domingo, julho 18, 2010

Movimento estudantil


UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL




MOVIMENTO ESTUDANTIL:
SUAS LUTAS, CONQUISTAS E ORGANIZAÇÃO




ALINE CRISTINA LUCENA
MARIANNE LIMA PEREIRA
SHELLEN BATISTA GALDINO



João Pessoa/PB
JUL/2010


Trabalho apresentado à disciplina Movimentos Sociais e Serviço Social, sob orientação do Professor Doutor Cezar Henrique Maranhão Coelho, para obtenção conclusão da desta disciplina, vinculada ao Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade Federal da Paraíba.







Juventude que ousa lutar constrói o poder popular.

INTRODUÇÂO


            Um ano antes do governo da ditadura militar decretar o AI-5, realizava-se em Valinhos o XXIX Congresso Nacional de Estudantes. O ano era 1967 e o clima de apreensão era grande devido ao caráter clandestino do encontro. Esperava-se a qualquer momento a repressão policial, como veio acontecer um ano depois, no também clandestino XXX Congresso Nacional de Estudantes que aconteceu em Ibiúna e no qual estima-se que mais de 700 estudantes foram presos. 
            Quase 40 anos depois o Brasil vive um contexto diferente, a tão sonhada ‘’democracia’’ enfim foi instaurada no Brasil, no entanto a ofensiva capitalista continua a avançar, impondo políticas e sonhos, da mesma forma que o fez nos anos de chumbo e que foi tão rechaçada pelo Movimento Estudantil. Mas fazer a historia significa transgredir, ousar, mudar e isso não é fácil.



  
O QUE É O MOVIMENTO ESTUDANTIL?


Nas ruas, nas praças, ele não sumiu, aqui está presente o  movimento estudantil.


            O Movimento Estudantil é um movimento social voltado prioritariamente para a área da Educação, nas qual os sujeitos, militantes do movimento, são os próprios estudantes, podendo ser secundaristas ou universitários, porem a maioria dos militantes são estudantes do ensino superior. É um movimento policlassista e de grande renovação, uma vez que os cursos duram em média 5 anos. Pode-se observar as primeiras manifestações desse movimento por volta do século XV, na Universidade de Paris. A década de 60 do século XX é de grandes destaques para esse movimento, tanta na França, e também nos Estados Unidos, Europa Ocidental e inclusive no Brasil.
Atualmente o Movimento Estudantil conta com sua maioria de militantes da classe operária, uma vez que a luta maior tem sido pelo direito a Educação Pública e de qualidade, pois esta classe tem sido vítima da privatização do Ensino Público.


  
MOVIMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL

Levante, levante juventude... a luta é que muda, o resto só ilude

            O movimento estudantil brasileiro em muitas vezes se mostrou protagonista de mobilizações sociais que mudaram a história do nosso país.
Episódios como a luta contra os Acordos MEC-USAID, reforma educacional proposta pelos Estados Unidos durante a ditadura no Brasil; ou a Campanha do Petróleo é Nosso, lutando pela soberania nacional junto aos trabalhadores; a luta contra a ditadura militar; as diretas já; ou, ainda, episódios mais recentes como o Fora Collor, ainda estão marcadas da memória do povo brasileiro.
            O movimento estudantil passou um tempo fora das capas dos jornais e noticiário de TV, mas o movimento estudantil voltou a mídia no ano de 2007, após 51 dias de luta contra o projeto de José Serra, o então governador de São Paulo, os estudantes da USP voltaram a estampar todos os jornais e revistas.            Com uma ocupação de reitoria, os estudantes da USP derrotaram os decretos do governador e ainda espalharam pelo país um método de luta que iria desmoralizar o REUNI, e em consequência disso o movimento estudantil começou a ressurgir e várias ocupações em Universidades do Brasil inteiro passaram a acontecer. A partir desses episódios, o movimento estudantil protagonizou lutas cada vez mais claramente com um conteúdo político. Cada vez foi se tornando mais claro que, a única maneira de resolver os problemas enfrentados dentro da universidade era a luta contra a ditadura que vigora ali.
A juventude sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil, também é assim. Selecionamos alguns momentos importantes em que os estudantes organizados se posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor e fizeram História.
1710 – Cerca de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentou os invasores, vencendo-os e expulsando-os. 

1786 - Doze estudantes brasileiros residentes no exterior fundaram um clube secreto para lutar pela Independência do Brasil. Alguns estudantes desempenharam papel fundamental para o acontecimento da Inconfidência Mineira.
1827 - Foi fundada a primeira faculdade brasileira, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do movimento estudantil, que logo integrou as campanhas pela Abolição da Escravatura e pela Proclamação da República.
1897 - Estudantes da Faculdade de Direito da Bahia divulgaram, através de um documento escrito, as atrocidades ocorridas em Canudos (BA).
1901 - Fundação da Federação de Estudantes Brasileiros, que iniciou o processo de organização dos estudantes em entidades representativas.
1914 - Estudantes tiveram participação significativa na Campanha Civilista de Rui Barbosa ocorrida em meados do século XX, e na Campanha Nacionalista de Olavo Bilac, promovida durante a 1ª Guerra Mundial.
1932 - A morte de quatro estudantes (MMDC – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) inspirou a revolta que eclodiu na insurreição de São Paulo contra o Governo Central (Revolução Constitucionalista).

1937 - Criação da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade brasileira representativa dos estudantes universitários.
1952 - Primeiro Congresso Interamericano de Estudantes, no qual se organizou a campanha pela criação da Petrobrás – “O Petróleo é Nosso”.





O MOVIMENTO ESTUDANTIL NA DITADURA MILITAR

     Entre 1960 e 1970 o movimento estudantil universitário tomava força e se transformava num importante foco de mobilização social, cumprindo um importante papel na Historia, transformando a realidade com suas reivindicações, protestos e manifestações, influenciaram significativamente os rumos da política nacional. O período mais forte do movimento estudantil foi na ditadura militar.
     Em 1º de abril de 1964, o Golpe Militar derrubou o presidente João Goulart. A partir daí foi instituída a ditadura militar no Brasil, que durou até o ano de 1985. Neste período as eleições eram indiretas, sem participação direta da população no processo de escolha de presidente e outros representantes políticos.  Os estudantes formavam uma resistência contra o regime militar, expressando-se por meio de jornais clandestinos, músicas e manifestações, apesar da intensa repressão.
     Aos olhos dos militares, os Estudantes, organizados pela UNE, UBEs e respectivas UEEs, eram identificados como de esquerda, comunista, subversiva e desordeiros; uma das formas de desqualificar o movimento estudantil era chamá-lo de baderna, como se seus agentes não passassem de jovens irresponsáveis, e isso se justificava para a intensa perseguição que se estabeleceu. Antes do governo de João Goulart a organização dos estudantes um dos grupos que mais pressionava no sentido de fazê-lo avançar, radicalizar na realização das reformas sociais,por isso eram mal vistos aos olhos dos militares que tomavam o poder .
     O governo Costa e Silva em 1968 foi marcado mundialmente pela ação política estudantil, o movimento estudantil cresce não só em réplica a repressão, mas também em virtude da política educacional do governo, que já revelava a tendência que iria se acentuar cada vez mais, no sentido da privatização da educação. Crescem as manifestações organizada  por parte dos estudantes principalmente depois da morte do estudante secundarista Édson Luís em 1968 no Rio de Janeiro em confronto entre polícias e estudantes, o episódio marcou a resistência estudantil. Em resposta o movimento estudantil, setores da Igreja e da sociedade civil promovem a passeata dos Cem Mil, a maior mobilização do período contra o regime militar.
     Em outubro do mesmo ano, a UNE (na ilegalidade) convocou um congresso para a pequena cidade de Ibiúna, no interior de São Paulo. A polícia descobriu a reunião, invadiu o local e prendeu os estudantes. Um fator importante para a concretização desta política e inclusive a repressão em Ibiúna, foi a falta de ação dos partidos comunistas stalinistas que trabalharam contra o levante popular ficaram passivos diante do seu esmagamento pelas ditaduras.
Em 1978 o general Ernesto Geisel aboliu os Atos Institucionais, ponto fim à repressão, à cassação de parlamentares e ao bipartidarismo. Sem a repressão dos militares, a influência dos políticos do MDB e dos novos partidos aumentou. Eles foram os principais organizadores do movimento pelas Diretas-Já – uma série de manifestações a favor da eleição direta para presidente que levou milhões de brasileiros para as ruas entre 1983 e 1984.
     Em 1984 sobre o “grito de guerra”: 1, 2, 3, 4,5 mil. Queremos eleger o presidente do Brasil. O movimento da população, com participação fundamental dos estudantes e dos políticos progressistas, para a volta das eleições diretas para presidente no Brasil. Diretas Já! O congresso votou a favor das eleições indiretas e Tancredo Neves foi nomeado presidente para o próximo mandato (a partir de 1985). Ficou decidido que as próximas eleições, em 1989, seriam diretas, depois de 34 anos de eleições indiretas.
     O golpe militar repercutiu significativamente no movimento estudantil. A influência das correntes políticas de esquerda levou as autoridades militares a reprimirem as lideranças estudantis e desarticularem as principais organizações representativas. Primeiramente a UNE foi posta na ilegalidade, depois as UEEs e os DCEs. Foram criadas novas organizações e novos procedimentos foram adotados para seleção de seus representantes.




