma padronização. De maneira mais discreta possível.

2)      Modalidade panóptica do poder
As disciplinas dão na base, garantia da submissão das forças e dos corpos. As disciplinas reis e corporais constituíram o subsolo das liberdades formais e jurídicas.
Panoptismo: mais coerção e controle.
As disciplinas caracterizam, classificam, especializam, hierarquizam os indivíduos. Normaliza e normatiza.

Hoje o panoptismo está difundido, em todas as partes. Com poder disciplinar de vigiar e punir.

O panoptismo no processo histórico encontra-se na mesma época do nascimento da agronomia, industria, economia, em meio a isso o panoptismo foi pouco celebrado, só se reconhece nele uma utopia estranha, o sonho de um maldade. Um pouco como se Bentham tivesse sido Fourier de uma sociedade policial, cujo falanstério houvesse tido a forma de panoptico.

MEDIR, AVALIAR, DIAGNOSTICAR, CURAR, TRANSFORMAR OS INDIVIDUOS



Devemos ainda nos admirar que a prisão se pareça com as fábricas, com as escolas, com os quartéis, com os hospitais, e todos se pareçam com as prisões?

Vale a pena ver esses vídeos:



http://www.youtube.com/watch?v=Zg4UB-amR_0

Esse fichamento foi realizado com base no livro Vigiar e Punir e Michel Focault.

O que é a realidade?

Vejam o enunciado, não perguntei o que é realidade e nem pedi exemplos de realidade, mas sim o que é A REALIDADE em si mesma.
Isso sim é que é uma pergunta pós-moderna!
Só pós-moderno se preocupa com isso! É um revivamento da metafísica e da filosofia implícita. Você vai atravessar uma rua, vem um caminhão, isso é real! Se jogam uma pedra na sua cabeça, isso é real.
Não podemos cair nessa arapucas intelectuais. É coisa de matrix. Quem quer estudar filosofia da mente pode se dar ao luxo de ficar se perguntando o que o real.

XI tese de Marx sobre Feaurbach:
os filósofosos adoram tentar compreender o mundo. Mas, o que é preciso, é transformar o mundo. Não se transforma sem compreender. Mas, ficar só compreendendo sem ação transformadora.

Vamos aliar a teoria a prática, fazer da nossa práxis a revolução.








PS: Isso foi fruto de uma conversa com o companheiro David.



sábado, junho 25, 2011

ANONYMOUS: "O PLANO" 1 FASE: INICIADA GUERRA CONTRA O SISTEMA

Pessoas queridas, vejam este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=8c1ua7szp1U

E logo depois vejam também essa reportagem: http://www.fibra.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2179:hackers-do-grupo-anonymous-presos-pela-policia-turca&catid=35:internet&Itemid=59


E logo depois vejam esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KqjOVw05EuA&feature=related

Vamos divulgar


ANONYMOUS: "O PLANO" 1 FASE: INICIADA GUERRA CONTRA O SISTEMA




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No es Grecia. Es el capitalismo, ¡estúpido


No es Grecia. Es el capitalismo, ¡estúpido!

