domingo, março 06, 2011

Morre Alberto Granado, companheiro de Che em sua viagem de motocicleta.


Alberto Granado, amigo e companheiro de Ernesto Che Guevara em sua viagem de motocicleta pela América do Sul, morreu neste sábado (05/03) em Havana, aos 88 anos, confirmaram fontes familiares.

Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho, também chamado Alberto.

Wikimedia Commons

Granado e Che, em junho de 1952, na jangada 'Mambo-Tango', com a qual percorreram parte do Amazonas colombiano.

A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.

Amigo de infância de Che Guevara, foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.

Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.

A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido pelo diretor brasileiro Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.

Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.

Wikimedia Commons

Foto recente do argentino Alberto Granado, 88 anos, que morreu neste sábado, em Havana

Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.

Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.

sábado, março 05, 2011

MARIA - SEM - VERGONHA DE SER MULHER



Já são tantas. Milhares. Milhões. Uma verdadeira
Rama, florescendo por todo o planeta. Lilás.
São Maria - sem - vergonha de ser mulher.
Não são só florzinhas. São mulheres se agrupando,
Misturando suas cores, gritando seus encantos,
Exibindo suas verdades.
São domésticas, bailarinas, médicas, estudantes, bancárias,
Professoras, escritoras, garis, brancas, negras, índias,
Meninas...
São sem vergonha de lutar,
Acreditar, denunciar, exigir, reivindicar, sonhar...
São sem vergonha de dizer
Que ainda falta trabalho, sálario digno, respeito...
Que ainda são vítimas de violência física,
Da porrada, do assédio, do estupro, do aborto,
Da prostituição, da falta de assistência...
São Maria - sem - vergonha de se indignar
Diante do preconceito, da escravidão, da injustiça,
Da discriminação aos seus cabelos pixaim
E à sua pele negra...
São Maria - sem - vergonha de brigar por creches,
Meio ambiente, pelo direito de ter ou não ter filhos...
São Maria - sem - vergonha de ficar bonita,
Pintar a boca e da sua boca soltar um beijo
Que não vem de sua boca, mas de seu ser inteiro,
Indivisível, solidário.
São Maria - sem - vergonha de dizer NÃO, de buscar
Alegria, prazer... Sem vergonha de se cuidar,
De usar camisinha e de se apaixonar. Atrevidas,
Maria - sem - vergonha de decidir, fazer política,
Escolher e ser escolhida.
São essas sem vergonha que
A cada tempo mudam a história,
Comquistam direitos, dão a vida.
Geram outras vidas insistentemente.
Desavergonhadamente vão tecendo de cor e beleza,
O desbotado das relações humanas,
Sem medo, sem disfarce, sem vergonha de ser feliz
Vão parindo com dores e delícias um novo mundo
Pra mulheres e homens
Um novo mundo pra "comunidade dos seres"

Autora: Nanci SIlva

III EIV - SERGIPE

III Estágio Interdisciplinar de Vivência – EIV - em áreas de Reforma Agrária - Sergipe
09 a 29 de Janeiro de 2011
Companheiras e companheiros estejam bem!
Estou aqui para fazer o repasse e relatoria do III EIV Sergipe.
Primeiramente cabe explicar o que é o Estágio Interdisciplinar de Vivência. O EIV representa um importante instrumento pedagógico e político que possibilita, aos/às estudantes de todas as áreas do conhecimento, vivenciar e compreender a realidade agrária brasileira, o povo camponês, a luta pela terra, as contradições e a distância que as universidades se colocam para essas questões.
Esta experiência se pauta por três princípios fundamentais: a parceria, que se dá na relação do Movimento Estudantil e os Movimentos Sociais de Luta pela Terra, especialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; a interdisciplinaridade, que propicia o diálogo entre as diferentes áreas do conhecimento, abrindo espaço para outros pontos de vista sobre determinados temas e problemáticas, além de exercitar a discussão e a reflexão coletiva; e a não intervenção, pois garante ao estudante dedicar-se apenas ao conhecimento da realidade dos agricultores para compreendê-la e, ao mesmo tempo, oferecer elementos para problematizar sua formação profissional e dimensionar ações futuras de interação e contribuição profissional.
A universidade oferece muitas propostas de formação profissional que não prestam a devida atenção as demandas e carências dos grupos sociais que situam-se em posição marginalizada. Assim, com o EIV tem-se a perspectiva de despertar a consciência crítica e classista dos estudantes, provocar o questionamento quanto as ações da universidade, a formação recebida e a estrutura da sociedade, bem como, apresentar as ferramentas de luta construídas historicamente pela classe trabalhadora, possibilitando um engajamento para a transformação social, e que os estudantes sintam o sentimento de “banhar-se de povo”.
O EIV também é um espaço para compreender na prática as contradições e complexidades da realidade. Identificar que a crise dos movimentos sociais não está isolada, não é um simples determinismo, mas sim resultado de um conjunto enorme de variáveis, pois a realidade é dinâmica. As causas das contradições e crises são de caráter estrutural, conjuntural, objetivo e subjetivo. O EIV “mostra” os desafios políticos e organizativos que precisamos superar, através da importância da lealdade ao povo, da clareza sobre tática e estratégia, da luta, da formação política e ideológica, do trabalho de base, da democracia entre outros.