O MOVIMENTO ESTUDANTIL E O REUNI

     O REUNI (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), é amplamente questionado pelas comunidades acadêmicas de todo país. O que é questionado pelo movimento estudantil é que está ocorrendo uma precarização do ensino público, onde aumentam-se as vagas, mas sem se analisar a demanda da sociedade, sem aumentar o número de docentes e a estrutura da universidade que não atende a demanda de vagas acrescentadas, e mais a falta de alojamentos, bolsas estrutura, bandejão.
     O que o movimento estudantil questiona no REUNI é que ele não é de qualidade, mas só de quantidade. E que ele não é a solução para os problemas da educação brasileira. O que acontece hoje com o projeto e que o movimento estudantil relata, é que o REUNI está superlotando as salas e exaurindo os professores e chegando até a inviabilizar atividades de pesquisa e extensão. E fora que o “bônus” financeiro não é totalmente assegurado, pois depende da capacidade orçamentária do MEC, ou seja, em tempos de crises o financiamento irá cair muito.
     Em suma o movimento estudantil questiona o porquê de o REUNI quase dobrar o número de vagas, porém sem garantir verbas suficientes. Que segundo o ministro da educação a verba destinada ao REUNI já acabaram.
O movimento estudantil luta por uma expansão de qualidade, com no mínimo 10% do PIB para a educação e mais o dinheiro que virá do pré-sal.












MOVIMENTO ESTUDANTIL EM SERVIÇO SOCIAL

            Como já foi dito anteriormente o Movimento Estudantil é um movimento social, e como todos os movimentos sociais, trabalha na perspectiva de resistência as expressões da questão social. A particularidade do Movimento Estudantil em Serviço Social (MESS) é que profissionalmente atuamos nas expressões da questão social, então, podemos utilizar esse espaço de luta que é o movimento estudantil para materializar nosso projeto ético-político, atuando na sociedade frente à disputa de interesses e projetos societários. O MESS tem um caráter questionador da ordem vigente e é a organização política dos estudantes de Serviço Social.
            Nossa entidade representativa nacional é a ENESSO - Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social é a instância máxima dos representantes de Serviço Social do país, e se articula com a base, ou seja, o coletivo de estudantes, através dos seus Coordenadores Nacionais (CN) e os Coordenadores Regionais (CR). Temos sete regiões, a que contempla a Paraíba é a Região II = CE, PE, RN, PB.
            Os Coordenadores Regionais irão realizar seu trabalho juntos aos Centros ou Diretórios Acadêmicos - C.A.'s e D.A.'s. Os estudantes também estão representados na ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - através das Representações Discentes Nacional e Regional. Essas Representações Discentes se articulam com a ENESSO e com os Coordenadores Regionais. Isso significa que existe uma parceria entre o movimento estudantil e a categoria, bem como um trabalho conjunto na base que visa mobilizar e fortalecer o movimento para uma atuação mais crítica nas instâncias de deliberação e formação.

            No MESS temos uma série de Encontros e são seguintes encontros:
       CORESS e CONESS - Conselho Regional e Nacional de Entidades de Serviço Social - tem caráter deliberativo de organização do ERESS e de propiciar uma articulação entre os C.A/D.A de cada região;
            ERESS - Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social - são discutidos os temas relevantes para o movimento estudantil de serviço social que foram deliberados no CORESS e também decide onde serão os próximos encontros de nível regional e tem o espaço para que os interessados em assumir as Coordenações Regionais da ENESSO possam se colocar, embora somente sejam votados no Encontro Nacional;
            SRFPMESS e SNFPMESS - Seminário Regional e Nacional de Formação Profissional e Movimento Estudantil em Serviço Social - não tem caráter deliberativo, acontecem palestras, debates, apresentação de trabalhos dos estudantes e oficinas, acontecem intercalados, ou seja, em um ano temos o Regional e no próximo o Nacional e assim por diante;
            ENESS - Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social - contempla as discussões dos cinco eixos do movimento estudantil, onde após cada mesa acontecerão os Grupos de Discussão - GD - com um pequeno grupo de estudantes de diferentes regiões, pautando o eixo abordado. Essas discussões resultarão em um documento contendo as deliberações de cada grupo, a serem sistematizadas pela Comissão Organizadora do Encontro e apresentadas na Plenária Final para votação. Essas deliberações contem posicionamento, princípios e diretrizes a serem seguidas pelos representantes nacionais e regionais, bem como pelos C.A's/D.A's. A próxima gestão e os encontros nacionais serão votados nesta plenária também.

Essas discussões acontecem a partir dos cinco eixos, alguns exemplos são:
Conjuntura - articulações latino-americanas, cenário político e social;
Universidade - reforma universitária (ENADE, ensino a distância, PROUNI, etc.), sistema de cotas, financiamento e assistência estudantil;
Formação Profissional - diretrizes curriculares, política de estágio, exame de proficiência, etc.
Movimento Estudantil - CONLUTE, articulações com movimentos sociais;
Cultura - movimentos sociais, gênero, raça, etnia.
MOVIMENTO ESTUDANTIL HOJE
“Cortaram luz e água
E a gente não saiu
Só não cortaram a voz
Do movimento estudantil”
(Canção dos estudantes na ocupação da reitoria da UnB)

     A assistência estudantil, na Política de Educação Superior, tem como principal objetivo disponibilizar os recursos necessários para minimizar os empecilhos e de alguma maneira superar os impedimentos ao bom desempenho acadêmico.
     Hoje, com as mudanças no cenário político-econômico nacional, muitos dos ideais originais do movimento estudantil se perderam e a maioria dos estudantes parece "aprisionada" dentro de um sistema que não prioriza o coletivo. Porém, jovens considerados por muitos como obstinados e idealistas se sobrepõem às dificuldades e continuam lutando, mostrando que a história do movimento estudantil está ligada, sobretudo, à resistência à criação de uma sociedade individualista.
Segundo pesquisa do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e do Instituto Pólis com 8.000 jovens de 15 a 24 anos, apenas 3% dos estudantes participam de associações estudantis. O estudo também indica que violência e desemprego são as principais preocupações dos jovens, enquanto política e corrupção aparecem na sétima colocação, de um total de nove itens.
Diferencialmente das iniciativas que mobilizaram os jovens militantes da década de 60, os jovens atuais buscam novas formas de aglutinação, participação e expressão. Os jovens da atualidade “não parece concentrar suas preocupações em mudar o mundo, pelo menos nos moldes da geração anterior”; suas preocupações se dirigem para lutas imediatas, buscando o prazer de cada conquista. É a geração que alimenta suas expectativas no meio de sucessivas desilusões da apregoada transição democrática, geração que desconhece o exílio, a perseguição, a participação clandestina, a morte por motivos políticos.
O Movimento Estudantil com todas suas entidades - União Nacional dos Estudantes (UNE), Uniões Estaduais de Estudantes (UEE’s), Diretórios Centrais de Estudantes (DCE’s), Diretórios Acadêmicos e Centros Acadêmicos (DA’s e CA’s) - é, inegavelmente, uma grande conquista, um grande instrumento de luta a favor dos interesses da nação, uma afirmação de nossa soberania, no entanto, não pode viver as sombras de seu passado, viver de uma memória saudosista.
     O desafio que se coloca para o movimento estudantil hoje é reinventar-se, recriar-se, sobrepor-se à lógica já estabelecida, “muda o mundo, mudam os conceitos”. Ao longo dos anos o movimento estudantil vem “mudando” a identidade adquirida com o Golpe Militar de 1964, para que o movimento estudantil volte ter de antigamente é necessário que haja um retorno as lutas estudantis, ou seja, que o movimento estudantil volte a lutar pelo estudante e para o estudante.  
Não se pode alegar que as atuais formas de organização e mobilização são menos politizadas do que as do passado, mas que a forma de fazer política atualmente, bem como o contexto sócio-político, são bastante distintos. Neste sentido, as recentes articulações em torno da participação juvenil nas políticas públicas, transformando situações de necessidades, iniciativas particulares e localizadas, em políticas universais inclusive criando instrumentos de ação política, para a realização de tais ações, como as Conferências de políticas para as juventudes, e os Conselhos Municipais e Estaduais com representação dos governos e dos vários segmentos sociais que representam e/ou trabalham com jovens – são exemplos claros desta afirmação.
Para Zafalão, toda a vez que uma organização ligada à sociedade civil adere ao governo, ela perde legitimidade. “É por isso que a UNE vem perdendo força”, diz. O historiador concorda: “Sua ligação com o governo federal a impede de ter vida própria”.
            Antonio Villas diz que a UNE só voltará ao centro do debate estudantil se aprender com o novo movimento estudantil, que rejeita bandeiras partidárias, exige transparência na utilização de dinheiro público e eficiência da universidade. “A entidade tem de deslocar seu discurso dos programas partidários para questões do cotidiano estudantil. Isso sim já mostrou que é eficaz.”


