Caro(a) amigo(a), se você decide seu voto por conta de uma das dezenas de correntes apócrifas que circulam pela internet, pró-Dilma e pró-Serra (ou anti-Dilma e anti-Serra), parabéns. Você é, oficialmente, umapessoa manipulável.
Nunca entendi muito bem porque as pessoas acreditam piamente naquilo que recebem em suas caixas de e-mail. Será que o anonimato das mensagens apócrifas é entendido como uma espécie de “sinal”? Do tipo: “Senhor, me dê os números vencedores do jogo do bicho” e, dias depois, você interpreta uma propaganda de um haras, que chegou acidentalmente por e-mail, como resposta para apostar no “cavalo”?! Vai que, da mesma forma que o Altíssimo escreve certo por linhas tortas, ele também “emeia” justo por internet frouxa, não é?
O mais interessante é que algumas dessas mensagens contam com mentiras tão bem construídas que tem mais gente acreditando nelas do que em boas matérias, com dezenas de fontes, feitas por jornalistas com décadas de credibilidade, que desmentem ou explicam o caso.
- Pô, o texto é super bem escrito. Não deve ser falso. - O e-mail trouxe vários números. Ou seja, não pode ser mentira. - Ele tem fotos. É mais difícil manipular fotos. - Recebi isso do Ronaldo, irmão da Ritinha, casada com o Roberval, filho do seu Romeu, lembra? É, Ro-meu. Ele repassou um e-mail que recebeu do Rui, que é chefe dele na Ramos e Ramos, aquela empresa de retroescavadeiras. Homem decente o Ronaldo… então é coisa séria.
É muito mais “quente” acreditar, neste segundo turno, que a candidata X devora criancinhas e o candidato Y bate constantemente nas suas amantes do que encarar que, na vida real, os defeitos, esquisitices e idiossincrasias podem ser outros. Também bizarros, mas que não influenciam no seu caráter e no seu comportamento político, – e que, talvez, não atraiam tanto a atenção. Sabendo disso, o pessoal mal intencionado apela.
A rede mundial de computadores nos abriu um mundo de possibilidades. Hoje, um leitor – se quiser – consegue acessar fontes confiáveis e encontrar números, checar dados, trocar idéias com amigos, comparar governos ou mesmo desmentir pataquadas. Avalie o que você quer para o país e faça uma escolha, sua escolha. Não jogue fora seu voto por uma mensagenzinha mequetrefe. Ah, mas cuidado! Ao se debruçar sobre essas questões, se informar, debater com outras pessoas, mandar e-mail e cobrar do candidato posições, você vai estar fazendo Política, com “P” maiúsculo e não politicagem. E atacando a raiz de muitos preconceitos.
Coisa que o Povo do Spam não quer. Pois, o Povo do Spam quer sangue.
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Algumas mensagens de spam travestem opinião como dados isentos e descontextualizam ou ocultam fatos que não são interessantes para o argumento defendido. Trouxe algumas sugestões reunidas tempos atrás por Rodrigo Ratier, jornalista e mestre em pedagogia, grande especialista na área de educação e comunicação, para usar a lógica a fim de perceber problemas nos textos. Quem já adota essas ferramentas, pode parar a leitura por aqui e vá apagar o lixo acumulado na caixa de entrada. Caso contrário, fica aqui a sugestão.
“A camisinha não protege contra o vírus HIV. A epidemia de Aids cresceu justamente porque se confia nessa proteção”, disse um bispo certa vez. Desconfie dos argumentos de autoridade. Não é porque o Papa, o Patriarca de Istambul ou a Bispa Sônia disseram algo que você tem que acreditar, não é? O mesmo vale para o presidente da sua associação de moradores ou o diretor do seu sindicato. É preciso provar o que se diz. Exija confirmação dos fatos ou vá atrás dela.
“Não ouviremos as posições do antropólogo Luiz Mott sobre o casamento gay: ele é homossexual.” Para desmontar um discurso, não se ataca o argumentador, mas sim o argumento.
“Nesta eleição, vamos escolher entre um Sartre e um encanador.” Não se ridiculariza o outro apenas por ser seu adversário.
“Antes do MST existir, não havia violência no campo.” Falsa relação de causa e conseqüência – um fato que acontece depois do outro não necessariamente foi causado pelo primeiro.
“Na guerra contra o terrorismo, ou você apóia a invasão do Iraque ou está alinhado com o mal.” É errado excluir o meio termo. Um debate maniqueísta é mais fácil de ser entendido, mas o mundo real não é um Palmeiras e Corinthians, um Fla-Flu, um Grenal, enfim, vocês entenderam.
“Ou se dá o peixe ou se ensina a pescar.” Isso é uma falsa oposição. Não se opõe curto e longo prazo necessariamente. Uma ação não invalida a outra. Elas podem ser, inclusive, subsequentes ou coordenadas.
“Isso não é demissão. A empresa apenas avisou que precisará passar por um redimensionamento do quadro de empregados.” Não se deixe levar pelos eufemismos. Nem por quem fala bonito. Uma pessoa pode te xingar e você, às vezes, nem vai perceber se não se atentar para as palavras que ela escolheu.
“Avenida Faria Lima, Águas Espraiadas, Imigrantes, Minhocão, Rodovia dos Trabalhadores: alguém aí consegue imaginar São Paulo sem todas essas obras feitas pelo Maluf?” Desconfie dos e-mail que contém um monte de acertos de alguém e ignorem, solenemente, os erros.
Hoje entrevistamos, seu Nulo, candidato a presidente da República Federativa do Brasil. Hoje representa quase um Fusquinha, mas acha que tem chances de disputar o Terceiro turno.
LN: O senhor acha que tem chances de levar a eleição ao terceiro turno?
Seu Nulo: Não só acho, como tenho certeza, que irei até para o quarto turno, depois pego uns dias para descansar pro quinto.
LN: Seu Nulo qual o seu projeto caso o senhor vença antes?
Seu Nulo: É... Então... Acho que para fortalecer a democracia neste país deveríamos ter 5 eleições, para disputá-las e mostrar o projeto.
LN: Mas qual é o projeto?
Seu Nulo: Você não sabe? Hoje eu represento uma base neste Brasil que é de dar inveja, conseguiria montar quase um Fusquinha! O meu projeto é muito mais do que está ai!
LN: Pode explicitar melhor?
Seu Nulo: É o Socialismo, Já!
LN: Mas o povo sabe o que é isso?
Seu Nulo: Me tornei direção por causa disso, dirijo até quase um fusquinha, quanto mas este país!
LN: Mas seu Nulo o senhor não acha que isso neste momento não beneficia a extrema direita?
Seu Nulo: Olha aqui, temos um projeto claro, se o povo não enchegar isso, é porque o povo está com problemas em não saber escolher sua direção Fuscaniana Revolucionária!
LN: E se a extrema direita vencer? Seu Nulo: Seremos oposição de esquerda fuscaniana.
LN: Mas o senhor não acha se a extrema direita ganhar impossibilita os processo na América latina, a exemplo da Bolívia, Venezuela e Equador e na defesa da Revolução Cubana?
Seu Nulo: Olha os governos capitalistas social bonapartistas desses países não precisa de nossa ajuda, já estão alinhados com o imperialismo aplicando medidas contra revolucionárias contra os trabalhadores, e em relação a Cuba é uma revolução apodrecida de um Estado Operário degenerado pelo Castrismo, que burocratizou a revolução.
LN: Mas qual sua consideração final?
Seu Nulo: Em mim pode confiar, porque briga entre a direita é melhor levar para quarto turno. Viva a revolução Fuscaniana!
O presente trabalho é uma proposta da disciplina intitulada Questão Social, ministrada pela Professora Luziana Ramalho. A atividade consiste na elaboração de um texto dissertativo no qual o grupo deve abordar a problemática assistida nos documentários com base no texto: “Capitalismo, liberalismo e origens da política social”, de Behring e Boschetti (2008). Para que a realização desta atividade assistimos quatro documentários em sala de aula (o que consiste na primeira fase desta avaliação) e também em aulas anteriores a professora proporcionou a discussão do principal texto que complementará esta abordagem crítica.
ANÁLISE
Numa primeira impressão, os vídeos assistidos, aparentemente têm uma temática distinta, cada um abordando algo de sua especificidade, o que na realidade não passa de um equívoco, pois ao analisarmos minuciosamente, descobrimos que os quatro vídeos norteiam questões idênticas, como por exemplo, o que denominamos de: sociedade do consumo. Este tema aparece em todos os documentários, uns de forma explícita e outros de forma implícita. E é a respeito desta temática, e fazendo ponte com o texto base, que trabalharemos a análise dos documentários na seguinte ordem estrutural: abordaremos primeiramente o vídeo nº 3, A vida não Vive, pois pudemos perceber que a abordagem central deste, é o trabalho, e como queremos abordar a sociedade do consumo, não podemos negligenciar que enquanto uns usufruem dos bens produzidos, há outro contingente que nem sempre pode consumir o que produz. Nesta seqüência trabalharemos o vídeo nº 1, A alma do negócio, pois aqui poderemos abordar o consumo deliberado e a forma como somos levados a exacerbar a função de um dado produto. Seguindo o raciocínio conjuntural, percebemos que na medida em que existem os consumidores e os produtores, há uma quantidade de pessoas que não compõem nenhum nem outro grupo, são os marginalizados, por isso em seguida abordaremos o vídeo nº 2, A margem da imagem, e finalizaremos com a grande contradição do capitalismo, no vídeo nº 4 (África), que na medida em que produz riqueza, produz pobreza.