O estágio se divide em três fases:

1 Preparação (pré-vivência): com a qual objetiva-se o aprofundamento teórico de temas que pretendem subsidiar os/as estagiários/as para uma melhor compreensão da realidade que irão vivenciar.
2.Vivência: Constitui a fase em que ocorre a interação entre o estagiário/a e as famílias, onde o mesmo passa a conhecer os processos organizativo, político, produtivo, social e cultural dos Movimentos Sociais Populares.
3. Avaliação e Sitematização (pós-viência): fase reservada para a socialização das experiências individuais, aprofundamento dos temas abordados na preparação e avaliação da experiência do estágio, debate em torno das lutas atuais e as ferramentas para construção das mesmas.

[1] Na fase de preparação (pré-vivência) tivemos espaços como: Curso de Como Funciona a Sociedade, Opressões, Histórico de Luta pela Terra, Capitalismo no Campo, Saúde, América Latina, Criminalização dos Movimentos Sociais Populares e o papel da mídia, Educação, Universidade, Cultura, Agroecologia e Meio Ambiente, Conhecimento Popular e Não Intervenção, e discussão da metodologia dos NB’s como o trabalho, mística e valores e gestão democrática.

[2] Passamos 10 dias na vivência. Os/as estagiários/as são divididos em duplas ou trios (a maioria sendo em dupla) e são enviados ou para acampamentos, pré-assentamentos e assentamentos, isso depende muito do perfil da dupla.

[3] No espaço de Avaliação e Sistematização tivemos espaços como troca de experiências, conjuntura dos Movimentos, Juventude, Processo de Formação da Consciência, Movimento Estudantil e repasse das Organizações.

Metodologia do EIV
A metodologia utilizada no EIV é a do Instituo Josué de Castro, que envolve princípios filosóficos e pedagógicos
         Princípios Filosóficos: Os princípios filosóficos dizem respeito nossa visão de mundo, nossas concepções mais gerais em relação à pessoa humana, à sociedade, e ao que entendemos que seja educação. São os fundamentos dos objetivos estratégicos do trabalho educativo.
1) Educação para a transformação social.
2) Educação para o trabalho e a cooperação.
3) Educação voltada para as várias dimensões da pessoa humana.
4) Educação com / para valores humanistas e socialistas.
5) Educação como um processo permanente de formação e transformação humana.
         Princípios Pedagógicos: Os princípios pedagógicos se referem ao jeito de fazer e de pensar a educação, para concretizar os próprios princípios filosóficos. Dizem dos elementos que são essenciais e gerais na nossa proposta de educação, incluindo especialmente a reflexão metodológica dos processos educativos, chamando atenção de que pode haver práticas diferenciadas a partir dos mesmos princípios pedagógicos e filosóficos. Ou seja, é diferente a prática pedagógica que acontece numa escola infantil de assentamento da que acontece num curso de segundo grau como Técnico em Administração de Cooperativas (TAC), por exemplo. Mas os princípios filosóficos e pedagógicos são (devem ser) os mesmos.
1) Relação entre prática e teoria.
2) Combinação metodológica entre processos de ensino e de capacitação.
3) A realidade como base da produção do conhecimento.
4) Conteúdos formativos socialmente úteis.
5) Educação para o trabalho e pelo trabalho.
6) Vínculo orgânico entre processos educativos e processos políticos.
7) Vínculo orgânico entre processos educativos e processos econômicos.
8) Vínculo orgânico entre educação e cultura.
9) Gestão democrática.
10) Auto-organização dos estudantes e das estudantes.
11) Criação de coletivos pedagógicos e formação permanente dos educadores e das educadoras.
12) Atitude e habilidades de pesquisa.
13) Combinação entre processos pedagógicos coletivos e individuais.