  
CONCLUSÂO

            O Movimento Estudantil hoje vive na lógica do paradigma tradicional, existindo, em tese, como em quatro décadas atrás, com a diferença de ter bem menos estudantes interessados em participar da militância. Soma-se a isto o desgaste gerado por essas duas décadas de democracia, percebe-se claramente um grande desinteresse por parte dos estudantes no que diz respeito aos rumos do Brasil e mesmo da Universidade, a frase mais ouvida e que melhor reflete essa situação é: ‘’política não se discute!’’. “não vou perder meu tempo com isso”, “movimento estudantil não leva a nada”. Outro fator que gera desinteresse, de falta de engajamento por parte dos discentes é o avanço neoliberal que, cada vez mais, assola os nossos dias: o ensino, como a maioria dos direitos, deixa de ser um direito universal para transforma-se em um produto a venda, mais uma mercadoria; a produção de conhecimento tão inerente à universidade começa a dar espaço para produção de profissionais eficientes e preocupados com seus umbigos; o estudante, assim como todos outros indivíduos, é orientado estrategicamente para a maximização de seus interesses individuais em detrimento dos interesses coletivos.
            Tem-se, portanto, um cenário desfavorável para a militância estudantil, onde a falta de cultura de contestação e de reivindicação de nossos estudantes proporciona um movimento estudantil esvaziado, que não reflete e não representa de fato os estudantes. 
            Dessa forma é necessário valer-se das lições históricas e ousar fazer um novo movimento estudantil, atraente, participante, consequente, propositivo, atento aos detalhes regionais sem se esquecer do caráter universal, atuando junto de outros movimentos sociais. Escrever a historia como a própria historia nos diz é transgredir regras, inventar novas canções e consequentemente novas danças. 
            Mas, seguramente dizemos que Movimento Estudantil não sumiu, em nenhum país e muito menos no Brasil.





REFERÊNCIAS

SERIACOPI, Reinaldo; AZEVEDO, Gislane. História. São Paulo. Editora Ática, 2008.
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u76.jhtm
Acessado dia 02/07/2010  ás 14h:30m
http://www.pucrs.br/mj/subsidios-gremio_estudantil-04.php
Acessado dia 02/07/2010 ás 14h:40m
http://variasvariaveis.sites.uol.com.br/militar.html
Acessado dia 02/07/2010 ás 15h:00min
http://www.vidauniversitaria.com.br/blog/?p=10946
Acessado em 02/07/2010 ás 22h:05min
http://www.vidauniversitaria.com.br/blog/?p=11081
Acessado em 02/07/2010 ás 22h:05min
http://correiodatarde.com.br/artigos/30075
Acessado em 03/07/1020 ás 00h:18min
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2005/04/311688.shtml
Acessado em 03/07/2010 ás 11h:15min
http://www.overmundo.com.br/overblog/movimento-estudantil
Acessado em 03/07/2010 ás 11h:48min


Resumo e questões sobre o Livro Política Social de Elaine Behring e Ivanete Boschetti

Política Social e a difícil coexistência entre a universalidade e hegemonia neoliberal

O ambiente social hoje é cada vez mais ideologicamente individualista, consumista e hedonista ao extremo. A tendência geral tem sido a de restrição e redução de direitos, transformando as políticas sociais em compensação em períodos de crises, prevalecendo o trinômio articulado do ideal neoliberal para as políticas sociais: a privatização, a focalização e a descentralização.
A particularidade do Brasil é bastante complexa, onde a heteronomia e o conservadorismo político se combinam para delinear um projeto antidemocrático e antipopular por parte das classes dominantes, a política social, assim, ocupando um papel secundário.
É evidente que o Brasil passa por um processo de “americanização perversa”, sendo aqui temos um estado de mal-estar. Um exemplo de seguridade social universal é o SUS, porem que padece por falta de recursos. A assistência social é a política que mais vem sofrendo para se materializar como política pública.
Algo que torna o processo mais complicado, é o incentivo da burguesia, e conquentemente do Estado, para o fortalecimento do chamado “terceiro setor”, o que significa um retrocesso histórico, reforçando práticas tradicionais e tão conhecidas na sociedade brasileira, como o clientelismo e o favor

Fundo público e política social: financiamento e alocação de recursos
A política social como um mecanismo compensatório que não alteram profundamente a estrutura da desigualdades sociais. Recursos que poderiam contribuir para a ampliação do sistema de seguridade social, vem sendo utilizado, principalmente, para gerar o superávit primário.
Assim, um dos grandes vilões do orçamento da Seguridade Social e das contas públicas em geral, no contexto brasileiro, é justamente esse mecanismo do superávit primário, que foi instituído após o acordo com o FMI, em 1998, tornando assim cada vez mais o Estado mínimo para o social e máximo para o capital. O Brasil em 2005 pagou quatro vezes mais dívidas do que o que foi gasto na saúde, e dez vezes mais do que os recursos aplicados na assistência social, e mesmo num governo que se diz de centro-esquerda hoje, a situação não mudou.
A cada dia, o limite do capital é o próprio capital,  e juntamente com a ofensiva neoliberal está sucumbindo a democracia e o sentido de igualdade, que essa sociedade “diz” ter, é um projeto ainda não realizado. Ou seja, a sociedade capitalista cada vez mais é um “banquete dos ricos”, em prol da elite da classe dominante, capturando o Estado, e fazendo da política social uma “coleira” na classe trabalhadora. A burguesia “entrega os anéis para não perderem os dedos”, o que nos mostra que a crítica e teoria de Marx pode ser utilizada ainda hoje.
Paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade".
Ortodoxo - Diz-se que é ortodoxo aquela pessoa que é clássica ou tradicional em suas crenças e idéias, também poderíamos entender, forçando um pouco a barra, como conservador. Quanto à ortodoxia é exatamente a atitude da pessoa que se detém nos princípios rígidos de uma doutrina conservadora. Para ilustrar a sua idéia, ortodoxia se opõe a ortopráxis. A ortodoxia seria a conservação de doutrinas e a ortopráxis se detém nas práticas inovadoras
O hedonista Hedonista, vem do grego hedoné, que significa prazer. Doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral. O Hedonismo é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.
O significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais. Com esse sentido, "hedonismo" é usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.

Filantropia: Os donativos a organizacional humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou través de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados atos filantrópicos. A filantropia também pode ser vista limitadamente como a ação de doar dinheiro ou outros bens a favor de instituições ou pessoas que desenvolvam atividades de mérito social. É encarada por muitos como uma forma de ajudar e guiar o desenvolvimento e a mudança social, sem recorrer à intervenção estatal,

O superávit primário é o resultado positivo das contas públicas, excluindo a rubrica juros. Esses recursos são usados para o pagamento dos juros e, quando superiores a eles, são usados para a quitação de parte das dívidas. Nesse caso, temos um exemplo de superávit nominal, o que tende a reduzir o montante da dívida pública.
Outorgar: Consentir em; aprovar. Dar, conceder. Conferir (mandato).
Perdulário: Gastador, esbanjador.
Heteronomia: Condição de pessoa ou grupo que recebe de outrem a lei a que se deve  submeter.

1-   1. A contra-reforma neoliberal e a política social
As autoras abordam nesse item a contradição da política social no sistema, que de um lado traz o direito, mas de outro reproduz o sistema, e até tem um certo poder de alienação. E também sobre o reformismo e os “revolucionários”. Que o neoliberalismo cada vez mais está ofensivo e dividindo a esquerda, privatizando e desmobilizando de certa forma os movimentos sociais.

2. Política Social e a difícil coexistência entre universalidade e hegemonia neoliberal

As autoras abordam sobre as tendências da política social na sociedade hoje, que cada vez mais tende para a restrição e redução de direitos, e com a ofensiva neoliberal do trinômio de privatização, focalização e descentralização. Abordam também sobre o papel político e econômico do “terceiro setor” ou da “sociedade civil”, fortalecendo o clientelismo e favor.

3. Fundo público e política social: financiamento e alocação de recursos
Nesse item as autoras abordam sobre o caráter compensatório das políticas sociais, que não alteram a estrutura das desigualdades sociais. Abordam algo que é uma vergonha ao nosso país, sobre a cobrança de impostos, onde os trabalhadores pagam o dobro em relação aos proprietários das empresas, reforçando que a elite tende a cada vez ficar mais no topo da sociedade capitalista. E outro tema central que vale destacar é sobre os vilões do Orçamento da Seguridade Social, que é o mecanismo do Superávit primário.