De acordo com Lessa (2006), o trabalho consiste na ação do homem em transformar a natureza com o intuito de atender a uma dada necessidade imediata, para tanto esta ação parte de uma idéia (prévia ideação), e após ser executada, (com o objeto pronto) o homem ao ter feito esta atividade adquiriu conhecimento, que o influenciará na próxima idéia e conseqüentemente no próximo trabalho a ser realizado. Isto é um ciclo, e estamos abordando esta idéia de Sergio Lessa, porque de acordo com o vídeo, A vida na vive, percebemos que este ciclo acontece em inúmeras rotações, pois o homem está sempre transformando a natureza e transformando a si próprio. No entanto não é apenas isso que acontece, o homem não transforma a natureza no intuito de satisfazer uma necessidade imediata, não se trata aqui de uma comuna primitiva como já vimos com Netto (2009), estamos falando sobre o consumo exagerado que o homem faz com os recursos naturais e com o próprio ser humano, explorando cada vez mais a força de trabalho, visto que as relações sociais passam a ser relações entre mercadorias, em uma sociedade onde o individualismo só tende a crescer.
Historicamente, não queremos aqui concordar que a essência do homem é má, desde que a produção de bens, passou de valor de uso para valor de troca e com isso houve a possibilidade de acumulação, a sociedade divide-se entre: os que produzem e os que consomem, e ainda há aqueles que não podem consumir por não possuirem meios para se enquadrar na lógica do consumismo. A desmedida exploração da força de trabalho já passou por vários modos de produção, desde o que defendia a escravidão ao que preferisse a “servidão da liberdade sem proteção” (Behring; Boschetti, 2008, p.51)
Trazendo para o nosso momento conjuntural, o modo de produção capitalista, vimos através do vídeo, que a produção de bens de consumo é o eixo central da vida humana, “não trabalhamos para viver, mas vivemos para trabalhar”, o homem está preso a esta lógica. Tudo trabalha para a manutenção desta idéia, até a natureza que sem a interferência do homem, já produzia os frutos, o mel, a seda, os ovos e outros derivados animais, hoje, há a manipulação desta produção a serviço da humanidade. A exploração do homem vem se acentuando cada vez mais, e as conquistas que os trabalhadores obtiveram através das lutas de classe, em pouco mudam esta realidade de exploração, por exemplo: a diminuição da jornada de trabalho para 8 horas, fez com que surgissem paralelamente a isso, formas de produzir mais em menos tempo, e com a tecnologia, é perfeitamente possível até a inversão de valores, visto que antes a máquina trabalhava para o homem e hoje é o homem quem trabalha para a máquina.
A inversão de valores não está somente na lógica da produção, mas também na do consumo. Karl Marx, em sua análise do capitalismo, descreve o fetichismo das mercadorias como a tendência de tratá-las como fetiches, ou seja, objetos dotados de propriedades mágicas que lhes conferem uma vida própria. Agimos, por exemplo, como se bens e serviços tivessem um valor natural em comparação com outros no mercado; como se dinheiro, ouro e outros bens fossem “preciosos” por sua própria natureza; como se as mercadorias pudessem se atrair entre si. O problema com esse tipo de pensamento, é que ele tende a obscurecer os relacionamentos sociais entre as pessoas, que constituem a origem real daquilo que atribuímos às mercadorias. As pessoas não sabem mais distinguir se compram uma calça do número que precisam ou se emagrecem para que possam caber na calça que desejam, “por via de conseqüência, os homens não são valorizados (e nem se valoram a si mesmos) pelo que são, mas sim pelo que têm – nessas sociedades, o ter subordina o ser.” (Netto, 2009, p. 93)
A supervalorização da mercadoria é algo fortemente presente no vídeo “A alma do negócio”, visto que o ato de consumir está acima de tudo e de todos. Este poder de possuir um determinado produto e uma dada marca (que muitas vezes se sobressai à própria utilidade do produto) é algo que garante sucesso nas relações sociais (defende o vídeo). O vídeo fala de um perfeito casal-propaganda que leva uma vida feliz e tranqüila até descobrir o que seus maravilhosos produtos podem fazer muito mais do que prometem. A família é alvo deste vídeo, trata-se da plena felicidade que apenas existe devido o “marido e a mulher” utilizarem os melhores produtos para determinadas funções e terem o prazer de poder ter escolhido dentre as mais variadas cores ofertadas. Conhecemos uma frase que diz que a arte imita a vida. A alma do negócio nos revela que a relação entre o casal, aparece como relações entre coisas, mostrando que o consumo encerra muitas vezes conseqüências que nada têm a ver com os usos para o qual um determinado artigo foi produzido. Logo, as qualidades que eram das relações sociais são passadas às mercadorias, e é no capitalismo que o fetichismo alcança o seu maior poder.
Destarte, da mesma forma que existem os consumidores, existem também aqueles que não têm favorecido ao sistema capitalista, os que não possuem renda para consumir e por isso mesmo ficam a margem da sociedade, sociedade esta que está fundada na idéia do individualismo, do neoliberalismo. É importante salientar que a ideologia liberal prega que cada indivíduo agindo em seu próprio interesse econômico, quando atuando junto à coletividade, maximizaria o bem estar coletivo. Suas características são o princípio do trabalho como mercadoria e sua regulação pelo livre mercado. O predomínio do individualismo, o bem estar individual, a maximização do bem estar coletivo, o predomínio da liberdade e competitividade, a naturalização da miséria, o predomínio da lei da necessidade, a manutenção de Estado mínimo, as políticas sociais estimulando o ócio e desperdício e a política social como um paliativo, são os pontos fundamentais para o liberalismo.
O curta metragem, A margem da imagem, é o perfeito resultado do que acontece com as pessoas que não embarcam na lógica do modo de produção capitalista no mercado neoliberal, o curta mostra as expressões da questão social, na qual as pessoas que não se enquadram na sociedade de consumo, ou não tem como se prover por várias questões, são excluídas socialmente. Essas pessoas estão e são à margem da sociedade e na maioria dos casos elas não serão “incluídas” na sociedade novamente (ou pela primeira vez), e continuarão sofrendo preconceito, discriminação e a desvalorização como seres humanos. Na declaração universal dos direitos humanos “todos somos sujeitos de direitos”, mas nessa sociedade capitalista só é sujeito de direito quem tem como se prover e aqueles que não têm, ficam marginalizados socialmente, como seres invisíveis, visto que cada vez mais a sua pobreza é naturalizada e aumenta a criminalização deste sujeito que não vive conforme as regras do capitalismo. Ditamo-nos neoliberais, e democráticos, no entanto vivemos em uma “democracia, mas não somos democráticos”, somos neoliberais e a prática puramente liberal ainda se faz presente.
A situação em que se encontram os atores do documentário é a situação proposta pelo texto da Behring e Boschetti (2008), onde elas retratam o surgimento do liberalismo, as legislações semanais (leis inglesas) que se desenvolveram no período que antecedeu a Revolução Industrial. Essas legislações estabeleciam distinção entre pobres “merecedores” e os “não merecedores”, sendo os personagens do documentário, pessoas não merecedoras de benefícios do Estado, aquele que deve garantir direito a todos e igualdade perante a lei, mas os marginalizados não são iguais a todos, pois eles possuem capacidade de trabalhar, e não estão inseridos no mercado de trabalho, nem ao menos são contabilizados como taxa de afluência, e isso por diversos fatores econômicos e sociais, essas pessoas não se enquadraram no perfil desejado pelo sistema e por isso mesmo, são julgadas, excluídas e seus direitos negligenciados.
A respeito dos direitos que o trabalhador vinha construindo ao longo das lutas de classe, Malthus diz: “Há um direito que geralmente se pensa que o homem possui e que eu estou convicto de que ele não possui nem pode possuir: o direito de subsistência, quando seu trabalho não a provê devidamente” (Lux,1993: 44 apud Behring; Boschetti, 2008, p. 61). Mas os que estão à margem da sociedade não pagam impostos e não são contribuintes da previdência, além de não serem consumidores, isso é o bastante para que o Estado tenha razão em não beneficiá-los com políticas sociais. É uma realidade nossa, que passa despercebida nas esferas sociais, pois com o aumento do individualismo a naturalização da pobreza, eles (os não merecedores) que procurem uma forma de sobreviver e garantir sua existência.
No vídeo, os entrevistados são moradores de ruas, e eles alegaram que sempre tem alguém tirando foto deles, filmando-os, sem nem sequer perguntar se eles autorizam essa invasão de privacidade. Através das falas deles, percebemos a angústia que sentem ao serem invadidos constantemente, como se eles não fossem ninguém. O documentário, A margem da imagem, tem a proposta de mostrar a realidade em que os mendigos e moradores de rua vivem. O resultado do curta é incrível, eles opinam a respeito do que deve ser melhorado e criticam que o diretor deveria ter mostrado a realidade nua e crua, porque as pessoas (diz um entrevistado) não sabem o que eles passam e simplesmente os ignoram, a começar da própria equipe do documentário que estão conversando com eles porque naquele momento, deles precisam, mas depois não mais o reconheceram e os ignoraram da mesma forma que qualquer outra pessoa.