Como se aproveitava o tempo no EIV
5:45
Alvorada
6-6:30h
Tempo Pessoal – banho...
6:30 – 7h
Café de classe
7-7:30
Reunião NB´s (repasse da reunião coordenadores, com relatoria * fazer cadernos p relatoria nb´s), lavar louça (7h – reu nb enquanto trabalha)
7:30 – 8h
Tempo Leitura – a decisão se a leitura será individual ou coletiva se dará nos nb´s
(textos pequenos* - fazer cadernos de textos mais profundos p/ entregar antes do EIV)
8 – 8:20
Formatura
8:20 – 12h
Tempo Aula (com intervalo 10 min pra cafezinho – varia pela metodologia do palestrante)
12 – 13h
Almoço
13- 13:30h
Tempo trabalho
13:30 – 14:20h
Tempo cochilo/ descanso
14:20 – 18h
Tempo Aula (começa com café p acordar)
18 – 18:30h
Tempo Pessoal - higiene...
18:30 – 19h
Jantar
19h- 19:30
Tempo Cochicho – socialização e lavar louça jantar
19:30- 21h
Reunião NB’s (avaliação e método * a CPP tem Papel Fundamental, instigar o debate)
21h – 22h
Reunião de Coordenadores
22h e além...
Reunião CPP
23h....
Silêncio
Com tempo aula à noite:
19:30
Tempo aula
21:30
Reunião NB’s ( em dias de aula só rola avaliação do dia, sem discussão de método)
22:15.
Reunião de Coordenadores
23h e além...
Reunião CPP / silêncio


A perspectiva do EIV é colocar para o(a) estagiário(a) a importância da organização estudantil para que a luta organizada possa transformar a realidade que nos é imposta. Também é central no EIV colocar a Formação Política na agenda do dia do Movimento Estudantil.

Organização do III EIV-SE:
ABEEF
 (Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal)
Conselho de Bolsistas da UFS
DENEM
 (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina)
FENED (Federação Nacional dos Estudantes de Direito)
ENEBio
 (Entidade Nacional de Estudantes de Biologia)
ENESSO (Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social)
FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)



Shellen Batista Galdino, estudante de Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba

Comentário de Rachel Sheherazade sobre o Carnaval

quinta-feira, março 03, 2011

Sobre Aborto no Programa Diga Aí

Carta aberta aos senadores e deputados sobre fuso horário AGB

A AGB (Associação dos Geógrafos Brasileiros) vem a publico se manifestar sobre a mudança nos Fusos horários no Brasil que tem por único objetivo atender aos interesses das emissoras de televisão do país. É papel da sociedade civil como um todo se pronunciar sobre os abusos do poder econômico sobre as vidas. 



Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB - Diretoria Executiva Nacional – CNPJ: 50.245.075/0001-00
Av. Lineu Prestes, 338, Geografia/História – Cidade Universitária/USP, São Paulo – SP, CEP: 05508-900 - Telefone: (11) 3091-3758
Correspondência: Caixa Postal 72028, São Paulo – SP CEP: 05508-970
Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB
Diretoria Executiva Nacional
Gestão 2010/2012


Carta Aberta aos Senadores e Deputados Federais
A Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros manifesta seu
repúdio ao fato de que interesses privados, vinculados a emissoras de televisão, estejam a
tentar obstruir a que se torne lei a vontade expressa pela população do Acre em referendo
popular, relativo ao retorno ao fuso horário vigente no Estado em 2008.
O mais elementar entendimento a respeito da questão diz que acima do interesse privado das
emissoras de televisão estão a saúde e a vontade da população.
Tornou-se emblemático do absurdo da situação o artigo de Marcelo Leite, em sua coluna
sobre ciência, na Folha de São Paulo, de 21 de junho de 2009:
"Seria uma crueldade com as crianças que vão à escola de manhã. Não basta levantar cedo,
num horário em geral incompatível com a fisiologia do aprendizado. Para piorar, ainda
teriam de sair de casa e começar as aulas no escuro."
Aproxima-se da insanidade a insistência de interesses privados em tentar tornar-se mais
imperativos do que as mais óbvias condições da fisiologia humana.
Atenciosamente,
Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB

quarta-feira, março 02, 2011

Moção de Apoio às mobilizações contra os aumentos das tarifas do transporte coletivo