4. Controle democrático na política social
As autoras começam abordando que no Brasil a democracia sempre foi mais exceção que regra, e chegam até a fazer uma crítica expetacular a “falsa democracia”, que nasceu na perspectiva de eliminar o poder invisível, uma máscara nas ações do governo. Outro ponto que vale ressaltar é a colocação do corte nos gastos sociais para o Superávit Primário, e que a democracia, nem ela, poderia ficar imune em tempos de barbárie, até ela está em prol do sistema. E em relação a sociedade brasileira as autoras colocam em ressalva a alienação da sociedade brasileira, com seu romantismo, fé, que deus é brasileiro e que somos o país do futuro, e que pequenas frases como essas virão jargãos na boca do povo, que reproduz sem nem saber porque, e que temos um cultura política fortemente antidemocrática, e dos padrões da nossa sociedade, que deve ser bem comportada, seguindo os ditos do conservadorismo, um grande exemplo é o lema da nossa bandeira: ORDEM E PROGRESSO.

5. Expressões da questão social e política social no Brasil

As autoras mostram dados incríveis sobre a desigualdade da nossa sociedade. E mostra algo que as vezes nos esquecemos, que a violência vem de cima. E que a política social no capitalismo monopolista não é capaz de reverter a situação, e que muito menos é a sua função. Porém que é de extrema importância levar as políticas sociais para a agenda de luta da classe trabalhadora e de todos os que tem compromisso com a emancipação política e humana.

2-   Para Netto, o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro é um conjunto de
Valores que legitimam socialmente, e priorizam seus objetivos e funções, formulam os requisitos (teóricos, institucionais e práticos) para o seu exercício, prescrevem normas para o comportamento dos profissionais e estabelecem balizas de sua relação com os usuários de seus serviços, com as outras profissões e com as organizações e instituições sociais (1999:95)

É um processo construído nas últimas três décadas, estando seus valores e pilares definidos no Código de Ética Profissional, na Lei de Regulamentação da Profissão e nas Diretrizes Curriculares aprovadas pela ABEPSS em 1996. E vêm orientando a atuação do Serviço Social na sua formação e no exercício profissional.

3-   As autoras Elaine Behring e Ivanete Boschetti são bastante didáticas, claras e objetivas. Por mais que fique em dúvida em uma frase, a próxima te esclarece. Mas tivemos algumas dificuldades de compreensão. Na página 151 diz: “Com essa formulação, ele recusava duas ideias caras ao marxismo-lenismo mais vulgar: a “revolução por etapas” e o “socialismo num só país””. Isso não ficou claro para nós. Outra dúvida foi sobre as Considerações finais, não entendemos bem, o que dificultou em uma resposta mais completa da questão 4. Mas o capítulo 5 é expetacular, muito rico em teorias e esclarecimentos fantásticos, o posicionamento delas é incrível e bem argumentado, sendo o melhor capítulo do livro, que sá, o melhor texto das autoras.

6-
6.1- Quais as tendências da Política Social na lógica neoliberal?
   As tendências tem sido a de restrição e redução de direitos, em alguns países – dependendo da correlação de forças entre as classes – como uma mera compensação diante a crise. Prevalecendo assim o trinômio articulado do ideal neoliberal para as políticas sócias: a privatização, a focalização e a descentralização. O que vale ressaltar é a transferência da responsabilidade da Federação para iniciativas privadas. E vale afirmar a triagem que se faz para com os usuários da política social, com uma “discriminação positiva”.

6.2- Quem é um dos grandes vilões do Orçamento da Seguridade social e das contas públicas em geral?
Levando em conta o contexto do duro ajuste fiscal brasileiro, é o mecanismo do superávit primário, que foi instituído após o acordo com o FMI em 1998. O volume de recursos detidos para a formação do superávit primário tem sido muito maior do que os gastos nas políticas de seguridade social, com exceção da previdência social. Enquanto se acumula com vistas de garantir o capital financeiro as dívidas sociais só aumentam no Brasil. Só em pagamentos de juros de dívidas é 20 vezes maior que os recursos destinados a políticas da assistência social.

6.3- Qual a relação da democracia no capitalismo e principalmente na ideologia neoliberal no Brasil?
A “democracia” nasceu com a perspectiva de eliminar o poder invisível. Um exemplo claro disso é o corte de gastos sociais em função do superávit primário. E até mesmo a democracia, o governo do povo, não poderia ficar imune, isolada em tempos de barbárie, que é hoje a sociedade capitalista. O que acontece no Brasil, é que a elite da classe dominante bloqueia com eficácia a esfera pública de ações sociais. Fatos que são “mascarados” pela ideologia de sermos uma nação abençoada, do futuro e que Deus é nosso conterrâneo, de Belém do Pará. Transformando nossos problemas em coisas naturais, falando com um português com açúcar, e da produção de leis, mas de não implementação destas. O capitalismo eleva a democracia, mas apenas para obliterá-la. Evoca a noção de liberdade, mas não a pode manter. Dá conforto material a população, para em seguida, acorrentá-la. O fato é que não existe democracia. Pois não é possível existir democracia na ditadura do capital. A primeira mentira que nos contam é que o poder é concedido por nós, uma tentativa barata de jogar a culpa no povo. Já que os governantes escolhidos são de responsabilidade popular, as conseqüências deste regime também o serão. Como o resultado nunca é o esperado, cria-se a ilusão de que na próxima eleição tudo será diferente.

6.4- No texto, fala sobre um termo que Yazbek (1993 e 2000) denomina de refilantropização das políticas sociais, o que isso significa?

É uma precipitada “volta ao passado”, mas sem se esgotar as políticas públicas na forma constitucional. É um reforço e fortalecimento dos esquemas tradicionais de poder, como práticas de clientelismo, nepotismo e favor. Hoje, o sistema capitalista “apela” ao “terceiro setor” ou á “sociedade civil”, ou seja, um retrocesso histórico. O chamado “terceiro setor” nesse sentido, acaba não complementando, mas sendo uma “alternativa eficaz”, poupando os gastos do Estado, para ser injetado mais capital na Economia, e levando em consideração também que muitos “terceiro setor” servem como lavagem de dinheiro ou para status, um primeiro-damismo.
6.5- Qual a visão das autoras com relação a Política Social no Capitalismo Monopolista?

Segundo Behring e Boschetti, a política social no contexto do capitalismo maduro é que esta não é capaz de reverter o quadro que esse traz a sociedade, e nem é esta sua função. Porém não significa que temos que abandonar a luta dos trabalhadores para implementação das políticas sociais, pois isso é tarefa dos que tem compromisso com a emancipação humana e política, tendo em vista elevar o padrão de vida das maiorias e suscitar necessidades mais profundas e radicais. E debater a ampliação dos direitos e políticas sociais é fundamental, por que engendra a disputa pelo fundo público e envolve necessidades básicas de milhões de pessoas e impacta nas suas condições de vida e trabalho e implica uma discussão coletiva, socialização da política e organização dos sujeitos políticos.

Um pouco de Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo (Róża Luksemburg em polaco; 5 de Março, 1870 - 15 de Janeiro, 1919) líder política e filósofa. Foi uma das principais revolucionárias marxistas do século XIX. Participou na fundação do grupo de tendência marxista que viria a tornar-se, mais tarde, o Partido Comunista Alemão. Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão. Foi assassinada brutalmente e teve seu corpo jogado em um Rio na Alemanha.


Principais obras

  • Reforma ou Revolução
  • Acumulação do Capital
  • Greve de Massas, Partidos e Sindicatos
  • Introdução à Economia Política
  • Questões de Organização da Social-Democracia Russa
  • A Revolução Russa
  • Que Quer a Liga Spartacus

Alguns pensamentos de Rosa Luxemburgo:
  • No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo.
  • Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?
  • Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem
  • É preciso auto-disciplina interior, maturidade intelectual, seriedade moral, senso de dignidade e de responsabilidade, todo um renascimento interior do proletário. Com homens preguiçosos, levianos, egoístas, irrefletidos e indiferentes não se pode realizar o socialismo.
  • Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres
  • As massas devem aprender a exercer o poder no próprio exercício do poder; não existe nenhuma outra forma de lhes ensinar essa arte.
  • A revolução é magnifica... Tudo o mais é um disparate. Carta de Rosa Luxemburgo a Emmanuel e Matilde Wurm (18/Julho1906) 
  • O socialismo não é, propriamente, um problema de comer com faca e garfo, mas um movimento de cultura, uma grande e poderosa concepção do mundo. Carta de Rosa Luxemburgo a Franz Mehring (Fevereiro/1916)

quinta-feira, julho 01, 2010

Frase

Se deus criou o homem á sua imagem e semelhança,então o homen pagou-lhe na mesma moeda.
(Voltaire)

domingo, julho 18, 2010

Movimento estudantil


UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL




MOVIMENTO ESTUDANTIL:
SUAS LUTAS, CONQUISTAS E ORGANIZAÇÃO




ALINE CRISTINA LUCENA
MARIANNE LIMA PEREIRA
SHELLEN BATISTA GALDINO



João Pessoa/PB
JUL/2010


Trabalho apresentado à disciplina Movimentos Sociais e Serviço Social, sob orientação do Professor Doutor Cezar Henrique Maranhão Coelho, para obtenção conclusão da desta disciplina, vinculada ao Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade Federal da Paraíba.