Os elementos essenciais do liberalismo, mostrados anteriormente, retratam a posição da maior parte da sociedade diante das pessoas que não tem uma vida nos padrões societais capitalista e esse pensamento é imposto implicitamente e explicitamente todos os dias pela mídia, que frisa bem a valorização do individualismo, “que você tem alternativa basta você querer”. Só que elas não sabem em que realidade os mendigos e moradores de rua estão. Mas a mídia tem mesmo que favorecer ao Estado e conseqüentemente à burguesia, reafirmando a capacidade inata ao ser humano: a de vencer e ser rico, como por ex.: Silvio Santos fez.
Esse processo histórico de exclusão social que advêm da exploração e dominação capitalista, é a expressão da questão social. Em que uma minoria esta em vantagem e uma grande maioria em desvantagem, reflete em impactos de desigualdade, inferiorizarão perda de laços sociais, políticos e familiares, com desqualificação, sofrimento, inacessibilidade a serviços, insustentabilidade e insegurança, quanto configurando um distanciamento da vida digna, da identidade desejada e da justiça. O documentário “África” traz a tona a agudizante contradição do sistema capitalista, contradição esta que consiste na produção de riqueza paralelamente a produção de pobreza e miserabilidade. Sabemos que o continente africano é o lugar mais “precioso” para as mineradoras do mundo, e é um país rico em recursos naturais, no entanto sabemos também que para todo o resto do mundo, ainda há o pensamento interligado entre escravidão e africanos. O vídeo que assistimos é curto, porém de uma dimensão profunda, descreve numa pequena comunidade africana pessoas correndo para se esconderem de um ancião, a grande crítica está no fato de que a média de vida dos africanos é de 47 anos, e no futuro não se reconhecerá mais uma pessoa idosa.
Este pequeno e impactante vídeo nos mostra a intensa situação vivida por esses homens e mulheres do continente ao lado, pessoas estas, que sobrevivem da caridade e da filantropia e que ironicamente são motivos de “salvação de almas”, cada vez que a ONU e seus militantes levam consigo doações de pessoas boas que possuem uma grande concentração de renda e auxiliam aos mais necessitados. Os beneficiados das doações são pessoas que morrem de fome todos os dias enquanto em outros lugares do mesmo continente há um grande enriquecimento de pequenas partes da sociedade. O cenário aparentemente é distinto, mas pouco se difere da pobreza e exclusão do Brasil. Sabemos que a África ainda é bastante atrasada em relação ao nosso País, no entanto da mesma forma que há brasileiros na pobreza absoluta, também há africanos, mesmo que a pobreza do Brasil possa ser diferente da pobreza da África, pessoas morrem de fome do mesmo jeito. O que estamos abordando aqui é que estas pessoas, não apenas brasileiras ou africanas, mas em nível mundial, estão todos os dias sendo negligenciadas, estão esquecidas e são invisíveis aos olhos da sociedade, o que estamos querendo alertar aqui é que no mesmo momento em que a sociedade do consumo se satisfaz e se beneficia de bens produzidos coletivamente, os produtores não tem sequer condições de se apropriar do bem que produziu, e que da mesma forma que este último tem sua força de trabalho explorada, há os marginalizados que são desassistidos de toda e qualquer conquista da classe trabalhadora, pois são os desnecessários economicamente, portanto não lhes resta nem o direito de querer ter direitos.
À GUISA DA CONCLUSÃO
Podemos chegar á conclusão que os vídeos e o texto de Behring e Boschetti mostram a contradição do modo de produção capitalista. No vídeo A vida não Vive, mostra a usurpação que o sistema capitalista faz da natureza, fauna e flora como um todo. Ao ponto de termos fetiche em usar a pele de um animal, de comermos tal animal exótico, de um produto com extratos da Amazônia, criando-se uma necessidade irreal, e chega-se hoje em um ponto que a própria natureza não suporta mais os padrões do capitalismo, e uma das respostas é o aquecimento global. E qual a reação do Capitalismo? Desenvolvimento Sustentável! Partindo disso, temos o vídeo a Alma do Negócio, que mostra o consumismo desenfreado, onde consumir é tudo, ser é ter. E como nossas relações sociais são permeadas de relações consumistas, ao ponto de interferir na nossa subjetividade, é o status que se tem de poder de consumir e a cada dia se tem mais a necessidade do supérfluo. E o que seria do Consumo sem a mídia? O sistema também precisa dos Aparelhos Ideológicos do Estado, na qual imprime fortemente a necessidade de consumir, é o que podemos chamar de mais-valia no ato do consumo, pois se usurpa do consumidor, “embreagado” pelo fetichismo, de pagar, por exemplo, 70 mil reais em um vestido que pode ser comprado por 100 reais. No vídeo A margem da Imagem mostra a naturalização e banalização da miséria e pobreza, onde os marginalizados são invisíveis. E é o que Behring e Boschetti colocam em seu texto com uma frase “servidão da liberdade sem proteção”. E por mais que tentemos “ver os invisíveis” ocorre ainda o esteriótipo e o preconceito introjetado, fomos socializados para colocar a margem e criminalizar estes indivíduos. A sociedade não os vê, eles não se vêem, e por mais que na Constituição esteja previsto que todos somos sujeitos de direitos, eles nem direito de imagem tem, a sociedade tem um espírito de higienização e disciplinamento destes. No vídeo África mostra o processo de alta barbárie que vem sofrendo essa população, um país tão rico, mas ao mesmo tempo tão desigual, e o que o Estado faz? O estado delega ao Terceiro Setor seu dever, pois as ONG’s. a filantropia e a caridade possuem um papel fortíssimo hoje na África, principalmente por atores “Hollywoodianos”. Leandro Konder escreveu em Marxismo e Alienação um parágrafo muito interessante, que podemos fazer uma “ponte”, embora seja um texto dos anos 60 do século XX:
“Uma das evidências mais chocantes do nosso tempo, por exemplo, é a disparidade em que encontram o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, de um lado, e as condições materiais de vida da generalidade dos povos, de outro. Como foi possível a humanidade partir para o desbravamento do espaço cósmico, como foi possível a humanidade ter chegado a dominar as energias e as leis da natureza a ponto de lançar satélites artificiais e mandar naves à Lua, sem ter chegado a suprimir a fome n face da Terra?(Konder, 1965)
REFERÊNCIAS
BEHRING, E. R. e BOSCHETTI, I. Política social. Fundamentos e história. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
KONDER, L. Marxismo e Alienação: contribuição para um estudo do conceito marxista de alienação. 2. Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2009.
LESSA, S. Para compreender a Ontologia de Lukács. Ijuí: Ed. Unijuí, 2006.
NETTO, J.P. Economia Política: uma introdução crítica. 5. ed.São Paulo: Cortez, 2009.
Há um bom motivo pelo qual o alarmismo é contagioso e irresistível, e se espalha como a peste pelas veias da internet; há um motivo pelo qual os pregadores invariavelmente demonizam seus adversários, e afirmam haver gigantes insaciáveis onde ficará demonstrado haver moinhos de vento:semear o medo torna as pessoas vulneráveis, e gente vulnerável pode ser manipulada.
O medo só é capaz de dominar quem tem alguma coisa a perder; quem não tem nada a perder não tem a nada temer. Esta é uma equação delicada, especialmente num país como o Brasil, em que a distribuição de renda está entre as dez mais desiguaisA igreja vive de elencar os medos que a sociedade deve ter. do mundo (e é um mundo grande): há sempre o risco de que os que não tem nada a perder se levantem contra os que tem tudo a perder.
Em todo o mundo, mas especialmente num país com a nossa história, a classe média ocupa mais ou menos o espaço que ocupava a nobreza nos tempos medievais e coloniais. E, como sabemos o que aconteceu à nobreza em insurreições como a Revolução Francesa, a classe média adentrou a era moderna imbuída de um medo que lhe é absolutamente característico e essencial:o medo da perturbação social.
A classe média sabe desejar o progresso e é capaz de assimilar a mudança, porém (exatamente como a nobreza antes dela) tem absoluto horror à desordem. Seu mundo de shopping centers, de ambientes de ar condicionado e de seguranças na porta (a fim de manter os incompatíveis à distância) deve ser resguardado a todo custo. Passeatas, quebra-quebras, invasões de sem-terra, ladrões que levam o iPad e revoluções de gente faminta devem pertencer ao domínio ilustrativo dos filmes de zumbi. Na verdade, já o constrangimento de ser abordado por uma criança de rua na esquina deve ser aplacado pelo uso preventivo de carros blindados e vidros escuros.
A estabilidade social, entendida como a manutenção de um estado de coisas em que uma minoria administre e se beneficie de recursos que são de todos, é o valor por excelência da classe média. Não há outra verdade eterna que ela esteja disposta a defender.
O medo da perturbação social, no entanto, é genérico demais e precisa encontrar ícones que os encarnem de modo satisfatório. É preciso pulverizar o nosso medo essencial atribuindo-o a culpados e demônios.
E, se quisesse manipular nos nossos dias uma burguesia absolutamente aterrorizada diante da possibilidade de perturbações sociais, que alvos você elegeria? Deixe-me ajudá-lo: elejamos oshomossexuais, os que defendem o aborto, os sem-terra, os comunistas1.
Cada uma dessas categorias representa, à sua maneira, uma formidável possibilidade de perturbação social; cada uma, à sua maneira, materializa uma ameaça à tranquilidadeO que a classe média teme são perturbações sociais.sanitizada do indefectível universo burguês, em que nada é sujo, nada é feio, nada é controverso e nada é constrangedor.