Por Atilio A. Boron


Los medios, las consultoras, los economistas, los bancos de inversión, los presidentes de los bancos centrales, los ministros de hacienda, los gobernantes no hacen otra cosa que hablar de “la crisis griega”. Ante tanta vocinglería mal intencionada es oportuno parafrasear aquella frase de campaña de Bill Clinton para decir e insistir que la crisis es del capitalismo, no de Grecia. Que este país es uno de los eslabones más débiles de la cadena imperialista y que es a causa de ello que por allí hacen eclosión las contradicciones que lo están carcomiendo irremisiblemente.
La alarma de los capitalistas, justificada sin dudas, es que el derrumbe de Grecia puede arrastrar a otros países como España, Irlanda, Portugal y comprometer muy seriamente la estabilidad económica y política de las principales potencias de la Unión Europea. Según informa la prensa financiera internacional, representativa de los intereses de la “comunidad de negocios” (léase: los gigantescos oligopolios que controlan la economía mundial) la resistencia popular a las brutales medidas de austeridad propuestas por el ex presidente de la Internacional Socialista y actual primer ministro griego, Georgios Andreas Papandreu, amenazan con arrojar por la borda todos los estériles esfuerzos hasta ahora realizados para paliar la crisis.
La zozobra cunde en el patronato ante las dificultades con que tropieza Atenas para imponer las brutales políticas exigidas por sus supuestos salvadores. Con toda razón y justicia los trabajadores no quieren hacerse cargo de una crisis provocada por los tahúres de las finanzas, y la amenaza de un enorme estallido social, que podría reverberar por toda Europa, tiene paralizada a las dirigencias griega y europea.
La inyección de fondos otorgada por el Banco Central Europeo, el FMI y los principales países de la zona euro no han hecho sino agravar la crisis y fomentar los movimientos especulativos del capital financiero. El resultado más visible ha sido acrecentar la exposición de los bancos europeos ante lo que ya aparece como un inevitable default griego. Las conocidas recetas del FMI, el BM y el Banco Central Europeo: reducción de sueldos y jubilaciones, despidos masivos de empleados públicos, remate de empresas estatales y desregulación de los mercados para atraer inversiones han surtido los mismos efectos padecidos por varios países de América Latina, notablemente la Argentina.
Parecería que el curso de los acontecimientos en Grecia se encamina hacia un estrepitoso derrumbe como el que conocieran los argentinos en diciembre del 2001. Dejando de lado algunas obvias diferencias hay demasiadas semejanzas que abonan este pronóstico. El proyecto económico es el mismo, el neoliberalismo y sus políticas de shock ; los actores principales son los mismos: el FMI y los perros guardianes del imperialismo a escala global; los ganadores son los mismos: el capital concentrado y muy especialmente la banca y las finanzas; los perdedores son también los mismos: los asalariados, los trabajadores y los sectores populares; y la resistencia social a esas políticas tiene la misma fuerza que supo tener en la Argentina. Es difícil imaginar un soft landing, un aterrizaje suave, de esta crisis. Lo previsible y lo más probable es precisamente lo contrario, tal como ocurrió en el país sudamericano.
Claro que a diferencia de la crisis argentina, la griega está destinada a tener un impacto global incomparablemente mayor. Por eso el mundo de los negocios contempla con horror el posible “contagio” de la crisis y sus devastadores efectos entre los países del capitalismo metropolitano. Se estima que la deuda pública griega asciende a 486.000 millones de dólares y que representa un 165 % del PIB de ese país. Pero tal cosa ocurre en una región, la “eurozona” en donde el endeudamiento ya asciende al 120 % del PIB de los países del euro, con casos como Alemania con un 143 %, Francia, 188 % y Gran Bretaña con el 398 %.
No debe olvidarse, además, que la deuda pública de Estados Unidos ya asciende al cien por ciento de su PBI. En una palabra: el corazón del capitalismo global está gravemente enfermo. Por contraposición la deuda pública china en relación a su gigantesco PBI es de apenas el 7 %, la de Corea del Sur 25 % y la de Vietnam 34 %. Hay un momento en que la economía, que siempre es política, se transforma en matemática y los números cantan. Y la melodía que entonan dicen que aquellos países están al borde de un abismo y que su situación es insostenible.
La deuda griega -exitosamente disimulada en su gestación y desarrollo gracias a colusión criminal de intereses entre el gobierno conservador griego de Kostas Karamanlis y el banco de inversión favorito de la Casa Blanca, Goldman Sachs- fue financiada por muchos bancos, principalmente en Alemania y, en menor medida, Francia. Ahora son acreedores de papeles de una deuda que la calificadora de riesgo Standard & Poor’s (S&P) calificó con la peor nota del mundo: CCC, es decir, tienen acreencias sobre un deudor insolvente y que no tiene condiciones de pagar.
En igual o peor posición se encuentra el ultraneoliberal Banco Central Europeo, razón por la cual un default griego tendría consecuencias cataclísmicas para este verdadero ministro de finanzas de la Unión Europea, situado al margen de cualquier control democrático. Las pérdidas que originaría la bancarrota griega no sólo comprometería a los bancos expuestos sino también a los países en problemas, como España, Irlanda, Italia y Portugal, que tendrían que afrontar el pago de intereses mucho más elevados que los actuales para equilibrar sus deterioradas finanzas. No hace falta mucho esfuerzo para imaginar lo que sucedería si se produjese, como se teme, una cesación unilateral de pagos griega, cuyo primer impacto daría en la línea de flotación de la locomotora europea, Alemania.
Los problemas de la crisis griega (y europea) son de origen estructural. No se deben a errores o a percances inesperados sino que expresan la clase de resultados previsibles y esperables cuando la especulación y el parasitismo rentístico asumen el puesto de comando del proceso de acumulación de capital. Por algo en el fragor de la Gran Depresión de los años treintas John Maynard Keynes recomendaba, en su célebre Teoría General de la Ocupación, el Interés y el Dinero, practicar la eutanasia del rentista como condición indispensable para garantizar el crecimiento económico y reducir las fluctuaciones cíclicas endémicas en el capitalismo.
Su consejo fue desoído y hoy son aquellos sectores los que detentan la hegemonía capitalista, con las consecuencias por todos conocidas. Comentando sobre esta crisis el Istvan Meszaros decía hace pocos días que “una crisis estructural requiere soluciones estructurales”, algo que quienes están administrando la crisis rechazan terminantemente. Pretenden curar a un enfermo en gravísimo estado con aspirinas.
Es el capitalismo el que está en crisis y para salir de ella se torna imprescindible salir del capitalismo, superar cuanto antes un sistema perverso que conduce a la humanidad al holocausto en medio de enormes sufrimientos y una depredación medioambiental sin precedentes. Por eso la mal llamada “crisis griega” no es tal; es, en cambio, el síntoma más agudo de la crisis general del capitalismo, esa que los medios de comunicación de la burguesía y el imperialismo aseguran desde hace tres años que ya está en vías de superación, pese a que las cosas están cada vez peor.
El pueblo griego, con su firme resistencia, demuestra estar dispuesto a acabar con un sistema que ya es inviable no en el largo sino en el mediano plazo. Habrá que acompañarlo en su lucha y organizar la solidaridad internacional para tratar de evitar la feroz represión de que es objeto, método predilecto del capital para solucionar los problemas que crea su desorbitada voracidad. Tal vez Grecia, que hace más de dos mil quinientos años inventó la filosofía, la democracia, el teatro, la tragedia y tantas otras cosas, pueda volver sobre sus fueros e inventar la revolución anticapitalista del siglo veintiuno. La humanidad le estaría profundamente agradecida.