Juventude que ousa lutar constrói o poder popular.

INTRODUÇÂO


            Um ano antes do governo da ditadura militar decretar o AI-5, realizava-se em Valinhos o XXIX Congresso Nacional de Estudantes. O ano era 1967 e o clima de apreensão era grande devido ao caráter clandestino do encontro. Esperava-se a qualquer momento a repressão policial, como veio acontecer um ano depois, no também clandestino XXX Congresso Nacional de Estudantes que aconteceu em Ibiúna e no qual estima-se que mais de 700 estudantes foram presos. 
            Quase 40 anos depois o Brasil vive um contexto diferente, a tão sonhada ‘’democracia’’ enfim foi instaurada no Brasil, no entanto a ofensiva capitalista continua a avançar, impondo políticas e sonhos, da mesma forma que o fez nos anos de chumbo e que foi tão rechaçada pelo Movimento Estudantil. Mas fazer a historia significa transgredir, ousar, mudar e isso não é fácil.



  
O QUE É O MOVIMENTO ESTUDANTIL?


Nas ruas, nas praças, ele não sumiu, aqui está presente o  movimento estudantil.


            O Movimento Estudantil é um movimento social voltado prioritariamente para a área da Educação, nas qual os sujeitos, militantes do movimento, são os próprios estudantes, podendo ser secundaristas ou universitários, porem a maioria dos militantes são estudantes do ensino superior. É um movimento policlassista e de grande renovação, uma vez que os cursos duram em média 5 anos. Pode-se observar as primeiras manifestações desse movimento por volta do século XV, na Universidade de Paris. A década de 60 do século XX é de grandes destaques para esse movimento, tanta na França, e também nos Estados Unidos, Europa Ocidental e inclusive no Brasil.
Atualmente o Movimento Estudantil conta com sua maioria de militantes da classe operária, uma vez que a luta maior tem sido pelo direito a Educação Pública e de qualidade, pois esta classe tem sido vítima da privatização do Ensino Público.


  
MOVIMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL

Levante, levante juventude... a luta é que muda, o resto só ilude

            O movimento estudantil brasileiro em muitas vezes se mostrou protagonista de mobilizações sociais que mudaram a história do nosso país.
Episódios como a luta contra os Acordos MEC-USAID, reforma educacional proposta pelos Estados Unidos durante a ditadura no Brasil; ou a Campanha do Petróleo é Nosso, lutando pela soberania nacional junto aos trabalhadores; a luta contra a ditadura militar; as diretas já; ou, ainda, episódios mais recentes como o Fora Collor, ainda estão marcadas da memória do povo brasileiro.
            O movimento estudantil passou um tempo fora das capas dos jornais e noticiário de TV, mas o movimento estudantil voltou a mídia no ano de 2007, após 51 dias de luta contra o projeto de José Serra, o então governador de São Paulo, os estudantes da USP voltaram a estampar todos os jornais e revistas.            Com uma ocupação de reitoria, os estudantes da USP derrotaram os decretos do governador e ainda espalharam pelo país um método de luta que iria desmoralizar o REUNI, e em consequência disso o movimento estudantil começou a ressurgir e várias ocupações em Universidades do Brasil inteiro passaram a acontecer. A partir desses episódios, o movimento estudantil protagonizou lutas cada vez mais claramente com um conteúdo político. Cada vez foi se tornando mais claro que, a única maneira de resolver os problemas enfrentados dentro da universidade era a luta contra a ditadura que vigora ali.
A juventude sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil, também é assim. Selecionamos alguns momentos importantes em que os estudantes organizados se posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor e fizeram História.
1710 – Cerca de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentou os invasores, vencendo-os e expulsando-os. 

1786 - Doze estudantes brasileiros residentes no exterior fundaram um clube secreto para lutar pela Independência do Brasil. Alguns estudantes desempenharam papel fundamental para o acontecimento da Inconfidência Mineira.
1827 - Foi fundada a primeira faculdade brasileira, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do movimento estudantil, que logo integrou as campanhas pela Abolição da Escravatura e pela Proclamação da República.
1897 - Estudantes da Faculdade de Direito da Bahia divulgaram, através de um documento escrito, as atrocidades ocorridas em Canudos (BA).
1901 - Fundação da Federação de Estudantes Brasileiros, que iniciou o processo de organização dos estudantes em entidades representativas.
1914 - Estudantes tiveram participação significativa na Campanha Civilista de Rui Barbosa ocorrida em meados do século XX, e na Campanha Nacionalista de Olavo Bilac, promovida durante a 1ª Guerra Mundial.
1932 - A morte de quatro estudantes (MMDC – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) inspirou a revolta que eclodiu na insurreição de São Paulo contra o Governo Central (Revolução Constitucionalista).

1937 - Criação da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade brasileira representativa dos estudantes universitários.
1952 - Primeiro Congresso Interamericano de Estudantes, no qual se organizou a campanha pela criação da Petrobrás – “O Petróleo é Nosso”.





O MOVIMENTO ESTUDANTIL NA DITADURA MILITAR

     Entre 1960 e 1970 o movimento estudantil universitário tomava força e se transformava num importante foco de mobilização social, cumprindo um importante papel na Historia, transformando a realidade com suas reivindicações, protestos e manifestações, influenciaram significativamente os rumos da política nacional. O período mais forte do movimento estudantil foi na ditadura militar.
     Em 1º de abril de 1964, o Golpe Militar derrubou o presidente João Goulart. A partir daí foi instituída a ditadura militar no Brasil, que durou até o ano de 1985. Neste período as eleições eram indiretas, sem participação direta da população no processo de escolha de presidente e outros representantes políticos.  Os estudantes formavam uma resistência contra o regime militar, expressando-se por meio de jornais clandestinos, músicas e manifestações, apesar da intensa repressão.
     Aos olhos dos militares, os Estudantes, organizados pela UNE, UBEs e respectivas UEEs, eram identificados como de esquerda, comunista, subversiva e desordeiros; uma das formas de desqualificar o movimento estudantil era chamá-lo de baderna, como se seus agentes não passassem de jovens irresponsáveis, e isso se justificava para a intensa perseguição que se estabeleceu. Antes do governo de João Goulart a organização dos estudantes um dos grupos que mais pressionava no sentido de fazê-lo avançar, radicalizar na realização das reformas sociais,por isso eram mal vistos aos olhos dos militares que tomavam o poder .
     O governo Costa e Silva em 1968 foi marcado mundialmente pela ação política estudantil, o movimento estudantil cresce não só em réplica a repressão, mas também em virtude da política educacional do governo, que já revelava a tendência que iria se acentuar cada vez mais, no sentido da privatização da educação. Crescem as manifestações organizada  por parte dos estudantes principalmente depois da morte do estudante secundarista Édson Luís em 1968 no Rio de Janeiro em confronto entre polícias e estudantes, o episódio marcou a resistência estudantil. Em resposta o movimento estudantil, setores da Igreja e da sociedade civil promovem a passeata dos Cem Mil, a maior mobilização do período contra o regime militar.
     Em outubro do mesmo ano, a UNE (na ilegalidade) convocou um congresso para a pequena cidade de Ibiúna, no interior de São Paulo. A polícia descobriu a reunião, invadiu o local e prendeu os estudantes. Um fator importante para a concretização desta política e inclusive a repressão em Ibiúna, foi a falta de ação dos partidos comunistas stalinistas que trabalharam contra o levante popular ficaram passivos diante do seu esmagamento pelas ditaduras.
Em 1978 o general Ernesto Geisel aboliu os Atos Institucionais, ponto fim à repressão, à cassação de parlamentares e ao bipartidarismo. Sem a repressão dos militares, a influência dos políticos do MDB e dos novos partidos aumentou. Eles foram os principais organizadores do movimento pelas Diretas-Já – uma série de manifestações a favor da eleição direta para presidente que levou milhões de brasileiros para as ruas entre 1983 e 1984.
     Em 1984 sobre o “grito de guerra”: 1, 2, 3, 4,5 mil. Queremos eleger o presidente do Brasil. O movimento da população, com participação fundamental dos estudantes e dos políticos progressistas, para a volta das eleições diretas para presidente no Brasil. Diretas Já! O congresso votou a favor das eleições indiretas e Tancredo Neves foi nomeado presidente para o próximo mandato (a partir de 1985). Ficou decidido que as próximas eleições, em 1989, seriam diretas, depois de 34 anos de eleições indiretas.
     O golpe militar repercutiu significativamente no movimento estudantil. A influência das correntes políticas de esquerda levou as autoridades militares a reprimirem as lideranças estudantis e desarticularem as principais organizações representativas. Primeiramente a UNE foi posta na ilegalidade, depois as UEEs e os DCEs. Foram criadas novas organizações e novos procedimentos foram adotados para seleção de seus representantes.