E que ameaça maior do que um mundo em que a união civil entre homossexuais denuncie diariamente o caráter relativo e historicamente determinado de soluções de convívio que a sociedade toma por normativas? O que parecerá mais perturbador do que um mundo em que gente do sexo masculino ouse definir a sua relação mútua pela afetividade e não pela agressividade e pela competição? Um mundo em que mulheres ousem prescindir do homem para encontrar a sua satisfação sexual e emocional?
Do mesmo modo, será preciso avaliar a ameaça de um mundo em que o aborto exista sequer como possibilidade. Porque este mundo irá postular como legítimo que a mulher exerça controle sobre seu próprio corpo e sobre seu próprio prazer, e esses domínios pertencem por tradição ao âmbito do seu homem.
E que dizer dos sem-terra e dos comunistas, que blasfemam do próprio capitalismo e querem virar o mundo do avesso, ignorando os privilégios milenares da propriedade, da classe social e do lucro, e isso em favor de uma ameaça tão declarada quanto a “igualdade social”? O que pode ser mais inaceitável do que esse ataque direto à estabilidade – à própria existência – do mundo entrincheirado da burguesia2?
Se é para preservar o presente mundo das perturbações sociais, será necessário negar qualquer igualdade de direitos civis aos homossexuais, chamando sua demanda de ditadura gay; será preciso abominar o aborto acenando com a bandeira pró-vida, ao mesmo tempo em que escondemos atrás dela os recursos que financiam a morte nas guerras e o horror das crianças vivas que passam fome patrocinada pelo capitalismo; será preciso rejeitar qualquer iniciativa que altere desfavoravelmente (para nós) a distância de segurança entre as castas, tachando-as de paternalismo, assistencialismo, compra de votos e introdução gradual da doutrina comunista3
Pelo menos desde a Idade Média o papel da igreja foi fundamental na definição e na propagação de medos expiatórios como esses. Num sentido muito profundo, a igreja vive de elencar os medos que a sociedade deve ter. Coube tradicionalmente a ela fornecer os demônios cuja execração garanta a continuidade do estado de coisas – e resguarde, no mesmo pacote, a influência que a própria igreja exerce sobre as pessoas.
Aqui está Jean Delumeau, notável mapeador de medos, falando da cidade sitiada que era a sociedade medieval:
Os homens da igreja levantaram os males que [Satã] é capaz de provocar e a lista de seus agentes: os turcos, os judeus, os heréticos, as mulheres (especialmente as feiticeiras). Operaram uma triagem entre os perigos e assinalaram as ameaças essenciais, isto é, aquelas que lhes pareceram tais, levados em conta sua formação religiosa e seu poder na sociedade. Uma ameaça de morte viu-se assim segmentada em medos, seguramente temíveis, mas “nomeados” e explicados, porque refletidos e aclarados pelos homens da igreja. Essa enunciação designava perigos e adversários contra os quais o combate era, se não fácil, ao menos possível, com a ajuda da graça de Deus. Desmascarar Satã e seus agentes e lutar contra o pecado era, além disso, diminuir sobre a terra a dose de infortúnios de que são a verdadeira causa. Essa denúncia se pretendia, pois, liberação, a despeito – ou melhor por causa – de todas as ameaças que fazia pesar sobre os inimigos de Deus desentocados de seus esconderijos.
Basta que se troquem os rótulos – saem turcos, judeus, heréticos e feiticeiras e entram comunistas, homossexuais, feministas e muçulmanos – para que se veja que a igreja permanece elegendo “ameaças essenciais” de modo a beneficiar-se do pavor que a sociedade tem de perder os privilégios da familiaridade.
A igreja formal contemporânea dispõe de uma parcela de poder infinitamente menor do que a medieval, mas isso não torna os seus esforços menos enfáticos. Ao contrário, para resguardar o pouco poder que lhe resta, os homens da igreja se entregarão com paixão inquisitorial à tarefa de elencar demônios e exercer sua faculdade autoimposta de polícia social. E, como observado por Delumeau, parte essencial dessa estratégia é manter os cristãos com uma certa dose de medo de si mesmos – medo de serem contados entre o inimigo, medo de não defenderem com suficiente ardor uma pureza nominal, medo da rejeição institucional e de seus preços.
O problema de uma comunidade dominada pelo medo é que ela pode ser manipulada a ceder a gravíssimas injustiças em nome da preservação de sua tranquilidade idealizada. Dessa forma a Alemanha abraçou de bom grado o discurso nazista, por medo das perturbações sociais encarnadas na ameaça do comunismo e numa suposta dominação judaica mundial. Dessa forma a Itália dobrou-se servilmente ao fascismo e o Brasil à ditadura militar, porque esses autoritarismos berravam ameaças de uma impensável sublevação e de uma horrendo nivelamento societário. E, como era de se esperar, esses movimentos de terror contaram com o apoio aberto – e, em alguns casos, o constrangido silêncio – da igreja.
Em que somos menos manipuláveis do que a Alemanha nazista, se tememos as mesmas coisas? Os nazistas temiam que os judeus imprimissem no mundo seus valores, sua supremacia e sua estética, e nós tememos que os homossexuais implantem nele a sua agenda; os nazistas temiam que os comunistas aplainassem as classes ao ponto de uma completa descaracterização nacional, e nós tememos a mesma coisa. Somos nós a cidade sitiada, e o que nos conforta são os gritos do clero explicando o que devemos temer – e assim o que devemos odiar.
A ironia da participação da igreja na disseminação desses terrores está em que o movimento cristão nasceu e se desenvolveu num ambiente caracterizado por formidáveis perturbações sociais. Jesus ganhou fama de rei numa Palestina ocupada em que vinham periodicamente à tona levantes e guerrilhas dirigidas contra os romanos e sua opressão imperialista. O Templo dos judeus não sobreviveu ao sangrento confronto do ano 70 desta era, e poucas décadas mais tarde os próprios cristãos viram levantar-se contra o seu mundo uma longa e implacável perseguição.
Em conformidade com a herança de seu mestre (e causando o mesmo tipo de constrangimento), os colonos do reino levavam por onde passavam as demandas por justiça, por fraternidade universal e pelo amor incondicional entre os homens. Quando a boa nova chegou a Tessalônica, na pessoa de Paulo e Silas, seus adversários não poderiam ter escolhido melhor as palavras para descrever a ameaça de perturbação social que representavam: “esses que estão virando o mundo de cabeça para baixo chegaram também aqui”.
Quando adotamos o discurso do medo, portanto, estamos tentando imprimir sobre a proposta impoluta e subversiva do reino marcas que são incompatíveis com a sua essência e com a sua herança. Porque o Novo Testamento não deixa espaço para dúvida: igreja não é quem teme a perturbação social, mas quem a provoca. Igreja não é quem promove o medo, mas quem o aplaca e o anula pela inclusão e pelo amor. “O amor lança fora todo o medo”, ousou proclamar a provisão imprudente do Espírito.
E nós, o que fazemos? Enquanto a igreja exemplar do livro de Atos aprendia, passo a passo, a incluir o diferente e o tido previamente como inaceitável (a mulher, o aleijado, o eunuco, o gentio), nós demonizamos como inaceitável o homossexual. Enquanto a igreja exemplar do livro de Atos adotava todo o tipo de medidas distributivas e postulava um reino definido pela equidade, nós condenamos como comunismo e como Satanás a mínima provisão que vise apenas desbastar os abismos da distribuição de renda.
E nisso, que fique muito claro, vamos escolhendo aqueles medos que nos mantenham a salvo da nossa vocação.
Na Europa e nos Estados Unidos seria necessário incluir nesta lista os muçulmanos e os imigrantes.
Uma sociedade justa é uma em que, por definição, não existe mão de obra barata. Conversei esta semana com um empresário que estava estarrecido diante da sua dificuldade de encontrar gente disposta a trabalhar na base da pirâmide pelo salário que ele costumava oferecer. Diante de seguranças de fundo como Seguro-Desemprego e Bolsa Família, os desqualificados do sistema estão pensando duas vezes antes de se submeter a uma posição desumanizante e pouco promissora. Esse empresário sentia-se pressionado a ou aumentar os seus salários ou diminuir a sua margem de lucro, e ambas as soluções o apavoravam, porque emblemavam e estavam fundamentadas numa perturbação social. Seu mundo de enriquecimento rápido baseado na submissão voluntária dos mais fracos estava sendo ameaçado, e seu patrimônio corre o risco de não dobrar nós próximos anos. Nada o deixava mais desconcertado e temeroso.
Pode ser necessário lembrar que o anarquista que existe em mim recusa-se a reconhecer a legitimidade de soluções legislativas ou políticas para quaisquer dessas questões. Na verdade rejeito a supremacia de qualquer solução política. O que reconheço é que o movimento colocado em movimento por Jesus e por suas testemunhas (movimento que aclamava contra o senhorio de César um rei primeiro descalço, depois invisível, e maquinava a implantação nesta terra de um reino que não é deste mundo) pressupõe e instaura o fim de todos os governos.
Che Guevara "O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."
José Carlos Mariátegui
“A cada experiência frustrada, recomeçam. Não encontraram a solução: a encontrarão. Jamais os assalta a idéia de que a solução não exista. Eis aí sua força”.
Marx"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência."