Nós da Consulta Popular, reunidos na IV Assembleia Nacional Carlos Marighela em Salvador-BA entre os dias 31 de Janeiro à 4 Fevereiro de 2011, apoiamos todas as manifestação que estão ocorrendo em várias cidades do Brasil “contra o aumento da passagem no transporte coletivo”.

Entendemos que assim como a terra, a educação e a saúde, o transporte também não é mercadoria, é uma necessidade e um direito. Sem transporte coletivo a população não se locomove, tendo seu acesso restrito às demais outras atividades necessárias para a vida como o lazer, o trabalho, a educação, a saúde, etc.

Os empresários operam numa lógica de mercado, fazendo com que o povo ande em um transporte lotado, espere muito tempo no ponto e ainda por cima pague por uma tarifa que não corresponde as condições financeiras da população. Os aumentos das passagens restringem ainda mais o acesso da população, principalmente dos mais pobre deste país, favorecendo os interesses dos empresários do transporte que lucram milhões de reais as custas do povo trabalhador.

Vida em primeiro lugar! Não aos interesses dos empresários do transporte e repudiamos as atitudes tomadas pelos governos municipais e estaduais que pouco fazem para mudar concretamente os problemas reais do transporte coletivo, homologando aumentos da tarifa em final de ano para desmobilizar a juventude e os trabalhadores que estão nas ruas. Por isso reafirmamos que apenas com a organização e luta popular o povo brasileiro construirá uma nação que atenda os seus anseios e demandas históricas!



Transporte é direito, não é mercadoria!
Viva a luta e a organização popular!

Aumento não, abaixo a exploração!

domingo, março 06, 2011

Morre Alberto Granado, companheiro de Che em sua viagem de motocicleta.


Alberto Granado, amigo e companheiro de Ernesto Che Guevara em sua viagem de motocicleta pela América do Sul, morreu neste sábado (05/03) em Havana, aos 88 anos, confirmaram fontes familiares.

Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho, também chamado Alberto.

Wikimedia Commons

Granado e Che, em junho de 1952, na jangada 'Mambo-Tango', com a qual percorreram parte do Amazonas colombiano.

A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.

Amigo de infância de Che Guevara, foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.

Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.

A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido pelo diretor brasileiro Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.

Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.

Wikimedia Commons

Foto recente do argentino Alberto Granado, 88 anos, que morreu neste sábado, em Havana

Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.

Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.

sábado, março 05, 2011

MARIA - SEM - VERGONHA DE SER MULHER



Já são tantas. Milhares. Milhões. Uma verdadeira
Rama, florescendo por todo o planeta. Lilás.
São Maria - sem - vergonha de ser mulher.
Não são só florzinhas. São mulheres se agrupando,
Misturando suas cores, gritando seus encantos,
Exibindo suas verdades.
São domésticas, bailarinas, médicas, estudantes, bancárias,
Professoras, escritoras, garis, brancas, negras, índias,
Meninas...
São sem vergonha de lutar,
Acreditar, denunciar, exigir, reivindicar, sonhar...
São sem vergonha de dizer
Que ainda falta trabalho, sálario digno, respeito...
Que ainda são vítimas de violência física,
Da porrada, do assédio, do estupro, do aborto,
Da prostituição, da falta de assistência...
São Maria - sem - vergonha de se indignar
Diante do preconceito, da escravidão, da injustiça,
Da discriminação aos seus cabelos pixaim
E à sua pele negra...
São Maria - sem - vergonha de brigar por creches,
Meio ambiente, pelo direito de ter ou não ter filhos...
São Maria - sem - vergonha de ficar bonita,
Pintar a boca e da sua boca soltar um beijo
Que não vem de sua boca, mas de seu ser inteiro,
Indivisível, solidário.
São Maria - sem - vergonha de dizer NÃO, de buscar
Alegria, prazer... Sem vergonha de se cuidar,
De usar camisinha e de se apaixonar. Atrevidas,
Maria - sem - vergonha de decidir, fazer política,
Escolher e ser escolhida.
São essas sem vergonha que
A cada tempo mudam a história,
Comquistam direitos, dão a vida.
Geram outras vidas insistentemente.
Desavergonhadamente vão tecendo de cor e beleza,
O desbotado das relações humanas,
Sem medo, sem disfarce, sem vergonha de ser feliz
Vão parindo com dores e delícias um novo mundo
Pra mulheres e homens
Um novo mundo pra "comunidade dos seres"