O MOVIMENTO ESTUDANTIL E O REUNI

     O REUNI (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), é amplamente questionado pelas comunidades acadêmicas de todo país. O que é questionado pelo movimento estudantil é que está ocorrendo uma precarização do ensino público, onde aumentam-se as vagas, mas sem se analisar a demanda da sociedade, sem aumentar o número de docentes e a estrutura da universidade que não atende a demanda de vagas acrescentadas, e mais a falta de alojamentos, bolsas estrutura, bandejão.
     O que o movimento estudantil questiona no REUNI é que ele não é de qualidade, mas só de quantidade. E que ele não é a solução para os problemas da educação brasileira. O que acontece hoje com o projeto e que o movimento estudantil relata, é que o REUNI está superlotando as salas e exaurindo os professores e chegando até a inviabilizar atividades de pesquisa e extensão. E fora que o “bônus” financeiro não é totalmente assegurado, pois depende da capacidade orçamentária do MEC, ou seja, em tempos de crises o financiamento irá cair muito.
     Em suma o movimento estudantil questiona o porquê de o REUNI quase dobrar o número de vagas, porém sem garantir verbas suficientes. Que segundo o ministro da educação a verba destinada ao REUNI já acabaram.
O movimento estudantil luta por uma expansão de qualidade, com no mínimo 10% do PIB para a educação e mais o dinheiro que virá do pré-sal.












MOVIMENTO ESTUDANTIL EM SERVIÇO SOCIAL

            Como já foi dito anteriormente o Movimento Estudantil é um movimento social, e como todos os movimentos sociais, trabalha na perspectiva de resistência as expressões da questão social. A particularidade do Movimento Estudantil em Serviço Social (MESS) é que profissionalmente atuamos nas expressões da questão social, então, podemos utilizar esse espaço de luta que é o movimento estudantil para materializar nosso projeto ético-político, atuando na sociedade frente à disputa de interesses e projetos societários. O MESS tem um caráter questionador da ordem vigente e é a organização política dos estudantes de Serviço Social.
            Nossa entidade representativa nacional é a ENESSO - Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social é a instância máxima dos representantes de Serviço Social do país, e se articula com a base, ou seja, o coletivo de estudantes, através dos seus Coordenadores Nacionais (CN) e os Coordenadores Regionais (CR). Temos sete regiões, a que contempla a Paraíba é a Região II = CE, PE, RN, PB.
            Os Coordenadores Regionais irão realizar seu trabalho juntos aos Centros ou Diretórios Acadêmicos - C.A.'s e D.A.'s. Os estudantes também estão representados na ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - através das Representações Discentes Nacional e Regional. Essas Representações Discentes se articulam com a ENESSO e com os Coordenadores Regionais. Isso significa que existe uma parceria entre o movimento estudantil e a categoria, bem como um trabalho conjunto na base que visa mobilizar e fortalecer o movimento para uma atuação mais crítica nas instâncias de deliberação e formação.

            No MESS temos uma série de Encontros e são seguintes encontros:
       CORESS e CONESS - Conselho Regional e Nacional de Entidades de Serviço Social - tem caráter deliberativo de organização do ERESS e de propiciar uma articulação entre os C.A/D.A de cada região;
            ERESS - Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social - são discutidos os temas relevantes para o movimento estudantil de serviço social que foram deliberados no CORESS e também decide onde serão os próximos encontros de nível regional e tem o espaço para que os interessados em assumir as Coordenações Regionais da ENESSO possam se colocar, embora somente sejam votados no Encontro Nacional;
            SRFPMESS e SNFPMESS - Seminário Regional e Nacional de Formação Profissional e Movimento Estudantil em Serviço Social - não tem caráter deliberativo, acontecem palestras, debates, apresentação de trabalhos dos estudantes e oficinas, acontecem intercalados, ou seja, em um ano temos o Regional e no próximo o Nacional e assim por diante;
            ENESS - Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social - contempla as discussões dos cinco eixos do movimento estudantil, onde após cada mesa acontecerão os Grupos de Discussão - GD - com um pequeno grupo de estudantes de diferentes regiões, pautando o eixo abordado. Essas discussões resultarão em um documento contendo as deliberações de cada grupo, a serem sistematizadas pela Comissão Organizadora do Encontro e apresentadas na Plenária Final para votação. Essas deliberações contem posicionamento, princípios e diretrizes a serem seguidas pelos representantes nacionais e regionais, bem como pelos C.A's/D.A's. A próxima gestão e os encontros nacionais serão votados nesta plenária também.

Essas discussões acontecem a partir dos cinco eixos, alguns exemplos são:
Conjuntura - articulações latino-americanas, cenário político e social;
Universidade - reforma universitária (ENADE, ensino a distância, PROUNI, etc.), sistema de cotas, financiamento e assistência estudantil;
Formação Profissional - diretrizes curriculares, política de estágio, exame de proficiência, etc.
Movimento Estudantil - CONLUTE, articulações com movimentos sociais;
Cultura - movimentos sociais, gênero, raça, etnia.
MOVIMENTO ESTUDANTIL HOJE
“Cortaram luz e água
E a gente não saiu
Só não cortaram a voz
Do movimento estudantil”
(Canção dos estudantes na ocupação da reitoria da UnB)

     A assistência estudantil, na Política de Educação Superior, tem como principal objetivo disponibilizar os recursos necessários para minimizar os empecilhos e de alguma maneira superar os impedimentos ao bom desempenho acadêmico.
     Hoje, com as mudanças no cenário político-econômico nacional, muitos dos ideais originais do movimento estudantil se perderam e a maioria dos estudantes parece "aprisionada" dentro de um sistema que não prioriza o coletivo. Porém, jovens considerados por muitos como obstinados e idealistas se sobrepõem às dificuldades e continuam lutando, mostrando que a história do movimento estudantil está ligada, sobretudo, à resistência à criação de uma sociedade individualista.
Segundo pesquisa do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e do Instituto Pólis com 8.000 jovens de 15 a 24 anos, apenas 3% dos estudantes participam de associações estudantis. O estudo também indica que violência e desemprego são as principais preocupações dos jovens, enquanto política e corrupção aparecem na sétima colocação, de um total de nove itens.
Diferencialmente das iniciativas que mobilizaram os jovens militantes da década de 60, os jovens atuais buscam novas formas de aglutinação, participação e expressão. Os jovens da atualidade “não parece concentrar suas preocupações em mudar o mundo, pelo menos nos moldes da geração anterior”; suas preocupações se dirigem para lutas imediatas, buscando o prazer de cada conquista. É a geração que alimenta suas expectativas no meio de sucessivas desilusões da apregoada transição democrática, geração que desconhece o exílio, a perseguição, a participação clandestina, a morte por motivos políticos.
O Movimento Estudantil com todas suas entidades - União Nacional dos Estudantes (UNE), Uniões Estaduais de Estudantes (UEE’s), Diretórios Centrais de Estudantes (DCE’s), Diretórios Acadêmicos e Centros Acadêmicos (DA’s e CA’s) - é, inegavelmente, uma grande conquista, um grande instrumento de luta a favor dos interesses da nação, uma afirmação de nossa soberania, no entanto, não pode viver as sombras de seu passado, viver de uma memória saudosista.
     O desafio que se coloca para o movimento estudantil hoje é reinventar-se, recriar-se, sobrepor-se à lógica já estabelecida, “muda o mundo, mudam os conceitos”. Ao longo dos anos o movimento estudantil vem “mudando” a identidade adquirida com o Golpe Militar de 1964, para que o movimento estudantil volte ter de antigamente é necessário que haja um retorno as lutas estudantis, ou seja, que o movimento estudantil volte a lutar pelo estudante e para o estudante.  
Não se pode alegar que as atuais formas de organização e mobilização são menos politizadas do que as do passado, mas que a forma de fazer política atualmente, bem como o contexto sócio-político, são bastante distintos. Neste sentido, as recentes articulações em torno da participação juvenil nas políticas públicas, transformando situações de necessidades, iniciativas particulares e localizadas, em políticas universais inclusive criando instrumentos de ação política, para a realização de tais ações, como as Conferências de políticas para as juventudes, e os Conselhos Municipais e Estaduais com representação dos governos e dos vários segmentos sociais que representam e/ou trabalham com jovens – são exemplos claros desta afirmação.
Para Zafalão, toda a vez que uma organização ligada à sociedade civil adere ao governo, ela perde legitimidade. “É por isso que a UNE vem perdendo força”, diz. O historiador concorda: “Sua ligação com o governo federal a impede de ter vida própria”.
            Antonio Villas diz que a UNE só voltará ao centro do debate estudantil se aprender com o novo movimento estudantil, que rejeita bandeiras partidárias, exige transparência na utilização de dinheiro público e eficiência da universidade. “A entidade tem de deslocar seu discurso dos programas partidários para questões do cotidiano estudantil. Isso sim já mostrou que é eficaz.”