"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas." (Manifesto Comunista)
Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor.O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento. Machado de Assis
Caro(a) amigo(a), se você decide seu voto por conta de uma das dezenas de correntes apócrifas que circulam pela internet, pró-Dilma e pró-Serra (ou anti-Dilma e anti-Serra), parabéns. Você é, oficialmente, umapessoa manipulável.
Nunca entendi muito bem porque as pessoas acreditam piamente naquilo que recebem em suas caixas de e-mail. Será que o anonimato das mensagens apócrifas é entendido como uma espécie de “sinal”? Do tipo: “Senhor, me dê os números vencedores do jogo do bicho” e, dias depois, você interpreta uma propaganda de um haras, que chegou acidentalmente por e-mail, como resposta para apostar no “cavalo”?! Vai que, da mesma forma que o Altíssimo escreve certo por linhas tortas, ele também “emeia” justo por internet frouxa, não é?
O mais interessante é que algumas dessas mensagens contam com mentiras tão bem construídas que tem mais gente acreditando nelas do que em boas matérias, com dezenas de fontes, feitas por jornalistas com décadas de credibilidade, que desmentem ou explicam o caso.
- Pô, o texto é super bem escrito. Não deve ser falso. - O e-mail trouxe vários números. Ou seja, não pode ser mentira. - Ele tem fotos. É mais difícil manipular fotos. - Recebi isso do Ronaldo, irmão da Ritinha, casada com o Roberval, filho do seu Romeu, lembra? É, Ro-meu. Ele repassou um e-mail que recebeu do Rui, que é chefe dele na Ramos e Ramos, aquela empresa de retroescavadeiras. Homem decente o Ronaldo… então é coisa séria.
É muito mais “quente” acreditar, neste segundo turno, que a candidata X devora criancinhas e o candidato Y bate constantemente nas suas amantes do que encarar que, na vida real, os defeitos, esquisitices e idiossincrasias podem ser outros. Também bizarros, mas que não influenciam no seu caráter e no seu comportamento político, – e que, talvez, não atraiam tanto a atenção. Sabendo disso, o pessoal mal intencionado apela.
A rede mundial de computadores nos abriu um mundo de possibilidades. Hoje, um leitor – se quiser – consegue acessar fontes confiáveis e encontrar números, checar dados, trocar idéias com amigos, comparar governos ou mesmo desmentir pataquadas. Avalie o que você quer para o país e faça uma escolha, sua escolha. Não jogue fora seu voto por uma mensagenzinha mequetrefe. Ah, mas cuidado! Ao se debruçar sobre essas questões, se informar, debater com outras pessoas, mandar e-mail e cobrar do candidato posições, você vai estar fazendo Política, com “P” maiúsculo e não politicagem. E atacando a raiz de muitos preconceitos.
Coisa que o Povo do Spam não quer. Pois, o Povo do Spam quer sangue.
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Algumas mensagens de spam travestem opinião como dados isentos e descontextualizam ou ocultam fatos que não são interessantes para o argumento defendido. Trouxe algumas sugestões reunidas tempos atrás por Rodrigo Ratier, jornalista e mestre em pedagogia, grande especialista na área de educação e comunicação, para usar a lógica a fim de perceber problemas nos textos. Quem já adota essas ferramentas, pode parar a leitura por aqui e vá apagar o lixo acumulado na caixa de entrada. Caso contrário, fica aqui a sugestão.
“A camisinha não protege contra o vírus HIV. A epidemia de Aids cresceu justamente porque se confia nessa proteção”, disse um bispo certa vez. Desconfie dos argumentos de autoridade. Não é porque o Papa, o Patriarca de Istambul ou a Bispa Sônia disseram algo que você tem que acreditar, não é? O mesmo vale para o presidente da sua associação de moradores ou o diretor do seu sindicato. É preciso provar o que se diz. Exija confirmação dos fatos ou vá atrás dela.
“Não ouviremos as posições do antropólogo Luiz Mott sobre o casamento gay: ele é homossexual.” Para desmontar um discurso, não se ataca o argumentador, mas sim o argumento.
“Nesta eleição, vamos escolher entre um Sartre e um encanador.” Não se ridiculariza o outro apenas por ser seu adversário.
“Antes do MST existir, não havia violência no campo.” Falsa relação de causa e conseqüência – um fato que acontece depois do outro não necessariamente foi causado pelo primeiro.
“Na guerra contra o terrorismo, ou você apóia a invasão do Iraque ou está alinhado com o mal.” É errado excluir o meio termo. Um debate maniqueísta é mais fácil de ser entendido, mas o mundo real não é um Palmeiras e Corinthians, um Fla-Flu, um Grenal, enfim, vocês entenderam.
“Ou se dá o peixe ou se ensina a pescar.” Isso é uma falsa oposição. Não se opõe curto e longo prazo necessariamente. Uma ação não invalida a outra. Elas podem ser, inclusive, subsequentes ou coordenadas.
“Isso não é demissão. A empresa apenas avisou que precisará passar por um redimensionamento do quadro de empregados.” Não se deixe levar pelos eufemismos. Nem por quem fala bonito. Uma pessoa pode te xingar e você, às vezes, nem vai perceber se não se atentar para as palavras que ela escolheu.
“Avenida Faria Lima, Águas Espraiadas, Imigrantes, Minhocão, Rodovia dos Trabalhadores: alguém aí consegue imaginar São Paulo sem todas essas obras feitas pelo Maluf?” Desconfie dos e-mail que contém um monte de acertos de alguém e ignorem, solenemente, os erros.
Hoje entrevistamos, seu Nulo, candidato a presidente da República Federativa do Brasil. Hoje representa quase um Fusquinha, mas acha que tem chances de disputar o Terceiro turno.
LN: O senhor acha que tem chances de levar a eleição ao terceiro turno?
Seu Nulo: Não só acho, como tenho certeza, que irei até para o quarto turno, depois pego uns dias para descansar pro quinto.
LN: Seu Nulo qual o seu projeto caso o senhor vença antes?
Seu Nulo: É... Então... Acho que para fortalecer a democracia neste país deveríamos ter 5 eleições, para disputá-las e mostrar o projeto.
LN: Mas qual é o projeto?
Seu Nulo: Você não sabe? Hoje eu represento uma base neste Brasil que é de dar inveja, conseguiria montar quase um Fusquinha! O meu projeto é muito mais do que está ai!
LN: Pode explicitar melhor?
Seu Nulo: É o Socialismo, Já!
LN: Mas o povo sabe o que é isso?
Seu Nulo: Me tornei direção por causa disso, dirijo até quase um fusquinha, quanto mas este país!
LN: Mas seu Nulo o senhor não acha que isso neste momento não beneficia a extrema direita?
Seu Nulo: Olha aqui, temos um projeto claro, se o povo não enchegar isso, é porque o povo está com problemas em não saber escolher sua direção Fuscaniana Revolucionária!
LN: E se a extrema direita vencer? Seu Nulo: Seremos oposição de esquerda fuscaniana.
LN: Mas o senhor não acha se a extrema direita ganhar impossibilita os processo na América latina, a exemplo da Bolívia, Venezuela e Equador e na defesa da Revolução Cubana?
Seu Nulo: Olha os governos capitalistas social bonapartistas desses países não precisa de nossa ajuda, já estão alinhados com o imperialismo aplicando medidas contra revolucionárias contra os trabalhadores, e em relação a Cuba é uma revolução apodrecida de um Estado Operário degenerado pelo Castrismo, que burocratizou a revolução.
LN: Mas qual sua consideração final?
Seu Nulo: Em mim pode confiar, porque briga entre a direita é melhor levar para quarto turno. Viva a revolução Fuscaniana!
O presente trabalho é uma proposta da disciplina intitulada Questão Social, ministrada pela Professora Luziana Ramalho. A atividade consiste na elaboração de um texto dissertativo no qual o grupo deve abordar a problemática assistida nos documentários com base no texto: “Capitalismo, liberalismo e origens da política social”, de Behring e Boschetti (2008). Para que a realização desta atividade assistimos quatro documentários em sala de aula (o que consiste na primeira fase desta avaliação) e também em aulas anteriores a professora proporcionou a discussão do principal texto que complementará esta abordagem crítica.
ANÁLISE
Numa primeira impressão, os vídeos assistidos, aparentemente têm uma temática distinta, cada um abordando algo de sua especificidade, o que na realidade não passa de um equívoco, pois ao analisarmos minuciosamente, descobrimos que os quatro vídeos norteiam questões idênticas, como por exemplo, o que denominamos de: sociedade do consumo. Este tema aparece em todos os documentários, uns de forma explícita e outros de forma implícita. E é a respeito desta temática, e fazendo ponte com o texto base, que trabalharemos a análise dos documentários na seguinte ordem estrutural: abordaremos primeiramente o vídeo nº 3, A vida não Vive, pois pudemos perceber que a abordagem central deste, é o trabalho, e como queremos abordar a sociedade do consumo, não podemos negligenciar que enquanto uns usufruem dos bens produzidos, há outro contingente que nem sempre pode consumir o que produz. Nesta seqüência trabalharemos o vídeo nº 1, A alma do negócio, pois aqui poderemos abordar o consumo deliberado e a forma como somos levados a exacerbar a função de um dado produto. Seguindo o raciocínio conjuntural, percebemos que na medida em que existem os consumidores e os produtores, há uma quantidade de pessoas que não compõem nenhum nem outro grupo, são os marginalizados, por isso em seguida abordaremos o vídeo nº 2, A margem da imagem, e finalizaremos com a grande contradição do capitalismo, no vídeo nº 4 (África), que na medida em que produz riqueza, produz pobreza.