Autora: Nanci SIlva

III EIV - SERGIPE

III Estágio Interdisciplinar de Vivência – EIV - em áreas de Reforma Agrária - Sergipe
09 a 29 de Janeiro de 2011
Companheiras e companheiros estejam bem!
Estou aqui para fazer o repasse e relatoria do III EIV Sergipe.
Primeiramente cabe explicar o que é o Estágio Interdisciplinar de Vivência. O EIV representa um importante instrumento pedagógico e político que possibilita, aos/às estudantes de todas as áreas do conhecimento, vivenciar e compreender a realidade agrária brasileira, o povo camponês, a luta pela terra, as contradições e a distância que as universidades se colocam para essas questões.
Esta experiência se pauta por três princípios fundamentais: a parceria, que se dá na relação do Movimento Estudantil e os Movimentos Sociais de Luta pela Terra, especialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; a interdisciplinaridade, que propicia o diálogo entre as diferentes áreas do conhecimento, abrindo espaço para outros pontos de vista sobre determinados temas e problemáticas, além de exercitar a discussão e a reflexão coletiva; e a não intervenção, pois garante ao estudante dedicar-se apenas ao conhecimento da realidade dos agricultores para compreendê-la e, ao mesmo tempo, oferecer elementos para problematizar sua formação profissional e dimensionar ações futuras de interação e contribuição profissional.
A universidade oferece muitas propostas de formação profissional que não prestam a devida atenção as demandas e carências dos grupos sociais que situam-se em posição marginalizada. Assim, com o EIV tem-se a perspectiva de despertar a consciência crítica e classista dos estudantes, provocar o questionamento quanto as ações da universidade, a formação recebida e a estrutura da sociedade, bem como, apresentar as ferramentas de luta construídas historicamente pela classe trabalhadora, possibilitando um engajamento para a transformação social, e que os estudantes sintam o sentimento de “banhar-se de povo”.
O EIV também é um espaço para compreender na prática as contradições e complexidades da realidade. Identificar que a crise dos movimentos sociais não está isolada, não é um simples determinismo, mas sim resultado de um conjunto enorme de variáveis, pois a realidade é dinâmica. As causas das contradições e crises são de caráter estrutural, conjuntural, objetivo e subjetivo. O EIV “mostra” os desafios políticos e organizativos que precisamos superar, através da importância da lealdade ao povo, da clareza sobre tática e estratégia, da luta, da formação política e ideológica, do trabalho de base, da democracia entre outros.

O estágio se divide em três fases:

1 Preparação (pré-vivência): com a qual objetiva-se o aprofundamento teórico de temas que pretendem subsidiar os/as estagiários/as para uma melhor compreensão da realidade que irão vivenciar.
2.Vivência: Constitui a fase em que ocorre a interação entre o estagiário/a e as famílias, onde o mesmo passa a conhecer os processos organizativo, político, produtivo, social e cultural dos Movimentos Sociais Populares.
3. Avaliação e Sitematização (pós-viência): fase reservada para a socialização das experiências individuais, aprofundamento dos temas abordados na preparação e avaliação da experiência do estágio, debate em torno das lutas atuais e as ferramentas para construção das mesmas.

[1] Na fase de preparação (pré-vivência) tivemos espaços como: Curso de Como Funciona a Sociedade, Opressões, Histórico de Luta pela Terra, Capitalismo no Campo, Saúde, América Latina, Criminalização dos Movimentos Sociais Populares e o papel da mídia, Educação, Universidade, Cultura, Agroecologia e Meio Ambiente, Conhecimento Popular e Não Intervenção, e discussão da metodologia dos NB’s como o trabalho, mística e valores e gestão democrática.