  
CONCLUSÂO

            O Movimento Estudantil hoje vive na lógica do paradigma tradicional, existindo, em tese, como em quatro décadas atrás, com a diferença de ter bem menos estudantes interessados em participar da militância. Soma-se a isto o desgaste gerado por essas duas décadas de democracia, percebe-se claramente um grande desinteresse por parte dos estudantes no que diz respeito aos rumos do Brasil e mesmo da Universidade, a frase mais ouvida e que melhor reflete essa situação é: ‘’política não se discute!’’. “não vou perder meu tempo com isso”, “movimento estudantil não leva a nada”. Outro fator que gera desinteresse, de falta de engajamento por parte dos discentes é o avanço neoliberal que, cada vez mais, assola os nossos dias: o ensino, como a maioria dos direitos, deixa de ser um direito universal para transforma-se em um produto a venda, mais uma mercadoria; a produção de conhecimento tão inerente à universidade começa a dar espaço para produção de profissionais eficientes e preocupados com seus umbigos; o estudante, assim como todos outros indivíduos, é orientado estrategicamente para a maximização de seus interesses individuais em detrimento dos interesses coletivos.
            Tem-se, portanto, um cenário desfavorável para a militância estudantil, onde a falta de cultura de contestação e de reivindicação de nossos estudantes proporciona um movimento estudantil esvaziado, que não reflete e não representa de fato os estudantes. 
            Dessa forma é necessário valer-se das lições históricas e ousar fazer um novo movimento estudantil, atraente, participante, consequente, propositivo, atento aos detalhes regionais sem se esquecer do caráter universal, atuando junto de outros movimentos sociais. Escrever a historia como a própria historia nos diz é transgredir regras, inventar novas canções e consequentemente novas danças. 
            Mas, seguramente dizemos que Movimento Estudantil não sumiu, em nenhum país e muito menos no Brasil.





REFERÊNCIAS

SERIACOPI, Reinaldo; AZEVEDO, Gislane. História. São Paulo. Editora Ática, 2008.
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u76.jhtm
Acessado dia 02/07/2010  ás 14h:30m
http://www.pucrs.br/mj/subsidios-gremio_estudantil-04.php
Acessado dia 02/07/2010 ás 14h:40m
http://variasvariaveis.sites.uol.com.br/militar.html
Acessado dia 02/07/2010 ás 15h:00min
http://www.vidauniversitaria.com.br/blog/?p=10946
Acessado em 02/07/2010 ás 22h:05min
http://www.vidauniversitaria.com.br/blog/?p=11081
Acessado em 02/07/2010 ás 22h:05min
http://correiodatarde.com.br/artigos/30075
Acessado em 03/07/1020 ás 00h:18min
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2005/04/311688.shtml
Acessado em 03/07/2010 ás 11h:15min
http://www.overmundo.com.br/overblog/movimento-estudantil
Acessado em 03/07/2010 ás 11h:48min


Resumo e questões sobre o Livro Política Social de Elaine Behring e Ivanete Boschetti

Política Social e a difícil coexistência entre a universalidade e hegemonia neoliberal

O ambiente social hoje é cada vez mais ideologicamente individualista, consumista e hedonista ao extremo. A tendência geral tem sido a de restrição e redução de direitos, transformando as políticas sociais em compensação em períodos de crises, prevalecendo o trinômio articulado do ideal neoliberal para as políticas sociais: a privatização, a focalização e a descentralização.
A particularidade do Brasil é bastante complexa, onde a heteronomia e o conservadorismo político se combinam para delinear um projeto antidemocrático e antipopular por parte das classes dominantes, a política social, assim, ocupando um papel secundário.
É evidente que o Brasil passa por um processo de “americanização perversa”, sendo aqui temos um estado de mal-estar. Um exemplo de seguridade social universal é o SUS, porem que padece por falta de recursos. A assistência social é a política que mais vem sofrendo para se materializar como política pública.
Algo que torna o processo mais complicado, é o incentivo da burguesia, e conquentemente do Estado, para o fortalecimento do chamado “terceiro setor”, o que significa um retrocesso histórico, reforçando práticas tradicionais e tão conhecidas na sociedade brasileira, como o clientelismo e o favor

Fundo público e política social: financiamento e alocação de recursos
A política social como um mecanismo compensatório que não alteram profundamente a estrutura da desigualdades sociais. Recursos que poderiam contribuir para a ampliação do sistema de seguridade social, vem sendo utilizado, principalmente, para gerar o superávit primário.
Assim, um dos grandes vilões do orçamento da Seguridade Social e das contas públicas em geral, no contexto brasileiro, é justamente esse mecanismo do superávit primário, que foi instituído após o acordo com o FMI, em 1998, tornando assim cada vez mais o Estado mínimo para o social e máximo para o capital. O Brasil em 2005 pagou quatro vezes mais dívidas do que o que foi gasto na saúde, e dez vezes mais do que os recursos aplicados na assistência social, e mesmo num governo que se diz de centro-esquerda hoje, a situação não mudou.
A cada dia, o limite do capital é o próprio capital,  e juntamente com a ofensiva neoliberal está sucumbindo a democracia e o sentido de igualdade, que essa sociedade “diz” ter, é um projeto ainda não realizado. Ou seja, a sociedade capitalista cada vez mais é um “banquete dos ricos”, em prol da elite da classe dominante, capturando o Estado, e fazendo da política social uma “coleira” na classe trabalhadora. A burguesia “entrega os anéis para não perderem os dedos”, o que nos mostra que a crítica e teoria de Marx pode ser utilizada ainda hoje.
Paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade".
Ortodoxo - Diz-se que é ortodoxo aquela pessoa que é clássica ou tradicional em suas crenças e idéias, também poderíamos entender, forçando um pouco a barra, como conservador. Quanto à ortodoxia é exatamente a atitude da pessoa que se detém nos princípios rígidos de uma doutrina conservadora. Para ilustrar a sua idéia, ortodoxia se opõe a ortopráxis. A ortodoxia seria a conservação de doutrinas e a ortopráxis se detém nas práticas inovadoras
O hedonista Hedonista, vem do grego hedoné, que significa prazer. Doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral. O Hedonismo é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.
O significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais. Com esse sentido, "hedonismo" é usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.

Filantropia: Os donativos a organizacional humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou través de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados atos filantrópicos. A filantropia também pode ser vista limitadamente como a ação de doar dinheiro ou outros bens a favor de instituições ou pessoas que desenvolvam atividades de mérito social. É encarada por muitos como uma forma de ajudar e guiar o desenvolvimento e a mudança social, sem recorrer à intervenção estatal,

O superávit primário é o resultado positivo das contas públicas, excluindo a rubrica juros. Esses recursos são usados para o pagamento dos juros e, quando superiores a eles, são usados para a quitação de parte das dívidas. Nesse caso, temos um exemplo de superávit nominal, o que tende a reduzir o montante da dívida pública.
Outorgar: Consentir em; aprovar. Dar, conceder. Conferir (mandato).
Perdulário: Gastador, esbanjador.
Heteronomia: Condição de pessoa ou grupo que recebe de outrem a lei a que se deve  submeter.

1-   1. A contra-reforma neoliberal e a política social
As autoras abordam nesse item a contradição da política social no sistema, que de um lado traz o direito, mas de outro reproduz o sistema, e até tem um certo poder de alienação. E também sobre o reformismo e os “revolucionários”. Que o neoliberalismo cada vez mais está ofensivo e dividindo a esquerda, privatizando e desmobilizando de certa forma os movimentos sociais.

2. Política Social e a difícil coexistência entre universalidade e hegemonia neoliberal

As autoras abordam sobre as tendências da política social na sociedade hoje, que cada vez mais tende para a restrição e redução de direitos, e com a ofensiva neoliberal do trinômio de privatização, focalização e descentralização. Abordam também sobre o papel político e econômico do “terceiro setor” ou da “sociedade civil”, fortalecendo o clientelismo e favor.

3. Fundo público e política social: financiamento e alocação de recursos
Nesse item as autoras abordam sobre o caráter compensatório das políticas sociais, que não alteram a estrutura das desigualdades sociais. Abordam algo que é uma vergonha ao nosso país, sobre a cobrança de impostos, onde os trabalhadores pagam o dobro em relação aos proprietários das empresas, reforçando que a elite tende a cada vez ficar mais no topo da sociedade capitalista. E outro tema central que vale destacar é sobre os vilões do Orçamento da Seguridade Social, que é o mecanismo do Superávit primário.