De acordo com Lessa (2006), o trabalho consiste na ação do homem em transformar a natureza com o intuito de atender a uma dada necessidade imediata, para tanto esta ação parte de uma idéia (prévia ideação), e após ser executada, (com o objeto pronto) o homem ao ter feito esta atividade adquiriu conhecimento, que o influenciará na próxima idéia e conseqüentemente no próximo trabalho a ser realizado. Isto é um ciclo, e estamos abordando esta idéia de Sergio Lessa, porque de acordo com o vídeo, A vida na vive, percebemos que este ciclo acontece em inúmeras rotações, pois o homem está sempre transformando a natureza e transformando a si próprio. No entanto não é apenas isso que acontece, o homem não transforma a natureza no intuito de satisfazer uma necessidade imediata, não se trata aqui de uma comuna primitiva como já vimos com Netto (2009), estamos falando sobre o consumo exagerado que o homem faz com os recursos naturais e com o próprio ser humano, explorando cada vez mais a força de trabalho, visto que as relações sociais passam a ser relações entre mercadorias, em uma sociedade onde o individualismo só tende a crescer.
Historicamente, não queremos aqui concordar que a essência do homem é má, desde que a produção de bens, passou de valor de uso para valor de troca e com isso houve a possibilidade de acumulação, a sociedade divide-se entre: os que produzem e os que consomem, e ainda há aqueles que não podem consumir por não possuirem meios para se enquadrar na lógica do consumismo. A desmedida exploração da força de trabalho já passou por vários modos de produção, desde o que defendia a escravidão ao que preferisse a “servidão da liberdade sem proteção” (Behring; Boschetti, 2008, p.51)
Trazendo para o nosso momento conjuntural, o modo de produção capitalista, vimos através do vídeo, que a produção de bens de consumo é o eixo central da vida humana, “não trabalhamos para viver, mas vivemos para trabalhar”, o homem está preso a esta lógica. Tudo trabalha para a manutenção desta idéia, até a natureza que sem a interferência do homem, já produzia os frutos, o mel, a seda, os ovos e outros derivados animais, hoje, há a manipulação desta produção a serviço da humanidade. A exploração do homem vem se acentuando cada vez mais, e as conquistas que os trabalhadores obtiveram através das lutas de classe, em pouco mudam esta realidade de exploração, por exemplo: a diminuição da jornada de trabalho para 8 horas, fez com que surgissem paralelamente a isso, formas de produzir mais em menos tempo, e com a tecnologia, é perfeitamente possível até a inversão de valores, visto que antes a máquina trabalhava para o homem e hoje é o homem quem trabalha para a máquina.
A inversão de valores não está somente na lógica da produção, mas também na do consumo. Karl Marx, em sua análise do capitalismo, descreve o fetichismo das mercadorias como a tendência de tratá-las como fetiches, ou seja, objetos dotados de propriedades mágicas que lhes conferem uma vida própria. Agimos, por exemplo, como se bens e serviços tivessem um valor natural em comparação com outros no mercado; como se dinheiro, ouro e outros bens fossem “preciosos” por sua própria natureza; como se as mercadorias pudessem se atrair entre si. O problema com esse tipo de pensamento, é que ele tende a obscurecer os relacionamentos sociais entre as pessoas, que constituem a origem real daquilo que atribuímos às mercadorias. As pessoas não sabem mais distinguir se compram uma calça do número que precisam ou se emagrecem para que possam caber na calça que desejam, “por via de conseqüência, os homens não são valorizados (e nem se valoram a si mesmos) pelo que são, mas sim pelo que têm – nessas sociedades, o ter subordina o ser.” (Netto, 2009, p. 93)
A supervalorização da mercadoria é algo fortemente presente no vídeo “A alma do negócio”, visto que o ato de consumir está acima de tudo e de todos. Este poder de possuir um determinado produto e uma dada marca (que muitas vezes se sobressai à própria utilidade do produto) é algo que garante sucesso nas relações sociais (defende o vídeo). O vídeo fala de um perfeito casal-propaganda que leva uma vida feliz e tranqüila até descobrir o que seus maravilhosos produtos podem fazer muito mais do que prometem. A família é alvo deste vídeo, trata-se da plena felicidade que apenas existe devido o “marido e a mulher” utilizarem os melhores produtos para determinadas funções e terem o prazer de poder ter escolhido dentre as mais variadas cores ofertadas. Conhecemos uma frase que diz que a arte imita a vida. A alma do negócio nos revela que a relação entre o casal, aparece como relações entre coisas, mostrando que o consumo encerra muitas vezes conseqüências que nada têm a ver com os usos para o qual um determinado artigo foi produzido. Logo, as qualidades que eram das relações sociais são passadas às mercadorias, e é no capitalismo que o fetichismo alcança o seu maior poder.
Destarte, da mesma forma que existem os consumidores, existem também aqueles que não têm favorecido ao sistema capitalista, os que não possuem renda para consumir e por isso mesmo ficam a margem da sociedade, sociedade esta que está fundada na idéia do individualismo, do neoliberalismo. É importante salientar que a ideologia liberal prega que cada indivíduo agindo em seu próprio interesse econômico, quando atuando junto à coletividade, maximizaria o bem estar coletivo. Suas características são o princípio do trabalho como mercadoria e sua regulação pelo livre mercado. O predomínio do individualismo, o bem estar individual, a maximização do bem estar coletivo, o predomínio da liberdade e competitividade, a naturalização da miséria, o predomínio da lei da necessidade, a manutenção de Estado mínimo, as políticas sociais estimulando o ócio e desperdício e a política social como um paliativo, são os pontos fundamentais para o liberalismo.
O curta metragem, A margem da imagem, é o perfeito resultado do que acontece com as pessoas que não embarcam na lógica do modo de produção capitalista no mercado neoliberal, o curta mostra as expressões da questão social, na qual as pessoas que não se enquadram na sociedade de consumo, ou não tem como se prover por várias questões, são excluídas socialmente. Essas pessoas estão e são à margem da sociedade e na maioria dos casos elas não serão “incluídas” na sociedade novamente (ou pela primeira vez), e continuarão sofrendo preconceito, discriminação e a desvalorização como seres humanos. Na declaração universal dos direitos humanos “todos somos sujeitos de direitos”, mas nessa sociedade capitalista só é sujeito de direito quem tem como se prover e aqueles que não têm, ficam marginalizados socialmente, como seres invisíveis, visto que cada vez mais a sua pobreza é naturalizada e aumenta a criminalização deste sujeito que não vive conforme as regras do capitalismo. Ditamo-nos neoliberais, e democráticos, no entanto vivemos em uma “democracia, mas não somos democráticos”, somos neoliberais e a prática puramente liberal ainda se faz presente.
A situação em que se encontram os atores do documentário é a situação proposta pelo texto da Behring e Boschetti (2008), onde elas retratam o surgimento do liberalismo, as legislações semanais (leis inglesas) que se desenvolveram no período que antecedeu a Revolução Industrial. Essas legislações estabeleciam distinção entre pobres “merecedores” e os “não merecedores”, sendo os personagens do documentário, pessoas não merecedoras de benefícios do Estado, aquele que deve garantir direito a todos e igualdade perante a lei, mas os marginalizados não são iguais a todos, pois eles possuem capacidade de trabalhar, e não estão inseridos no mercado de trabalho, nem ao menos são contabilizados como taxa de afluência, e isso por diversos fatores econômicos e sociais, essas pessoas não se enquadraram no perfil desejado pelo sistema e por isso mesmo, são julgadas, excluídas e seus direitos negligenciados.
A respeito dos direitos que o trabalhador vinha construindo ao longo das lutas de classe, Malthus diz: “Há um direito que geralmente se pensa que o homem possui e que eu estou convicto de que ele não possui nem pode possuir: o direito de subsistência, quando seu trabalho não a provê devidamente” (Lux,1993: 44 apud Behring; Boschetti, 2008, p. 61). Mas os que estão à margem da sociedade não pagam impostos e não são contribuintes da previdência, além de não serem consumidores, isso é o bastante para que o Estado tenha razão em não beneficiá-los com políticas sociais. É uma realidade nossa, que passa despercebida nas esferas sociais, pois com o aumento do individualismo a naturalização da pobreza, eles (os não merecedores) que procurem uma forma de sobreviver e garantir sua existência.
No vídeo, os entrevistados são moradores de ruas, e eles alegaram que sempre tem alguém tirando foto deles, filmando-os, sem nem sequer perguntar se eles autorizam essa invasão de privacidade. Através das falas deles, percebemos a angústia que sentem ao serem invadidos constantemente, como se eles não fossem ninguém. O documentário, A margem da imagem, tem a proposta de mostrar a realidade em que os mendigos e moradores de rua vivem. O resultado do curta é incrível, eles opinam a respeito do que deve ser melhorado e criticam que o diretor deveria ter mostrado a realidade nua e crua, porque as pessoas (diz um entrevistado) não sabem o que eles passam e simplesmente os ignoram, a começar da própria equipe do documentário que estão conversando com eles porque naquele momento, deles precisam, mas depois não mais o reconheceram e os ignoraram da mesma forma que qualquer outra pessoa.