[2] Passamos 10 dias na vivência. Os/as estagiários/as são divididos em duplas ou trios (a maioria sendo em dupla) e são enviados ou para acampamentos, pré-assentamentos e assentamentos, isso depende muito do perfil da dupla.

[3] No espaço de Avaliação e Sistematização tivemos espaços como troca de experiências, conjuntura dos Movimentos, Juventude, Processo de Formação da Consciência, Movimento Estudantil e repasse das Organizações.

Metodologia do EIV
A metodologia utilizada no EIV é a do Instituo Josué de Castro, que envolve princípios filosóficos e pedagógicos
         Princípios Filosóficos: Os princípios filosóficos dizem respeito nossa visão de mundo, nossas concepções mais gerais em relação à pessoa humana, à sociedade, e ao que entendemos que seja educação. São os fundamentos dos objetivos estratégicos do trabalho educativo.
1) Educação para a transformação social.
2) Educação para o trabalho e a cooperação.
3) Educação voltada para as várias dimensões da pessoa humana.
4) Educação com / para valores humanistas e socialistas.
5) Educação como um processo permanente de formação e transformação humana.
         Princípios Pedagógicos: Os princípios pedagógicos se referem ao jeito de fazer e de pensar a educação, para concretizar os próprios princípios filosóficos. Dizem dos elementos que são essenciais e gerais na nossa proposta de educação, incluindo especialmente a reflexão metodológica dos processos educativos, chamando atenção de que pode haver práticas diferenciadas a partir dos mesmos princípios pedagógicos e filosóficos. Ou seja, é diferente a prática pedagógica que acontece numa escola infantil de assentamento da que acontece num curso de segundo grau como Técnico em Administração de Cooperativas (TAC), por exemplo. Mas os princípios filosóficos e pedagógicos são (devem ser) os mesmos.
1) Relação entre prática e teoria.
2) Combinação metodológica entre processos de ensino e de capacitação.
3) A realidade como base da produção do conhecimento.
4) Conteúdos formativos socialmente úteis.
5) Educação para o trabalho e pelo trabalho.
6) Vínculo orgânico entre processos educativos e processos políticos.
7) Vínculo orgânico entre processos educativos e processos econômicos.
8) Vínculo orgânico entre educação e cultura.
9) Gestão democrática.
10) Auto-organização dos estudantes e das estudantes.
11) Criação de coletivos pedagógicos e formação permanente dos educadores e das educadoras.
12) Atitude e habilidades de pesquisa.
13) Combinação entre processos pedagógicos coletivos e individuais.

Como se aproveitava o tempo no EIV
5:45
Alvorada
6-6:30h
Tempo Pessoal – banho...
6:30 – 7h
Café de classe
7-7:30
Reunião NB´s (repasse da reunião coordenadores, com relatoria * fazer cadernos p relatoria nb´s), lavar louça (7h – reu nb enquanto trabalha)
7:30 – 8h
Tempo Leitura – a decisão se a leitura será individual ou coletiva se dará nos nb´s
(textos pequenos* - fazer cadernos de textos mais profundos p/ entregar antes do EIV)
8 – 8:20
Formatura
8:20 – 12h
Tempo Aula (com intervalo 10 min pra cafezinho – varia pela metodologia do palestrante)
12 – 13h
Almoço
13- 13:30h
Tempo trabalho
13:30 – 14:20h
Tempo cochilo/ descanso
14:20 – 18h
Tempo Aula (começa com café p acordar)
18 – 18:30h
Tempo Pessoal - higiene...
18:30 – 19h
Jantar
19h- 19:30
Tempo Cochicho – socialização e lavar louça jantar
19:30- 21h
Reunião NB’s (avaliação e método * a CPP tem Papel Fundamental, instigar o debate)
21h – 22h
Reunião de Coordenadores
22h e além...
Reunião CPP
23h....
Silêncio
Com tempo aula à noite:
19:30
Tempo aula
21:30
Reunião NB’s ( em dias de aula só rola avaliação do dia, sem discussão de método)
22:15.
Reunião de Coordenadores
23h e além...
Reunião CPP / silêncio


A perspectiva do EIV é colocar para o(a) estagiário(a) a importância da organização estudantil para que a luta organizada possa transformar a realidade que nos é imposta. Também é central no EIV colocar a Formação Política na agenda do dia do Movimento Estudantil.