4. Controle democrático na política social
As autoras começam abordando que no Brasil a democracia sempre foi mais exceção que regra, e chegam até a fazer uma crítica expetacular a “falsa democracia”, que nasceu na perspectiva de eliminar o poder invisível, uma máscara nas ações do governo. Outro ponto que vale ressaltar é a colocação do corte nos gastos sociais para o Superávit Primário, e que a democracia, nem ela, poderia ficar imune em tempos de barbárie, até ela está em prol do sistema. E em relação a sociedade brasileira as autoras colocam em ressalva a alienação da sociedade brasileira, com seu romantismo, fé, que deus é brasileiro e que somos o país do futuro, e que pequenas frases como essas virão jargãos na boca do povo, que reproduz sem nem saber porque, e que temos um cultura política fortemente antidemocrática, e dos padrões da nossa sociedade, que deve ser bem comportada, seguindo os ditos do conservadorismo, um grande exemplo é o lema da nossa bandeira: ORDEM E PROGRESSO.

5. Expressões da questão social e política social no Brasil

As autoras mostram dados incríveis sobre a desigualdade da nossa sociedade. E mostra algo que as vezes nos esquecemos, que a violência vem de cima. E que a política social no capitalismo monopolista não é capaz de reverter a situação, e que muito menos é a sua função. Porém que é de extrema importância levar as políticas sociais para a agenda de luta da classe trabalhadora e de todos os que tem compromisso com a emancipação política e humana.

2-   Para Netto, o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro é um conjunto de
Valores que legitimam socialmente, e priorizam seus objetivos e funções, formulam os requisitos (teóricos, institucionais e práticos) para o seu exercício, prescrevem normas para o comportamento dos profissionais e estabelecem balizas de sua relação com os usuários de seus serviços, com as outras profissões e com as organizações e instituições sociais (1999:95)

É um processo construído nas últimas três décadas, estando seus valores e pilares definidos no Código de Ética Profissional, na Lei de Regulamentação da Profissão e nas Diretrizes Curriculares aprovadas pela ABEPSS em 1996. E vêm orientando a atuação do Serviço Social na sua formação e no exercício profissional.

3-   As autoras Elaine Behring e Ivanete Boschetti são bastante didáticas, claras e objetivas. Por mais que fique em dúvida em uma frase, a próxima te esclarece. Mas tivemos algumas dificuldades de compreensão. Na página 151 diz: “Com essa formulação, ele recusava duas ideias caras ao marxismo-lenismo mais vulgar: a “revolução por etapas” e o “socialismo num só país””. Isso não ficou claro para nós. Outra dúvida foi sobre as Considerações finais, não entendemos bem, o que dificultou em uma resposta mais completa da questão 4. Mas o capítulo 5 é expetacular, muito rico em teorias e esclarecimentos fantásticos, o posicionamento delas é incrível e bem argumentado, sendo o melhor capítulo do livro, que sá, o melhor texto das autoras.

6-
6.1- Quais as tendências da Política Social na lógica neoliberal?
   As tendências tem sido a de restrição e redução de direitos, em alguns países – dependendo da correlação de forças entre as classes – como uma mera compensação diante a crise. Prevalecendo assim o trinômio articulado do ideal neoliberal para as políticas sócias: a privatização, a focalização e a descentralização. O que vale ressaltar é a transferência da responsabilidade da Federação para iniciativas privadas. E vale afirmar a triagem que se faz para com os usuários da política social, com uma “discriminação positiva”.

6.2- Quem é um dos grandes vilões do Orçamento da Seguridade social e das contas públicas em geral?
Levando em conta o contexto do duro ajuste fiscal brasileiro, é o mecanismo do superávit primário, que foi instituído após o acordo com o FMI em 1998. O volume de recursos detidos para a formação do superávit primário tem sido muito maior do que os gastos nas políticas de seguridade social, com exceção da previdência social. Enquanto se acumula com vistas de garantir o capital financeiro as dívidas sociais só aumentam no Brasil. Só em pagamentos de juros de dívidas é 20 vezes maior que os recursos destinados a políticas da assistência social.

6.3- Qual a relação da democracia no capitalismo e principalmente na ideologia neoliberal no Brasil?
A “democracia” nasceu com a perspectiva de eliminar o poder invisível. Um exemplo claro disso é o corte de gastos sociais em função do superávit primário. E até mesmo a democracia, o governo do povo, não poderia ficar imune, isolada em tempos de barbárie, que é hoje a sociedade capitalista. O que acontece no Brasil, é que a elite da classe dominante bloqueia com eficácia a esfera pública de ações sociais. Fatos que são “mascarados” pela ideologia de sermos uma nação abençoada, do futuro e que Deus é nosso conterrâneo, de Belém do Pará. Transformando nossos problemas em coisas naturais, falando com um português com açúcar, e da produção de leis, mas de não implementação destas. O capitalismo eleva a democracia, mas apenas para obliterá-la. Evoca a noção de liberdade, mas não a pode manter. Dá conforto material a população, para em seguida, acorrentá-la. O fato é que não existe democracia. Pois não é possível existir democracia na ditadura do capital. A primeira mentira que nos contam é que o poder é concedido por nós, uma tentativa barata de jogar a culpa no povo. Já que os governantes escolhidos são de responsabilidade popular, as conseqüências deste regime também o serão. Como o resultado nunca é o esperado, cria-se a ilusão de que na próxima eleição tudo será diferente.

6.4- No texto, fala sobre um termo que Yazbek (1993 e 2000) denomina de refilantropização das políticas sociais, o que isso significa?

É uma precipitada “volta ao passado”, mas sem se esgotar as políticas públicas na forma constitucional. É um reforço e fortalecimento dos esquemas tradicionais de poder, como práticas de clientelismo, nepotismo e favor. Hoje, o sistema capitalista “apela” ao “terceiro setor” ou á “sociedade civil”, ou seja, um retrocesso histórico. O chamado “terceiro setor” nesse sentido, acaba não complementando, mas sendo uma “alternativa eficaz”, poupando os gastos do Estado, para ser injetado mais capital na Economia, e levando em consideração também que muitos “terceiro setor” servem como lavagem de dinheiro ou para status, um primeiro-damismo.
6.5- Qual a visão das autoras com relação a Política Social no Capitalismo Monopolista?

Segundo Behring e Boschetti, a política social no contexto do capitalismo maduro é que esta não é capaz de reverter o quadro que esse traz a sociedade, e nem é esta sua função. Porém não significa que temos que abandonar a luta dos trabalhadores para implementação das políticas sociais, pois isso é tarefa dos que tem compromisso com a emancipação humana e política, tendo em vista elevar o padrão de vida das maiorias e suscitar necessidades mais profundas e radicais. E debater a ampliação dos direitos e políticas sociais é fundamental, por que engendra a disputa pelo fundo público e envolve necessidades básicas de milhões de pessoas e impacta nas suas condições de vida e trabalho e implica uma discussão coletiva, socialização da política e organização dos sujeitos políticos.

Um pouco de Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo (Róża Luksemburg em polaco; 5 de Março, 1870 - 15 de Janeiro, 1919) líder política e filósofa. Foi uma das principais revolucionárias marxistas do século XIX. Participou na fundação do grupo de tendência marxista que viria a tornar-se, mais tarde, o Partido Comunista Alemão. Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão. Foi assassinada brutalmente e teve seu corpo jogado em um Rio na Alemanha.


Principais obras

  • Reforma ou Revolução
  • Acumulação do Capital
  • Greve de Massas, Partidos e Sindicatos
  • Introdução à Economia Política
  • Questões de Organização da Social-Democracia Russa
  • A Revolução Russa
  • Que Quer a Liga Spartacus

Alguns pensamentos de Rosa Luxemburgo:
  • No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo.
  • Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?
  • Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem
  • É preciso auto-disciplina interior, maturidade intelectual, seriedade moral, senso de dignidade e de responsabilidade, todo um renascimento interior do proletário. Com homens preguiçosos, levianos, egoístas, irrefletidos e indiferentes não se pode realizar o socialismo.
  • Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres
  • As massas devem aprender a exercer o poder no próprio exercício do poder; não existe nenhuma outra forma de lhes ensinar essa arte.
  • A revolução é magnifica... Tudo o mais é um disparate. Carta de Rosa Luxemburgo a Emmanuel e Matilde Wurm (18/Julho1906) 
  • O socialismo não é, propriamente, um problema de comer com faca e garfo, mas um movimento de cultura, uma grande e poderosa concepção do mundo. Carta de Rosa Luxemburgo a Franz Mehring (Fevereiro/1916)

quinta-feira, julho 01, 2010