Os elementos essenciais do liberalismo, mostrados anteriormente, retratam a posição da maior parte da sociedade diante das pessoas que não tem uma vida nos padrões societais capitalista e esse pensamento é imposto implicitamente e explicitamente todos os dias pela mídia, que frisa bem a valorização do individualismo, “que você tem alternativa basta você querer”. Só que elas não sabem em que realidade os mendigos e moradores de rua estão. Mas a mídia tem mesmo que favorecer ao Estado e conseqüentemente à burguesia, reafirmando a capacidade inata ao ser humano: a de vencer e ser rico, como por ex.: Silvio Santos fez.
Esse processo histórico de exclusão social que advêm da exploração e dominação capitalista, é a expressão da questão social. Em que uma minoria esta em vantagem e uma grande maioria em desvantagem, reflete em impactos de desigualdade, inferiorizarão perda de laços sociais, políticos e familiares, com desqualificação, sofrimento, inacessibilidade a serviços, insustentabilidade e insegurança, quanto configurando um distanciamento da vida digna, da identidade desejada e da justiça. O documentário “África” traz a tona a agudizante contradição do sistema capitalista, contradição esta que consiste na produção de riqueza paralelamente a produção de pobreza e miserabilidade. Sabemos que o continente africano é o lugar mais “precioso” para as mineradoras do mundo, e é um país rico em recursos naturais, no entanto sabemos também que para todo o resto do mundo, ainda há o pensamento interligado entre escravidão e africanos. O vídeo que assistimos é curto, porém de uma dimensão profunda, descreve numa pequena comunidade africana pessoas correndo para se esconderem de um ancião, a grande crítica está no fato de que a média de vida dos africanos é de 47 anos, e no futuro não se reconhecerá mais uma pessoa idosa.
Este pequeno e impactante vídeo nos mostra a intensa situação vivida por esses homens e mulheres do continente ao lado, pessoas estas, que sobrevivem da caridade e da filantropia e que ironicamente são motivos de “salvação de almas”, cada vez que a ONU e seus militantes levam consigo doações de pessoas boas que possuem uma grande concentração de renda e auxiliam aos mais necessitados. Os beneficiados das doações são pessoas que morrem de fome todos os dias enquanto em outros lugares do mesmo continente há um grande enriquecimento de pequenas partes da sociedade. O cenário aparentemente é distinto, mas pouco se difere da pobreza e exclusão do Brasil. Sabemos que a África ainda é bastante atrasada em relação ao nosso País, no entanto da mesma forma que há brasileiros na pobreza absoluta, também há africanos, mesmo que a pobreza do Brasil possa ser diferente da pobreza da África, pessoas morrem de fome do mesmo jeito. O que estamos abordando aqui é que estas pessoas, não apenas brasileiras ou africanas, mas em nível mundial, estão todos os dias sendo negligenciadas, estão esquecidas e são invisíveis aos olhos da sociedade, o que estamos querendo alertar aqui é que no mesmo momento em que a sociedade do consumo se satisfaz e se beneficia de bens produzidos coletivamente, os produtores não tem sequer condições de se apropriar do bem que produziu, e que da mesma forma que este último tem sua força de trabalho explorada, há os marginalizados que são desassistidos de toda e qualquer conquista da classe trabalhadora, pois são os desnecessários economicamente, portanto não lhes resta nem o direito de querer ter direitos.
À GUISA DA CONCLUSÃO
Podemos chegar á conclusão que os vídeos e o texto de Behring e Boschetti mostram a contradição do modo de produção capitalista. No vídeo A vida não Vive, mostra a usurpação que o sistema capitalista faz da natureza, fauna e flora como um todo. Ao ponto de termos fetiche em usar a pele de um animal, de comermos tal animal exótico, de um produto com extratos da Amazônia, criando-se uma necessidade irreal, e chega-se hoje em um ponto que a própria natureza não suporta mais os padrões do capitalismo, e uma das respostas é o aquecimento global. E qual a reação do Capitalismo? Desenvolvimento Sustentável! Partindo disso, temos o vídeo a Alma do Negócio, que mostra o consumismo desenfreado, onde consumir é tudo, ser é ter. E como nossas relações sociais são permeadas de relações consumistas, ao ponto de interferir na nossa subjetividade, é o status que se tem de poder de consumir e a cada dia se tem mais a necessidade do supérfluo. E o que seria do Consumo sem a mídia? O sistema também precisa dos Aparelhos Ideológicos do Estado, na qual imprime fortemente a necessidade de consumir, é o que podemos chamar de mais-valia no ato do consumo, pois se usurpa do consumidor, “embreagado” pelo fetichismo, de pagar, por exemplo, 70 mil reais em um vestido que pode ser comprado por 100 reais. No vídeo A margem da Imagem mostra a naturalização e banalização da miséria e pobreza, onde os marginalizados são invisíveis. E é o que Behring e Boschetti colocam em seu texto com uma frase “servidão da liberdade sem proteção”. E por mais que tentemos “ver os invisíveis” ocorre ainda o esteriótipo e o preconceito introjetado, fomos socializados para colocar a margem e criminalizar estes indivíduos. A sociedade não os vê, eles não se vêem, e por mais que na Constituição esteja previsto que todos somos sujeitos de direitos, eles nem direito de imagem tem, a sociedade tem um espírito de higienização e disciplinamento destes. No vídeo África mostra o processo de alta barbárie que vem sofrendo essa população, um país tão rico, mas ao mesmo tempo tão desigual, e o que o Estado faz? O estado delega ao Terceiro Setor seu dever, pois as ONG’s. a filantropia e a caridade possuem um papel fortíssimo hoje na África, principalmente por atores “Hollywoodianos”. Leandro Konder escreveu em Marxismo e Alienação um parágrafo muito interessante, que podemos fazer uma “ponte”, embora seja um texto dos anos 60 do século XX:
“Uma das evidências mais chocantes do nosso tempo, por exemplo, é a disparidade em que encontram o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, de um lado, e as condições materiais de vida da generalidade dos povos, de outro. Como foi possível a humanidade partir para o desbravamento do espaço cósmico, como foi possível a humanidade ter chegado a dominar as energias e as leis da natureza a ponto de lançar satélites artificiais e mandar naves à Lua, sem ter chegado a suprimir a fome n face da Terra?(Konder, 1965)
REFERÊNCIAS
BEHRING, E. R. e BOSCHETTI, I. Política social. Fundamentos e história. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
KONDER, L. Marxismo e Alienação: contribuição para um estudo do conceito marxista de alienação. 2. Ed. São Paulo: Expressão Popular, 2009.
LESSA, S. Para compreender a Ontologia de Lukács. Ijuí: Ed. Unijuí, 2006.
NETTO, J.P. Economia Política: uma introdução crítica. 5. ed.São Paulo: Cortez, 2009.
Há um bom motivo pelo qual o alarmismo é contagioso e irresistível, e se espalha como a peste pelas veias da internet; há um motivo pelo qual os pregadores invariavelmente demonizam seus adversários, e afirmam haver gigantes insaciáveis onde ficará demonstrado haver moinhos de vento:semear o medo torna as pessoas vulneráveis, e gente vulnerável pode ser manipulada.
O medo só é capaz de dominar quem tem alguma coisa a perder; quem não tem nada a perder não tem a nada temer. Esta é uma equação delicada, especialmente num país como o Brasil, em que a distribuição de renda está entre as dez mais desiguaisA igreja vive de elencar os medos que a sociedade deve ter. do mundo (e é um mundo grande): há sempre o risco de que os que não tem nada a perder se levantem contra os que tem tudo a perder.
Em todo o mundo, mas especialmente num país com a nossa história, a classe média ocupa mais ou menos o espaço que ocupava a nobreza nos tempos medievais e coloniais. E, como sabemos o que aconteceu à nobreza em insurreições como a Revolução Francesa, a classe média adentrou a era moderna imbuída de um medo que lhe é absolutamente característico e essencial:o medo da perturbação social.
A classe média sabe desejar o progresso e é capaz de assimilar a mudança, porém (exatamente como a nobreza antes dela) tem absoluto horror à desordem. Seu mundo de shopping centers, de ambientes de ar condicionado e de seguranças na porta (a fim de manter os incompatíveis à distância) deve ser resguardado a todo custo. Passeatas, quebra-quebras, invasões de sem-terra, ladrões que levam o iPad e revoluções de gente faminta devem pertencer ao domínio ilustrativo dos filmes de zumbi. Na verdade, já o constrangimento de ser abordado por uma criança de rua na esquina deve ser aplacado pelo uso preventivo de carros blindados e vidros escuros.
A estabilidade social, entendida como a manutenção de um estado de coisas em que uma minoria administre e se beneficie de recursos que são de todos, é o valor por excelência da classe média. Não há outra verdade eterna que ela esteja disposta a defender.
O medo da perturbação social, no entanto, é genérico demais e precisa encontrar ícones que os encarnem de modo satisfatório. É preciso pulverizar o nosso medo essencial atribuindo-o a culpados e demônios.
E, se quisesse manipular nos nossos dias uma burguesia absolutamente aterrorizada diante da possibilidade de perturbações sociais, que alvos você elegeria? Deixe-me ajudá-lo: elejamos oshomossexuais, os que defendem o aborto, os sem-terra, os comunistas1.
Cada uma dessas categorias representa, à sua maneira, uma formidável possibilidade de perturbação social; cada uma, à sua maneira, materializa uma ameaça à tranquilidadeO que a classe média teme são perturbações sociais.sanitizada do indefectível universo burguês, em que nada é sujo, nada é feio, nada é controverso e nada é constrangedor.