Organização do III EIV-SE:
ABEEF
 (Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal)
Conselho de Bolsistas da UFS
DENEM
 (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina)
FENED (Federação Nacional dos Estudantes de Direito)
ENEBio
 (Entidade Nacional de Estudantes de Biologia)
ENESSO (Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social)
FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)



Shellen Batista Galdino, estudante de Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba

Comentário de Rachel Sheherazade sobre o Carnaval

quinta-feira, março 03, 2011

Sobre Aborto no Programa Diga Aí

Carta aberta aos senadores e deputados sobre fuso horário AGB

A AGB (Associação dos Geógrafos Brasileiros) vem a publico se manifestar sobre a mudança nos Fusos horários no Brasil que tem por único objetivo atender aos interesses das emissoras de televisão do país. É papel da sociedade civil como um todo se pronunciar sobre os abusos do poder econômico sobre as vidas. 



Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB - Diretoria Executiva Nacional – CNPJ: 50.245.075/0001-00
Av. Lineu Prestes, 338, Geografia/História – Cidade Universitária/USP, São Paulo – SP, CEP: 05508-900 - Telefone: (11) 3091-3758
Correspondência: Caixa Postal 72028, São Paulo – SP CEP: 05508-970
Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB
Diretoria Executiva Nacional
Gestão 2010/2012


Carta Aberta aos Senadores e Deputados Federais
A Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros manifesta seu
repúdio ao fato de que interesses privados, vinculados a emissoras de televisão, estejam a
tentar obstruir a que se torne lei a vontade expressa pela população do Acre em referendo
popular, relativo ao retorno ao fuso horário vigente no Estado em 2008.
O mais elementar entendimento a respeito da questão diz que acima do interesse privado das
emissoras de televisão estão a saúde e a vontade da população.
Tornou-se emblemático do absurdo da situação o artigo de Marcelo Leite, em sua coluna
sobre ciência, na Folha de São Paulo, de 21 de junho de 2009:
"Seria uma crueldade com as crianças que vão à escola de manhã. Não basta levantar cedo,
num horário em geral incompatível com a fisiologia do aprendizado. Para piorar, ainda
teriam de sair de casa e começar as aulas no escuro."
Aproxima-se da insanidade a insistência de interesses privados em tentar tornar-se mais
imperativos do que as mais óbvias condições da fisiologia humana.
Atenciosamente,
Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB

quarta-feira, março 02, 2011

Moção de Apoio às mobilizações contra os aumentos das tarifas do transporte coletivo




Nós da Consulta Popular, reunidos na IV Assembleia Nacional Carlos Marighela em Salvador-BA entre os dias 31 de Janeiro à 4 Fevereiro de 2011, apoiamos todas as manifestação que estão ocorrendo em várias cidades do Brasil “contra o aumento da passagem no transporte coletivo”.

Entendemos que assim como a terra, a educação e a saúde, o transporte também não é mercadoria, é uma necessidade e um direito. Sem transporte coletivo a população não se locomove, tendo seu acesso restrito às demais outras atividades necessárias para a vida como o lazer, o trabalho, a educação, a saúde, etc.

Os empresários operam numa lógica de mercado, fazendo com que o povo ande em um transporte lotado, espere muito tempo no ponto e ainda por cima pague por uma tarifa que não corresponde as condições financeiras da população. Os aumentos das passagens restringem ainda mais o acesso da população, principalmente dos mais pobre deste país, favorecendo os interesses dos empresários do transporte que lucram milhões de reais as custas do povo trabalhador.

Vida em primeiro lugar! Não aos interesses dos empresários do transporte e repudiamos as atitudes tomadas pelos governos municipais e estaduais que pouco fazem para mudar concretamente os problemas reais do transporte coletivo, homologando aumentos da tarifa em final de ano para desmobilizar a juventude e os trabalhadores que estão nas ruas. Por isso reafirmamos que apenas com a organização e luta popular o povo brasileiro construirá uma nação que atenda os seus anseios e demandas históricas!



Transporte é direito, não é mercadoria!
Viva a luta e a organização popular!

Aumento não, abaixo a exploração!