E que ameaça maior do que um mundo em que a união civil entre homossexuais denuncie diariamente o caráter relativo e historicamente determinado de soluções de convívio que a sociedade toma por normativas? O que parecerá mais perturbador do que um mundo em que gente do sexo masculino ouse definir a sua relação mútua pela afetividade e não pela agressividade e pela competição? Um mundo em que mulheres ousem prescindir do homem para encontrar a sua satisfação sexual e emocional?
Do mesmo modo, será preciso avaliar a ameaça de um mundo em que o aborto exista sequer como possibilidade. Porque este mundo irá postular como legítimo que a mulher exerça controle sobre seu próprio corpo e sobre seu próprio prazer, e esses domínios pertencem por tradição ao âmbito do seu homem.
E que dizer dos sem-terra e dos comunistas, que blasfemam do próprio capitalismo e querem virar o mundo do avesso, ignorando os privilégios milenares da propriedade, da classe social e do lucro, e isso em favor de uma ameaça tão declarada quanto a “igualdade social”? O que pode ser mais inaceitável do que esse ataque direto à estabilidade – à própria existência – do mundo entrincheirado da burguesia2?
Se é para preservar o presente mundo das perturbações sociais, será necessário negar qualquer igualdade de direitos civis aos homossexuais, chamando sua demanda de ditadura gay; será preciso abominar o aborto acenando com a bandeira pró-vida, ao mesmo tempo em que escondemos atrás dela os recursos que financiam a morte nas guerras e o horror das crianças vivas que passam fome patrocinada pelo capitalismo; será preciso rejeitar qualquer iniciativa que altere desfavoravelmente (para nós) a distância de segurança entre as castas, tachando-as de paternalismo, assistencialismo, compra de votos e introdução gradual da doutrina comunista3
Pelo menos desde a Idade Média o papel da igreja foi fundamental na definição e na propagação de medos expiatórios como esses. Num sentido muito profundo, a igreja vive de elencar os medos que a sociedade deve ter. Coube tradicionalmente a ela fornecer os demônios cuja execração garanta a continuidade do estado de coisas – e resguarde, no mesmo pacote, a influência que a própria igreja exerce sobre as pessoas.
Aqui está Jean Delumeau, notável mapeador de medos, falando da cidade sitiada que era a sociedade medieval:
Os homens da igreja levantaram os males que [Satã] é capaz de provocar e a lista de seus agentes: os turcos, os judeus, os heréticos, as mulheres (especialmente as feiticeiras). Operaram uma triagem entre os perigos e assinalaram as ameaças essenciais, isto é, aquelas que lhes pareceram tais, levados em conta sua formação religiosa e seu poder na sociedade. Uma ameaça de morte viu-se assim segmentada em medos, seguramente temíveis, mas “nomeados” e explicados, porque refletidos e aclarados pelos homens da igreja. Essa enunciação designava perigos e adversários contra os quais o combate era, se não fácil, ao menos possível, com a ajuda da graça de Deus. Desmascarar Satã e seus agentes e lutar contra o pecado era, além disso, diminuir sobre a terra a dose de infortúnios de que são a verdadeira causa. Essa denúncia se pretendia, pois, liberação, a despeito – ou melhor por causa – de todas as ameaças que fazia pesar sobre os inimigos de Deus desentocados de seus esconderijos.
Basta que se troquem os rótulos – saem turcos, judeus, heréticos e feiticeiras e entram comunistas, homossexuais, feministas e muçulmanos – para que se veja que a igreja permanece elegendo “ameaças essenciais” de modo a beneficiar-se do pavor que a sociedade tem de perder os privilégios da familiaridade.
A igreja formal contemporânea dispõe de uma parcela de poder infinitamente menor do que a medieval, mas isso não torna os seus esforços menos enfáticos. Ao contrário, para resguardar o pouco poder que lhe resta, os homens da igreja se entregarão com paixão inquisitorial à tarefa de elencar demônios e exercer sua faculdade autoimposta de polícia social. E, como observado por Delumeau, parte essencial dessa estratégia é manter os cristãos com uma certa dose de medo de si mesmos – medo de serem contados entre o inimigo, medo de não defenderem com suficiente ardor uma pureza nominal, medo da rejeição institucional e de seus preços.
O problema de uma comunidade dominada pelo medo é que ela pode ser manipulada a ceder a gravíssimas injustiças em nome da preservação de sua tranquilidade idealizada. Dessa forma a Alemanha abraçou de bom grado o discurso nazista, por medo das perturbações sociais encarnadas na ameaça do comunismo e numa suposta dominação judaica mundial. Dessa forma a Itália dobrou-se servilmente ao fascismo e o Brasil à ditadura militar, porque esses autoritarismos berravam ameaças de uma impensável sublevação e de uma horrendo nivelamento societário. E, como era de se esperar, esses movimentos de terror contaram com o apoio aberto – e, em alguns casos, o constrangido silêncio – da igreja.
Em que somos menos manipuláveis do que a Alemanha nazista, se tememos as mesmas coisas? Os nazistas temiam que os judeus imprimissem no mundo seus valores, sua supremacia e sua estética, e nós tememos que os homossexuais implantem nele a sua agenda; os nazistas temiam que os comunistas aplainassem as classes ao ponto de uma completa descaracterização nacional, e nós tememos a mesma coisa. Somos nós a cidade sitiada, e o que nos conforta são os gritos do clero explicando o que devemos temer – e assim o que devemos odiar.
A ironia da participação da igreja na disseminação desses terrores está em que o movimento cristão nasceu e se desenvolveu num ambiente caracterizado por formidáveis perturbações sociais. Jesus ganhou fama de rei numa Palestina ocupada em que vinham periodicamente à tona levantes e guerrilhas dirigidas contra os romanos e sua opressão imperialista. O Templo dos judeus não sobreviveu ao sangrento confronto do ano 70 desta era, e poucas décadas mais tarde os próprios cristãos viram levantar-se contra o seu mundo uma longa e implacável perseguição.
Em conformidade com a herança de seu mestre (e causando o mesmo tipo de constrangimento), os colonos do reino levavam por onde passavam as demandas por justiça, por fraternidade universal e pelo amor incondicional entre os homens. Quando a boa nova chegou a Tessalônica, na pessoa de Paulo e Silas, seus adversários não poderiam ter escolhido melhor as palavras para descrever a ameaça de perturbação social que representavam: “esses que estão virando o mundo de cabeça para baixo chegaram também aqui”.
Quando adotamos o discurso do medo, portanto, estamos tentando imprimir sobre a proposta impoluta e subversiva do reino marcas que são incompatíveis com a sua essência e com a sua herança. Porque o Novo Testamento não deixa espaço para dúvida: igreja não é quem teme a perturbação social, mas quem a provoca. Igreja não é quem promove o medo, mas quem o aplaca e o anula pela inclusão e pelo amor. “O amor lança fora todo o medo”, ousou proclamar a provisão imprudente do Espírito.
E nós, o que fazemos? Enquanto a igreja exemplar do livro de Atos aprendia, passo a passo, a incluir o diferente e o tido previamente como inaceitável (a mulher, o aleijado, o eunuco, o gentio), nós demonizamos como inaceitável o homossexual. Enquanto a igreja exemplar do livro de Atos adotava todo o tipo de medidas distributivas e postulava um reino definido pela equidade, nós condenamos como comunismo e como Satanás a mínima provisão que vise apenas desbastar os abismos da distribuição de renda.
E nisso, que fique muito claro, vamos escolhendo aqueles medos que nos mantenham a salvo da nossa vocação.
Na Europa e nos Estados Unidos seria necessário incluir nesta lista os muçulmanos e os imigrantes.
Uma sociedade justa é uma em que, por definição, não existe mão de obra barata. Conversei esta semana com um empresário que estava estarrecido diante da sua dificuldade de encontrar gente disposta a trabalhar na base da pirâmide pelo salário que ele costumava oferecer. Diante de seguranças de fundo como Seguro-Desemprego e Bolsa Família, os desqualificados do sistema estão pensando duas vezes antes de se submeter a uma posição desumanizante e pouco promissora. Esse empresário sentia-se pressionado a ou aumentar os seus salários ou diminuir a sua margem de lucro, e ambas as soluções o apavoravam, porque emblemavam e estavam fundamentadas numa perturbação social. Seu mundo de enriquecimento rápido baseado na submissão voluntária dos mais fracos estava sendo ameaçado, e seu patrimônio corre o risco de não dobrar nós próximos anos. Nada o deixava mais desconcertado e temeroso.
Pode ser necessário lembrar que o anarquista que existe em mim recusa-se a reconhecer a legitimidade de soluções legislativas ou políticas para quaisquer dessas questões. Na verdade rejeito a supremacia de qualquer solução política. O que reconheço é que o movimento colocado em movimento por Jesus e por suas testemunhas (movimento que aclamava contra o senhorio de César um rei primeiro descalço, depois invisível, e maquinava a implantação nesta terra de um reino que não é deste mundo) pressupõe e instaura o fim de todos os governos.
Che Guevara "O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."
José Carlos Mariátegui
“A cada experiência frustrada, recomeçam. Não encontraram a solução: a encontrarão. Jamais os assalta a idéia de que a solução não exista. Eis aí sua força”.
Marx"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência."
"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas." (Manifesto Comunista)
Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor.O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento. Machado de Assis